Vacina da Johnson & Johnson é segura e produz resposta imune, aponta estudo

Uma dose única da (vacina) Ad26.COV2.S induziu uma forte resposta humoral na maioria dos receptores da vacina, com a presença de anticorpos neutralizantes em mais de 90% dos participantes

A vacina contra Covid-19 desenvolvida pela Johnson & Johnson obteve indicadores satisfatórios de segurança e produção de resposta imunológica, de acordo com resultados das fases 1 e 2 publicados no periódico científico The New England Journal of Medicine.

Os resultados positivos foram obtidos após aplicação única do imunizante em voluntários, com duas dosagens diferentes.

Essa característica é tida como o diferencial da vacina, já que representaria uma imunização acelerada da população.

“Uma dose única da (vacina) Ad26.COV2.S induziu uma forte resposta humoral na maioria dos receptores da vacina, com a presença de anticorpos neutralizantes em mais de 90% dos participantes, independentemente da faixa etária ou da dose da vacina”, escreveram os pesquisadores da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, na conclusão do estudo.

Os anticorpos aumentaram e se estabilizaram ao longo de uma análise de 71 dias, o que sugere a durabilidade da resposta imune da vacina.

com informações da CNN Brasil

Chegada de matéria-prima garante à Fiocruz a produção de vacinas contra a Covid-19 até maio

A Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), recebeu nesta sexta-feira (2/4) mais 225 litros de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo), equivalente a 5,3 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. Com mais este lote, a produção está garantida até maio.

O IFA é o principal ingrediente da receita. “Ele é o fermento que faz o bolo crescer. Sem ele, sobraria só farinha, açúcar e corante”, metaforiza Norberto Prestes, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos.

Cada vacina ou medicamento tem seu IFA, que também depende de outras substâncias para ser ingerido e fazer o corpo reagir.

Fiocruz já havia recebido IFA nos últimos dias equivalente a 23,5 milhões de doses. Somadas às 11 milhões já produzidas e que estão em processo de controle de qualidade, a Fiocruz garante 35 milhões de doses a serem entregues ao PNI (Programa Nacional de Imunizações).

Até o momento, o Ministério da Saúde já recebeu da Fiocruz 8,1 milhões de doses da vacina, sendo 4 milhões importadas da Índia e 4,1 milhões produzidas até esta sexta-feira (2/4).

Até 31 de março, de acordo com o Instituto de Biotecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), já havia sido entregue ao PNI mais de 2,8 milhões de vacinas Oxford-AstraZeneca.

Há três meses, quando divulgou o primeiro cronograma do acordo com a farmacêutica, a Fiocruz mencionava a disponibilidade de 15 milhões de doses em março.

Até julho de 2021, a promessa é chegar a 100,4 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca entregues ao Ministério da Saúde.

O cronograma de entregas pactuado com o órgão seguirá o esquema de entregas semanais e está sujeito à logística de distribuição definido pela pasta, além dos protocolos de controle de qualidade.

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Foto: Bio-Manguinhos

A falta de dados sobre o uso da proxalutamida contra a covid-19

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro vêm divulgando nas redes sociais uma nova “cura milagrosa” contra a covid-19 sem que haja testes conclusivos sobre a medicação. É a proxalutamida, um antiandrogênico (bloqueador de testosterona) pela farmacêutica chinesa Kintor que vinha sendo testado inicialmente para tratamento contra o câncer de próstata.

Um vídeo publicado em 11 de março no canal de YouTube do Grupo Samel, operadora de planos de saúde do estado de Amazonas, afirma que um estudo clínico mostrou alta eficácia do remédio na prevenção de mortes em pacientes graves em comparação a indivíduos que haviam ingerido placebo.

A pesquisa é uma parceria entre o Grupo Samel e a empresa americana de biotecnologia Applied Biology, especializada em medicamentos contra doenças capilares. No entanto, ela ainda não foi disponibilizada como artigo em nenhuma publicação científica nem foi revisada por cientistas independentes, passos importantes do método científico.

De acordo com a CNN Brasil, a aprovação do uso emergencial do remédio foi assunto em um almoço no Palácio do Planalto promovido por Bolsonaro para tratar da sucessão no Ministério da Saúde: o general Eduardo Pazuello está de saída para dar lugar ao médico Marcelo Queiroga. Na mesa também estava o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antônio Barra Torres. Segundo a apuração de bastidores da CNN Brasil, técnicos da agência devem se reunir com os fabricantes do medicamento em breve.

Dois dos autores do estudo, Flávio Cadegiani e Ricardo Zimerman, já apoiaram o “tratamento precoce” defendido pelo governo Bolsonaro, tratamento que não tem eficácia contra a covid-19. Zimerman chegou a viralizar com um vídeo em que recomendava remédios como a ivermectina, nitazoxanida e bromexina. Nenhum deles funciona contra a doença que já matou quase 300 mil brasileiros.

A falta de informações sobre o estudo


Como o estudo ainda não foi publicado, o que existe até agora de informação foi extraído de slides apresentados no vídeo do lançamento do trabalho. Não há detalhes, por exemplo, sobre a metodologia aplicada.

“Toda pesquisa para descobrir tratamento contra a covid-19 é válida, entretanto ela precisa ser publicada numa revista de alto impacto científico para que seus dados sejam analisados pelos pares e se verifique sua eficácia”, afirmou ao jornal Nexo Julival Ribeiro, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

Pesquisadores observam que, sem ter acesso à íntegra do estudo, dados importantes permanecem desconhecidos. “Não dá para saber qual foi o tratamento base, isso é, se além da proxalutamida, os pacientes receberam corticóide, qual foi o tipo de uso do oxigênio ou qualquer outro tipo de intervenção. Sem saber o que os participantes de cada grupo receberam nos 12 hospitais diferentes, é impossível analisar se o efeito de fato foi pelo uso da proxalutamida”, avaliou Alexandre Naime, infectologista e professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista), ao UOL.

Segundo as informações da apresentação exibida, o ensaio clínico que embasa o estudo contou com 590 participantes em 12 hospitais de 9 municípios do estado do Amazonas. Desse total, 294 pessoas teriam sido tratadas com proxalutamida e 296 teriam recebido um placebo. Entre as pessoas envolvidas na pesquisa, de acordo com o vídeo, 96% e 97% “precisavam de oxigênio continuamente”.

Outro slide informa que foi obtida uma redução de 92% na mortalidade dos pacientes que ingeriram a proxalutamida. Entre as conclusões divulgadas pelos autores do estudo está que o medicamento reduziu significativamente o tempo de internação hospitalar e freou a progressão da covid-19.

Ao jornal O Estado de S. Paulo um dos autores do estudo disse que o remédio inibe a produção da enzima TMPRSS2, facilitadora da entrada do vírus na célula humana. Sem essa ajuda, as chances de infecção ficariam reduzidas, de acordo com Carlos Wambier, professor assistente do Departamento de Dermatologia da Universidade de Brown, nos EUA.

Wambier, no entanto, ressaltou que os responsáveis pelo estudo em nenhum momento confirmam que a proxalutamida seja uma “cura” para a covid-19, conforme alardeado em publicações nas redes sociais de perfis bolsonaristas. O pesquisador também defendeu mais investigações com o medicamento para que sua ação seja verificada em grupos populacionais diversos e com relação a variantes da covid-19. Ele afirmou que o grupo pretende submeter o trabalho ao New England Journal of Medicine, prestigiosa publicação científica americana.

A lista de remédio sem comprovação


O remédio se junta a uma longa lista de soluções contra a covid-19 disseminadas por Bolsonaro e seus apoiadores. Os mais conhecidos são a cloroquina e a hidroxicloroquina, substâncias usadas para o tratamento de doenças como malária e lúpus.

Desde que o presidente começou a defender esses medicamentos, em março de 2020, pelo menos dez ensaios clínicos em diferentes países demonstraram que os remédios não melhoram o quadro da pessoa infectada com covid-19 nem servem como tratamento preventivo contra a doença.

Bolsonaro não desiste. Na sexta-feira (19), em uma entrevista ao vivo a uma rádio de Camaquã (RS), o presidente defendeu a “nebulização da hidroxicloroquina” como procedimento contra a covid-19.

A ideia de que existe um tratamento precoce contra a covid-19, adotada oficialmente pelo Ministério da Saúde em julho de 2020, não tem qualquer respaldo científico. A OMS (Organização Mundial da Saúde) não reconhece qualquer tipo de medida profilática contra a covid-19.

O receituário bolsonarista anticovid inclui ainda a ivermectina, um vermífugo, e a azitromicina, desenvolvido para tratar de infecções bacterianas. Ambos costumam fazer parte do kit do tratamento precoce, mas até agora nenhum estudo conseguiu comprovar qualquer eficácia das substâncias contra a covid-19.

Mais recentemente, bolsonaristas passaram a defender um spray nasal desenvolvido em Israel. Chamado EXO-CD24, o medicamento foi originalmente criado para tratamento contra o câncer de ovário. Em um primeiro teste com 30 pessoas, o spray mostrou potencial de frear o processo inflamatório intenso que acontece no pulmão devido a uma resposta desregulada do sistema imunológico à invasão do vírus.

