CPI chega a principais contas de disparo irregular de WhatsApp nas eleições

CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) das Fake News no Congresso identificou uma lista com as linhas telefônicas de WhatsApp responsáveis pelas maiores quantidades de disparo de mensagens em massa durante a campanha eleitoral de 2018. O levantamento foi feito a partir de documentos que a empresa remeteu à comissão de inquérito em novembro passado.

Dentre as 400 mil contas que representantes do aplicativo afirmam que foram banidas por uso irregular durante a eleição, 55 mil tinham comportamento anormal para o aplicativo, podendo ser operadas por robôs —destas, 24 respondem pela maior parte das mensagens disparadas em massa. É o que revela documento sigiloso analisado na comissão e obtido com exclusividade pela reportagem do UOL.

As linhas telefônicas associadas a estes perfis possuem números dos Estados Unidos, Vietnã, Inglaterra e Brasil. Apesar das origens diversas dos números, os IPs (endereços da conexão de internet utilizada para operar as contas suspeitas) associados às contas indicam que todas as mensagens foram disparadas do Brasil.

Celulares usados em empresa para enviar mensagens de WhatsApp em massa – Reprodução

Com estas informações, parlamentares da CPMI ouvidos pela reportagem dizem que querem chegar aos responsáveis por estas contas e endereços de IP para intimá-los a depor e revelarem o que sabem do esquema.

Pelo menos 3 dos 24 números possuem contas ativas no serviço de mensagens. Em setembro do ano passado, o UOL mostrou que uma rede de disseminação de fake news com uso de robôs pró-Bolsonaro que funcionou durante a eleição permanecia com 80% dos contatos ativos no WhatsApp.

Telefones do exterior tinham IP de São Paulo e Manaus

Das 24 linhas telefônicas de maior atividade suspeita indicadas pelo WhatsApp, 6 são do Brasil e 18 do exterior.

Dentre as contas estrangeiras, duas não tinham informações de localização, aponta análise da reportagem com a ajuda de três especialistas em segurança da informação: um policial federal, um promotor do Ministério Público e um pesquisador do exterior e ex-servidor do Ministério da Justiça.

Nas demais linhas estrangeiras, todos os 16 endereços de IP vinculados ao seu uso apontam endereços físicos dentro do Brasil. As 16 contas de WhatsApp eram usadas a partir de dois locais em São Paulo e um em Manaus, mostra a análise.

CONTAS ERAM DE APARELHOS COM ANDROID 4

As linhas brasileiras na lista em posse da CPMI estão registradas com códigos de DDD de São Paulo, Santos (SP), Belo Horizonte, Florianópolis, Maceió e Caldas Novas (GO).

A reportagem analisou o último IP informado pelo WhatsApp para cada uma delas. Os endereços físicos apontados por estes IPs indicavam o uso das contas associadas em Belo Horizonte e no mesmo endereço de São Paulo usado em sete das linhas internacionais.

Não foi possível estabelecer os locais exatos apontados pelos IPs, informação que só pode ser obtida com quebra de sigilo dos números telefônicos.

Os dados de IPs entregues pelo aplicativo referem-se ao período entre março e novembro de 2018.

O WhatsApp ainda informou as características dos aparelhos telefônicos que utilizavam o serviço. Das 24 linhas investigadas, seis usavam a versão 4 do sistema operacional Android. Alguns serviços de disparo em massa de mensagens foram desenhados para esse sistema operacional.

Além disso, a versão do aplicativo é a mesma para todos os aparelhos, o que pode indicar atuação empresarial segundo o pesquisador em segurança da informação consultado pelo UOL.

Em resposta à reportagem, a assessoria de imprensa do WhatsApp enviou nota na qual afirma que é totalmente contra spam e o uso da plataforma para enviar informações em massa.

“É por isso que estamos usando nossos avançados recursos técnicos, como aprendizado de máquina, para banir contas que enviam mensagens em massa automatizadas e também estamos analisando evidências além da plataforma para tomar ações legais, se aplicável”, diz a nota da empresa.

“(…) Propusemos ao TSE proibir explicitamente o uso de serviços de mensagens em massa no contexto de campanhas eleitorais, que eles concordaram em incorporar nos regulamentos”, diz a empresa, que informou ter notificado as empresas que disseram oferecer o envio de mensagens em massa.

Em 2018, o UOL revelou que diversas agências a serviço de campanhas políticas —entre elas as de Fernando Haddad (PT), Jair Bolsonaro (então no PSL, hoje sem partido), Henrique Meirelles (MDB) e João Doria (PSDB)— utilizaram serviços de disparo em massa de WhatsApp para grupos e eleitores. Todos os citados negam.

Em alguns casos, o UOL encontrou indícios do uso de listas de contatos compradas e vazadas e distribuição de mensagens com fake news e ataques a adversários. Todas essas práticas são proibidas pela legislação eleitoral.

OUTRO LADO

Procurada pela reportagem, a defesa da campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não respondeu sobre a relação da campanha do presidente com empresas responsáveis pelos disparos em massa.

O PSDB de SP afirma que a campanha do governador João Doria não contratou nem fez disparos em massa de WhatsApp ou fake news, e que o governador não é investigado por isso em nenhuma esfera.

Fernando Haddad e Henrique Meirelles também sempre negaram qualquer irregularidade no uso do WhatsApp durante a corrida eleitoral de 2018.

Procurada pela reportagem para informar como andam as investigações abertas sobre o uso de disparos em massa e fake news no WhatsApp durante as últimas eleições, a Polícia Federal não respondeu.

folha

Prazo para justificar ausência no 2° turno da Eleição termina hoje

Eleitores que não votaram e não justificaram a ausência no segundo turno das Eleições de 2018 só até esta quinta-feira, 27, para apresentar a sua justificativa junto à Justiça Eleitoral.

Segundo o TSE, o eleitor que não votou precisa fazer a quitação eleitoral porque é exigida para posse em cargo público, matrícula em instituições de ensino superior e emissão de passaporte, e em outros casos.

Já no caso de servidor público, a regularidade eleitoral é condição para recebimento do salário. Após três ausências consecutivas às urnas, o eleitor tem o título cancelado.

Para realizar a justificativa, basta acessar feita o Sistema Justifica, disponível nos portais dos tribunais regionais eleitorais (TREs), no menu de serviços ao eleitor. Neste caso, o eleitor deve preencher o formulário online, declarar o motivo da ausência e anexar comprovante do impedimento para votar.

