A Culpa Por Querer Ser Feliz

Tenho visto e atendido muita gente que se sente culpada por querer e desejar ser feliz. 

Muita gente querendo voar, mas amarrada em uma situação que muitas vezes nem é sua.

Dos filhos que se sentem culpados pelo divórcio dos pais e carregam isso pro resto da vida.

De um irmão que se culpa pelo fato do outro não ter conseguido o mesmo sucesso na vida.

Da esposa que se culpa por querer viver, enquanto o marido está acomodado na zona de conforto e vice-versa.

Daqueles que trabalham em excesso e quando diminuem o pouco o ritmo se cobram demais por acharem que vão desagradar ou por entender que não estão fazendo o suficiente para se manter no emprego.

Da dona de casa que quer tirar um tempo pra si, mas se sente culpada por não atender os desejos da família.

Dos pais que quererem viver a vida, mas ficam amarrados aos caprichos dos filhos e se culpam todas as vezes que precisam tirar um tempo para si.

Nesses casos que citei, a culpa é que nem uma traição. É quase um crime. Chega a doer até no peito.

Para muitos a condição de ser feliz e leve é uma afronta à sociedade, à família ou a quem estiver por perto.

Quantas vezes você já não foi chamado de egotista só porque queria ser feliz, ou se divertir, ou por querer ganhar dinheiro para viver do bom e do melhor?

Eu mesma já fui muitas vezes julgada e, em razão disso, comecei a formar minhas crenças limitantes no que diz respeito a felicidade, prosperidade e dinheiro.

Cansei de ouvir coisas como: você vai se divertir enquanto seu tio está passando por um momento difícil.

Você mal se separou já está na rua com as suas amigas (tinha ido comer uma pizza).

Você tem que aguentar as humilhações no seu emprego por que lá te paga bem (quando eu pensava em sair).

Você vai deixar a sua família sozinha por conta de um sonho besta? 

Quantas vezes você deixou de fazer o que quis, de viver seus sonhos por conta de alguém, por se compadecer com ele, por se colocar no mesmo buraco que ele?

Você acha isso justo?

Cada um tem a sua jornada, sua estrada, seu aprendizado.

E não estou falando aqui em abandono, mas sim de delimitar espaços onde cada um possa se movimentar a sua maneira, vivendo a sua vida.

Quando nos culpamos por algo, nós prendemos mais ainda a esse algo.

É preciso saber em que momento firmamos esse compromisso (infância, juventude, relacionemos…) para que possamos desfazer dele.

Só a crença limitante, trabalhada na sua raiz, é capaz de romper com a culpa e com os comportamentos que nascem dela.

Então não perca tempo, se observe, veja de onde vem tanta culpa e porque ela está aí, pois já é chegada a hora de sermos felizes.

Com muito carinho, Heloísa Tainah.

Orientadora Holística 

A violência que bate à porta

Segundo dados do Relatório Mundial 2019, divulgados recentemente pela ONG Human Rights Watch, 64 mil homicídios aconteceram no Brasil em 2017. São dois mil a mais que em 2016. Este crescimento não foi freado em 2018, pelo contrário. Os dados já apresentados por Ongs e Instituições mostram que o número de assassinatos segue crescendo a passos largos. O crime, cada vez mais, sai da marginalidade e assola toda a sociedade, sem distinguir classes sociais. Estados pararam nos últimos meses (Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Ceará, e por aí vai) na mão de criminosos e a população se vê a mercê desta realidade que bate à porta.

O retrato atual é esse e os noticiários teimam em nos lembrar que o filho morto hoje pode ser o nosso amanhã. Esta sensação de insegurança aumenta a busca por segurança privada. A Pesquisa Nacional sobre Segurança Eletrônica, realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), afirma que houve um crescimento nas residências que investiram em sistemas de segurança nos últimos 12 meses.

Mas quem deve cuidar da segurança dos cidadãos? E quem não tem dinheiro para investir em sistemas? É protegido por quem?

Os sistemas privados de segurança servem para inibir a ação de criminosos, mas não pode ser a única solução. O Estado precisa ser cobrado e deve agir. Para deter o crime organizado é necessário muito mais esforço público do que portões e muros altos. Transferir essa responsabilidade somente para a população é tapar o sol com a peneira, como diz o ditado.

Este problema está intrínseco ao poder, dentro da sociedade como um todo, seja em forma de traficantes ou de milícias. A corrupção sustenta as facções que aprenderam e usam o sistema político e legislativo ao seu favor. A morosidade das decisões ajuda o crime a se fortalecer, já que ele é mais rápido para se adaptar. Para conter a violência é preciso mexer neste vespeiro.

O projeto de Lei Anticrime anunciado pelo Ministro da Justiça, Sérgio Moro, vai ao encontro dessas necessidades. É importante frisar que existem adaptações necessárias para que ele fique melhor e que possa dar igualdade de direitos a todos, entretanto é um primeiro passo que ainda não havia sido dado em outras gestões. Endurecer o Código Penal, Código de Processo Penal, Lei de Execução Penal, Lei de Crimes Hediondos, Código Eleitoral, além de criar mecânicos para agilizar a Justiça, iniciam uma caminhada longa.

Não existe mágica ou milagre que irá diminuir a criminalidade de uma hora para outra. É um processo demorado e dolorido que exige a participação da sociedade, em todos os seus âmbitos. Estes projetos de Lei precisam do apoio de todos para serem melhorados. Criticar faz parte e é importante para que a voz de todos seja ouvida e contemplada na forma da legislação. A justiça deve proteger a todos.

O crime bate à nossa porta e muito mais do que nos trancar atrás de cercas elétricas, precisamos cobrar as autoridades que as leis sejam ampliadas, atualizas e aplicadas de forma rápida. Assumir essa responsabilidade com a mudança está em nossas mãos.


perfil artigo** Marco Antônio Barbosa é especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil. Possui mestrado em administração de empresas, MBA em finanças e diversas pós-graduações nas áreas de marketing e negócios.

Como estar preparado para a possível reforma tributária?

Uma possível reforma tributária tem tido destaque nos noticiários de economia nos últimos meses e ganhou uma intensidade ainda maior nas últimas semanas. Isso porque o novo Governo precisa – e muito – mostrar para a sociedade mundial para que veio. Em recente viagem para o Fórum Econômico Mundial, na Suíça, os governantes tentaram convencer potenciais investidores internacionais a aplicar muitos bilhões de dólares por aqui. E uma das armas lançadas foram a simplificação e redução da carga tributária brasileira. Essas palavras, aliadas à maior objetividade da legislação tributária brasileira, é música para os ouvidos de quem quer investir.