No domingo (21), Israel e Nova Zelândia autorizaram a venda de um spray nasal contra a covid-19 fabricado pela SanOtize. Não é o mesmo produto almejado por Bolsonaro. “O governo de vocês está negociando o tratamento errado. [O spray da] SaNOtize é diferente, muito mais avançado [no desenvolvimento] e com resultados mais fortes que o EXO-CD”, afirmou à CNN brasileira a assessoria da fabricante SaNOtize.

Até agora, o único procedimento com ação comprovada contra o novo coronavírus tem sido a vacina. Em dois meses e meio de campanha de imunização, 5,5% da população havia tomado uma das duas doses necessárias e apenas 2% haviam recebido as duas doses, segundo dados de domingo (21) levantados pelo consórcio de veículos de imprensa.

Ao Nexo Julival Ribeiro, da SBI, lembrou que é preciso evidências científicas para prescrever um remédio novo para qualquer doença. Além disso, é necessário que ele tenha sido aprovado pela Anvisa para esse fim. “Qualquer medicamento pode ter efeitos colaterais, ainda mais se ele não é para a doença para qual foi desenvolvido”, alertou.

nexojornal

Autoridade de saúde dos EUA pede que AstraZeneca revise dados de eficácia de vacina contra Covid-19

A AstraZeneca, desenvolvedora da vacina contra a Covid-19 Covishield em parceria com a Universidade de Oxford, pode ter incluído dados desatualizados para chegar aos resultados de eficácia divulgados na segunda-feira (22), afirmou o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID) em uma nota publicada nesta terça-feira (23).

Os dados são de um estudo com o imunizante realizado nos Estados Unidos, Chile e Peru.

Segundo o instituto, ligado à rede de Institutos Nacionais de Saúde do país (NIH), um comitê independente que monitora dados e segurança da vacina fez o alerta.

“[Os dados desatualizados] podem fornecer uma visão incompleta da eficácia. Pedimos à companhia que trabalhe com o comitê para revisar os dados para garantir que os dados mais precisos e atualizados sobre a eficácia sejam tornados públicos o mais rápido possível”, diz a NIAID na nota.

A NIAID não especifica quais seriam os dados desatualizados nem o quanto eles podem ter interferido nos resultados divulgados pela empresa.

A Covishield, que já é aplicada no Brasil, Reino Unido e outros países, ainda não tem liberação para uso nos Estados Unidos, que possui atualmente um estoque parado de pelo menos 30 milhões de doses do imunizante enquantro outras nações enfrentam escassez da vacina.

No Brasil, um acordo bancado pelo governo federal permite a produção da Covishield pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Na segunda-feira (22), a AstraZeneca diulgou que o estudo, questionado agora pela NIAID, havia demonstrado que a vacina teve eficácia de 79% contra casos sintomáticos da Covid-19 —a pesquisa não avaliou a redução de casos assintomáticos, que representam cerca de 30% do total de infectados, segundo estimativas. Assintomáticos também podem transmitir o vírus.

Ensaios clínicos conduzidos no Reino Unido, África do Sul e Brasil e com resultados publicados na revista científica The Lancet haviam apontado a eficácia da vacina de 70% contra casos sintomáticos da Covid-19.

Os dados do estudo, que contou com mais de 30 mil participantes e foi realizado em parte nos Estados Unidos, devem abrir o caminho para o pedido de autorização de uso à FDA (agência regulatória do país). Até o momento, o país autorizou apenas o uso de vacinas produzidas por empresas americanas (Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson). A AstraZeneca é anglo-sueca.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), 126 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já foram aplicadas no país, que registrou mais de 540 mil mortes pela doença causada pelo coronavírus Sars-CoV-2.

O fato de a NIAID não questionar os dados de segurança da Covishield alivia um pouco o impacto para a AstraZeneca. Nas últimas semanas, pelo menos 20 países europeus suspenderam a aplicação do imunizante após preocupações com o surgimento de trombose venosa cerebral rara nos que receberam doses.

A decisão de governos e ministérios da Saúde europeus foi criticada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e infectologistas, que consideraram a ação precipitada.

Após uma revisão dos dados, a EMA (agência regulatória europeia) afirmou que a vacina não está associada com um aumento do risco de desenvolver eventos tromboembólicos em quem a recebe. “Os benefícios da vacina para combater o avanço da ameaça da Covid-19 (que pode resultar em coagulações fatais) continuam a superar os riscos dos efeitos colaterais”, afirmou a agência na última semana.

Após as declarações da EMA, parte dos países que haviam suspendido o uso da Covishield decidiram retomar a aplicação do imunizante imediatamente. Atualmente, parte da europa vê um aumento no número de casos de Covid-19 e a ameaça de uma terceira onda enquanto enfrenta lentidão para distribuir vacinas.

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Brasileia ultrapassa 70% de cobertura vacinal contra a covid-19 em idosos e profissionais da saúde


Dentro das ações de enfrentamento ao coronavírus a Prefeitura de Brasileia já vacinou 965 pessoas contra a Covid-19 no município. Atualmente a equipe da saúde montou varias frentes de trabalho para dar maior celeridade no processo de vacinação dos idosos a partir de 70 anos e profissionais da saúde.


No geral, profissionais da saúde e idosos, Brasileia já alcançou setenta e três porcento (73%) de cobertura vacinal. Ao fazer a comparação do município com as cidades que apresentam maior porcentagem deve ser observado que estas cidades tem população indígena a ser contabilizada, enquanto Brasiléia não recebeu vacinas para este público.


Segundo o secretário municipal de saúde, Joãozinho Melo, Brasileia não alcançou a cobertura vacinal de cem porcento por conta de o município depender do Ministério da Saúde (MS), e ainda não enviou novos lotes da vacina.

“Nós estamos com duas equipes realizando a vacinação na cidade, uma se encontra na quadra do bairro Ferreira Silva ao lado do Centro Cultural, outra está indo até as casas dos idosos cadastrados na secretaria de saúde”, falou Joãozinho Melo.


Joãozinho Melo informou que estar elaborando junto com a equipe da saúde e a prefeita Fernanda Hassem um plano logístico que possa atender da melhor forma os idosos da área rural para que possam ser vacinados. Brasileia tem atualmente mais de dois mil quilômetros de ramais.


Entre primeira e segunda dose, 637 idosos tomaram a primeira dose e 46 idosos tomaram a segunda dose, a maioria tomaram da vacina da FIOCRUZ, com o intervalo de doses até 90 dias. Na tarde de terça-feira (16), funcionários do Hospital Regional do Alto Acre tomaram a segunda dose e funcionários da saúde municipal tomaram suas doses na unidade de referencia a covid-19.

Com sistema de saúde sobrecarregado, Acre registra mais sete mortes por Covid-19

Com as UTIs do Pronto-Socorro de Rio Branco e do Into Acre com 100% de ocupação, o Acre registrou mais sete mortes e 320 novos casos de contaminados pela Covid-19, de acordo com o boletim da Secretaria de Saúde divulgado nesta segunda-feira, 15.

O número atualizado de infectados pela doença chegou a 62.940, mas esse montante deve subir, tendo em vista que 1.054 exames seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux.

Internados

De acordo com o boletim, 368 pessoas seguem internados em leitos de UTIs, clínicos, pediátricos e obstétricos em todo o estado. Os dados também mostra que mais de 52 mil pessoas receberam alta médica desde o início da pandemia.

Os dados da vacinação contra a Covid-19 no Acre podem ser acessados no Painel de Monitoramento da Vacinação, disponível no endereço eletrônico: http://covid19.ac.gov.br/vacina/inicio. As informações são atualizadas na plataforma do Ministério da Saúde (MS), ficando sujeitas a alterações constantes, em razão das informações inseridas a partir de cada município.

Diante da taxa de ocupação de leitos sobrecarregada no Sistema Único de Saúde, o Estado segue agora trabalhando, com apoio do Governo Federal, com a transferência de pacientes para outras localidades onde há disponibilidade de leitos para tratamento da Covid-19.

O primeiro paciente foi transferido neste domingo, 14, de Rio Branco para Cruzeiro do Sul. A previsão é de que mais 13 pacientes sejam transferidos ainda nesta segunda-feira, 15, para o município.

Outros 6 pacientes também já estão com leitos de UTI regulados pelos SUS para transferência via Força Aérea Brasileira (FAB), para a cidade de Manaus, aguardando também a chegada da aeronave.

Mais 7 notificações de óbitos foram registradas nesta segunda-feira, 15, sendo 5 do sexo masculino e 2 do sexo feminino, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 1.129 em todo o estado.

Óbitos do sexo masculino:

R. N. C., de 89 anos, faleceu no seu domicílio, em Rio Branco, no dia 1º de janeiro.

Morador de Rio Branco, A. J. G. M., de 47 anos, faleceu no dia 31 de janeiro, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), sem data de entrada na unidade de saúde.

Morador de Porto Acre, E. T. P., de 69 anos, deu entrada no dia 23 de fevereiro, no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), vindo a óbito no dia 13 de março.

Morador de Cruzeiro do Sul, A. M. S., de 85 anos, deu entrada no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), no dia 15 de fevereiro, e faleceu no dia 14 de março.

O quinto óbito entre os homens é de M. L. P. M., de 63 anos. Morador de Rio Branco, deu entrada no dia 7 de fevereiro, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e veio a falecer neste domingo, 14 de março.

