Interceptações apontam que tenente do BOPE recebia ordem do CV

A prisão preventiva do tenente da PM Josemar Barbosa de Farias, considerado o segundo na linha hierárquica do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), gerou desconforto na cúpula da segurança pública e na sociedade acreana, que ficou estarrecida pelo fato de o militar alvo de uma operação policial ser responsável, também, por dezenas de operações exitosas de combate ao tráfico drogas em Rio Branco e ser presença constante nos diversos meios de comunicação sendo exaltado como “homem da lei”, destacando o trabalho das polícias.

Mas desta vez o cenário se inverteu. O tenente em questão acabou sendo um dos principais alvos da Operação Sicário, realizada nesta quinta-feira, 27, pela polícia civil com apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Acre, que cumpriu 45 mandados judiciais e prendeu 18 pessoas ligadas a facção criminosa Comando Vermelho.

O ac24horas revela com exclusividade os detalhes sórdidos entre a relação do “homem da lei” com Agilberto Soares de Lima, conhecido no mundo do crime pela alcunha de Jiquitaia, que nos últimos meses vem ajudando a facção Comando Vermelho a ganhar espaço no controle do tráfico de drogas na capital, interior e a região de fronteira.

Um despacho de 32 páginas assinados pelos juízes Raimundo Nonato da Costa Maia, Maria Rosinete dos Reis Silva e Guilherme Aparecido do Nascimento Fraga traz a tona os motivos que levaram a prisão do militar, Jiquitaia e demais membros.

As investigações comandadas pela polícia e o Gaeco trazem indícios de que o tenente Farias seria membro do Comando Vermelho após as comunicações telefônicas interceptadas com autorização da justiça evidenciarem que o membro do Bope teria estreitos laços com pessoas ocupantes de posições de liderança no CV, tendo estabelecido contatos presenciais e telefônicos relativos às atividades da organização criminosa em diversas ocasiões.

Segundo a investigação, Farias cumpria ordens repassadas por Jiquitaia com a intenção de resguardar a segurança das localidades consideradas como “território do CV”, protegendo os bairros tanto de ataques de facções rivais quanto de abordagens de outros policiais na região. A suposta influência do militar era tão grande que seu nome foi utilizado para evitar abordagens contundentes em pontos de interesse do CV.

TRECHO 1 – Confira trecho extraído do despacho que autorizou a Operação Sicário

Ainda de acordo com o apurado pelas autoridades, em inúmeros diálogos restou demonstrado que o Tenente Frias se utilizava do poder que a farda lhe proporcionava para usar veículos e valores pertencentes ao “erário” com a finalidade de atender aos interesses do Comando Vermelho, fosse mandando viaturas para evitar ataques do Bonde dos 13 ou para auxiliar em situações cuja busca de informações interessava às atividades do Comando Vermelho. “Até valores para abastecer veículos usados por outros membros do CV teriam sido arrecadados das quantias disponibilizadas pelo BOPE para abastecer as viaturas policiais”, aponta trecho da investigação.

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Os indícios da gravidade das supostas condutas ilícitas adotadas por Farias também revelaram a função de arrecadar armas de grosso calibre, munições e altas quantidades de drogas apreendidas com a finalidade de desviar boa parte delas para que fossem utilizadas pelo CV, “o que deixou nítido que Tenente Farias integraria o aludido grupo”, diz parte do inquérito da polícia civil.

“É importante destacar que o representado aparentemente teria a ciência de que tal conduta seria ilícita, visto que em algumas situações foi possível notar a sua frustração em não conseguir arrecadar as armas ou qualquer outro bem que pudesse interessar ao CV por ter chegado atrasado ou por estar acompanhado de outros policiais, o que dificultaria que agisse na clandestinidade, de modo que o representado afirmava que “não teve como tirar”. De outra banda, situações exitosas do grupo também foram captadas”, informa trecho do documento incriminatório.

A investigação aponta ainda sobre a proximidade de Farias e o membro do VC identificado como Jiquitaia. Quando as pautas que tinham que solucionar não podia ser resolvida por telefone, os investigados costumeiramente marcavam encontros presenciais nas residências um do outro, em locais públicos e até mesmo na sede do BOPE. “A familiaridade entre os dois parece ser tamanha ao ponto de Jiquitaia ter mencionado em um diálogo que o tenente Farias sabia que o primeiro só estaria solto por causa da atuação do policial militar”.