Junto com a reforma da previdência, a reforma tributária deve ser um dos maiores desafios neste primeiro mandato. Aliás, desafios não faltam: como fazer mudanças sem reduzir a arrecadação? Como fica a repartição entre União, Estados e Municípios? Como mudar uma legislação complexa de uma hora para outra? Como funcionará a transição? Como convencer o poder legislativo a votar tantas mudanças? Como equalizar os efeitos entre os diversos segmentos empresariais em nosso país? São essas e muitas outras polêmicas que precisam ser avaliadas. O debate público, com toda a população, precisa ser impulsionado, pois, no final, quem paga a conta são todos os cidadãos. Seja na hora de pagar o seu Imposto de Renda, seja na hora de comprar uma mercadoria no supermercado.

Mas os empresários, e sobretudo seus assessores, podem se preparar para essa reforma que está por vir? Primeiramente, é imperativo que saibamos reconhecer o momento atual, respondendo algumas perguntas: qual a carga tributária de sua empresa? Quanto se paga de cada imposto e a participação deles em seus resultados? Quanto a tributação impacta no preço de seus produtos e serviços? Quais as situações que estou me creditando? Tenho algum benefício fiscal? Enfim, um diagnóstico do peso dos tributos no demonstrativo de resultado de sua empresa é o primeiro passo. Após esse estudo, começa um jogo de especulações. Afinal, o que está por vir e como poderá impactar o meu negócio?

Destacaria 9 possíveis mudanças

  1. Desoneração da folha (similar à regra do CPRB que finaliza em 2020);
  2. Unificação do PIS e COFINS, desconsiderando de sua base o ICMS e o ISS;
  3. Créditos de PIS e COFINS similar às regras do IRPJ, com algumas limitações;
  4. Menor benefício na sistemática atual dos Juros sobre Capital Próprio (JCP);
  5. Tributação de Dividendos distribuídos;
  6. Menor alíquota de IRPJ e CSLL;
  7. Unificação de diversos tributos indiretos existentes;
  8. Redução de benefícios fiscais dos quais não há contrapartida para a sociedade;
  9. Tributação de movimentação de bancária, nos moldes do “fantasma” do CPMF.

Como disse há pouco, tudo isto é mera especulação, mas todos já citados pelo Governo. Enquanto isso, a PEC 294/04, já aprovada nas comissões especiais da Câmara, está pronta para ser votada. Ela simplifica a tributação, o que já é uma ajuda. Tanto no diagnóstico atual, como também estudar um cenário especulativo – como os nove casos citados – podem ser um excelente exercício para as empresas privadas neste momento.
 


perfil artigoMarco Aurélio Pitta é profissional de contabilidade, coordenador e professor de programas de MBA da Universidade Positivo nas áreas Tributária, Contábil e de Controladoria.

Bom dia pessoal!

Hoje abro o espaço para compartilhar o texto de um grande Professor de Educação Física e Nutricionista, Felipe Nassau. Não se assuste se você se reconhecer no todo ou em partes do texto. Texto esse que se encaixa não só em nossa vida com relação aos cuidados com a saúde, mas em qualquer área. Aproveitem!

«A vida é dividida em 3 partes: IMPORTANTE, URGENTE E LAZER. Se você não faz o IMPORTANTE, ele vira URGÊNCIA e vai perder o seu LAZER cuidando da urgência, porque o importante aparece diariamente. A matemática é simples. Crie rotinas, não procrastine, e vai sobrar tempo pra tudo.

Pessoas bem sucedidas equilibram todos os setores da vida e não precisam gastar tempo reclamando.

Se você fica no App na hora em que devia trabalhar, acumula trabalho e o relatório do mês passado vira um deadline de amanhã. Se você não se prepara para a aula, chega lá boiando tem que estudar 3 vezes mais depois para entender e ainda perde a discussão. Se mesmo com tudo acumulado você vai pra balada no final de semana e chega morto na segunda pra acumular mais trabalho, você não é normal, você é bagunçado. 

Se você está se queixando do seu corpo e saúde, é porque deixou sua alimentação e seus exercícios em segundo plano em algum momento. Se é bem sucedido, está com o corpo em dia, mas se queixa de ser o forever alone da patota…acho que não deu atenção devida para a vida social… e por aí vai!

Dica: compre uma agenda! Administre seu tempo e faça ele jogar a seu favor! Com menos emergência sobra tempo pro LAZER. Ah…o lazer! Melhor parte.

Se você treina enquanto ele dormem, você não é o Ninja Jiraya, você tem insônia!

Se você estuda enquanto eles se divertem, você não é o Bill Gates do cerrado (ou acreano), você é menos eficiente. Se fosse menos nota 7 terminaria o dever de casa antes da hora de brincar com os amiguinhos. 

Se você persiste quando eles descansam, é porque não presta atenção, faz tudo errado e fica até de madrugada consertando a cagada. Dorme mal, acorda cansado e cada vez menos concentrado e produtivo. Gênio! 

E se você quiser viver o sonho dos outros, você tem um problema de personalidade! 

E lembre-se: você pode até estudar no semestre, mas sempre haverá uma recuperação no verão!»

A vida é feita de escolhas, escolhas essas que determinam quem somos e queremos ser. Não faça as escolhas erradas porque quer pra depois criar subterfúgios e frases de efeito que se encaixem na sua narrativa pra melhor passar. Isso não mudará as escolhas erradas que foram feitas. E no final, quem pagará por elas é você, se não sobrar para as pessoas próximas e mais queridas em sua vida!

Semana que vem voltamos a falar de Exercício Físico! Tem curiosidade, quer saber sobre algum assunto específico ou perguntar algo, entre em contato, comente e deixe sua sugestão no site ou Instagram do jornal 
     
Forte abraço, boa semana e bons treinos!


Rodrigo de Almeida Rodrigues Profissional de Educação Física – Cref: 1606-G/AC Sócio – proprietário da empresa 2R Treinamento Funcional

Transporte aéreo clandestino mata

O Brasil ficou mais triste e menos crítico. Milhões de brasileiros acostumados a ouvir a voz do jornalista Ricardo Boechat todas as manhãs, com suas análises precisas, não tiveram a companhia do apresentador no seu trajeto até o trabalho. Aos 66 anos, Boechat faleceu em um acidente de helicóptero na cidade de São Paulo, no dia 11 de fevereiro.

Helicóptero que ele não poderia estar embarcado, tivessem os regulamentos aeronáuticos vigentes sido seguidos, pois a empresa contratada não tinha permissão para efetuar fretamentos com transporte de passageiros, ou seja, o que estava acontecendo era um transporte aéreo clandestino, sem o conhecimento de Boechat, claro.