Óbitos do sexo feminino:

Moradora de Rio Branco, L. L. G., de 91 anos, deu entrada Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), no dia 2 de março, vindo a falecer no dia 14 do referido mês.

M. A. B. N., de 35 anos. Moradora de Rio Branco, deu entrada no dia 14 de março, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Sobral, vindo a falecer nesta segunda-feira, dia 15.

Sobre os casos de Covid-19 no estado, acesse:

BOLETIM_AC_COVID_15.03.2021 (1)

Sobre a ocupação de leitos no estado, acesse:

Boletim Assistência 15-03-2021

Como a medicina lida com a covid-19 após um ano de pandemia

Um ano após a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarar estado de pandemia devido à disseminação global do novo coronavírus, a covid-19 continua sendo uma doença sem tratamento. Nenhum remédio testado se mostrou capaz de atacar o vírus Sars-CoV-2, que causa a infecção, ou de prevenir seu contágio. As vacinas, desenvolvidas e aprovadas em tempo recorde, são o único modo de evitar mais mortes além das medidas não farmacológicas como o distanciamento social.

No Brasil, a divulgação de um suposto tratamento precoce com um kit de medicamentos ineficazes ganhou força devido ao incentivo pelo presidente Jair Bolsonaro, com o aval do Ministério da Saúde, ao uso da cloroquina e de sua derivada hidroxicloroquina. Ao ser pressionado a se manifestar sobre o tema, o Conselho Federal de Medicina se limitou a defender a autonomia dos médicos para receitar remédios fora da bula, o que contribuiu ainda mais para aumentar a confusão na população.

Algumas regiões têm insistido na difusão de substâncias sem efeito como resposta ao aumento de casos e mortes e à falta de vagas em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). Em Macapá, equipes de saúde distribuíram no começo de março 150 mil kits com vitaminas C e D, zinco e ivermectina (vermífugo usado contra piolho) na tentativa de “aumentar a imunidade” da população, o que estudos já demonstraram que não acontece. A própria MSD, farmacêutica que produz a ivermectina, afirmou em nota que o produto não traz benefícios contra a covid-19.

Em fevereiro, a Justiça suspendeu a distribuição pela Prefeitura de Porto Alegre de um coquetel com ivermectina, azitromicina (usado contra infecções bacterianas), hidroxicloroquina e cloroquina. Na decisão, o juiz considerou não haver “evidências robustas” de eficácia baseadas em pesquisas e reconhecidas pela comunidade científica. A OMS não recomenda a cloroquina, descartou realizar mais pesquisas e já há consenso entre os cientistas de que ela não funciona para a covid.

Em Santa Catarina, médicos continuam receitando ivermectina e cloroquina. O estado é um dos 13 com taxa de ocupação de leitos de UTI igual ou acima de 90%, segundo boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) publicado na terça-feira (9).

Como a medicina lida com casos leves


A falta de um tratamento específico para a covid-19 não significa que doentes que busquem ajuda médica, mesmo com um quadro leve de infecção, não precisem tomar remédios.

“A gente faz tratamento para melhorar a dor, a febre, a mialgia (dor muscular). Faz medicações específicas para a tosse, porque às vezes o paciente não consegue dormir por causa dela. O que a gente trata são os sintomas”, disse ao Nexo a professora Patrícia Rocco, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro e membro titular da Academia Nacional de Medicina e da Academia Brasileira de Ciências.

Entre todos os infectados pelo novo coronavírus, algo entre 80% e 90% são assintomáticos ou apresentam quadros leves e não precisam de atendimento médico. Essas pessoas acabam se curando sozinhas em casa. Como os sintomas mais comuns são semelhantes ao de uma gripe, os remédios indicados para quem procura um hospital nesse estágio da doença geralmente são os mesmos analgésicos ou antitérmicos já utilizados para os resfriados comuns.

O chefe da UTI do Hospital Copa Star, Fabio Miranda, afirmou em entrevista ao jornal O Globo, em fevereiro, que a hidratação também é extremamente importante, porque o doente muitas vezes pode se desidratar sem perceber, o que pode levar à complicações da doença. Especialistas também defendem o monitoramento permanente do estado do paciente para evitar que ele já chegue ao hospital em situação grave.

Os quadros de covid-19

  • ASSINTOMÁTICO

Parte dos infectados pelo novo coronavírus pode receber um resultado positivo no teste para a covid-19, mas não apresentar os sintomas da doença. As pessoas transmitem o vírus mesmo assim.

  • LEVE

Nessa fase, o infectado apresenta um ou mais sintomas, como febre, indisposição, dor de cabeça, de garganta ou muscular, náusea, vômito, diarréia e perda de olfato e paladar, mas não têm falta de ar e comprometimento do pulmão identificado em exames de imagem.

  • MODERADA

O paciente começa a demonstrar dificuldade para respirar e apresenta um grau de saturação de oxigênio no sangue de cerca de 94%.

  • GRAVE

O nível de oxigenação no sangue cai abaixo de 94%, a frequência respiratória supera 30 respirações por minuto (a média de um adulto em repouso é de 12 a 20) e o paciente apresenta infiltração pulmonar superior a 50%.

  • CRÍTICO

São pacientes que apresentam quadro de falência respiratória, choque séptico ou disfunção de múltiplos órgãos.

Os avanços do tratamento nas UTIs


A parcela de doentes de covid-19 que precisa de internação é de cerca de 10%, dos quais um terço necessita de atendimento em UTI. A evolução no tratamento médico ocorreu justamente para esse público.

A ciência sabe qual o efeito da doença no pulmão. Por meio de autópsias em vítimas da covid-19, pesquisadores observaram que o Sars-CoV-2 causa lesões em todo o aparelho respiratório, com maior gravidade nos alvéolos, que são pequenas bolsas agrupadas no formato de cachos nas quais ocorrem as trocas gasosas no interior do pulmão.

Segundo as análises, o interior dessas estruturas sofre uma descamação, o que faz com que elas acumulem líquido, levando à insuficiência respiratória.

Os pesquisadores identificaram ainda pequenos focos de hemorragia na parede dos alvéolos, que o organismo fechou formando coágulos. O risco desse processo é que os coágulos podem causar tromboembolismo, o entupimento de vasos sanguíneos mais finos.

Por isso, os maiores avanços foram na modulação do uso de corticoides (anti-inflamatórios) e anticoagulantes nos pacientes graves. Em junho de 2020, pesquisadores britânicos do estudo Recovery mostraram que o uso do corticóide dexametasona reduziu significativamente a mortalidade em pacientes com covid-19 internados com quadros graves.

Atualmente, todos os pacientes com baixa de oxigenação e que precisem de ventilação mecânica fazem uso de corticóide, segundo a professora Patrícia Rocco, da UFRJ. Eles também recebem anticoagulantes de maneira profilática, mas o uso pleno do medicamento precisa seguir alguns parâmetros laboratoriais obtidos por meio de exames de sangue, e é usado em casos específicos que dependem da condição do paciente.

Os médicos também descobriram que a pronação, técnica que consiste em deitar o paciente com a barriga para baixo, também ajuda a salvar vidas. Colocar a pessoa de bruços melhora a respiração ao liberar a carga sobre os pulmões.

Por que é difícil criar um remédio


Nenhum antiviral funcionou contra o Sars-CoV-2 nos testes realizados. No final de 2020, a OMS divulgou uma nota desaconselhando o uso do antiviral remdesivir em pacientes hospitalizados com covid-19. Até então, o remédio era visto como promissor. Um artigo publicado no British Medical Journal mostrou não haver evidências de que ele diminuía o risco de ventilação mecânica e aumentava as chances de sobrevivência.

Mesmo assim, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou na sexta-feira (12) o uso do medicamento para pessoas hospitalizadas que precisem de oxigenação. Segundo a agência, a análise da OMS teve como foco a prevenção de mortes. Para a liberação no Brasil, o critério usado foi a redução no tempo de hospitalização, o que já ajudaria devido à superlotação dos hospitais. O uso do remdesivir é aprovado por agências de outros 50 países, como a dos Estados Unidos.

Encontrar um antiviral capaz de combater o novo coronavírus não é uma tarefa fácil. Ao jornal Nexo a biomédica e doutora em bioquímica Ana Paula Herrmann, que é professora adjunta do departamento de farmacologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, disse que já era esperado que não houvesse antivirais eficazes para infecções virais agudas como é o caso da covid-19.

O desenvolvimento de remédios para bactérias, por exemplo, é mais fácil porque elas são seres vivos que se reproduzem de forma independente e têm estruturas muito diferentes das células humanas. “A gente consegue desenvolver fármacos específicos para bactérias que não vão matar as células humanas. São muitos seguros porque vão atuar contra proteínas e estruturas que só elas têm”, disse.

No caso dos vírus, isso já é mais complicado por suas características. “O vírus é muito diferente, pois tem apenas o material genético e usa toda a maquinaria da célula humana para se reproduzir”, afirmou. Por causa disso, é difícil encontrar “alvos” para atingir diretamente os vírus. Os remédios acabariam interferindo nos próprios mecanismos das células que são usados para exercer suas funções normais.

Outro problema, segundo a professora, é que quando os sintomas de infecções virais agudas começam a aparecer, muitas vezes já é tarde demais para conter a doença com remédios.