Outro ponto suspeito da relação entre os dois, seria o fato que até a mulher de Jiquitaia tinha conhecimento da atuação conjunta de Farias com o Comando Vermelho, já que foi interceptada ligação entre os dois com a solicitação de reforço no bairro Belo Jardim por parte da mulher não identificada, visto que rivais teriam sequestrado a namorada de um membro do CV, de modo que Farias providenciou a guarnição solicitada. “Em suma, os elementos existentes na representação sub oculi trazem indícios seguros de que o representado seria membro da organização criminosa Comando Vermelho, de modo que restou evidenciada até aqui a sua participação no planejamento das atividades da OrCrim, bem como a prática dos crimes de associação criminosa, corrupção passiva (fls. 69 e 84) e ativa, prevaricação, violação de sigilo funcional, associação para o tráfico de drogas e condutas de improbidade em desfavor da administração pública, ao ter utilizado bens e valores do erário para atender interesses pessoais”, constata trecho do documento da investigação policial.

No AC, tenente do Bope é preso após polícia interceptar ligações telefônicas com membros de facções

Tenente Josemar Farias foi preso durante a Operação Sicário, deflagrada pela Polícia Civil do Acre. PM-AC afirmou que policial está preso no Batalhão Ambiental, em Rio Branco

O tenente do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Josemar Farias, foi preso na manhã desta quinta-feira (27) durante a Operação Sicário, da Polícia Civil do Acre. A Polícia Militar (PM) divulgou uma nota, após a ação, informando que Farias se apresentou voluntariamente para o cumprimento do mandado de prisão.

A ação prendeu 18 pessoas, apreendeu armas e livros de contabilidade de facção no Acre. Dos presos, 12 estavam em Rio Branco e seis nas cidades de Acrelândia, Plácido de Castro e Cruzeiro do Sul, interior do Acre.

Ao todo, a operação cumpriu 22 mandados de busca e apreensão e 23 de prisão contra membros de facções criminosas. Além do tenente, o funcionário de uma empresa privada de vigilância também foi preso.

Na nota, a PM destacou que o policial não era alvo da operação, porém, a polícia interceptou ligações telefônicas entre o tenente e membros de facções. Farias está preso no Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA).

“Cabe destacar que os interceptados são informantes reconhecidos do Bope, do MP [Ministério Público do Acre] e Polícia Civil”, afirma a nota.

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A PM-AC diz ainda que apoia as investigações e a Justiça, mas ressalta também que apoia “o respeito ao contraditório e a ampla defesa, base do estado democrático de direito”.

“Em virtude do atual momento das investigações, não será emitido nenhum juízo de valor em relação à suposta conduta imputada contra o militar, mas aguarda que a verdade seja esclarecida com a maior brevidade”, conclui a Polícia Militar na nota.

Operação

A Polícia Civil informou que o foco da operação é o combate de facções criminosas para coibir crimes praticados pelo grupo como o tráfico de drogas, execuções e até crimes contra a própria administração pública como corrupção.

As investigações levaram cerca de sete meses e contaram com o apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Acre (MP-AC).

“O nível de organização em que se está chegando, como já foi dito, tanto na parte de computação de servidor público quanto da parte de contabilidade em si, é muito grande. Esse controle também era usado para o financiamento de ações maiores como roubos a bancos e caixas eletrônicos”, explicou o delegado Alcino Júnior, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Decco) e do Departamento de Investigação (DI).

Em onze meses, Batalhão de Operações Especiais apreende mais de 600 quilos de drogas

Unidade especializada da Polícia Militar do Acre (PMAC), empregada em situações de alta complexidade, o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) tem se destacado nas apreensões de armas, drogas e munições ao longo do ano de 2018, conforme dados estatísticos divulgados nesta segunda-feira, 03 de dezembro, pelo seu setor de Análise Criminal.

As estratégicas operacionais desencadeadas pelo BOPE fazem parte das diretrizes estabelecidas pelo comando da PMAC ao longo de 2018, que visam à intensificação da ação presença policial em pontos estratégicos do estado. Com isso, os números operacionais tem aumento, destaque para os mais de 600 quilos de drogas apreendidos, além de mais de 800 munições e 100 armas de fogo.