O transporte aéreo clandestino se dá quando um proprietário de uma aeronave vende um voo sem as devidas autorizações para fazê-lo. Muitos veem isso como um zelo burocrático, mas na prática as estatísticas de acidentes mostram outra coisa. Os regulamentos aeronáuticos variam para operações privadas, de táxi-aéreo e aviação comercial (as que envolvem grandes aeronaves), sendo cada vez mais restritivas, e as estatísticas mostram que o maior número de acidentes e mortes acontecem exatamente entre as operações privadas, onde também está o transporte aéreo clandestino.

Um táxi aéreo é obrigado a cumprir com uma série de requisitos adicionais de segurança, desde treinamento para seus tripulantes até requisitos de contratação, e uma aeronave para voar como um táxi aéreo, não raro, necessita de equipamentos adicionais que não são exigidos numa operação privada.

Assim, não é coincidência o maior número de acidentes entre os aviões privados, e não é mera burocracia exigir a certificação de um táxi aéreo para se vender fretamentos. É respeito pela vida humana. 


shailon1Shailon Ian é engenheiro aeronáutico formado pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), presidente da Vinci Aeronáutica e ex-tenente da FAB (Força Aérea Brasileira).  

Pobreza e educação

O Brasil ainda é um país pobre. Pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil está na posição 79 entre 171 países. Dividindo a produção nacional pela população, o produto por habitante aqui equivale a um quinto do que é nos Estados Unidos. A explicação sobre por que um país se desenvolve e outro se mantém no atraso e na pobreza, ainda que em condições naturais parecidas, não é simples nem é fácil. Um desafio da ciência econômica tem sido formular uma teoria que consiga explicar as bases e as leis do desenvolvimento econômico.

Até a Revolução Industrial (1750-1830), a sobrevivência humana era retirada da terra e dos recursos naturais, e as obras do pensamento explicavam a produção de riqueza basicamente a partir da contribuição da natureza. Até então, não havia crescimento do produto por habitante, todo crescimento advinha do crescimento da população. Após o surgimento do motor a vapor, do trem de ferro e das máquinas industriais, os estudiosos começaram a examinar a contribuição dos bens de capital na produção e na produtividade-hora do trabalho.

A segunda revolução industrial moderna (1870-1900) nos deu o motor a combustão interna, a indústria do petróleo e a eletricidade, fez a produtividade explodir e gerou o assombroso crescimento econômico dos países que adotaram as novas tecnologias e o novo modo de produção. Foi por volta da metade do século 19 que surgiu o conceito de subdesenvolvimento, para identificar as nações que miravam o novo padrão de consumo, não conseguiam assimilar o novo modo de produção e tinham padrão de bem-estar aquém do alcançado pelas nações adiantadas.

Com o prosseguimento do progresso da ciência e da tecnologia a partir dos anos 1900, o processo produtivo começou a demandar trabalhadores mais qualificados, e foi necessário aumentar a abrangência da educação básica e do treinamento profissional. Nos anos 1950, foram aprofundados os estudos sobre a contribuição da educação para o aumento da produtividade e para o crescimento econômico. Foi quando se descobriu que o fator educação passou a contribuir mais para a produtividade do que os recursos materiais.

De lá para cá, todos os países que se desenvolveram e desfrutam de elevado padrão de vida investiram pesadamente na educaçãobásica, em primeiro lugar, e na educação profissional superior, na sequência. Quando eu era estudante do curso de Ciências Econômicas, ouvi discursos de professores que, embora eu fosse inexperiente, me pareciam muito estranhos. Eles diziam que a universidade não devia educar para o mercado, pois isso seria mercantilizar a educação, mas sim formar cidadãos críticos e reflexivos.

Eu, que tinha o objetivo de adquirir uma profissão e me qualificar para progredir na carreira e no salário, certo dia confrontei um professor que demonizava o mercado, dizendo-lhe: o mercado nada mais é do que o encontro de alguém com uma necessidade com alguém que tem a solução; de um homem com fome com outro que produz feijão; de uma pessoa com inflamação no corpo com outro que sabe curar. Ora, se meu curso não me habilitar a ser bom profissional, ele não me serve frente à minha maior carência: fugir da pobreza.

Atualmente, a superação da pobreza depende de elevado nível de educação básica, boa formação profissional obtida em curso superior ou técnico, além da atualização constante diante da evolução da ciência e da tecnologia. Isso vale para o indivíduo e vale para a nação. Apesar das dificuldades na elaboração de uma teoria completa sobre as causas do desenvolvimento, o mundo já conhece os fatores essenciais do progresso material e do bem-estar que dele decorre.

A educação não é o único fator a determinar o desenvolvimento, mas é o principal. Há outros fatores, como os naturais, os sociais, os políticos e o sistema econômico. É claro também que a educação tem o papel de educar o indivíduo para a cidadania, que é a maneira como nos relacionamos com a natureza, o meio ambiente, os semelhantes e a sociedade, mas o papel inicial e essencial da educação, especialmente a superior, é prover o estudante de uma profissão para ser bem-sucedido em mundo complexo e de mudanças constantes.
 


*José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo

A falácia do projeto de “lei anti crimes” de Sérgio Moro

O pretensioso e auto denominado projeto de “lei anti crimes”, de autoria do Ministro da Justiça, Sérgio Moro, é de um amadorismo sem precedentes na história da política criminal e do direito brasileiro. Com a proposta de alterar 14 leis já em vigor no país, o PL sugere diversas medidas que apontam para o encarceramento máximo, o endurecimento do regime de execução e para a ampliação de penas para determinados crimes. Até aí, nada de novo, louvável, até certo ponto. No entanto, o PL chama a atenção sobre três aspectos:

O primeiro deles é a pretensa “regularização” da execução antecipada da pena, ou seja, a autorização da prisão após condenação em segunda instância. Já escrevi em outros artigos (publicado aqui no portal em 08/04/2018) que o entendimento que autoriza a prisão após decisão em segunda instância, antes do trânsito em julgado final da sentença penal condenatória é uma flagrante ofensa ao princípio da presunção de inocência, direito fundamental previsto no art. 5º, LVII, da Constituição Federal.

O sentimento de impunidade da população não pode ser “compensado” com uma afronta à Constituição. Pior do que a pretensa impunidade é o abuso de prisões preventivas, provisórias e de cumprimento antecipado de penas que ainda não se confirmaram por completo. Se a justiça é morosa e o sistema recursal é excessivo, a ponto de postergar, ad infinitum, o início do cumprimento de penas, não é com o postulado do “encarceramento máximo” que se irá resolver tal impasse. Afinal, não se pode agir com farisaísmo quando estamos tratando de direitos e garantias fundamentais do cidadão.