Para Patrícia Rocco, da UFRJ, é também difícil realizar ensaios clínicos para testar antivirais, especialmente na fase precoce da doença, quando as replicações virais mais acontecem no organismo dos pacientes. Os remédios tendem a funcionar mais nas primeiras 48 ou 72 horas. Muitos testes são feitos em pessoas internadas com mais de dez dias de sintomas, o que prejudica o resultado.

“A gente tem dificuldade de recrutar pacientes na fase correta. E para fazer um estudo desses com antivirais tem que ser multicêntrico [cooperativo, entre vários centros de pesquisa] porque aí passa a ter um recrutamento maior, com mais pacientes”, disse.

A alta letalidade nas UTIs


Especialistas concordam que a medicina aprendeu a lidar com a covid-19 no último ano, mas não o suficiente. A taxa de mortalidade nas unidades de terapia intensiva é alta. Um estudo que analisou as primeiras 250 mil internações no país entre fevereiro e agosto de 2020 constatou que seis em cada dez pacientes morreram.

A professora Patrícia Rocco credita o fato não a problemas de procedimento médico, mas à falta de estrutura. “O problema é que a gente não tem leito e não tem especialista”, afirmou.

Segundo ela, pacientes têm passado muito mais tempo na emergência do que deveriam, à espera de uma vaga. “Na emergência, com oxigênio, o pulmão vai piorando, o paciente vai aumentando o esforço para respirar. Para ter a troca gasosa, tem que ter o alvéolo para o ar entrar e o sangue passar pela artéria. Conforme aumenta o esforço, começa a lesar mais os alvéolos e o seu vaso, que começa a esgarçar. O paciente piora e tem um edema pulmonar. Quando ele chega na UTI, é muito mais difícil ventilar pelo grau de inflamação e do edema”, disse.

A mortalidade, na opinião da professora, poderia ser menor com a disponibilidade de mais vagas em UTIs. “Algumas cidades não têm estrutura nenhuma de terapia intensiva para isso. E os pacientes estão morrendo onde? Na emergência. A mortalidade nas UTIs está maior porque eles estão chegando mais graves também”, afirmou.

Os medicamentos abandonados


No começo da pandemia, a OMS lançou um projeto chamado Solidarity, para testar as drogas mais promissoras contra a covid-19. A iniciativa concluiu que os medicamentos remdesivir, hidroxicloroquina, lopinavir/ritonavir (antirretrovirais usados no tratamento do HIV) e interferon (usado contra a leucemia) tiveram pouco ou nenhum efeito na mortalidade e no tempo de hospitalização de pacientes com covid-19.

Pesquisadores ainda mantêm estudos sobre o uso de anticorpos monoclonais, tratamento experimental que foi usado pelo ex-presidente americano Donald Trump, quando ele se infectou com o novo coronavírus em outubro de 2020. A ideia é que um coquetel de anticorpos seja capaz de neutralizar o vírus.

Outra alternativa estudada é a colchicina, um anti-inflamatório usado contra a gota (doença das articulações decorrente do excesso de ácido úrico no sangue). Ele ajudaria a conter a inflamação pulmonar e a acelerar a recuperação de pacientes com quadros moderados e graves da covid-19. Testes feitos pela USP mostraram resultados positivos, mas ainda sem grande impacto.

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FOTO: BENOIT TESSIER/REUTERS – 8.MAR.2021

Suplementos vitamínicos e Ivermectina fazem o setor farmacêutico cresce 15,6% em 2020

No ano de 2020 o mercado farmacêutico mostrou mais uma vez sua força, apresentando um crescimento no faturamento de 15,6% segundos dados divulgados pela IQVIA no início de fevereiro.

Conforme os números apresentados o faturamento das farmácias no ano foi de R﹩139,37 bilhões, em 2019 esse valor foi de R﹩120,54 bilhões. O grande destaque deste crescimento foram as lojas das redes associadas à Febrafar que cresceram no ano 26,1%.

“Os números apresentando pela Febrafar não nos surpreendem pois já tínhamos constantemente crescendo bastante acima do mercado. Mas, uma característica deste ano foi um crescimento maior das farmácias nos bairros. Isso se deve ao fato de que, com o isolamento, as pessoas tiveram que ficar em casa e passaram a consumir mais em farmácias de bairro e não nas das regiões centrais”, explica o presidente da Febrafar, Edison Tamascia.

Em relação ao contínuo crescimento da Febrafar, esse fato já tem resultado direto em sua participação no mercado, sendo que em 2016 essa era de 9,1% e em 2020 chegou a 12,1%. “Vemos que as farmácias das redes associadas à Febrafar, que estão utilizando as ferramentas de gestão disponibilizadas, estão se destacando, pois passam por um processo de maior profissionalização, percebem como é o mercado e crescem acima da média”, explica Tamascia.

Outro destaque da Febrafar é sua capilaridade sendo que atualmente conta com 58 redes que representam 10.544 lojas em 27 estados do Brasil. Estando presente em 2.991 dos 5.570 dos municípios.

Destaque de suplementos

Um ponto de destaque no consumo dentro das farmácias foi o de suplementos. Segundo os dados da IQVIA, a procura na busca por suplementos vitamínicos dispararam, crescendo 47,9% em todo o mercado e 60,9% na Febrafar.

Segundo análise deste dado, durante o ano de 2020, foi e ainda é muito discutido sobre a importância de cuidar ainda mais da imunidade, fazendo com que muitos brasileiros procurem se prevenir visando o aumento nessa categoria de produtos.

Já em relação aos produtos, com certeza, o que mais se destacou foi a Ivermectina (mg comprimido 6.00mg x 4), que teve um crescimento de 2.869,11%. Fato que se deve a associação do medicamento com o tratamento do Covid-19. (Assessoria da Febrafar)

Com número crescente, Pronto-Socorro já têm lotação máxima em UTIs para Covid-19

Em meio à escalada de número de casos de Covid-19 em todo o Acre, os hospitais de referência ao tratamento a doença em Rio Branco registravam ocupação de quase 100% de suas UTIs, de acordo com dados do boletim da Secretaria de Saúde do Acre, nesta segunda-feira, 8.

O Pronto-Socorro de Rio Branco nenhum leito de tratamento intensivo e também clínico para a doença estavam disponíveis no fim da tarde de segunda. No Into Acre a situação é parecida e alarmante. Das 50 UTIs, apenas uma estava disponível.

Entre os leitos de enfermaria, em Rio Branco, de acordo com o boletim, dos 170 leitos clínicos, 147 estão ocupados. Já os obstétricos tem sua ocupação de 150%.

No Hospital de Campanha do Juruá a ocupação dos leitos de UTIs está em 88,5%, ou seja, dos 26 unidades disponíveis, apenas três está vaga. Os leitos clínicos está menos sobrecarregados com 63,5% de ocupação.

Sem base científica, Ernesto diz que é ‘normal’ alta de casos após vacinação

ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) afirmou nesta sexta-feira (5) que é “normal” que o número de casos de Covid-19 tenha um aumento significativo após o início da vacinação em massa, mas que os casos irão cair abruptamente em duas ou três semanas no Brasil.

O chanceler afirmou que isso ocorreu em outros países e que o Brasil deve seguir essa curva. No entanto, não existem estudos relevantes nem países que apontem para isso.

O ministro Ernesto Araújo, no Itamaraty – Adriano Machado – 2.mar/Reuters

Respondendo a perguntas após discurso online de quase 45 minutos para o Council of the Americas, Ernesto disse também que as pessoas querem a vacina, mas as pessoas também querem voltar a trabalhar.

“Tem uma forte pressão popular contra o lockdown proposto por alguns governadores”, disse o ministro. “O sentimento popular é que precisamos voltar ao trabalho; as coisas vão estar muito melhores nas próximas semanas, tenho certeza.”

Ernesto também se mostrou otimista em relação ao sistema de saúde brasileiro, onde inúmeros hospitais já têm filas de espera para leitos de UTI por estarem sobrecarregados com pacientes com Covid.

“O sistema de saúde está sob estresse, mas está aguentando bem”, disse. “Tem falta de UTI em alguns estados, mas, no geral, está indo bem;”

Ele disse que a vacinação no Brasil, onde 3,6% da população foi vacinada, está devagar em comparação a Israel (92,5%) e Estados Unidos (23,2%), mas, que na Europa, só foram vacinadas cerca de 5% das pessoas (o número real é 8%, segundo levantamento Our World in Data, da Universidade de Oxford).

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Profissionais de saúde: a agonia em meio a recordes de mortes

Pelo segundo dia seguido, o país registrou um novo recorde de mortes diárias por covid-19. Foram 1.840 vítimas em 24 horas na quarta-feira (3), segundo o consórcio de veículos de imprensa, e 1.910 na contagem do Ministério da Saúde. Já são mais de 10 milhões de casos confirmados e quase 260 mil óbitos no país.

Num cenário de colapso de hospitais, com pessoas morrendo na fila de UTIs, naquele que é considerado o pior momento do Brasil numa pandemia às vésperas de completar um ano, profissionais da saúde tentam superar a exaustão física e emocional, o estresse, a ansiedade e o medo da doença para evitar que esses números cresçam ainda mais.

Desde o começo da crise sanitária, 551 médicos morreram por covid-19, segundo o Conselho Federal de Medicina. Em janeiro, 47 profissionais de enfermagem perderam a vida, número que significou um aumento de 422% em comparação com o mês anterior. São 567 vítimas no total, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares.