Outra opção eleitor é ir a um cartório eleitoral, preencher o formulário disponível nesses locais e nos portais dos tribunais eleitorais. A documentação deve ser entregue pessoalmente em qualquer cartório eleitoral ou enviada por via postal ao juiz da zona eleitoral na qual o eleitor é inscrito. É preciso anexar ao formulário a comprovação do motivo da ausência nas eleições.

No caso dos brasileiros que moram fora do país que se inscreveram pra votar, mas não compareceram às urnas, precisam anexar junto ao o requerimento de justificativa eleitoral cópia de documento oficial brasileiro de identidade e da comprovação do motivo da ausência. A justificativa pode ser entregue nas representações diplomáticas brasileiras ou enviada pelo Sistema Justifica.

Prazo para eleitor justificar ausência no segundo turno vai até 27 de dezembro; saiba mais

Os eleitores que não compareceram ao local de votação neste domingo (28) e não justificaram a ausência no segundo turno ainda podem regularizar a situação eleitoral até dezembro. Os ausentes do primeiro turno, realizado em 7 de outubro, tem até de de dezembro para justificar por que não compareceram à votação. Para os que se ausentaram no segundo turno, o prazo vai até 27 de dezembro.

A justificativa pode ser feita mediante o preenchimento de um requerimento disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve ser entregue pessoalmente em qualquer cartório eleitoral ou enviado por via postal ao juiz da zona eleitoral na qual é inscrito. Além do formulário, o eleitor deve entregar documentação que comprove a impossibilidade de comparecimento na votação.

Pela internet, o eleitor pode justificar a ausência usando o Sistema Justifica nas páginas do TSE ou dos tribunais regionais. No formulário online, o eleitor deve informar seus dados pessoais, declarar o motivo da ausência e anexar comprovante do impedimento para votar.

O requerimento de justificativa gerará um código de protocolo que permite ao eleitor acompanhar o processo até a decisão final do juiz da zona eleitoral. A justificativa aceita será registrada no histórico do eleitor no Cadastro Eleitoral.

Eleitores no exterior

Os brasileiros que estavam no exterior no dia da votação também deverão encaminhar o formulário de justificativa pós-eleição e a documentação comprobatória até 60 dias após o turno ou em 30 dias contados a partir da data de retorno ao Brasil.

Se estiver inscrito em zona eleitoral do exterior, o eleitor deverá encaminhar o requerimento diretamente ao juiz competente ou ainda entregar nas missões diplomáticas e repartições consulares localizadas no país ou enviar pelo sistema justifica.

Consequências

O Tribunal Superior Eleitoral explica que a não regularização da situação com a Justiça Eleitoral deve pagar multa (por cada turno). O valor é definido pelo juiz eleitoral da região e varia de R$ 3,5 a R$ 35,10. O eleitor faltoso também pode sofrer outras sanções, como impedimento para obter passaporte ou carteira de identidade para receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público.

A não justificativa impede ainda que o eleitor participe de concorrência ou administrativa da União, dos estados, Distrito Federal e municípios, além de inscrever em concurso público ou tomar posse em cargo e função pública.

Eleitor reclama que não conseguiu votar por falta de acessibilidade em seção eleitoral no AC

O eleitor José Emílio Filho, de 53 anos, relata que passou por momentos de constrangimento ao tentar votar no segundo turno das eleições 2018 neste domingo (28). Filho contou que no primeiro turno votou normalmente na Escola Djalma Teles Galdino, em Rio Branco, mas que a seção dele mudou de sala, que havia uma subida de madeira e não garantia acesso aos cadeirantes.

A reportagem entrou em contato com o Tribunal Regional Eleitoral no Acre (TRE-AC) e o órgão afirma que vai apurar a situação.

“Foi um constrangimento. Era melhor nem ter saído de casa para votar. Tinha uma subida de madeira, eu tenho apenas uma perna, mas não tem rampa e não tinha como eu subir”, relatou.

Sem o acesso, o eleitor disse que foi orientado pelos mesários a justificar o voto. Ele destaca que vota todos os anos e nunca tinha enfrentado esse problema.

“Fica a sensação de impotência, pois é um direito nosso. Voltei para casa sem votar. É triste, porque a gente sai enfrentando todos os outros problemas, acha que vai chegar para votar logo e acontece isso”, lamentou.

Após votação, governandor Tião Viana faz defesa da democracia

O governador Tião Viana votou agora pela manhã, na Universidade Federal Do Acre, acompanhado da primeira-dama Marlúcia Cândida. Em sua fala, fez uma defesa contundente da democracia no Brasil e no mundo.

”Prefiro a democracia, que está sob ameaça no mundo. Existe uma onda fascista no planeta. Quem acredita que a democracia é um sistema que menos erra, não pode deixar que uma onda fascista retorne”, afirmou.

Sobre a importância das eleições no Brasil, Tião Viana afirmou que “nosso voto define hoje o destino de 208 milhões de cidadãos brasileiros, quero o melhor para nosso país, com um voto de consciência e pela verdade.”

Nova lavada de Bolsonaro no Acre: 77,22% dos votos

Bolsonaro venceu folgado no Acre e outros quinze Estados. No Acre, Bolsonaro repetiu a mesma façanha do primeiro turno, confirmando o Estado como um dos mais bolsonaristas do País. Além do Acre, onde obteve 77,22% dos votos, Bolsonaro venceu também no Amapá, no Amazonas, no Distrito Federal, no Espírito Santo, em Goiás, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais, no Paraná, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, em Rondônia, em Roraima, em Santa Catarina e em São Paulo.

Segundo se informou, quatro eleitores foram presos pela Polícia Federal por violação do sigilo do voto. Segundo a PF, eles usuram telefone para fotografar a urna eletrônica enquanto estavam na cabine na seção eleitoral.

Acreanos voltam às urnas hoje e decidem 2º Turno

Uma média de 547.680 acreanos devem ir às urnas hoje em todo Estado neste Segundo Turno das Eleições 2018. São 40 mil eleitores a mais em relação às Eleições Gerais de 2014 e 15.228 a mais que nas Eleições Municipais de 2016. Em Rio Branco o número de votantes chega a 255.548 eleitores. Até agosto, 14 eleitores votariam usando o nome social pela primeira vez.