O projeto de lei segue com outro absurdo, em se tratando de política criminal: os dispositivos que tratam do alargamento das hipóteses de excludente de ilicitude para casos de homicídio, quando praticados por policiais, desde que acometidos de “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”. Na prática, é a transformação do “auto de resistência” em inocência automática ou, como no dizer de Guilherme Boulos “é a legalização da pena de morte, sem julgamento, praticada por agentes públicos”.

É claro que se um policial, no exercício de sua função de servir e proteger, tem como resultado de sua ação o óbito de outrem, não pode ele ser processado e julgado sob os mesmos parâmetros de um homicida comum. Para isso, ele já conta com uma série de prerrogativas, dentre elas, as hipóteses de “estrito cumprimento do dever legal” e de “legítima defesa” como excludentes de ilicitude, além do julgamento pela Justiça Militar. O que se combate, no caso de mortes perpetradas por policiais em ação, é o chamado “excesso punível”: uma pessoa, já rendida, ser alvejada, por exemplo. A medida proposta por Moro amplia para o infinito as hipóteses de “justificativa” do chamado excesso punível e da legítima defesa. Temerário, para dizer o mínimo.

É líquido e certo que a maioria dos mortos em ação policial são jovens, negros, pobres e de periferia. Não raro, este é o perfil sociocultural e étnico-racial da maioria das pessoas envolvidas com o tráfico. Mas, nem todo jovem, negro, pobre e de periferia é bandido. E muitos destes, inocentes, também acabam se tornando vítimas da ação policial nas famosas “batidas” aos morros e favelas, por exemplo. Alterar os dispositivos legais no sentido proposto ampliará, consideravelmente, as estatísticas de morte destes grupos sociais, o que aponta para uma deplorável política de “higienização social” e não de combate ou de prevenção à criminalidade.

Por fim, há a regulamentação da delação premiada, denominada, no direito americano, de “plea bargain”. Na prática, significa a regularização da premiação para o caguete, o X9, o traíra. Também na prática, significa ampliar as hipóteses em que o suspeito ou acusado confesse o crime, mesmo sendo inocente, apenas para não enfrentar os rigores da lei. Ou ainda, que incrimine outrem, mesmo que sem provas, para obter uma pena mais branda.

Ironias e sarcasmos à parte, diria que, na quebrada, se aprende que homem que é homem assume o seu BO. No condomínio fechado onde Deltanzinho e Serginho cresceram, criados com Nutella, quando pegos fazendo traquinagem, para escapar da pisa, gritavam: “Não fui eu, mãe, foi ele”. Plea bargain para incriminar o alheio é refresco…


perfil artigo*Deputado estadual

Estímulo à construção civil resulta em impacto social positivo para o Estado

Responsável por 22% do PIB da indústria nacional e pela ocupação de mais de sete milhões de pessoas no país, a construção civil pode ser considerada o motor da economia Nacional. A especial importância de suas atividades não está relacionada somente à geração de emprego e renda, mas também de atender às necessidades básicas da sociedade, como habitação.

Na prática, a melhora do cenário da construção civil tem impacto em diversos outros campos da atividade econômica. Os investimentos em obras impulsionam áreas importantes para o desenvolvimento urbano. A cadeia é gigante. A construção de mais moradias diminui o déficit habitacional, a ampliação do saneamento melhora as condições de saúde da população e a expansão da mobilidade urbana oferece praticidade ao cotidiano, trazendo qualidade de vida.

Além disso, à medida que as pessoas voltam aos seus postos de trabalho, as famílias recuperam sua capacidade de consumo, o que faz o comércio enxergar melhoras nas vendas, aumentando também a demanda da indústria. E o governo também ganha. Estima-se que a cada R$ 100 investidos na construção, cerca de R$ 25 voltam para os cofres públicos em forma de imposto.

Reproduzo aqui o que representa a expectativa de todo o setor da construção civil Brasil a fora, e no Acre não é diferente. Com mais de 1,7 mil empresas ativas em nosso Estado, sendo 70% só em Rio Branco, muitas agonizando desde 2014, o setor vive o seu pior momento no Estado.

A indefinição da continuidade de programas como o Minha Casa, Minha Vida e as quase cem obras paradas, incluindo Estado e municípios, nos dão uma noção do desânimo com o futuro destas empresas.

Diante desse cenário extremamente obscuro, faz-se necessário, com urgência, um aceno por parte do poder público, sobretudo nas esferas estadual e federal, que precisa deixar claro de que forma irá atuar, isto é, quais são suas estratégias e programas para auxiliar, no sentindo de que esse imprescindível segmento volte a respirar e gerar empregos.

Os empresários do setor, assim como os trabalhadores que estão desempregados e, consequentemente, sem condições de sustentar suas famílias, têm pressa. Aquele ditado popular que diz que o ano só começa depois do carnaval não funciona para quem anseia por produzir e obter sua fonte de renda de maneira digna.

Como sabemos, ao menor sintoma de melhoras, é na construção civil que aparecem os primeiros resultados positivos. É um ciclo virtuoso que, para ser retomado, precisa de investimento. A recuperação do nível de emprego dos trabalhadores nas obras é um dos principais fatores para que a economia volte a crescer. Investir em setores como educação, saúde e segurança é muito importante. Mas, sem o setor da construção civil aquecido, é o mesmo que enxugar gelo.


perfil artigoJosé Adriano é presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC)

Alimentos light: será que eles são mesmo a melhor opção na dieta?

Eles também possuem calorias e precisam ser consumidos com cuidado e moderação

É só começar a dieta que muita gente não hesita em encher o carrinho de compras com alimentos lights. Só para ter uma ideia do peso dessa turma no cardápio dos brasileiros, um levantamento feito pela Indústria Brasileira de Alimentos Dietéticos (Abiad) mostrou que esses produtos estão presentes em mais de 35% dos lares da população. A grande preferência por eles está relacionada à ideia de que eles aumentam as chances de perder peso ao fazer dieta para emagrecer.

É aí que muita gente erra a mão, ignorando até mesmo as quantidades das porções. Os “lights” também têm calorias e, quando ingeridos em excesso, contribuem tanto quanto a versão convencional para o ganho de peso. Conversamos com as nutricionistas Camila Abreu e Ana Paula Souza que esclarecem as dúvidas a respeito desses alimentos.

É light ou diet?

Os termos ainda confundem, mas a diferença entre os dois é grande. Entretanto, diet é aquele produto que indica em sua embalagem a ausência total de algum nutriente ou ingrediente, que pode ser o açúcar, o sal, a gordura, a lactose, entre outros.