“A situação é gravíssima e para os profissionais. O que mudou nesta segunda onda é que parte deles foi vacinada, mas o estresse com as perdas de vidas sobre seus cuidados se mantém.”- Sérgio Roberto de Lucca, médico da Unicamp, que cita a vacinação prioritária dos profissionais de saúde.

Falta de empatia e violência


Enquanto o Brasil bate recordes de mortes, Jair Bolsonaro se mantém negando a gravidade da pandemia, causando aglomerações, propagandeando remédios ineficazes contra a covid-19, questionando sem base científica o uso de máscaras e o isolamento social e desestimulando a vacinação, que segue lenta, tendo atingido pouco mais de 3% da população.

Na sociedade, há relatos de festas clandestinas, além de muitas pessoas reproduzindo a atitude do presidente da República ao rejeitar o distanciamento e as proteções necessárias para evitar o espalhamento do novo coronavírus que leva ao colapso dos sistemas de saúde.

A situação leva alguns trabalhadores da área a concluir que sua atuação ficou invisível com o tempo. “Eu entendo que a saúde mental de todos foi colocada em teste, mas a empatia com o pessoal da saúde foi diminuindo, foi sendo esquecida, parece que as pessoas não estão mais nem aí mesmo, ninguém lembra da gente. No começo, tinha homenagens. Agora, estamos esquecidos. Parece que ninguém está se lembrando de quem está na linha de frente”, disse ao jornal O Estado de S.Paulo Graziella Xavier de Barros, fisioterapeuta que atua em casos de covid-19 no SUS (Sistema Único de Saúde).

À falta de empatia se somam relatos de agressão aos defensores do distanciamento social, como o que ocorreu na sexta-feira (26) com o médico infectologista José Eduardo Panini. Ele foi espancado por dois conhecidos no Paraná após defender as medidas do governo estadual de restrição à circulação de pessoas e suspensão das atividades não essenciais.

“Ao alertar os riscos a pessoas conhecidas, a resposta que me foi dada foram chutes e socos, enquanto um me segurava o outro me agredia. Enfim, pessoas assim ajudaram a situação a chegar onde está! O desânimo não vem! E junto com eles temos muita coisa boa, progresso, vacinas e tudo que vai fazer sairmos dessa pandemia! E aos trabalhadores da saúde muita força!”, escreveu Panini em seu Instagram na legenda da foto em que mostra o rosto machucado.

Situação precária


Uma plataforma do Conselho Federal de Medicina criada em abril de 2020 para fiscalizar as condições de trabalho em hospitais públicos e privados do país recebeu, em média, uma reclamação a cada duas horas e meia. As denúncias revelaram por que o medo continua presente na vida dos profissionais da saúde.

Ao todo, a plataforma recebeu mais de 2.600 denúncias. A queixa mais recorrente é a da falta de equipamentos de proteção individual, obrigatória para o combate à pandemia. Além disso, 985 denúncias relataram a escassez de material básico para higienização nos hospitais, como sabonete.

Novos levantamentos


Pelo menos dois levantamentos sobre a saúde mental de profissionais da saúde estão em andamento no Brasil, enquanto outros quatro projetos que buscavam avaliar ou melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores que combatem a covid-19 foram encerrados em 2020.

Entre eles, o Projeto Telepsi oferecia teleconsultas psicológicas e psiquiátricas para profissionais do SUS que trabalham na linha de frente. A iniciativa do Ministério da Saúde e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre foi finalizada em setembro de 2020.

Uma das pesquisas que estão em andamento, lançada em 14 de janeiro pela Fiocruz, busca mapear as condições de vida de profissionais da saúde considerados invisíveis. São mais de um 1,5 milhão de trabalhadores de nível técnico/auxiliar que trabalham em hospitais e postos de saúde.

“Essa legião de trabalhadores da saúde está cotidiana e diretamente na linha de frente atendendo a mais de 8 milhões de contaminados pela covid-19 e lidando com mais de 200 mil óbitos em todo o país. Além disso, estão expostos à infecção, sofrem com a morte de colegas, e boa parte está desprotegida de cuidados necessários, sem, de fato, ter voz e meios de expressar a real situação no cotidiano do seu trabalho e de sua vida pessoal, no que se refere à saúde física e mental”, afirmou a coordenadora da pesquisa, Maria Helena Machado, em um comunicado.

Outra pesquisa, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, busca mostrar a influência da covid-19 na saúde mental da população brasileira e dos profissionais de saúde. O levantamento será refeito a cada seis meses para avaliar a adaptação da população à pandemia e quais são os problemas crônicos.

A primeira parte da pesquisa, que teve respostas de mais de 200 mil profissionais de saúde, foi divulgada em janeiro e revelou que o medo foi o sentimento mais comum entre esses trabalhadores.

Auxílio emocional


O trabalho dos profissionais da saúde se resume a cuidar, ajudar e curar, mas pesquisas realizadas no país em 2020 mostram que eles receberam pouco cuidado e ajuda. Em julho, a Associação Paulista de Medicina divulgou um levantamento com quase 2.000 médicos em que 63% dos profissionais descreviam como “apreensivo” o clima no trabalho.

Os problemas mais comuns citados pela categoria foram ansiedade (69,2%), estresse (63,5%), sensação de sobrecarga (50,2%) e exaustão física ou emocional (49%).

“Não é incomum eu sair de um plantão de 24 horas e no meio do caminho pra casa começar a chorar. Ninguém foi preparado emocionalmente pra lidar com o tamanho do sofrimento que a gente tem visto agora, principalmente nos últimos 15 dias”, afirmou Tulio Tonietto, que trabalha no Hospital de Clínicas e no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, ao jornal Sul 21.

“Perder pacientes por falta de recursos e perder colegas de trabalho pode gerar transtorno de estresse pós-traumático e o medo de contaminar um familiar pode gerar transtornos de ansiedade e depressão”, afirmou ao jornal Nexo Sérgio Roberto de Lucca, médico que atua na área de saúde do trabalhador do departamento de saúde coletiva da Unicamp.

Segundo De Lucca, amenizar o sofrimento desses profissionais depende de recursos humanos e de estrutura e equipamentos, mas “do ponto de vista individual o suporte psicológico, ainda que virtual, e a solidariedade dos colegas em acolher estes profissionais é de vital importância”.

nexojornal

FOTO: AMANDA PEROBELLI/REUTERS

Sem Bolsonaro, 649 cidades aderem ao consórcio para comprar vacinas contra a Covid-19

A Frente Nacional dos Prefeitos registrou até esta quarta (3) 649 cidades interessadas em aderir ao consórcio para compra de vacina, sem participação do governo Bolsonaro. Segundo Jonas Donizette, presidente da entidade, a expectativa é criar o consórcio até dia 22 de março.

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Em meio a pandemia da Covid-19, população está dividida quanto a Lockdown no Acre

MARCELA JANSEN

O governo do Estado analisa adotar novas medidas para conter o avanço nos casos do novo coronavírus no Acre. Na última semana foram confirmados quase dois mil casos, num total de 56.731 infectados com o vírus e 986 óbitos.

O governador Gladson Cameli trouxe a ordem do dia o debate acerca do lockdown, versão mais rígida do distanciamento social. Uma imposição do Estado que significa bloqueio total. No cenário pandêmico, essa medida é a mais rigorosa a ser tomada e serve para desacelerar a propagação do novo Coronavírus, quando as medidas de isolamento social e de quarentena não são suficientes e os casos aumentam diariamente.

A decisão, caso ocorra, deverá ser anunciada na próxima segunda-feira, 1, data em que será realizada mais uma reunião do Comitê Acre Sem Covid-19, ocasião que será anunciada também a permanência ou não na bandeira vermelha.

Lockdown no Acre

Pelas regras, caso adotada, os estabelecimentos vão voltar a abrir com capacidade limitada de público, limite de horário de funcionamento e para venda de bebidas, e só poderão abrir de segunda a sexta-feira.

No sábado, domingo e feriados, o governo vai promover bloqueio total, o chamado lockdown. Nesses dias só poderão funcionar os postos de combustíveis para abastecimento de veículos do serviço público e farmácias.

Restaurantes devem voltar a abrir no Acre no dia 1º de março com capacidade de público de até 20%, limite de funcionamento até às 22h, de segunda a sexta-feira, e com venda liberada de bebidas até às 20h. Não abrirão aos sábados e domingos.

O comércio poderá abrir com capacidade de atendimento de até 20% durante oito horas, de segunda a sexta-feira; ja as escolas poderão retomar as suas atividades presenciais com limite de até 30%.

A previsão é de que os bares e academias sejam liberados a partir do dia 9 de março com até 20% de sua capacidade total até às 22h.

Os supermercados não vão funcionar nos sábados, domingos e feriados, exceto via delivery. O uso de praças públicas será proibido aos sábados, domingos e feriados.

Já os postos de combustíveis só poderão atender nos fins de semana os veículos do serviço público.

Dados atualizados da Covid-19 no Estado

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), registrou 474 novos casos de infecção por coronavírus na sexta-feira, 26, sendo 291 casos confirmados por exames de RT-PCR e 183 testes rápidos. O número de infectados subiu de 56.257 para 56.731.

O Acre já registra 155.643 notificações de contaminação pela doença, sendo que 97.924 casos foram descartados e 988 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux.