A evolução não ficou apenas no quantitativo de eleitores. Enquanto que em 2016 haviam 6 municípios cadastrados por meio da biometria no Acre, em 2018 há o dobro. Já são 473.786 eleitores cadastrados por meio da biometria no Estado, que representam 85,61% do total de eleitores.

Rio Branco com 383.443 habitantes é o maior colégio eleitoral do Estado: 255.548 eleitores estão prontos para votar neste domingo.

Além dos 12 municípios que já passaram pela revisão biométrica obrigatória (Assis Brasil, Brasileia, Bujari, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Plácido de Castro, Porto Acre, Rio Branco, Senador Guiomard e Xapuri), seis municípios terão votação híbrida este ano, que possibilita o uso da identificação biométrica e da manual ao mesmo tempo. São eles: Feijó, Jordão, Porto Walter, Rodrigues Alves, Sena Madureira e Tarauacá. Apenas em Mâncio Lima, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa a identificação ocorrerá pelo método tradicional.

As estatísticas revelam ainda que 51,5% do eleitorado do Estado é do sexo feminino e 48,5% do sexo masculino. Quanto ao grau de instrução, a maioria (117.290) é de eleitores que completaram o ensino médio, que representa 21,42%. Os analfabetos são 51.987 (9,49%) e os que concluíram o ensino superior são 50.392 (9,2%).

Saiba o que pode e o que não pode no dia da votação

Neste domingo, 28, eleitores de todo o país irão as urnas para escolher o próximo presidente da República e alguns estados, também governador. Para garantir a tranquilidade da votação os eleitores precisam obedecer algumas regras, estabelecida pela lei eleitoral.

Confira o que pode e o que não pode no dia da votação.

Uso de bandeiras e camisetas do candidato: É liberado a manifestação da preferência do eleitor, desde que seja de maneira individual e silenciosa. São permitidas bandeiras sem mastro, broches ou adesivos no local de votação. Uso de camisetas foi liberado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O eleitor poderá usar a camiseta com nome de seu candidato preferido, sem fazer propaganda eleitoral a favor dele, desde que seja distribuída.

Colinha: O eleitor pode levar, em papel, os números dos candidatos anotados. Não é permitida a “cola” em celular na hora de votar.

Uso de celular: Não é permitido o uso do celular para garantir o sigilo do voto, ou seja, não pode tirar selfie na hora da votação ou tirar foto do voto.

Acompanhante: O eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida poderá contar com o auxílio de pessoa de sua confiança na hora de votar, mesmo que não tenha feito o pedido antecipadamente ao juiz eleitoral.

O uso de Alto-falante e carreatas, boca de urna, do consumo de bebidas alcoólicas são proibidos

Ciro retorna ao Brasil e evita manifestações sobre segundo turno

Derrotado no primeiro turno, o candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, desembarcou no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza em meio à festa de correligionários e simpatizantes. Nada disse sobre política, nem eleições. O candidato do PT ao Palácio do Planalto, Fernando Haddad, afirmou que um gesto de apoio de Ciro o ajudará amanhã (28) durante a votação.

Após passar quase três semanas na Europa, Ciro Gomes chegou ontem (26) à noite a Fortaleza com a mulher, Gisele Bezerra. Estavam presente na recepção a Ciro o presidente estadual do PDT, deputado federal André Figueiredo (CE), e o presidente nacional, Carlos Lupi.

Há previsão de uma reunião política ainda neste sábado, em Fortaleza, da cúpula do PDT para definir uma posição pública sobre o segundo turno das eleições. No último dia 10, o partido anunciou “apoio crítico” à candidatura de Haddad. Desde então, o petista faz elogios à legenda e a Ciro Gomes.

Internamente, no PDT, há consenso que, diante da votação de Ciro Gomes no primeiro turno, obtendo 12,50% dos votos válidos, ele será candidato à sucessão presidencial em 2022.

Equipe de Bolsonaro já negocia transição, diz Onyx Lorenzoni

Apontado como futuro ministro da Casa Civil, se o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) for vitorioso no domingo (28), o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) confirmou hoje (26) que a equipe de transição está sendo organizada. Coube a ele levantar números e dados sobre a estrutura sob responsabilidade da União – ministérios, secretarias, autarquias e demais órgãos.

No domingo (28), Bolsonaro pretende reunir os principais assessores para alinhavar os passos seguintes. Segundo o parlamentar, em 48 horas, o candidato, se eleito, vai anunciar os 50 nomes que irão compor a transição.

Na quinta-feira (25), Onyx se reuniu, em Brasília, com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, designado pelo presidente Michel Temer para organizar os trabalhos do governo de transição. Após o encontro, ele viajou para o Rio de Janeiro para uma reunião com Bolsonaro.

Segundo Onyx, foi apresentado um relato minucioso para o candidato do PSL. Ele evitou dar detalhes à imprensa e foi objetivo ao definir qual o perfil da equipe de transição. “Um governo econômico e eficiente.”

Bem-humorado, Onyx descreveu a coordenação da campanha como um grupo “humilde e pequeno, mas apaixonado pelo Brasil”. “Temos uma eleição para vencer no domingo e é nisso que estamos concentrando esforços.”

Nomes

Onyx disse que, em novembro, Bolsonaro deve anunciar todos os nomes de seu ministério. E em dezembro, pretende retirar a bolsa de colonoscopia, em São Paulo. Durante a campanha, o presidenciável avisou que pretende reduzir de 29 para 15 o número de ministérios. Confirmou ainda os nomes de Onyx, Paulo Guedes (Economia) e do general Augusto Heleno (Defesa).

Questionado se a polarização registrada nestas eleições iria dividir a sociedade, o deputado federal negou. “O Brasil vai se unir. Mesmo as pessoas com as posições antagônicas de agora vão ver o que um presidente decente e honesto pode fazer de diferente em suas vidas. Será o presidente de todos.”

Policiamento para eleições de domingo terá mais de 5 mil homens nas ruas

As forças de Segurança Pública do Estado do Acre reforçaram o efetivo em operação integrada para garantir a tranquilidade no Segundo Turnos das eleições 2018 que acontece no próximo domingo, 28. O anúncio do planejamento operacional foi feito durante coletiva de imprensa realizada na manhã de sexta-feira 26, no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar do Estado do Acre.

A operação integrada entre as Forças de Segurança do Estado, envolvendo as polícias Militar, Civil, Federal, Exército Brasileiro, Corpo de Bombeiros e Detran, irá reunir mais de 5 mil homens que farão o policiamento preventivo das Eleições. Segundo o comandante Marcos Kinpara o planejamento segue o mesmo padrão realizado no Primeiro Turno.