Major Assis dos Santos, comandante do BOPE, destaca o trabalho dos profissionais da unidade, que vem apresentando resultados significativos no combate ao crime no estado. “Com operações ocorrendo nos municípios, já estamos com uma produtividade superior a 2017, como exemplo, com uma média de apreensão de armas de fogo, que corresponde uma a cada três dias”, comentou o oficial.

Bope recupera 85 veículos e apreende 97 armas de fogo

Os dados, que são relativos às atividades operacionais do mês de outubro, foram divulgados nessa quinta-feira, 01, e ainda contabilizam a prisão de 348 pessoas envolvidas com ações criminosas e as apreensões de 734 munições de uso restrito e de 665 quilos de entorpecentes.

“O resultado compreende às ações das companhias que compõem o Batalhão de Operações Especiais, como a Rotam, Raio, Choque e o Canil, somente neste mês de outubro. Graças ao profissionalismo e ao desempenho operacional dos militares que compõem esta unidade especializada, foi possível o êxito em todas as nossas ações de enfrentamento ao crime”, destacou o comandante do Bope, Major Assis dos Santos.

A unidade especializada opera em todo estado do Acre, por meio de suas ações ordinárias e extraordinárias, e objetiva reprimir as ações do crime organizado, bem como apoiar as guarnições dos demais Batalhões operacionais nas ocorrências de vulto.

Bope desarticula ‘boca de fumo’ e apreende arma de fogo na Conquista

Uma denúncia anônima levou os homens do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), a desarticularem na noite desta quinta-feira, 25, um ponto de venda de substância entorpecente, no bairro Conquista. Durante a ação duas pessoas foram presas, além de arma de fogo, droga e dinheiro apreendidos.

Militares ao se aproximarem da residência informada na denúncia, visualizaram que dois suspeitos tentaram se evadir do local, mas foram detidos pela equipe policial. Nas buscas realizadas no imóvel foi localizada uma arma de fogo, com 15 munições, cinco barras de maconha, além de 3 mil reais.

A dupla recebeu voz de prisão por posse ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas, sendo encaminhada à Delegacia de Flagrantes (Defla).

Bope apreende entorpecentes e arma de fogo no Eldorado

Homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope), apreenderam entorpecentes e uma arma de fogo, na sexta-feira, 14, no bairro Eldorado, na ação dois envolvidos foram conduzidos à delegacia.

Denúncia anônima levou os policiais militares a capturar dois homens envolvidos em venda de entorpecentes, na parte alta da cidade. As informações davam conta do endereço onde estava havendo comercialização das drogas.

Os policiais militares foram averiguar e chegando ao local, de imediato o suspeito se evadiu, sendo em seguida capturado pelos militares, em busca pessoal foi encontrado com ele substância aparentando ser cocaína. Perguntando sobre a origem da droga, o suspeito informou aos policiais o nome do dono da substância, que se tratava de um indivíduo monitorado pelo sistema penitenciário.

Em consulta aos agentes penitenciários que atuam com o monitoramento eletrônico, foram obtidas informações sobre o segundo envolvido. A guarnição foi ao local indicado e capturaram o indivíduo com entorpecentes e um revólver cal. 38

Os policiais encaminharam os envolvidos à delegacia de flagrantes (Defla), juntamente com o armamento e o entorpecente apreendido, para que fossem tomadas as providências cabíveis.

Estudantes da Escola Djalma Teles conhecem o Bope

Promover a integração entre a comunidade e instituições de segurança pública. Esse é um dos objetivos do Projeto Profissões da Segurança, que nesta sexta-feira, 24, promoveu a visita dos estudantes do sexto ano da Escola Djalma Teles, em Rio Branco, às instalações do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope).

A iniciativa é realizada pelo Departamento de Policiamento Escolar, vinculado à Coordenadoria de Polícia Comunitária da PM. À tarde, turmas da Escola Josué Fernandes também visitaram o posto policial da Polícia Rodoviária Federal, na BR-364.

Para Camila da Silva, 17 anos, a experiência foi positiva. “Meu sonho é ser delegada, e estar aqui hoje me aproximou desse sonho. Pude ver de perto como funciona o trabalho dos policiais, o que me deixou muito feliz.”

O projeto proporciona aos estudantes visitas às unidades e instituições que compõem o Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp), para acompanhar a rotina de trabalho dos profissionais e manter contato direto com o operacional permanente a cada área de atuação.