Pelo menos 46.440 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 300 pessoas seguem internadas.

Mais quatro notificações de óbitos foram registradas ontem, sendo todas do sexo masculino, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 986 em todo o estado.

População dividida

A possibilidade de o governo decretar lockdown deixou parte da população apreensiva, especialmente os comerciantes, que temem queda nas vendas e, consequentemente, o surgimento de dívidas.

Em sua página no Instagram, o empresário Rodrigo Pires pontuou que o “fechamento total do comércio, geraria milhares desempregados no Acre”. E acrescentou: “É preciso mais investimentos e mais transparência nos recursos aplicados, acima de tudo, cuidado para não gerar um colapso econômico e social”.

O acadêmico Paulo César acredita que a medida é exagerada e pode prejudicar milhares de acreanos. “Ainda existem pessoas que estão se recuperando financeiramente do prejuízo ocorrido devido a isolamento social decretado em março do ano passado. Decretar agora lockdown é ferir de morte esses empreendimentos. Entendo a preocupação do governador Gladson Cameli, mas considero essa medida drástica”. Falou.

A professora Edna Moreira é a favor do lockdown. Ele pontua que medidas severas devem ser tomadas quando não há a coloração do coletivo. “Tem muita gente que não está levando a sério essa pandemia. A maior prova disso é que no último final de semana muita gente estava aglomerada no Calçadão da Gameleira e sem máscaras. Colocam em risco a vida de muitas pessoas. O governo do Estado deve agir para conter o avanço da doença e se isso passa pelo lockdown, que seja”, disse.

Boa notícia: Anvisa concede registro definitivo para a vacina da Pfizer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu hoje (23) o registro definitivo à vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNtech. A concessão do registro foi anunciada pelo diretor-presidente da agência reguladora, Antônio Barra Torres, que destacou que a análise para a liberação do imunizante levou 17 dias.

“O imunizante do Laboratório Pfizer/Biontech teve sua segurança, qualidade e eficácia aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores da Anvisa, que prossegue no seu trabalho de proteger a saúde do cidadão brasileiro”, disse Barra Torres ao anunciar o registro. “Esperamos que outras vacinas estejam, em breve, sendo avaliadas e aprovadas”, acrescentou.

A vacina é a primeira a obter o registro definitivo no Brasil. O imunizante se chama Cominarty. A empresa entrou no dia 6 de fevereiro com o pedido de registro definitivo da vacina contra a covid-19. O imunizante, entretanto, ainda não está disponível no país.

Em dezembro, a Pfizer já havia anunciado que não faria pedido para uso emergencial da sua vacina no Brasil, e que seguiria o processo de submissão diretamente para um registro definitivo. À época, a empresa disse considerar o procedimento “mais célere”, além de mais amplo.

Segundo a Pfizer, 2,9 mil voluntários participaram dos testes clínicos de sua vacina no Brasil. No mundo todo, foram 44 mil participantes em 150 centros de seis países, incluindo África do Sul, Alemanha, Argentina, Estados Unidos e Turquia. Os resultados da terceira e última fase de testes do imunizante, divulgados em novembro, apontaram eficácia de 95% contra o novo coronavírus (covid-19).

De acordo com a Anvisa, o registro “abre caminho para a introdução no mercado de uma vacina com todas as salvaguardas, controles e obrigações resultantes dessa concessão”. Até então, as vacinas aprovadas no Brasil são para uso emergencial: a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e a vacina produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Oxford e o laboratório inglês AstraZeneca.

De acordo com a Anvisa, entre as autoridades referendadas pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a agência reguladora brasileira é a primeira a conceder o registro de uma vacina contra a covid-19.

O pedido de registro definitivo é o segundo que a Anvisa recebe para uma vacina contra a covid-19. O primeiro foi feito em 29 de janeiro e é relativo à vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, que já tem autorização para uso emergencial no país.

Mais 8 mortes por Covid-19; Acre já ultrapassa os 54 mil infectados pelo novo coronavírus

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), registra 238 casos de infecção por coronavírus nesta quinta-feira, 18, sendo 188 confirmados por exames de RT-PCR e 50 por testes rápidos. O número de infectados saltou de 53.892 para 54.130 nas últimas 24 horas.

Até o momento, o Acre registra 149.611 notificações de contaminação pela doença, sendo que 94.748 casos foram descartados e 733 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 45.883 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 259 pessoas seguem internadas.

Os dados da vacinação contra a Covid-19 no Acre podem ser acessados no Painel de Monitoramento da Vacinação, disponível no endereço eletrônico: http://covid19.ac.gov.br/vacina/inicio. As informações são atualizadas de acordo com a plataforma do Ministério da Saúde (MS), ficando sujeitas a alterações constantes, em razão das informações inseridas a partir de cada município.

Mais 8 notificações de óbitos foram registradas nesta quinta-feira, 18, sendo 6 do sexo masculino e 2 do sexo feminino, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 948 em todo o estado.

Os óbitos do sexo masculino:

Morador de Rio Branco, H. F. S., de 46 anos, deu entrada no Hospital Santa Juliana, no dia 26 de janeiro, vindo a falecer no dia 13 de fevereiro.

Morador de Sena Madureira, R. M. F., de 92 anos, deu entrada no dia 14 de fevereiro, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), vindo a óbito no mesmo dia, 14.

A. J. S., de 43 anos. Morador de Acrelândia, deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), no dia 5 de fevereiro, vindo a óbito no dia 16 do referido mês.

F. C. S. N., de 64 anos. Morador de Cruzeiro do Sul, deu entrada no dia 16 de fevereiro, no Hospital Regional do Juruá, vindo a óbito no dia seguinte, 17.

Morador de Rio Branco, H. S. F., de 87 anos, deu entrada no dia 13 de fevereiro, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), vindo a falecer nesta quarta-feira, 17.

O sexto óbito entre os homens é de M. N. A., de 46 anos. Morador de Rio Branco, deu entrada no dia 10 de fevereiro, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e veio a falecer nesta quinta-feira, 18.

Óbitos do sexo feminino:

Moradora de Rio Branco, M. R. S., de 44 anos, deu entrada no dia 16 de fevereiro, no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), vindo a óbito nesta quarta-feira, dia 17.

Moradora de Sena Madureira, J. V. B., de 64 anos, deu entrada no dia 23 de janeiro, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), vindo a falecer nesta quarta-feira, dia 17 de fevereiro.

Sobre os casos de Covid-19 no estado, acesse:

BOLETIM_COVID_AC_18.02.2021

Sobre a ocupação de leitos no estado, acesse:

Boletim Assistência 18-02-2021

Varejo deve continuar fraco neste início de ano com corrosão na renda das famílias

As vendas no varejo devem continuar fracas neste início de ano com a corrosão na renda das famílias provocadas pela alta da inflação e pelo fim do auxílio emergencial. Mesmo que o benefício assistencial seja renovado, a expectativa é que seja um programa mais restrito.

Pesam também o ritmo do programa de vacinação e o recrudescimento da pandemia e das medidas de distanciamento social, voluntárias ou não.

Entre economistas, há a avaliação de que o aumento do crédito, o desembolso de parte do dinheiro poupado durante a pandemia e o avanço do programa de imunização possam amenizar esse cenário negativo.

Loja na rua 25 de março, região central de São Paulo – Rivaldo Gomes – 2.dez.2020/Folhapress

O varejo brasileiro terminou 2020 com crescimento de 1,2% nas vendas, mesmo com o impacto da Covid-19, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (10).

O dado, no entanto, veio abaixo da expectativa do mercado, que esperava que o setor encerrasse o ano com alta de 5,5%, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. O crescimento observado também foi o mais fraco nos últimos quatro anos.

Apenas em dezembro o recuo foi de 6,1%, em pleno mês de festas.

Reportagem do jornal Folha do último sábado (6) mostrou que indicadores econômicos já apontam para uma queda da atividade em janeiro. O índice de vendas no varejo amplo da Getnet, por exemplo, indicou queda de 10,9% em relação a dezembro.

“A gente prevê um início de ano mais fraco em termos de atividade econômica. Isso intensifica e fortalece a nossa visão de um primeiro trimestre com retração do PIB. Se em dezembro o varejo teve esse desempenho muito ruim, imaginamos que o início de ano seja mais difícil”, afirma a economista Luana Miranda, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

“Com inflação mais alta e sem auxílio, que no ano passado distribuiu R$ 295 bilhões, esse ano terá uma queda real grande da renda, e isso deve acontecer ao longo do primeiro trimestre na ausência de continuidade do benefício.”

Écio Costa, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), afirma que o resultado eleva a pressão pela volta do auxílio.

“Ainda mais com a pandemia ainda em alta, 1.000 mortes por dia, e o setor de serviços sem contratar. Tudo bem recolocar o auxílio, mas vai trazer impactos fiscais, tornando o problema mais elevado se não tiver as reformas que estamos esperando para reduzir gastos. Isso pode virar uma bomba e fazer com que a [taxa básica] Selic suba além dos 3,5% esperados”, afirma.

Lisandra Barbero, economista da XP, diz que a perda de ímpeto no mês pode ser justificada pela antecipação do consumo de bens semiduráveis e duráveis durante a pandemia, que reduziu as compras típicas de final de ano. A redução do auxílio emergencial também ajudou a explicar essa dinâmica.