“A Polícia Militar vai estar com todo o efetivo nas ruas para garantir uma eleição democrática, onde o cidadão possa expressar o seu candidato preferido, e nós vamos está com todas as forças de segurança envolvidas nos 22 municípios para que a gente possa ter uma eleição tranquila, assim como foi no primeiro turno”, diz Kinpra.

Ainda de acordo com o comandante, a segurança pública aperfeiçoou a estratégia de atuação para este segundo turno. “Muda no sentindo de que a gente aperfeiçoou, nós temos operação pré-eleição começando a partir de hoje, operações com o helicóptero da Policia Militar e Federal, sábado e domingo, e também no pós-eleição”, explicou.

O secretário de Segurança, Carlos Flávio Portela, enfatizou que as forças de segurança no estado atuarão de forma integrada com as demais estados através de centro de comando e controle.

“Estaremos consolidando os dados e acompanhando a novel nacional toda a eleição através de centro integrado de comando e controle, tanto no âmbito estadual quanto no nacional, vamos estar trocando informações e obviamente direcionando as forças dentro do que for necessário”, destacou Portela.

Otimista, Haddad fala em virada e pede para que ódio não guie eleitor

A dois dias do segundo turno das eleições, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, usou hoje (26) as redes sociais para pedir que os eleitores não se de deixem guiar pelo “ódio e pela mentira”. Prometeu ainda “corrigir erros e retomar acertos”. Em tom de otimismo, afirmou: “Vamos virar essa eleição”.

“Sou um professor que vive de salário, com 18 anos de serviços prestados ao Brasil. Vamos virar essa eleição, corrigir os erros e retomar os acertos. O ódio não vai levar o Brasil a lugar nenhum” , ressaltou.

Meio ambiente

Em resposta a setores do agronegócios, Haddad defendeu que não é preciso “derrubar mata pra ampliar a produção” .“Meu programa de governo prevê desmatamento líquido zero. O que pode ser desmatado estará de acordo com a legislação e, em contrapartida, outras áreas serão reflorestadas”.

Para o candidato do PT, a possibilidade de fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, levantada por apoiadores do adversário dele Jair Bolsonaro (PSL), pode “falir agronegócio brasileiro”. “Se o Brasil não estiver nos acordos sobre o meio ambiente, os outros países não vão comprar do agronegócio brasileiro.”

Fake news

Reproduzindo uma reportagem publicada no jornal Valor Econômico, que mostra pesquisa da empresa Atlas Político sobre eficácia de fake news que indica que mais de um terço do eleitorado afirma acreditar em duas notícias falsas contra o PT, o que representa ameaça à democracia.

“[É um] gravíssimo atentado contra nossa democracia. E nosso adversário segue tentando manipular a vontade do povo com mentiras e desinformação. Não vai conseguir.”

Mais uma vez, Haddad cobrou de Bolsonaro a participação em debates. “O povo vai acordando para o tiro no escuro que é Bolsonaro. Ele chama de estratégia não ir aos debates. Eu nunca vi alguém que se diz do Exército dizer que a estratégia é se esconder, fugir. Ele não honra nem as Forças Armadas, que diz pertencer.”

Apoios

No Twitter, o candidato do PT postou um vídeo do escritor Ziraldo, de 85 anos, que está se recuperando de um acidente vascular cerebral (AVC) desde setembro, em que ele gravou o voto em Haddad. “Vamos todo mundo votar no Haddad porque é a garantia”, disse o cartunista, falando de forma pausada.

Haddad agradeceu. “Emocionado com a fala do grande Ziraldo, que mesmo diante de sua própria luta não se retira das trincheiras pela democracia.”

“Estão ameaçando à democracia”, diz Haddad

O candidato à Presidência do PT, Fernando Haddad, disse hoje (22) que as instituições brasileiras não estão reagindo à altura das ameaças contra a democracia proferidas pelo seu adversário Jair Bolsonaro (PSL) e seus apoiadores. Ele se referiu a afirmação do adversário de “varrer do mapa os bandidos vermelhos do Brasil”.

“Ontem, o discurso dele transmitido na [Avenida] Paulista é um absurdo. Ele ameaça a sobrevivência física da oposição a ele, ameaça a imprensa, e as instituições demoram a reagir”, disse o candidato referindo-se à mensagem de Bolsonaro transmitida a simpatizantes durante ato político.

No vídeo, Bolsonaro diz que vai “varrer do mapa os bandidos vermelhos do Brasil”. “Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão para fora ou vão para a cadeia”, enfatiza na transmissão feita para os apoiadores e exibida em um telão.

Supremo

Haddad mencionou ainda a afirmação de Eduardo Bolsonaro, eleito deputado federal por São Paulo, de que bastam um soldado e um cabo para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF). Preocupado com os impactos do comentário, o candidato do PT fez o alerta sobre os efeitos de tal manifestação, durante visita a uma cooperativa de catadores de material reciclável em Pinheiros, zona oeste paulistana.

“Nós vamos correr riscos inclusive físicos se nós não alertamos o país que a oposição, jornalistas, juízes, estão sendo ameaçados antes do pleito terminar. Se ele tem a coragem de ameaçar a democracia antes das eleições, o que ele fará com o apoio dos eleitores?.”

Haddad reafirmou que espera uma posição mais firme da Justiça Eleitoral diante das denúncias de pagamentos não declarados por empresas para disparos em massa de mensagens através do WhatsApp. “Se todo mundo sabe que houve fraude no primeiro turno com dinheiro sujo de caixa 2 para bombardear as redes sociais com mensagens falsas, o que está se esperando? “, questionou.

Bolsonaro diz que seu plano de privatizações agrada ao mercado

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse hoje (13) que o plano de privatizações previsto por sua campanha, caso seja eleito, será de inteiro agrado do mercado e que, em princípio, as primeiras estatais que serão alvo de análise para privatização serão as criadas pelos governos do Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, as privatizações serão realizadas com responsabilidade.

“Em um primeiro momento, aquelas quase 50 estatais criadas pelo PT e ainda sobram 100. Essas outras têm que ter um modelo para privatizar com responsabilidade, logicamente que as estratégicas não privatizaremos, como Banco do Brasil, Caixa Econômica e Furnas, entre outras. Mas, como um todo, tenho certeza que o mercado vai gostar do nosso plano de privatização porque é uma maneira a mais de combater a corrupção e o Estado tem que estar com aquilo que é essencial nas suas mãos, que são as estratégicas”, avaliou.