Segundo a nutricionista Camila Abreu, a escolha do “diet” deve variar conforme a necessidade de cada pessoa. “Produtos específicos para diabéticos devem ser totalmente isentos de açúcar, por exemplo. Para pessoas com problemas cardiovasculares, a restrição deve ser de gordura e assim por diante”, completa a profissional.

Já os alimentos classificados como “light” têm uma redução de pelo menos 25% da quantidade de um determinado elemento de sua composição em relação ao alimento tradicional. “São aqueles com baixo teor de componentes – sódio, açúcares, gorduras, colesterol – e/ou calorias, ou seja, não são isentos totalmente como os diet”, explica Camila.

O produto Light faz mal?

Na verdade, não é que eles fazem mal. “É que muitos produtos light têm adoçante e essa substância, quando consumida em excesso, pode fazer mal no futuro”. Apesar de existirem muitas pesquisas sobre o assunto, os malefícios do adoçante não são comprovados.

Como o adoçante é químico, a substituição por mel ou açúcar mascavo pode ser feita. “Eu indico a substituição pelo açúcar Demerara que é ainda mais saudável do que o açúcar mascavo, por conter mais nutrientes”.

É light mesmo?

A informação deve estar impressa nas embalagens. Se você identificar uma redução de, pelo menos, 25% de nutrientes ou calorias num alimento, ele pode ser considerado light. Apesar disso, a própria tabela nutricional pode confundir o consumidor. Ás vezes, um pão normal tem uma tabela em que se avalia 30 gramas do produto, enquanto o pão light possui uma que considera a porção de 20 gramas. Por isso, deve-se ficar atento ao rótulo e verificar a proporcionalidade entre eles.

Não é preciso consumir apenas alimentos diet ou light. O importante são os conceitos de bom-senso e moderação. “Mesmo se o alimento for light fique atento às quantidades ingeridas. Não só a escolha dos alimentos certos, mas também a quantidade é o que faz alguém engordar ou emagrecer”.

Substituições inteligentes

Em alguns casos, a escolha do alimento light é, de fato, a mais saudável para sua alimentação. Troque sempre o leite integral, que possui muita gordura, pelo desnatado. Se achar que o gosto é muito diferente, opte pelo semi-desnatado. “Essa dica também vale para outros produtos lácteos, como os iogurtes”.

Para os fãs de chocolate, a boa notícia é que as versões meio-amarga e com 75% de cacau têm ação antioxidante e são mais saudáveis que a tradicional ou a diet, que possui mais gordura em sua formulação.

Trocar a famosa manteiga do pãozinho francês por uma margarina light em um pão integral também compensa. “Além da redução de gordura e calorias, é uma opção de lanche mais saudável, pois os alimentos integrais contêm mais fibras, que ajudam no bom funcionamento do intestino e na saciedade”.

As geleias e achocolatados também podem (e devem!) ser substituídos pelas versões light, pois realmente se diferenciam nas calorias das versões tradicionais. Já os refrigerantes, mesmo os “lights”, devem ser consumidos com moderação por causa do adoçante, do sódio e do gás. Prefira os sucos naturais, que carregam todos os nutrientes das frutas.

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Crianças podem treinar? Corrigindo, crianças devem treinar, brincar, se movimentar!

Você se lembra da sua infância? Vamos lá, faça uma força! Jogar bola na rua, amarelinha, queimado (baleado), pique (manja) pega, ajuda, cola, estátua e bandeira, correr, saltar, subir em árvore, soltar pipa, andar de skate e patins, pular corda e elástico, polícia e ladrão, até guerra de papel higiênico molhado («não, pera,» essa só para os mais calmos), então, lembrou? Época boa! Pois é, agora olhe para o seu filho, sobrinho ou irmão mais novo e responda se ele já brincou ou brinca de algumas dessas brincadeiras? É fato que as gerações mais novas não se movimentam mais como a geração que hoje tem 25 – 30 anos ou mais. O movimento era algo tão natural que o pior castigo era não poder sair de casa e ter que ficar olhando ou escutando os amigos brincando. Tudo bem que hoje temos muita insegurança nas ruas, poucos parques, mais condomínios com poucos espaços, mas isso não pode impedir que as crianças se movimentem, principalmente porque sabemos que boa parte dessa falta de movimento se deve a quem cuida, ou seja, país e responsáveis.

 O movimento é parte natural do cotidiano de crianças e jovens, e hoje precisamos empurrá-las para que sejam saudáveis e aí chegamos ao «x» da questão. Onde matricular meu filho para que ele possa ter os estímulos necessários para desenvolver com saúde? A resposta é,  qualquer modalidade, desde que ela seja bem ESTRUTURADA. Como crianças trabalham com fibras e vias energéticas que fadigam menos e se recuperam mais rapidamente entre os treinos, não há motivos para se preocupar com a quantidade de dias de treino, elas devem ser estimuladas e de forma variada.

Lembrem-se, BRINCAR é uma coisa é TREINAR é outra, portanto, é de extrema importância que se avalie a qualidade do profissional que planeja e acompanha os treinos, saibam quem está cuidando de seu filho. 

A maior Batalha do profissional de Educação Física não é o concorrente que oferece a aula disso ou daquilo, nossa maior luta é contra o comodismo, o sofá e a TV, o computador, é contra país sem tempo e permissivos, é de inclusão e aumentar a quantidade de horas e aulas de Educação Física nas escolas e a consequente evasão de alunos com atestados arranjados fora da escola! E mesmo o TREINO precisa ser prazeroso, então equilibrem expectativas e exigências!

Seguem alguns dados de pesquisas feitas com crianças e jovens

– Testes feitos em mais de 5.000 crianças de 9 a 12 anos em 1980 e 2006 verificou que os resultados em testes de FORÇA, FLEXIBILIDADE, AGILIDADE, VELOCIDADE, etc, são piores em 2006;

– 627.142 jovens que se alistaram no serviço militar em 1975 e 2015 foram testados em 12 minutos de corrida e a performance caiu 12%. Em 1975, um quarto dos avaliados conseguiam fazer mais de 3.000m no teste, contra míseros 6,5% em 2015. Já os que não percorriam 2.200m foram de 3,6% para preocupantes 25,9%;

– Outra pesquisa verificou que ter uma alta capacidade física aumenta em 2,5 vezes a chance de ser metabolicamente saudável, independente de obesidade, gordura visceral, etc;

– Há evidências que crianças ativas apresentam melhor função cognitiva, atenção e desempenho acadêmico.