“Para 2021, entendemos que o setor deve continuar perdendo fôlego, em meio à alta da inflação de alimentos e principalmente à redução dos incentivos fiscais. No entanto, sinais de aumento da poupança circunstancial por parte das famílias mais ricas e condições de crédito positivas podem ajudar a preencher parcialmente essa lacuna.”

O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, afirma que a variação trimestral das vendas no varejo é uma boa antecipação do consumo das famílias no PIB, o que sugere consumo extremamente frágil no quarto trimestre de 2020.

“O sinal que as vendas no varejo dá é desanimador, principalmente dado que as transferências de renda do programa emergencial acabaram na virada do ano”, diz.

“A pressão para a volta de algum programa emergencial de transferência de renda vai se tornar insuportável. Melhor seria uma mudança minimamente organizada, a partir de uma postura crível do governo, ou melhor, do Ministério da Economia.”

Para Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter, o dado mais fraco de dezembro aumenta as incertezas com relação aos próximos passos das políticas fiscal e monetária, com a pressão maior pela volta do auxílio e um consequente receio pelo risco de elevação da inflação.

“De um lado, a fraqueza das vendas sugere que o nível de ociosidade deve seguir alto por algum tempo. Com isso, a demanda pressionaria pouco a inflação, sugerindo a manutenção dos juros em patamar ainda baixo até março”, afirma.

“Por outro lado, caso os setores de varejo e serviços tenham sua trajetória de recuperação comprometida, o impacto no desemprego trará uma pressão política ainda maior pela extensão do auxílio emergencial. Nesse caso, o maior risco fiscal e a elevação do dólar trariam uma nova rodada de repasses inflacionários para os bens comercializáveis, como alimentos, de forma similar ao que aconteceu no ano passado, possivelmente prescrevendo uma elevação dos juros pelo Banco Central.”

João Leal, da Rio Bravo Investimentos, também vê uma pressão maior pelo auxílio. “Um consumo menor do que o esperado em dezembro deve pressionar mais ainda o Congresso e governo. Está virando realidade, pois a retirada do auxílio teve impacto relevante na piora do varejo em dezembro”, afirma.

Para a equipe do economista José Márcio Camargo, da Genial Investimentos, o resultado de dezembro bem abaixo das expectativas corrobora as preocupações com os dois vetores de baixa para o setor no primeiro trimestre deste ano, o choque na inflação de alimentos, prejudicando o setor de hiper/supermercados, e o fim do auxílio emergencial e a perspectiva de um programa de transferência de renda bem mais tímido este ano.

Levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostra recuo do índice de confiança do empresário industrial nos meses de janeiro e fevereiro deste ano.

“A percepção do estado atual da economia brasileira e das empresas é de melhora na comparação com os últimos seis meses, mas essa visão já foi mais forte e disseminada entre os empresários. É um indicador para ser acompanhando, pois o otimismo é importante para estimular a produção, o investimento e a geração de empregos. Esses fatores são fundamentais para a continuidade da recuperação econômica”, afirma o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Em janeiro, também houve queda nos índices de confiança de consumidores e do comércio medidos pela Fundação Getulio Vargas.

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Entenda como é feita a aplicação de uma vacina contra Covid-19


Com o início da vacinação contra Covid-19 entre os primeiros grupos prioritários, surgiram relatos de emoção e alívio mas também denúncias de vacinas que não estariam sendo aplicadas corretamente, supostamente para que funcionários guardassem as vacinas para si mesmos diante da escassez de imunizantes no país.

Uma funcionária da prefeitura de Maceió chegou a ser afastada após ser flagrada aplicando a vacina sem apertar o êmbolo —o que, na prática, inviabiliza a aplicação.

Em outro vídeo que circula nas redes sociais, um funcionário é questionado pelo parente de uma idosa por supostamente não ter aplicado o líquido nela. Ele responde que a dosagem estava muito baixa na seringa e por isso não aplicou a vacina e realizou a troca da seringa.

Esses e outros vídeos têm trazido dúvidas sobre como é a correta aplicação da vacina, quantas doses podem ser aplicadas por frasco e até se há alguma recomendação de usar uma dose menor para “guardar para depois” a vacina.

A enfermeira e supervisora do Centro de Referência em Imunobiológicos do Instituto de Infectologia Emilio Ribas, Ana Paula dos Santos, explica que existe uma série de regras de conduta para aplicação de qualquer vacina, e que essas infrações relatadas, caso sejam verdadeiras, são gravíssimas e podem levar à perda do registro do profissional.

Como não há uma regra geral sobre o que a pessoa deve sentir após receber a vacina e como o procedimento todo é muito rápido, Santos recomenda que, caso alguma conduta ou infração ética seja verificada, a ouvidoria daquela instituição deve ser comunicada e a pessoa deve fazer uma denúncia ao Conselho Regional de Enfermagem (Corem).

Segundo documento do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, publicado no último dia 18 de janeiro, as vacinas contra a Covid-19 são aplicadas via intramuscular.

A pasta recomenda o uso de agulhas com as especificações 20 por 5,5 dec/mm, 25 por 7 dec/mm ou 30 por 7 dec/mm, sendo que a primeira medida refere-se ao calibre da agulha (medido pela unidade inglesa “gauge”, equivalente a entre 0,55 mm e 0,8 mm de espessura), e a segunda é o comprimento. Já as seringas podem ser de três tamanhos, de acordo com seu volume: 1 ml, 3 ml ou 5 ml.

A Coronavac é apresentada em ampolas contendo uma única dose (0,5 mL) ou multidoses (com cerca de 6,2 mL). Já a Covishield, da Oxford/AstraZeneca, vem em frascos multidoses contendo 5 mL (dez doses).

Como cada dose das vacinas possui 0,5 ml, Santos explica que no caso das ampolas multidoses, é feita a retirada de uma dose do frasco por vez. “Os frascos já possuem em seu volume o chamado ‘espaço morto’, que é a porcentagem do líquido perdida com a retirada das ampolas. No caso do frasco unidose, essa quantidade não chega nem a 0,1 ml.”

Como os frascos multidoses contêm várias doses, é necessária a higienização do frasco antes de cada aplicação. Já nas ampolas unidose, é retirado o volume total para uma única aplicação.

Para retirar o líquido do frasco, uma agulha é inserida através do lacre de borracha da ampola e o êmbolo da seringa é puxado. O corpo oco da seringa vai ser preenchido com o líquido, e o pistão, uma espécie de anel de borracha dentro da seringa ligado ao êmbolo, vai deslizar pelo tubo até chegar à quantidade desejada —as seringas possuem uma gradação indicando o volume de zero a 1 ml, 3 ml ou 5 ml.

Para evitar a entrada de ar no corpo, antes de dar a injeção o êmbolo é empurrado para eliminar esse ar residual. “A perda com esse procedimento é muito pequena, quase não tem perda de conteúdo [da vacina]”, diz Santos.

No momento da injeção, primeiro é utilizado um algodão seco para limpar a área e, com a outra mão, é feita a inspeção da área muscular –a vacina é feita preferencialmente no músculo deltoide, que tem formato de triângulo invertido. Após a injeção, é preciso empurrar o êmbolo até o final para aplicar todo o líquido.

Em geral, algumas pessoas podem ter uma sensação gelada nessa hora, uma vez que o imunizante estava sob refrigeração de 2˚ a 8˚C antes de ser aplicado. Mas, se a pessoa não sentir o frio, não significa que não foi injetado o líquido.

“Tem pessoas que sentem mais, algumas relatam ardor, outras dizem não sentir nada. Isso varia de pessoa para pessoa, é assim com todas as vacinas”, diz.

Uma outra prática já não muito utilizada pode ser feita, que é puxar levemente o êmbolo para ver se não há mistura do líquido a ser injetado com sangue. A enfermeira explica que essa técnica era usada para garantir que a agulha tenha entrado de fato no músculo e não em algum vaso da região, No entanto, como os vasos ali são muito finos, essa ação deixou de ser padrão.

Ao final, o profissional pressiona a área da picada com algodão e pode aplicar um curativo caso haja sangramento. Contudo, não existe regra para comprovar que foi feita a injeção, como ter uma determinada sensação de dor ou sangrar.

O melhor a fazer é verificar com o profissional se a seringa ou frasco utilizados estão vazios. “Se a pessoa quiser ter certeza que foi injetada a vacina, ela pode pedir para olhar a seringa no final. Isso pode causar alguma estranheza, mas ela tem resguardado o direito de confirmar que a vacinação foi feita”, afirma.

Relatos de não aplicação do líquido na injeção ainda são escassos e não representam o que é preconizado por enfermeiros, que é “a vida cuidando da vida”.

“A enfermagem tem como principal objetivo garantir que aquela pessoa, além de se recuperar [no caso de um tratamento], não tenha nenhum dano associado a algum procedimento. Alguns dos casos podem até soar como maldade, mas imagino também que tenha muita manipulação de imagem. Tenho muita paixão pela minha profissão, como muitos colegas. A gente estranha quando vê alguma imagem como essa pois não representa nossos valores”, diz.

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Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, recebe diagnóstico de Covid-19

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, está com Covid-19, segundo diagnóstico feito nesta quarta-feira (21). A informação foi confirmada ao jornal pelo Ministério da Saúde. Com o diagnóstico, ele passa a ser o 12o auxiliar do primeiro escalão do governo Bolsonaro infectado pela doença, além do próprio presidente.