Com relação às propostas para a área da saúde, o candidato pelo PSL disse que prioritariamente é preciso combater à corrupção para que sobrem recursos para serem aplicados em outras áreas. As declarações foram dadas ao deixar a casa do empresário Paulo Marinho, onde gravou o programa político partidário.

Violência

Bolsonaro também voltou a falar sobre o aumento da violência motivada por disputas políticas. Ele citou a facada sofrida por ele, em Juiz de Fora, no dia 6 de setembro, e disse que lamenta esse tipo de agressão, que classificou de “bastante violenta”.

“Gostaria que elas parassem. Me acusam de intolerante, mas quem levou a facada fui eu. Se eu tivesse poder de apenas falar para evitar tudo isso, eu exerceria esse poder. Apelo a todos do Brasil que deixem as paixões de lado. Não estamos disputando uma partida de Fla-Flu”, afirmou o candidato.

Bolsonaro não confirmou se participará dos dois debates que estão marcados para segundo turno. Ele disse que, mesmo se for liberado pelos médicos na avaliação que fará quinta-feira (18), pode não comparecer, “como estratégia de campanha”. No entanto, afirmou que, se Haddad quiser debater com ele na rua, na frente de jornalistas, aceitará o debate.

Investimento nas Forças Armadas

O presidenciável disse ainda que, se eleito, investirá mais nas Forças Armadas, que, segundo ele, ficaram esquecidas nos últimos anos. “Investir no Exército é benéfico para a própria economia. Vamos tratar com respeito e consideração.”

Para o candidato, isso não ocorreu ao longo dos últimos 30 anos.

Haddad visita Cohab em SP e promete construir 500 mil casas por ano

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, disse hoje (13), em visita ao conjunto habitacional Promorar Raposo Tavares, na zona oeste paulistana, que, se for eleito, retomará o Programa Minha Casa, Minha Vida, entregando 500 mil unidades por ano. Ele disse que pretende destinar áreas da União das grandes cidades para a construção das casas.

“Uma das críticas que o programa recebeu é que as casas em geral eram construídas um pouco afastadas dos grandes centros urbanos, onde está o emprego”, declarou em entrevista à imprensa.

Haddad falou também que pretende priorizar coletivos de cultura da periferia em uma eventual vitória no segundo turno. Ele citou uma iniciativa tomada quando era prefeito de São Paulo, na qual parte do orçamento da Cultura para a produção cultural das periferias foi “carimbada”.

“Hoje você vê aqui em São Paulo a periferia é a que mais produz cultural e nem sempre recebe apoio público, então uma parte do orçamento voltado para produção cultural vai ser destinado para coletivos de periferia, inclusive parte da Lei Rouanet”, prometeu.

Haddad disse ainda que pretende refinanciar os devedores do Programa de Financiamento Estudantil (Fies). “Não dá pra estudante ficar inadimplente. Estudantes não estão conseguindo pagar o Fies por causa do desemprego. Não é porque não querem. Estão se formando e não conseguem emprego. A primeira providencia é criar emprego para quem sai da faculdade”, defendeu.

Autocrítica

Haddad voltou a dizer que pretende reforçar mecanismos de controle interno em órgãos públicos e estatais. “O Ministério [da Educação] que eu comandei por quase 7 anos tinha uma controladoria muito forte, então não tivemos casos de corrupção no ministério, que tinha R$ 100 bilhões de orçamento”, afirmou.

Ele avalia que faltou controle nos órgãos federais. “Diretores ficaram soltos para promover corrupção e se enriquecer pessoalmente”, apontou. Ele disse ainda que considera que erros cometidos por dirigentes do PT devem ser julgados, desde que garantido o direito de ampla defesa, e “se concluir que alguém enriqueceu tem que ir pra cadeia”.

O candidato cobrou também a presença de seu adversário Jair Bolsonaro (PSL) nos debates televisivos. “Eu lamento, porque alguém que queira presidir o país tem que apresentar um projeto para o país. Tem que passar pelo crivo do debate, do contraditório, inclusive para esclarecer o que ele vem dizendo para pleitear a Presidência da República”, declarou.

Perpétua e Edvaldo agradecem votos e reafirmam compromissos de campanha

Em entrevista exclusiva ao OPINIÃO na terça-feira, 9, os deputados eleitos no pleito do último domingo Edvaldo Magalhães (estadual) e Perpétua Almeida (federal), ambos do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), agradeceram os votos obtidos e falaram sobre os desafios para os próximos quatro anos.

Indagado sobre o crescimento da sigla no Acre, ao tempo que os outros partidos de esquerda perderam muito espaço, Edvaldo Magalhães disse que é cedo para fazer uma avaliação do que aconteceu.

“A gente vai precisar deixar a poeira baixar para poder enxergar melhor e da forma mais adequada o conjunto do resultado, no calor dos resultados, uma avaliação mais apressada pode não ser a avaliação mais precisa. Mas, estamos relembrando muito os resultados que o partido obteve”, disse.

Magalhães lembra que após a eleição de 2014, momento em que PCdoB perdeu espaço no cenário político do Estado, o partido estabeleceu uma meta a ser cumprida em 2018 de conseguir uma cadeira na Câmara Federal e também voltar à bancada na Assembleia Legislativa.

“Isso exigiu um conjunto de medidas e construção políticas, de buscar internamente uma construção unitária para que a gente pudéssemos todos gastar energia com esse projeto, penso que a nossa vitória é a vitória de um coletivo partidário que estabeleceu um propósito e foi coerente com esse propósito”, afirmou.

Edvaldo afirmou que o crescimento do partido no Acre é motivo de celebração, mas não de vaidade. “Mesmo em meio ao um turbilhão, veio um tsunami e nos sobrevivemos a ele, é não apenas sobrevivemos, nós crescemos em meio a uma tempestade, isso é motivo de muita celebração, mas de nenhuma vaidade. Nós, precisamos analisar os resultados da eleição com muita humildade e pé no chão”, diz o parlamentar comunista.

Perguntado sobre a meta de atuação na Assembléia Legislativa do Acre (Aleac) Edvaldo disse que vai cumprir a decisão do eleitor. “Nós vamos cumprir o que o eleitor decidiu, que devemos estar na bancada de oposição ao projeto que foi vencedor, a gente tem que respeitar muito a decisão das pessoas, e não vamos ser nenhum tipo de louco no debate político, a política exige um posicionamento conforme o desenvolvimento dos acontecimentos”, pondera.