Moral da história: Vamos colocar a galerinha pra se movimentar e criar neles hábitos e estilo de vida que os tornem adultos saudáveis e perfeitamente capazes de enfrentar esse mundão!

Grande abraço, bons treinos e é uma excelente semana pra você e para o «de menor» mais próximo de vocês!

Rodrigo de Almeida Rodrigues é Profissional de Educação Física – Cref: 1606-G/ACSócio – proprietário da empresa 2R Treinamento Funcional

As “garantias” que nos aprisionam 

Não sei vocês, mas ultimamente tenho sentido uma imensa necessidade de introspecção, de me organizar internamente, de me acolher e me sintonizar com as minhas crenças, para que algumas decisão sejam tomadas.

Esse movimento interno tem feito com que tudo que esteja fora também se organize: casa, trabalho, religião, relacionamento, família…

Tudo está indo para o seu devido lugar!

Todos os espaços estão sendo delimitados.

Todas as áreas da minha vida estão sendo convidadas a si reorganizarem dentro da minha realidade e não mais do que esperam de mim.

Isso tudo tem me demandado muita energia, porque colocar coisas e pessoas no seu devidos lugar exige de nós algo que sempre buscamos fugir: POSICIONAMENTO.

Tive que me posicionar para retirar algumas roupas do guarda-roupa, que já estava lá há anos, mas não queria dar porque poderiam me servir (sabotagem).

Tive que bater o pé para me desfazer de alguns livros de Direito que ocupavam muito espaço na minha casa, por conta de achar que se um dia as coisas “dessem errado” eu ainda poderia voltar a estudar para concurso (descrença).

Tive que retirar umas tralhas que ainda estavam nas minhas gavetas, com energias velhas, por achar que algumas delas se prestaria para algo que eu nem saberia o que (apego ao passado).

Tive que ser firme com algumas pessoas que estavam acostumadas a eu dizer amém para tudo.

E sabem qual foi o meu maior aprendizado de tudo isso??????

Falta de confiança em mim mesma.

Guardei tudo aquilo é aguentei muita coisa vinda dos outros por medo de um dia não dar certo. Era uma “garantia”, e quando eu fazia isso eu já decretava a minha derrota.

Não largava e, por isso, não conseguia avançar. 

E é isso o que fazemos, nos cercamos de garantias porque “se der errado”… E tudo isso sem perceber que já apostamos as nossas fichas no fracasso.

As “garantias” nos acomodam e quando isso acontece não conseguimos evoluir, crescer, prosperar, e elas estão sempre pautadas no “e se…”, na derrota.

Percebam que isso nos mantém presos a velhas atitudes e padrões, sobretudo aqueles que estão ligados à insegurança em nós mesmos.

E se pararmos para analisar, podemos perceber que elas (as garantias) estão nos pequenos detalhes das nossas vidas.

Buscamos vida nova, mas reforçamos o velho nas “garantias” que insistimos manter.

Observem!

Percebam onde estão essas “garantias” na vida de vocês, vejam o quanto de energia antiga e negativa elas acumularam, fechando o caminho e colocando de lado novas oportunidades.

Não da pra ter vida nova, ciclo novo se as “garantias” ainda comandarem a sua vida.

Diante de tudo isso, percebi que sempre me esquivei de andar com as minha próprias pernas, mas agora entendi e começarei a largar as muletas que tanto limitaram o meu caminhar.

Gratidão ao universo por todo o aprendizado!


Heloísa Tainah Mourão é Terapeuta Holística Contato 99971-7745

30 dias para salvar vidas

O Dia Mundial do Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, é um momento para voltarmos a atenção para a necessidade urgente de mais diagnósticos nos estágios iniciais da doença. Essa é a melhor forma de garantir chances substanciais de cura aos pacientes e evitar milhares de mortes desnecessárias por câncer. Hoje o mundo inteiro discute essa questão e no Brasil temos uma oportunidade para atingirmos esse objetivo.

Uma análise do Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que, em 2010, 60,5% dos pacientes oncológicos foram diagnosticados nas fases mais avançadas da doença (estágios 3 e 4). Sabemos que pouco mudou desde então.

No caso do câncer de mama, nosso país registra cerca de 40% dos diagnósticos em estágios tardios, de acordo com revisão publicada pela Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia no ano passado. Muitas dessas pacientes já apresentavam sintomas há muito tempo, contudo encontraram entraves para um diagnóstico ágil que permitisse o início do tratamento antes que o câncer evoluísse. Em países desenvolvidos, o tempo entre a identificação desses sinais e o diagnóstico é inferior a 30 dias – no Brasil, esse processo dura cerca de sete a oito meses, segundo levantamento publicado no World Journal of Clinical Oncology em 2014. Dados divulgados pelo renomado periódico científico The Lancet concluem que uma demora superior a três meses a partir da descoberta dos sintomas está associada ao diagnóstico em estágio mais tardio e, consequentemente, à menor sobrevida.

Além de salvar vidas, o diagnóstico em estágios iniciais também garante um investimento expressivamente mais baixo no tratamento dos pacientes, por exigir procedimentos e medicamentos menos complexos e invasivos, conforme demonstrou estudo de 2016 do Observatório do Câncer. No caso do câncer de mama, o custo para o sistema público de saúde tratar um paciente no estágio 3 chega a quase o dobro do valor do tratamento para um paciente no estágio 1.

Agora, o Brasil tem a chance de implementar uma medida que o torne mais eficiente nesse aspecto. Tramita no Senado Federal um projeto de lei que determinará justamente um prazo para a etapa da investigação do câncer. O PLC 143/2018 (PLC dos 30 Dias) determina, para casos cuja hipótese seja câncer, o prazo máximo de 30 dias para realização de exames e emissão de diagnóstico na rede pública de saúde – ou seja, visa garantir, aos homens e às mulheres que entram todos os dias no SUS com suspeita da doença, o direito à maior perspectiva de sucesso no enfrentamento da doença. Hoje, não há um prazo definido para essa investigação.

Desde 2013, a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), à qual represento, acompanha a tramitação desse projeto, lutando por seu avanço. Em dezembro de 2018, ele chegou ao Senado Federal, onde será analisado pela Comissão de Assuntos Sociais. Não podemos esperar de braços cruzados – não enquanto milhares de brasileiros recebem diagnóstico tardio de câncer. Essa é a nossa chance para agir e chamar atenção dos responsáveis por tornar o projeto em uma lei com impacto real. Nesse dia 4 de fevereiro, ONGs espalhadas por todo território nacional, em ação coordenada e organizada, enviarão aos Senadores ofícios que clamam pelo apoio e votação favorável ao projeto. Mostraremos aos representantes do povo que vidas aguardam por medidas que assegurem um diagnóstico rápido.