A auxiliares, Pazuello já havia relatado mal estar na segunda-feira (19), o que o levou a cancelar sua participação em um evento do Ministério da Ciência e Tecnologia, no Palácio do Planalto.

Na terça, o ministro apresentou febre e voltou a cancelar agendas, mantendo apenas a reunião com os governadores, da qual participou de casa e durante o qual anunciou o contrato de intenção de compra de 46 milhões de doses da vacina CoronaVac, fabricada pela chinesa SinoVac com o Instituto Butantan.

Nesta quarta (21), porém, a pasta recuou em parte do anúncio, após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmar que iria desfazer o acordo e desautorizar o ministro, que na véspera se referira ao imunizante produzido sob a gestão do governador João Doria (PSDB), desafeto do presidente, como “a vacina do Brasil”.

Ao todo, 12 dos 23 ministros da atual gestão contraíram a Covid-19, incluindo todos os auxiliares do primeiro escalão que despacham no Palácio do Planalto. O próprio presidente também esteve infectado, mas se recuperou sem relatar maiores sintomas.

Na última semana, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, informou ter tido diagnóstico positivo para a Covid-19. Um dia antes, ele participou de entrevista no Palácio do Planalto, sem máscara.

A pandemia não terminou, mas, em Brasília, autoridades retomaram solenidades e cerimônias.

A posse do novo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, por exemplo, no mês passado, deixou sete autoridades contaminadas.

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Bolsonaro ignorou impacto da Covid-19 por decisão consciente, diz Mandetta

Embora tenha se recusado a analisar os números, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi alertado de projeções de mortes pela Covid-19 e da gravidade da doença.

A afirmação é do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que lança nesta sexta-feira (25) livro em que relata bastidores da crise que levou à sua saída do cargo, em abril.

Entre eles, está uma reunião na qual ele afirma ter apresentado projeções de equipes da pasta que indicavam o risco de o país chegar a até 180 mil mortes pela Covid caso não fossem adotadas medidas de prevenção e isolamento.

Presidente Bolsonaro e ex-ministro Mandetta durante posse de Nelson Teich, também ex-titular da Saúde, em 17 de abril
Presidente Bolsonaro e ex-ministro Mandetta durante posse de Nelson Teich, também ex-titular da Saúde, em 17 de abril – Pedro Ladeira/Folhapress

Bolsonaro, porém, ignorou os alertas.

“Ele tinha pessoas no entorno dele que mostravam outro cenário. E, como tinha uma assessoria paralela que fala o que se queria escutar, ele embarcou. Ele fez uma decisão não irracional, pensada. Ele não pode dizer ‘eu não sabia que seria assim’.”

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Com 857 novas mortes pela Covid-19, Brasil passa dos 135 mil óbitos

O Brasil registrou 857 mortes pela Covid-19 e 35.757 casos da doença, nesta quinta (17). Dessa forma, o país chegou aos 135.031 óbitos pelo novo coronavírus e a 4.457.443 pessoas infectadas desde o início da pandemia.

O número de mortes por 100 mil habitantes do Brasil (64,5) já ultrapassou a do Reino Unido (62,9) e, em breve, devido aos diferentes momentos da pandemia nos países, passará a taxa da Espanha (65). O Brasil, dessa forma, tem uma das maiores taxas de morte por 100 mil habitantes no mundo.

Além dos dados diários do consórcio, o jornal também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 779. Recentemente, o país chegou a estar em situação de queda da média, mas retornou para o patamar de estabilidade dos dados de mortes (o que não significa uma situação tranquila).

A média ainda está em patamares elevados.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Pernambuco e Rondônia são os únicos estados com média móvel de mortes crescente.

Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins apresentam média móvel de mortes estável. O restante dos estados apresenta queda na média.

O Brasil tem uma taxa de cerca de 64,5 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos, e o Reino Unido, ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 60,4 e 62,9 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

Recentemente, o Brasil ultrapassou a taxa da Itália de mortes por 100 mil habitantes (59).

O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos, tem 57 mortes para cada 100 mil habitantes.

A Índia agora é o terceiro país, atrás apenas de EUA e Brasil, com maior número de mortes pela Covid-19, com 83.198 óbitos.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 27,5 mortes por 100 mil habitantes.

Dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quinta-feira (17) apontam 36.303 novos casos de Covid-19 confirmados nas últimas 24h, com 829 novas mortes.

Com isso, o total registrado no balanço federal já chega a 4.455.386 casos da doença desde fevereiro, com 134.935 óbitos.

O número de mortes pode ser maior, já que há ainda 2.396 em investigação.

O país, porém, tem registrado sinais de uma queda mais acentuada na curva de casos e mortes, afirma o secretário de vigilância em saúde do ministério, Arnaldo Correia.

Balanço da pasta aponta redução de 30% no total de novos casos da Covid-19 na última semana em comparação à anterior. É a maior já registrada até o momento, informa.

O mesmo padrão ocorre para as mortes, que também tiveram queda de 13% na última semana. “O Brasil vem mostrando uma tendência de queda, e nessa semana foi ainda mais acentuada”, afirmou o secretário. Ele não descartou, porém, a possibilidade de novo aumento. “Precisamos acompanhar a cada semana o comportamento da doença.”

Embora os dados apontem queda de casos e mortes em todas as regiões, o cenário muda na análise por estado. Nesse sentido, cinco tiveram aumento de mortes na última semana em comparação a anterior: Rondônia, Roraima, Minas Gerais, Sergipe e Pernambuco.

Já o Rio Grande do Sul manteve a média estável, enquanto os demais tiveram queda.

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Brasil ultrapassa 134 mil mortos pela Covid-19 e 4,4 milhões de casos

O Brasil registrou 967 mortes pela Covid-19 e 37.387 novos casos da doença, nesta quarta (16). O país, assim, chega aos 134.174 óbitos pelo novo coronavírus e a 4.421.686 pessoas infectadas desde o início da pandemia.

O número de mortes por 100 mil habitantes do Brasil (64,1) já ultrapassou a do Reino Unido (62,9) e, em breve, devido aos diferentes momentos da pandemia nos países, passará a taxa da Espanha (64,6). O Brasil, dessa forma, tem uma das maiores taxas de morte por 100 mil habitantes no mundo.

Além dos dados diários do consórcio, o jornal também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 789, o que representa uma nova mudança. O país saiu de uma situação de queda (o que estava ocorrendo nos últimos dias) da média e voltou para o patamar de estabilidade dos dados de mortes (o que não significa uma situação tranquila).

A média ainda está em patamares elevados.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais. O balanço é fechado diariamente às 20h.

Pará é o único estado que apresenta, no momento, crescimento da média móvel de mortes.

Acre, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins apresentam média móvel de mortes dos últimos sete dias estável. Os demais estados têm redução da média móvel.

O Brasil tem uma taxa de cerca de 64,1 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos, e o Reino Unido, ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 60,2 e 62,9 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

Recentemente, o Brasil ultrapassou a taxa da Itália de mortes por 100 mil habitantes (59).

O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos, tem 56,8 mortes para cada 100 mil habitantes.

A Índia agora é o terceiro país, atrás apenas de EUA e Brasil, com maior número de mortes pela Covid-19, com 82.066 óbitos.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 26,8 mortes por 100 mil habitantes.

O Brasil registrou 987 novas mortes em decorrência do novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (16). O total desde o início da pandemia passou para 134.106.

Os números da pasta também apontam que 36.820 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus no período. O total de casos confirmados da Covid 19 chega agora a 4.419.083.

Desde o início da pandemia, um total de 3.720.312 pessoas se curaram da doença

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

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Brasil chega a 130 mil mortes pela Covid-19

O Brasil chegou a 130.474 mortes pela Covid-19 com o registro de 899 novos óbitos, nesta sexta (11). O país também registrou 44.215 casos do novo coronavírus e atingiu os 4.283.978 infectados desde o início da pandemia.

O Piauí não informou os dados referentes ao Sars-CoV-2 no estado.

Além dos dados diários do consórcio, a jornal também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 699, o que mantém uma posição de estabilidade nos dados, embora com números elevados.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais. O balanço é fechado diariamente às 20h.

Acre e Ceará apresentam aumento da média móvel de mortes.

Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia e Roraima apresentam dados estáveis. O resto dos estados apresenta queda na média móvel de mortes.

O Brasil tem uma taxa de cerca de 62,3 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos, e o Reino Unido, ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 59 e 62,7 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

Na semana passada, o Brasil ultrapassou a taxa da Itália de mortes por 100 mil habitantes (58,9).

O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos, tem 55,2 mortes para cada 100 mil habitantes.

A Índia agora é o terceiro país, atrás apenas de EUA e Brasil, com maior número de mortes pela Covid-19, com 76.271 óbitos.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 24,7 mortes por 100 mil habitantes.

O boletim do Ministério da Saúde com balanço do novo coronavírus divulgado nesta quinta-feira (10) mostra que o Brasil registrou 983 mortes nas últimas 24 horas, além de 40.557 novos casos confirmados da doença.

Contabilizando os novos números, o país passou a registrar um total de 129.522 mortos desde o início da pandemia e 4.238.446 pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​

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