José Bestene se reúne com servidores do Iapen e garante apoio à categoria 

O deputado estadual, José Bestene, líder do Progressistas na Assembleia Legislativa (Aleac), se reuniu na manhã de sábado, 16, com membros da Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário do Acre (Asspen). Durante o encontro, os representantes dos trabalhadores apresentaram os problemas enfrentados pela categoria e pediram apoio do parlamentar. 

“Estamos enfrentando muitos problemas. Nossa categoria está abandonada. Por isso, viemos apelar para a sensibilidade do deputado Bestene, para que interceda por nós. Desempenhamos um importante papel, mas não recebemos a atenção devida”, disse o presidente da Asspen, Eden Alves Azevedo. 

Depois de ouvir atentamente as colocações dos trabalhadores, o deputado José Bestene lamentou o descaso com os profissionais e com o Sistema Penitenciário, afirmando que é preciso um olhar especial para o setor. Ele colocou seu mandato à disposição dos servidores. 

“Lamento muito tudo que ouvi aqui hoje. Infelizmente precisamos zelar mais pelo nosso Sistema Penitenciário. Se não fosse a determinação e a coragem desses bravos homens e mulheres, o Acre estaria enfrentando uma crise ainda pior nos Presídios. Estou colocando meu mandato à disposição desses trabalhadores, para colaborar com o que for necessário. Só não podemos permitir que as coisas continuem assim”, disse.

Bestene pode comprometer acordos para eleição da Mesa Diretora da Aleac

Tudo certo, tudo acordado entre situação e oposição: Nicolau Júnior (PP) para presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Luiz Gonzaga (PSDB) para primeiro-secretário. Para segunda-secretaria e vice-presidência, nomes da oposição.

Os demais cargos, seriam distribuídos entre as demais forças que compõem o parlamento. Tudo certo em termos, pois um dos maiores caciques da atual situação, o deputado estadual José Bestene (PP) parece não estar concordando com esse acerto.

Em declaração feita na sexta-feira ao colunista político Luís Carlos Moreira Jorge, Bestene é taxativo em afirmar que a “eleição para a presidência da Aleac não está decidida”.

O deputado não estaria de acordo com a condução do processo de escolha do nome que comandará a cada pelos próximos dois anos. Fontes próximas a ele afirma que Bestene defende seu próprio nome para o cargo e usa como argumento a sua experiência como ex-deputado estadual tendo, inclusive, já presidido a Assembleia nos anos de 1990.

Outro ponto que conta muito a seu favor é o fato de ter sido o coordenador da campanha vitoriosa de Gladson Cameli ao Governo do Estado. Isso lhe deu legitimidade para reivindicar qualquer cargo dentro da estrutura de governo ou mesmo no parlamento.

A decisão de José Bestene, contudo, deve bater de frente com o que vem sendo definido pelo vice-governador Major Rocha (PSDB). Tudo o que está construído em termos de acordos até o momento passou pela aprovação de Rocha, inclusive, as negociações com a oposição e com os que se dizem independentes.

Ao seu lado está o Ney Amorim, que recentemente deixou o Partido dos Trabalhadores e está atualmente sem partido. Ney é um hábil negociador e vem construindo uma chapa mista que agregue todas as forças presentes no Parlamento.

A eleição deve ocorrer no dia 1º de fevereiro, logo após a posse de todos os deputados. Até lá, para se tornar presidente da Aleac, Bestene tem que reverter tudo que já foi feito até agora em termos de acordos e convencer, principalmente, oposição e independentes.

Nesta segunda-feira, esse grupo se reúne para discutir a situação e escolher os seus nomes e cargos que devem ocupar numa chamada “composição plural”. Se Bestene tem poder de convencimento, é nesse grupo que deve centrar fogo.

Alysson Bestene aponta os caminhos e os desafios da saúde

“A população está ansiosa por melhorias, porque sente, diariamente, as dificuldades quando procura o Sistema de Saúde nas unidades do nosso Estado. E por isso, estamos trabalhando incansavelmente para apresentar soluções rápidas e eficientes”. A declaração é do atual secretário de Saúde do Estado do Acre, Alysson Bestene, que há 21 dias assumiu a pasta.

O gestor, nomeado pelo governador Gladson Cameli, para compor a equipe, participou do programa radiofônico, Resenha Aldeia, e junto com o diretor interino de Atenção a Saúde, Wilson Afonso, apontou alguns dos principais desafios encontrados na pasta nesse início de gestão.

Bestene destacou que a saúde precisa de ações emergenciais em todos os setores, e que sua equipe está traçando um relatório situacional de cada estabelecimento de saúde, desde a capital ao interior do estado, para traçar novos rumos.