Esses 30 dias são fundamentais para que mais dias possam ser vividos em sua plenitude, diante dos resultados de tratamentos menos invasivos e, sim, mais assertivos, efetivos e com menor custo.


perfil artigoMaira Caleffi é presidente voluntária da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) e Chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Moinhos de Vento

Sindicato dos Soldados da Borracha uma voz da categoria na Amazônia

O sindicato dos soldados da borracha tem sido a voz permanente da categoria no Brasil. Desde o ano de 2011, inúmeras ações têm sido realizadas em defesa dos direitos dos homens do antigo Exército da Borracha.

Nos últimos anos, a entidade abriu caminhos para que o Brasil conhecesse mais a história e as pautas da classe, sua diretoria participou ativamente de várias audiências.

No ano de 2013, o sindicato se fez presente na Comissão Interamericana dos Direitos Humanos em Washington, na ocasião, denunciou as graves violações que foram cometidas aos soldados da borracha espalhados pelo país afora, sendo assim, nas Cortes da OEA foi a procura de socorro à categoria.

Nos anos de 2016 e 2017, construiu abaixo-assinados em busca de direitos, onde agendas programadas em vários Ministérios da Capital Federal foram espaços para reivindicação. Nesse Limiar, a entidade vem visitando vários soldados da borracha em pontos diversos da Amazônia, identificando problemas, erguendo reuniões e colhendo reivindicações do povo que descende de homens e mulheres que extraíram látex, tudo, no intuito de alavancar a luta.

Sabe-se, da grande injustiça cometida pelas autoridades brasileiras aos homens e mulheres que participaram da famosa Batalha da Borracha, daqueles(as), cuja a tarefa árdua não fugiram à luta. Desse modo, produziram borracha na época da Segunda Guerra Mundial para Salvar o mundo, sonharam com um dia melhor.

A duras penas, a Amazônia foi rasgada, pouco a pouco povoada, o trabalho bruto, as selvas palustres e o sistema de trabalho cativo fez perecer milhares de vidas que se entregaram cegamente a construir um país soberano.

Neste quadro, o desafio é gigantesco, não tendo outro caminho, se não, o caminho da luta.

Em cada família de soldado da borracha repousa o direito inalienável de cobrar do Brasil os esforços que a categoria dos soldados da borracha fizeram à nação, e a única via para a vitória é a união e a organização de todos.

SÓ A LUA FAZ VALER!

Entenda os direitos dos consumidores para fugir de golpes

Em tempos de crise, a preocupação com um melhor consumo é maior, assim, para quem comprou e se sentiu lesado e para quem pretende comprar é fundamental se atentar aos seus direitos, evitando ações abusivas por parte das empresas. Hoje se observa um crescente número de reclamações em relação a compras de produtos que não eram o que se esperava e em relação a promoções que não condizem com a realidade, sem contar com sites falsos e e-commerce, por isso, todo cuidado é pouco.

É importante que o consumidor se previna, se atentando aos seus direitos. Lembrando que nas relações de consumo existe uma série de obrigações do fornecedor para com o consumidor, que devem ser cumpridas rigorosamente, evitando prejuízos à população, e caso isso ocorra é passível entrar em contato com órgão de proteção de consumidor ou até entrar com processos por danos morais.

Essas obrigações, estão no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), e engloba vários pontos como a previa advertência sobre todas as condições que envolvem a aquisição de determinado produto ou serviço, como, o preço, composição, quantidade, a validade e os riscos que o produto ou serviço apresenta, entre outras.

Previna de golpes

Ponto muito importante é que é expressamente proibida a publicidade enganosa ou abusiva por parte dos fornecedores, assim, se observar o famoso: “tudo pela metade do dobro do preço”, o consumidor pode e deve reclamar, impedindo a adoção de métodos comerciais desleais, que possam confundir o consumidor.

O primeiro passo é a pesquisa previa dos preços antes da compra, estabelecendo os produtos que pretende comprar e marcando os preços para não correr o risco de ser pego de surpresa por descontos enganadores. Para quem só percebeu que foi enganado agora, depois da compra, cabe denunciar as empresas praticantes e, até mesmo, boicotar no futuro.

Como os defeitos podem ser reclamados

Não é por que comprou algo mais barato que esse pode estar defeituoso, assim é interessante se atentar às obrigações relativas à substituição ou reparação do produto ou serviço defeituoso, sendo que, caso isso ocorra se deve exigir a reparação dos danos de qualquer natureza, é necessário que sempre sejam observados atentamente os prazos decadenciais e prescricionais previstos no Código de Defesa do Consumidor.

O prazo para reclamar e exigir a reparação dos defeitos aparentes e de fácil constatação é de trinta dias, caso o produto ou serviço adquirido seja tido como não durável, ou de noventa dias no caso de durável. Os prazos têm início a partir da efetiva entrega do produto ou da execução do serviço. Já quanto aos vícios ocultos, os prazos são os mesmos e têm início a partir do momento que ficar evidenciado o defeito do produto ou serviço.

Importante é que a reclamação formal deve ser exercida impreterivelmente nos prazos indicados, sendo que o direito perde valor fora desses. Já no caso de ação judicial, na busca de reparação dos danos impostos, o prazo prescricional é de cinco anos, a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.

Portanto, o direito a efetiva reparação dos danos morais, materiais e à imagem é amplamente resguardado pela legislação e vem sendo amplamente tutelado pelo Poder Judiciário, conforme é possível constatar-se em várias decisões favoráveis.

Direito de arrependimento em qualquer compra

O código de defesa do consumidor permite, em seu artigo 49, que o consumidor se arrependa da compra que fez em até sete dias corridos. Assim, sempre que você perceber que fez uma compra que não deveria ter feito, por qualquer motivo (não é necessário justificar), pode pedir o cancelamento sem qualquer custo.

É importante documentar, ao menos por e-mail e guardar esse pedido de desistência. Se ocorrer a cobrança, o consumidor tem direito à devolução do valor em dobro e uma indenização compensatória. Então consumidor, fique atento, devemos reivindicar mais qualidade, mais respeito, ou ao menos a reparação e responsabilidade contra os abusos que sofremos.


perfil artigoGilberto Bento Jr. é advogado e presidente da Bento Jr. Advogados, especialista em direito do consumidor.

Você sabe do que seu corpo é capaz?

Bom dia! Como vão os treinos?

Tire um minuto e tente me responder: você sabe do que seu corpo é capaz de fazer? Pois é, bem-vindo ao grupo de milhares de seres humanos que também não sabem, e por isso deixam de aproveitar a vida no seu esplendor. Deixamos de executar várias coisas por não ter consciência do que realmente podemos. 