“Nossa proposta é mostrar à sociedade os lados de parceria da Polícia Militar, que é amiga da comunidade. Ao mesmo tempo, propiciamos aos estudantes que almejam uma carreira como agentes das forças de segurança conhecimentos específicos sobre o nosso trabalho”, salientou o tenente Rui da Silva Costa.

Segundo o diretor da Djalma Teles, José Claudio Silva, a experiência gerou mais informação. “Há muita distorção sobre a função dos policiais, como se eles fossem apenas agentes de repressão. A visita ao Bope demonstrou que, na verdade, a polícia é parceira da comunidade.”

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Bope apreende armas de fogo com índio Apurinã no Bairro Vila Betel

Em uma ação na Rua Lili Cadaxo, do bairro Betel, em Rio Branco, homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope), apreenderam em posse de um homem de origem indígena duas armas de fogo, munições, drogas e dinheiro. A ação aconteceu na manhã desta quarta-feira (25).

O conduzido foi identificado como Derlande de Araújo da Silva Apurinã. Ele já tem outras passagens pela polícia pelo crime de posse ilegal de arma de fogo e desta vez, em sua residência, encontraram mais duas armas calibre 38, 22 munições, pouco mais de R$ 60,00 reais em dinheiro, além de produto entorpecente.

Os militares foram ao local após informações repassadas pelo setor de inteligência da PM dando conta de que na residência haviam guardadas armas de fogo. Ao chegarem ao local fizeram a revista e puderam constatar a veracidade da informação.

O indígena que é natural do Amazonas seria integrante de facção criminosa e as armas de fogo seriam usadas para o cometimento de crimes. Ele foi conduzido à Delegacia de Flagrantes (Defla) e deverá responder por posse ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e organização criminosa.

Adolescentes trocam tiros com o Bope, três acabam presos

Em operação na região do bairro Mocinha Magalhães, três adolescentes de 14, 15 e 16 anos acabaram sendo apreendidos e um outro menor de 16 ficou ferido após trocar tiros com na manhã desta quarta-feira (11).

Os militares avistaram os jovens em posse de uma arma de fogo calibre 12, e ao tentarem realizar a abordagem foram recebidos a tiros tendo que revidar a injusta agressão. Dos quatro, um deles acabou baleado com um tiro na perna e de pronto recebeu atendimento e foi encaminhado ao Pronto Socorro. Os outros três foram apreendidos.

Com eles, além da arma de repetição, foram encontrados várias cabecinhas de produto entorpecente, munições, dinheiro e uma máscara usada para o cometimento de crimes. Todos foram encaminhados à Delegacia do Menor e devem responder por porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.

Policiais do Bope são identificados e afastados, diz PM-AC

A Corregedoria da Polícia Militar do Acre (PM-AC) confirmou que os policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) que aparecem em um vídeo agredindo um casal são da guarnição do estado. As imagens vazaram nas redes sociais.

Conforme o major Edvan Rogério, da PM-AC, a Corregedoria investiga o caso. Os dois policiais foram identificados e afastados dos cargos até o final das investigações, que vão determinar se houve ou não negligência por parte dos agentes de polícia.

“Foi confirmado que (o vídeo) é daqui. Agora, a apuração está na Corregedoria e depois que chegar a uma conclusão da investigação, vamos divulgar a decisão. Nós não temos nada a esconder, não compactuamos com esse tipo de atitude, de forma alguma vamos nos esquivar em apurar, porque esse é nosso papel como gestores da instituição”, disse o major.

O G1 tentou localizar o casal que aparece no vídeo, mas até a publicação desta matéria não teve sucesso.

Policiais do Bope são identificados e afastados, diz PM-AC

A Corregedoria da Polícia Militar do Acre (PM-AC) confirmou que os policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) que aparecem em um vídeo agredindo um casal são da guarnição do estado. As imagens vazaram nas redes sociais.

Conforme o major Edvan Rogério, da PM-AC, a Corregedoria investiga o caso. Os dois policiais foram identificados e afastados dos cargos até o final das investigações, que vão determinar se houve ou não negligência por parte dos agentes de polícia.