“Os primeiros vinte dias foram de trabalho intenso dentro do sistema público para fazer um levantamento das principais necessidades da saúde acreana. Constatamos que os problemas são até maiores do que se imagina, mas estamos empenhados em encontrar soluções e assim ofertar serviços de qualidade para o nosso povo”, explica.

O secretário explicou que recebeu a pasta com problemas de gerência e financeiros graves, que a gestão passada deixou muitos débitos acumulados. ” A saúde tem dívidas que já vem se arrastando de um ano para outro. Hoje, a saúde do nosso estado tem um déficit de aproximadamente R$ 64 milhões”, ressalta.

Mesmo assim, Bestene assegurou que a equipe vai atuar para solucionar as principais carências e dá assistência aos 22 municípios do estado. Que nessa nova gestão, as unidades de saúde das cidades interioranas serão atendidas. E, que para isso, o estado trabalhará integrado com as prefeituras e municípios de cada localidade.

Melhorar a atenção básica

O líder, ressaltou ainda que haverá um empenho para melhorar os serviços do sistema de atenção básica, que é a “porta de entrada” dos usuários nos sistemas de saúde públicos. Disse, que apesar da crise, e do déficit de profissionais, onde houver necessidade, haverá redistribuição para que não faltem especialistas nos locais de atenção primária.

Além disso, o gestor lembrou que outra bandeira defendida pelo governador é a valorização dos profissionais do ramo. E que para ampliar o número de servidores existe a previsão da realização de um concurso simplificado para contratação de médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem.

“O governo assumiu o compromisso de trabalhar para melhorar a saúde do nosso estado, e a valorização do quadro de pessoal faz parte desse processo, porque são eles, que ficam lá na ponta, diariamente, cuidado dos pacientes”, ressalta o secretário.

Para honrar os compromissos, o diretor interino de Atenção a Saúde, Wilson Afonso, lembrou que o estado vai reforçar as equipes profissionais, regularizar os pagamentos atrasados de quadros como o Pró-Saúde e investir na humanização dos serviços.

Paralelo a isso, serão retomadas as obras inacabadas da rede, como a verticalização do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), e a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá.

Gladson e Alysson Bestene visitam Maternidade e Hospital da Criança

O senador e governador eleito, Gladson Cameli (Progressistas), esteve na Maternidade Bárbara Heliodora e no Hospital da Criança, na tarde deste sábado, 22. Acompanhado do seu futuro secretário de Saúde, Alysson Bestene e do médico Wagner Bacelar, que no seu governo será o diretor-geral do complexo que forma as duas unidades, o novo governador foi ver de perto as reais condições de funcionamento dos prédios e ouvir os servidores e pacientes.

Ele constatou que tanto a maternidade quanto o hospital necessitam urgentemente de reparos. Pisos quebrados, postos de enfermarias desativados por causa de goteiras imensas, além de salas ambulatoriais fechadas são apenas alguns dos problemas que serão herdados pela nova gestão.

Há menos de duas semanas, Gladson Cameli também visitou as enfermarias do Pronto-Socorro de Rio Branco, constatando as condições precárias em que se encontra a unidade de saúde.

Na maternidade, Gladson Cameli doou fraldas e brinquedos para mães e crianças internadas e verificou que, na Maternidade Bárbara Heliodora, o maior problema é a falta de leitos. Por conta disso, segundo os funcionários, a sala de observação é constantemente improvisada para acomodar as parturientes, quando a capacidade das salas de leitos se esgota. Essa situação gera transtornos como por exemplo, o de mães terem de dormir praticamente sentadas.

A maternidade recebe grávidas de todo o estado e também dos municípios do Amazonas e de Rondônia. Por isso, a demanda por acomodações dignas, há muito tempo já deveria ser uma prioridade.

“Estou aqui pra dizer a vocês que tenham paciência porque vamos trabalhar para que tenham ambiente de trabalho saudável, com dignidade e valorizando cada um de vocês, nossos grandes”, afirmou o governador eleito, cujas palavras de encorajamento alegraram as pessoas, em cada setor que ele visitou.

Moradora de Ipixuna, no Amazonas, a dona de casa Ivanete Souza da Silva, de 18 anos, há dois meses espera no Hospital da Criança uma cirurgia de correção de intestino para a sua filha, Maria Elisa, de 11 meses. Gladson fez questão de ouvir atentamente a sua história de luta.

Para o governador eleito, que assume a partir do dia 1º de janeiro, será preciso traçar estratégias para melhorar o atendimento, garantindo o diálogo entre os servidores e a administração, e promovendo um esforço conjunto para que as duas unidades voltem a funcionar com as condições dignas para as famílias acreanas.

Também participaram da visita, o deputado eleito José Bestene (Progressistas) e profissionais da Saúde que fazem parte da equipe de transição do novo governo.

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