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Penso que o que me fez voltar à
política numa disputa interna tão
difícil, foi exatamente porque eu
falei o que as pessoas gostariam
que eu fizesse, sempre trabalhei
olhando muito no olho das pessoas


 

Perpétua Almeida, deputada federal eleita pelo PCdoB

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“Voltar ao parlamento em uma conjuntura tão adversa não foi fácil”

Eleita com 18.374 votos a deputada federal Perpétua Almeida ocupou a sexta posição das oitos vagas para a Câmara Federal representando 4,3% do eleitorado. A parlamentar reconquistou a vaga no parlamento depois de ficar quatro anos afastada, após perder a eleição de 2014, em que concorria ao Senado. Ao OPINIÃO, ela falou dos desafios de voltar à política neste momento de instabilidade social.

“Voltar ao parlamento em uma conjuntura tão adversa não foi fácil, penso que o que me fez voltar à política numa disputa interna tão difícil, foi exatamente porque eu falei o que as pessoas gostariam que eu fizesse, sempre trabalhei olhando muito no olho das pessoas, fiz uma campanha lembrando para as pessoas como eu me comportei quando estava na política, é lembrando o que quero fazer”, destacou.

Uma das bandeiras de campanha da deputada federal eleita pelo PCdoB foi a anistia da dívida do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Sobre o assunto, Perpétua disse que pretende debater a situação desses estudantes.

“Quero debater com o parlamento, com o novo governo a situação da dívida da juventude brasileira que cursou a faculdade pelo Fies, eu acompanhei por muitos anos o Brasil perdoar dívida de banqueiro por conta das crises financeiras, perdoar dívida do pessoal do cacau da Bahia, do pessoal da cana-de-açúcar do Nordeste”, lembra.

Ainda segundo a deputada, quando os estudantes adquiriram o financiamento o país vivia um outro momento econômico. “Aquele país que o jovem assinou o contrato não existe mais, é esse debate eu quero fazer com o parlamento e com o país, e quero ir mais longe, quero defender a continuidade do Fies com outras formas de pagamento. Por que não debater que um percentual seja em dinheiro e outro em serviço prestado?”, indaga.

Perpétua afirmou que também pretende fomentar o debate sobre Segurança Pública. “Falei para as pessoas como eu quero ajudar na segurança pública, como eu quero ajudar para que as pessoas possam se sentir mais seguras dentro da sua própria casa, quero debater como esse país tem leis frouxas para quem comete crimes contra a vida, mas eu quero debater também que os presídios brasileiros não recuperam ninguém” enfatizou.

Sobre a representatividade feminina na Câmara Federal Perpétua disse: “Metade da população que são as mulheres estão desassistida pela política, seja saúde, porque a mulher quando tem creche ela consegue deixar o filho e ir em busca de trabalho, eu sempre tive essa preocupação, as mulheres precisam ser visita pela política, por isso que é importante ter mulheres nos espaços de decisão da política”.

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Deputados defendem a reforma da Frente Popular

Para o deputado Edvaldo Magalhães as eleições de 2018 encerram um ciclo. “Nós do PCdoB fomos fundadores da Frente Popular e essas eleições de 2018 marcam um encerramento de um ciclo. Elas encerram um ciclo da Frente Popular e com muitas questões a ser pensadas e avaliadas, pensadas, e refletidas. Não podemos nos comportar como engenheiros de obras prontas, que passada as eleições e começa botar defeito em tudo”, disse.

Magalhães lembrou ainda a trajetória vitoriosa da coligação. “Nenhuma força política no estado do Acre conseguiu governar por tanto tempo seguidamente”.

Edvaldo Magalhães foi enfático: “A Frente Popular vai precisar ser refundada, ela vai precisar de repactuação política e programática, essas são duas questões que a gente já vem discutindo a mais de oito anos internamente, e agora ganha urgência. Para enfrentar um novo ciclo é preciso ter nova atitude, é preciso uma nova construção política e também ter nova construção programática” conclui.

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Vanda Milani é eleita deputada federal com 22.219 votos

“Vamos trazer Brasília para o Acre”, disse Dra. Vanda Milani em discurso na comemoração da sua eleição para deputada federal, na noite do último domingo em sua residência no bairro Quinze. A merecida vitória foi aplaudida por familiares, amigos e militantes do Partido Solidariedade. Mais de 22 mil pessoas deram o voto de confiança para que Dra. Vanda possa trabalhar para todos os acreanos.

Emocionada ela disse que não tem palavras para agradecer e garantiu que vai honrar cada voto e cada cidadão do Acre. “Trago comigo a gratidão e a certeza, que foram os amigos que somaram-se a seus amigos, 22.219 homens e mulheres do bem e de boa fé, que comigo sonharam o meu sonho, e hoje, honrada venho agradecer publicamente a cada um, ocasião que reafirmo o meu compromisso de campanha, de representá-los no Congresso Nacional, defendendo nossos princípios constitucionais, e muito mais, fazendo e fiscalizando com que eles sejam cumpridos pelas autoridades Executivas do nosso país”, afirmou a deputada eleita.

Ao longo de 40 anos de serviços prestados ao Estado, Dra. Vanda Milani adquiriu a experiência necessária para continuar seu trabalho pelos direitos e garantia dos direitos de todos os acreanos. “Para que no nosso Acre e Nação Brasileira, nossa gente possa ter e tenham sempre o pão de cada dia em sua mesa, saúde, segurança, educação e lazer de qualidade. Que o apoio à produção rural e industrial seja o grande marco e ícone alavancador da nossa economia, com total apoio dos nossas autoridades políticas no Congresso Nacional, com as quais eu me somarei em nome de cada um que me deu seu voto de confiança. Eu serei cada um de vocês amigos, a minha voz será a vossa voz. Eu prometo”, finalizou.

Manuel Marcos é eleito a deputado federal e Doutora Juliana volta à Aleac

Manuel Marcos (PRB), presidente da Câmara de Vereadores de Rio Branco, vereador de dois mandatos, foi eleito com 7.489 votos a deputado federal, em sua atuação parlamentar, Manuel Marcos apresentou diversas propostas atuando juntamente ao Poder Executivo municipal para garantir melhorias nos serviços essenciais à população, com especial atenção à valorização das famílias.