“Foi confirmado que (o vídeo) é daqui. Agora, a apuração está na Corregedoria e depois que chegar a uma conclusão da investigação, vamos divulgar a decisão. Nós não temos nada a esconder, não compactuamos com esse tipo de atitude, de forma alguma vamos nos esquivar em apurar, porque esse é nosso papel como gestores da instituição”, disse o major.

O G1 tentou localizar o casal que aparece no vídeo, mas até a publicação desta matéria não teve sucesso.

Ouvidor dos Direitos Humanos diz que pedirá prisão de policiais do Bope envolvidos em tortura

O ouvidor do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp), Valdecir Nicácio Lima, afirma que pedirá a prisão dos policiais militares flagrados em vídeo agredindo um casal suspeito de tráfico de drogas.

“Eu vou pedir a prisão dos policiais porque é muito grave”, afirma. De acordo com ele, a detenção dos agentes será necessária como forma de garantir a integridade física da mulher que aparece nas imagens sendo vítima de socos e tapas.

Junto com o seu parceiro, ela foi presa pelo crime de tráfico de drogas. Em audiência de custódia na manhã desta sexta-feira (29), ela foi liberada pelo juiz Alesson Braz. O magistrado considerou que não havia indícios suficientes para relacioná-la com o crime de tráfico, mas determinou seu monitoramento por tornozeleira eletrônica. Já o parceiro foi encaminhado para o presídio Francisco D’Oliveira Conde.

Braz determinou de forma imediata a abertura de um inquérito criminal pela Polícia Civil para apurar a suposta prática de tortura. As agressões sofridas foram confirmadas pelo exame de corpo de delito realizado pelo Instituto Médico Legal (IML).

“Não há motivo para o que eles fizeram. Seja qual for o motivo ele é ilegal, é crime. As pessoas não estão reagindo, estão imobilizadas. A polícia não tem competência para bater. Eles podiam contê-las, se tivessem reagido, mas não agredir. Aquilo que eles fizeram é tortura”, afirma o ouvidor da Segurança do Acre.

Nicácio considerou o episódio como lamentável. “Não é isso o que as academias de polícia ensinam e não é isso o que o governo do Estado defende. Se faz uma atitude como essa na verdade, infelizmente, está fazendo em nome do Estado porque ele é o Estado ali, mas não é orientação do governo, nem das polícias”, pondera.

De acordo com Nicácio, o flagrante registrado em vídeo é uma exceção, e que como tal deve ser punida. Além do inquérito criminal, a pasta da Segurança abriu procedimento administrativo para apurar o caso e identificar os policiais.

Ouvidor dos Direitos Humanos diz que pedirá prisão de policiais do Bope envolvidos em tortura

O ouvidor do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp), Valdecir Nicácio Lima, afirma que pedirá a prisão dos policiais militares flagrados em vídeo agredindo um casal suspeito de tráfico de drogas.

“Eu vou pedir a prisão dos policiais porque é muito grave”, afirma. De acordo com ele, a detenção dos agentes será necessária como forma de garantir a integridade física da mulher que aparece nas imagens sendo vítima de socos e tapas.

Junto com o seu parceiro, ela foi presa pelo crime de tráfico de drogas. Em audiência de custódia na manhã desta sexta-feira (29), ela foi liberada pelo juiz Alesson Braz. O magistrado considerou que não havia indícios suficientes para relacioná-la com o crime de tráfico, mas determinou seu monitoramento por tornozeleira eletrônica. Já o parceiro foi encaminhado para o presídio Francisco D’Oliveira Conde.

Braz determinou de forma imediata a abertura de um inquérito criminal pela Polícia Civil para apurar a suposta prática de tortura. As agressões sofridas foram confirmadas pelo exame de corpo de delito realizado pelo Instituto Médico Legal (IML).

“Não há motivo para o que eles fizeram. Seja qual for o motivo ele é ilegal, é crime. As pessoas não estão reagindo, estão imobilizadas. A polícia não tem competência para bater. Eles podiam contê-las, se tivessem reagido, mas não agredir. Aquilo que eles fizeram é tortura”, afirma o ouvidor da Segurança do Acre.

Nicácio considerou o episódio como lamentável. “Não é isso o que as academias de polícia ensinam e não é isso o que o governo do Estado defende. Se faz uma atitude como essa na verdade, infelizmente, está fazendo em nome do Estado porque ele é o Estado ali, mas não é orientação do governo, nem das polícias”, pondera.

De acordo com Nicácio, o flagrante registrado em vídeo é uma exceção, e que como tal deve ser punida. Além do inquérito criminal, a pasta da Segurança abriu procedimento administrativo para apurar o caso e identificar os policiais.

Projeto Profissões da Segurança apresenta Bope para alunos da capital

Alunos da Escola Duque de Caxias, localizada no bairro Belo Jardim, tiveram uma experiência diferenciada com o policiamento do Acre. Nesta sexta-feira, 8, eles puderam conhecer as instalações do Batalhão de Operações Especiais (Bope), ao acompanhar algumas das principais ações realizadas pela tropa acreana.

A visita faz parte das atividades do Projeto Profissões da Segurança, da Polícia Militar do Acre (PMAC), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE). A iniciativa visa incutir valores cívicos e morais com foco na prevenção, mostrando na prática como funcionam os trabalhos da segurança do Estado.

Para o estudante Ruan Brito, a visita ao batalhão foi especial e aflorou nele o desejo de seguir a carreira militar. “Antes eu já queria ser policial militar, mas agora quero ser do Bope, porque o trabalho deles é muito legal, trabalham com cachorro e tudo”, conta.

De acordo com o tenente-coronel Douglas Thomaz, coordenador de Policiamento Comunitário (Cpcom), setor responsável pelo projeto, comportamentos como o de Ruan são uma das ideias principais da iniciativa, que já está em sua sexta edição.

“Buscamos aproximar a comunidade escolar do policiamento e mostrar aos estudantes as várias opções de profissões voltadas à área da segurança e, assim, apagar a visão negativa do policial que só repreende, porque, além disso, trabalhamos com a prevenção”, explica Thomaz.

Participaram da visita cerca de 25 alunos do 5º ano, mas desde que se iniciou já passaram por essa experiência aproximadamente 180 estudantes da capital. A meta, de acordo com o coordenador, é beneficiar as 215 escolas estaduais e municipais da rede pública.

Durante a visita, os estudantes conheceram a estrutura do batalhão, suas funções constitucionais para a sociedade, e ainda puderam acompanhar o treinamento dos cães que são usados nas operações de patrulha e farejamento de drogas.

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Bope prende indivíduos vendendo entorpecentes e apreendem veículo

Militares do Batalhão de Operações Especiais, recuperaram veículo e capturam foragido do sistema prisional no bairro Airton Sena. Em ação no segundo distrito o Bope também prendeu indivíduos que comercializavam entorpecentes no Santa Inês. Os fatos ocorreram nesta segunda-feira, 28 de maio.

Na região da baixada os militares foram acionados para prestar apoio ao Iapen para capturar um foragido do sistema prisional. Com informações de localização os militares se deslocaram ao endereço.

O indivíduo ao perceber a presença dos agentes de segurança pública tentou fugir sendo em seguida capturado, em buscas na casa foi encontrada uma motocicleta Yamaha Factor com restrição de roubo.

Indivíduos presos comercializando entorpecentes

Uma denúncia anônima levou uma guarnição do Bope ao bairro Santa Inês. Segundo informações dois agentes escondiam entorpecentes em tijolos e comercializavam o material na localidade.

Os militares encontraram a dupla, e fazendo buscas no local indicado constataram a denúncia, encontraram a substância aparentando ser maconha. No momento da prisão um terceiro indivíduo que passava no local arremessou um objeto na guarnição, acertando a viatura, o agente foi conduzido à delegacia.

Diante dos fatos as ocorrências foram encaminhadas para a delegacia de flagrantes (Defla), juntamente com os envolvidos e os materiais apreendidos.

PM realiza operação “Longo Alcance” na regional Tarauacá/Envira

O Batalhão de Operações Especiais (Bope), em parceria com o 7° Batalhão de Polícia Militar (7° BPM), realizou durante os dias 16 e 18 de maio, nos municípios de Tarauacá e Feijó a operação “Longo Alcance”.

“Foram realizadas fiscalizações e revistas com apoio de cães farejadores na BR-364, patrulhamentos nas zonas urbana e rural, além do cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de Tarauacá e Feijó”, afirmou o comandante do Bope, Major Assis dos Santos.

Os militares apreenderam dinheiro, celulares, drogas e materiais utilizados para embalar e preparar mais entorpecentes. Foram conduzidos à delegacia um homem, uma mulher e dois adolescentes.