Na Câmara dos Deputados, pretende ampliar a luta por maior qualidade de vida das pessoas. Em Rio Branco, trabalhou, ao longo dos anos, por benefícios como a melhoria do atendimento bancário e a redução das filas nos bancos, além de defender a proibição da cobrança de taxa de religação de energia elétrica na capital.

“Vamos ampliar a atuação em defesa da população acriana, nosso compromisso é garantir recursos para as necessidades dos municípios, como a pavimentação de estradas e investimentos para o desenvolvimento econômico e a geração de emprego”, afirma Manuel Marcos.

Doutora Juliana Rodrigues (PRB), que já estava ocupando um mandato na Assembleia Legislativa do Acre, foi reeleita a deputada estadual com 5.990 votos, a republicana, também foi voz forte no parlamento na defesa dos direitos da mulher e na luta pela acessibilidade.

Como presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Juliana desempenhou trabalhos importantes como a realização de uma audiência pública com a operadora OI para que os serviços aos usuários fossem melhorados. A deputada reeleita agradeceu pela confiança dos eleitores que lhe conferiu a chance de continuar trabalhando em defesa dos interesses da população do estado.

“Foram muitos dias de luta, todos nós enfrentamos chuva, sol e diversas dificuldades, mas, graças a Deus, nunca nos curvamos, pois a determinação e a coragem falaram mais alto. O povo do Acre pode contar com muita garra, muita disposição e muitos projetos que virão de encontro aos anseios e às necessidades de toda a população, essa vitória é de todos nós”, disse a deputada Doutora Juliana.

Para o deputado federal Manuel Marcos, o momento é de muita gratidão, aos eleitores, aos que contribuíram no processo e ao Partido Republicano Brasileiro pela oportunidade.

“Só temos a agradecer por todo o voto de confiança, carinho e respeito que recebemos por onde passamos, tanto nos municípios, como em nossas caminhadas nos bairros. Agradeço também ao nosso PRB pela oportunidade que nos foi concedida, um partido limpo, que acredita de fato e de verdade nos seus representantes. Foram dias de muito trabalho e muito esforço, agradeço pela dedicação, pela força, por cada gota de suor derramado, valeu a pena, a vitória é nossa, é de cada um de vocês”, vibrou Manuel Marcos.

Manoel Marcus

Conheça quem é Manuel Marcos

Manuel Marcos de Carvalho Mesquita é natural de Tianguá, no Ceará. Em 1991 casou com Regilene Mesquita na cidade de Manaus, com quem tem dois filhos. Pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, chegou ao Acre em agosto de 2005.

Já foi coordenador do movimento Força Jovem do Estado do Acre. Em 2008, disputou pela primeira vez a um cargo eletivo como deputado estadual, em 2009 assumiu a presidência do Partido Republicano do Brasil no Estado Acre.

No ano de 2012 esteve como candidato a vereador onde foi eleito com 1.863 votos. Em 2016 foi reeleito a vereador da Câmara Municipal de Rio Branco com 2.863 votos, ano em que assumiu a presidência da Casa Legislativa para o biênio de 2017 à 2018. Em 2018 foi eleito a Deputado Federal com 7.489 votos.

Uma de suas bandeiras é a defesa da família, de transporte de qualidade para os moradores da capital, da valorização dos servidores públicos, incentivador de empreendedores , defesa dos consumidores.

Juliana

Conheça quem é Doutora Juliana

Juliana Rodrigues de Oliveira, natural de Rio Branco – Acre, nascida em 30 de março de 1959. Casada com José Francisco Rodrigues de Oliveira há 38 anos, é mãe de 03 filhos.

É formada em Direito pela Universidade Federal do Acre – UFAC, na turma de 1998. Juliana está como Obreira na Igreja Universal desde o ano de 1998.

Servidora aposentada do Ministério Público Federal, Doutora Juliana foi eleita em 2014 para o primeiro mandato de Deputada Estadual, contabilizando 3.813 votos.

Conhecedora das dificuldades do povo, a republicana fez um mandato de mãos dadas com o povo, com forte atuação no movimento comunitário e nas zonas rurais do Acre.

Juliana tem forte atuação legiferante também na defesa dos direitos do consumidor, sendo autora de importantes leis que regem a relação consumerista.

A promoção da acessibilidade e a luta pelos direitos da mulher também são bandeiras defendidas pela deputada acreana.

Agora, em 2018, Doutora Juliana foi reeleita com 5.990 votos, ou seja, com 2.177 votos a mais em comparação à votação de 2014.

Grata a Deus, ao povo e ao Acre pela reeleição, Doutora Juliana afirma estar ainda mais disposta a continuar percorrendo todo o Estado do Acre, acompanhando de perto as necessidades do povo e lutando em busca de soluções.

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PSDB nacional destaca vitória de Major Rocha em 1º turno das eleições no Acre

O portal do diretório nacional do PSDB destacou a vitória do Major Rocha como vice de Gladson Cameli no primeiro turno das eleições deste ano. Veja o texto:

A chapa do deputado Rocha (AC) ao governo do estado do Acre venceu as eleições deste domingo com mais de 223 mil votos (53,71% dos votos válidos). Gladson Cameli é o futuro governador, e terá Rocha como vice.

Oficial da Polícia Militar, Rocha já atuou como deputado estadual e hoje está no primeiro mandato na Câmara dos Deputados. O parlamentar trabalhou em comissões de destaque, como a de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia, e de Comissão de Fiscalização Financeira e Controle.

“Agradeço a amizade, carinho e apreço da família acreana. Visitamos muitas casas, em uma campanha limpa, sem ofensas ou ataques. Debatemos propostas de interesse do estado e dos acreanos. Unidos, escreveremos uma nova história, com prosperidade e respeito a cada cidadão”, declarou o tucano. Rocha acrescenta que o momento é de união em defesa do futuro do Acre.

Crítico ferrenho da corrupção do governo petista, Rocha sempre alertou para a atitude de políticos que dizem defender a democracia, enquanto exaltam regimes como os de Venezuela e Cuba.

O tucano tem demonstrado preocupação com os altos índices de violência no estado do Acre. Rio Branco é uma das capitais mais violentas do Brasil, segundo o Anuário de Segurança Pública. A taxa de mortes violentas na cidade foi de 62,3 por cada 100 mil habitantes em 2016. Segundo ele, facções criminosas aterrorizam a população com ataques e depredação de patrimônio público, sem reação do governo estadual.

Haddad e Bolsonaro descartam nova Constituinte

Durante entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, nesta segunda-feira (8), o candidato do PT à Presidência da República Fernando Haddad, anunciou que vai rever sua posição sobre a convocação de uma Constituinte e que pretende fazer reformas por meio de emendas constitucionais.

Ele citou três reformas que pretende fazer por meio de emendas constitucionais: reforma tributária, o fim do congelamento do teto de gastos e reforma bancária para diminuir a concentração de bancos e taxas de juros no país.

Sobre a afirmação do ex-ministro José Dirceu em entrevista ao El País de que o partido iria tomar o poder, Haddad disse que discorda da afirmação. “O ex-ministro não participa da campanha, não participará do meu governo e discordo dessa frase. Para mim, a democracia está sempre em primeiro lugar”, afirmou.

Jair Bolsonaro

Escolhido por sorteio, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, foi o segundo a responder as mesmas perguntas. Ele negou que, caso eleito, fará um autogolpe e afirmou que não convocará uma nova Constituinte a ser formada por um conselho de notáveis, conforme havia defendido seu vice Hamilton Mourão (PRTB) durante a campanha no primeiro turno.

Ainda sobre a possibilidade de autogolpe, Bolsonaro disse que não entendeu o que o vice quis dizer, mas afirmou que acredita no voto popular e que será “escravo da Constituição”.

“O desautorizei nesses dois momentos, ele não pode ir além do que a Constituição permite. O que falta ainda ao general Mourão é um pouco de tato, um pouco de vivência com a política”, afirmou o candidato. “Eu sou capitão, ele é general, mas eu sou (sic) o presidente”.

Dia dos candidatos

Pela manhã, Haddad foi a Curitiba, onde visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso na Superintendência da Polícia Federal. A tarde, na capital paulista, reuniu-se com a coordenação de campanha e direção do PT, entre eles a presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, e o senador eleito pela Bahia, Jaques Wagner, que passou a integrar a equipe de campanha. Wagner disse que haverá agora uma grande articulação política. “Teremos uma reunião amanhã com os governadores eleitos [do PT e partidos aliados] para que a gente possa potencializar e organizar a campanha”, disse ao final da reunião.

Questionada sobre a presença do ex-presidente Lula na campanha, Gleisi Hoffmann disse que ele é uma grande liderança política do partido, assim como outras lideranças estão sendo consultadas na campanha. “Não vemos problema nenhum em consultar e nem o Haddad vê”, disse. Sobre as visitas em Curitiba, a presidente disse que vai depender da dinâmica da campanha.

Já Jair Bolsonaro passou o dia em sua casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, por ordens médicas. Em sua residência, recebeu diversos integrantes da campanha. Ele concedeu entrevista a uma rádio, pro telefone.

O presidente do PSL, Gustavo Bebiano, chegou no fim da tarde, na companhia do deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), articulador político de Bolsonaro no Congresso e cotado para chefe da Casa Civil em um eventual governo.

Do lado de fora do condomínio de Bolsonaro, simpatizantes e apoiadores se manifestavam a favor do candidato, buzinando ao passarem de carro pela avenida ou gritando o nome de Bolsonaro. Turistas faziam questão de tirar selfies em frente ao prédio.

Mulheres são as mais votadas para deputadas federal e estadual no Acre

Ao todo, foram eleitas quatro mulheres para compor a Assembleia Legislativa do Acre e quatro para a Câmara Federal

As candidatadas mulheres foram as mais bem votadas, neste domingo (7), para os cargos de deputada federal e estadual no estado do Acre, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para deputada federal, a candidata Mara Rocha (PSDB) recebeu 40.047 votos, um percentual de 9,42% dos votos válidos. Já para o cargo de deputada estadual, Meire Serafim (MDB) foi eleita com 2,44%, após receber 10.349 votos.

O G1 não conseguiu contato com nenhuma das duas candidatadas eleitas para comentar sobre a vitória e a representatividade feminina nos cargos políticos.

Mulheres na Aleac e Câmara Federal

O número de mulheres eleitas para a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) se manteve nas eleições deste ano sem alteração, mas a presença feminina do estado acreano aumentou na Câmara Federal.

Neste domingo, foram eleitas quatro mulheres deputadas estaduais, assim como nas eleições de 2014, o número representa 16,6% do total de 24 deputados eleitos. Já para o cargo de deputado federal, o número de mulheres eleitas saiu de 1, em 2014, para 4 este ano.

Equipes de limpeza recolhem 21 toneladas de lixo após as Eleições 2018 em Rio Branco

Trabalhos de limpeza iniciaram nesta segunda (8), após o primeiro turno das Eleições. Segundo a Semsur, parte do lixo recolhido estava na área central de Rio Branco

As equipes de limpeza da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Rio Branco (Semsur) recolheram cerca de 21 toneladas de lixo das ruas da capital acreana após as Eleições 2018, neste domingo (7).

O trabalho começou na manhã desta segunda-feira (8), em parte do Centro e principais vias do município.

Ao todo, três equipes com 30 garis começaram a atividade nas primeiras horas desta segunda. O diretor de resíduos sólidos, Anderson Santana, contou ao G1 como foi o primeiro dia de limpeza.

“Foram recolhidas 21 toneladas de resíduos nesse primeiro dia. Uma coisa absurda. Por enquanto, hoje, fizemos 70% da parte central da cidade, incluindo Gameleira, Rua Seis de Agosto, e vias estruturantes como o São Francisco, parte da Estrada da Sobral, Estrada do Calafate. São vários pontos”,

Ainda segundo Santana, a previsão é que os trabalhos de limpeza durem de sete a dez dias. “Amanhã continuamos na Sobral, porque é muito grande. Graças a Deus que não choveu, senão ia direto para rede de drenagem. Eram 21 toneladas que iam pesar mais porque o papel molhado dobra o peso”, contou.

O diretor falou também que a maior parte dos resíduos era de ‘santinhos’. Santana ressaltou que três equipes estão empenhadas na limpeza.

“Pessoal jogou pesado. Foi feito na madrugada porque no sábado à noite está tranquilo. A cidade amanheceu dessa forma. A previsão de terminar são de sete a dez últimos úteis. A Semsur tem outras atividades, não podemos parar”, concluiu.

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Equipes devem concluir trabalho de limpeza em sete a dez dias – Foto/Divulgação/Semsur