Em algum momento da vida você já teve dificuldade de amarrar os sapatos sem se sentar? Em querer subir mais rápido alguns lances de escada para não se atrasar e não conseguiu? Ou apenas ficar sentado olhando outras pessoas dançando, crianças brincando por não conseguir? Isso acontece pelo sedentarismo, ou, mesmo sendo ativo, deixa de treinar as outras CAPACIDADES FÍSICAS. Opa! Espera aí! Como assim, capacidades físicas? O que são? Onde vivem? Do que se alimentam? Brincadeiras à parte, as Capacidades Físicas são definidas como todo atributo físico (qualidades físicas motoras) que pode ser treinado no organismo humano. São elas:

– AGILIDADE: capacidade de realizar mudanças rápidas de direções com grande velocidade;

– COORDENAÇÃO MOTORA: capacidade que permite realizar uma sequência de exercícios de forma coordenada;

– EQUILÍBRIO: capacidade obtida em virtude de uma combinação de ações musculares, com o propósito de assumir e sustentar o corpo, posicionado sobre uma base contra a ação de forças externas, de maneira estática ou com movimento;

– FLEXIBILIDADE: capacidade de realizar movimentos em certas articulações com amplitude de movimento apropriada;

– FORÇA: capacidade de produzir tensão muscular, podendo ser estática (sem movimento) ou dinâmica (com movimento);

– POTÊNCIA: capacidade de exercer o máximo de energia em um ato explosivo;

– RESISTÊNCIA AERÓBICA: capacidade de manter por um determinado período de tempo, um esforço em que o consumo de oxigênio equilibra-se com a absorção, sendo esforços de baixa a média intensidade;

– RESISTÊNCIA MUSCULAR LOCALIZADA: capacidade que temos de realizar repetições de movimentos musculares;

– VELOCIDADE: capacidade de executar movimentos cíclicos na mais alta intensidade individual possível. 

Sabendo disso tudo, será que só a musculação supre essa demanda? A resposta é NÃO! A musculação é uma excelente opção, mas sozinha não supre as outras necessidades. Mas o melhor é que você não precisa (e NÃO deve) parar de “pegar peso”, e treinar as outras CAPACIDADES não irá atrapalhar seus ganhos de força e de massa magra (músculos). Você precisa treinar seu corpo de várias maneiras para que realmente possa viver uma vida plena.

Saia dessa caixinha, questione seu professor quanto a isso, desafie seu corpo! Você só tem a ganhar! Uma das piores sensações para a grande maioria é a dependência, ou seja, depender de algo ou alguém para realizar coisas simples e rotineiras. 

Não cultive um corpo «pobre» de movimentos, torne seu corpo «milionário», No melhor sentido da palavra!

E lembre-se, saúde não é só «peito, bíceps e bunda». Vai muito além! 

Um RESISTENTE, COORDENADO, FLEXÍVEL e FORTE abraço! 

Bons treinos!


perfil artigoRodrigo de Almeida Rodrigues é Profissional de Educação Física – Cref: 1606-G/AC Sócio – proprietário da empresa 2R Treinamento Funcional

12 alimentos para combater a depressão

Ricos em nutrientes, eles garantem bem-estar e ajudam no tratamento da doença

A depressão é um transtorno mental bastante comum atualmente. Segundo o Ministério da saúde, estima-se que, na América Latina, 24 milhões de pessoas sofram com a doença. Num episódio depressivo a pessoa pode se sentir sem energia, com o humor afetado, sem interesse e sem vontade de fazer tarefas comuns da sua rotina, além dos sintomas físicos como dor de cabeça e dor de estômago. Nosso cérebro produz substâncias chamadas de neurotransmissores que controlam inúmeras funções cerebrais. Um destes neurotransmissores, a serotonina, é capaz de dar ao cérebro sensação de bem-estar, regulando nosso humor e também dando sensação de “saciedade”.

A alimentação pode ajudar a produzir mais serotonina, aumentando o bom humor e ajudando no combate da depressão, entretanto, vale lembrar que ela não substitui o tratamento da doença, com a intervenção medicamentosa e terapia. “Para a produção cerebral da serotonina há necessidade de “matérias primas” (chamadas de cofatores) fundamentais para sua síntese, como exemplos: triptofano (aminoácido), magnésio, cálcio (minerais), vitamina B6, ácido fólico (vitaminas)”. A seguir, conheça alguns alimentos que melhorar o seu humor e são excelentes coadjuvantes para dar uma “forcinha” no combate da doença.

Castanha-do-pará, nozes e amêndoas: elas são ricas em selênio, um poderoso agente antioxidante. Elas colaboram para a melhoria dos sintomas de depressão, auxiliando na redução do estresse. As quantidades diárias recomendadas são duas a três unidades de castanha-do-pará ou cinco unidades de nozes ou 10 a 12 unidades de amêndoas. Mas também dá para fazer um mix saboroso dessas oleaginosas.

• Leite e iogurte desnatado: eles são ótimas fontes de cálcio, mineral que elimina a tensão e depressão. “O cálcio ajuda a reduzir e controlar o nervosismo e a irritabilidade. Ele participa também das contrações musculares, dos batimentos cardíacos e da transmissão de impulsos nervosos e regulariza a pressão arterial”. É recomendado o consumo de 2 a 3 porções por dia.

• Frutas: Melancia, abacate, mamão, banana, tangerina e limão são conhecidos como agentes do bom humor. “Todas estas frutas são ricas em triptofano, aminoácido que ajuda na produção de serotonina”. É recomendado o consumo de três a cinco porções de frutas todos os dias.

• Laranja e maçã: elas ganham destaque porque fornecem ácido fólico, cujo consumo está associado a menor prevalência de sintomas depressivos. Além disso, por ser rica em vitamina C, a laranja promove o melhor funcionamento do sistema nervoso, garante energia, ajuda a combater o estresse e previne a fadiga.

• Banana e abacate: a banana é rica em carboidrato (hidratos de carbono), potássio e magnésio. Também é fonte de vitamina B6, que produz energia. “A fruta diminui a ansiedade e ajuda a ter um sono tranquilo”. Tão bom quanto, o abacate é outra ótima opção, e antes de dormir. Consuma duas colheres de chá da fruta pura (sem açúcar ou adoçante) todos os dias antes de se deitar.

• Mel: esse alimento estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar. Para usufruir dos benefícios, duas colheres de sobremesa, ao dia, são suficientes.

• Ovos: “Eles são uma boa fonte de tiamina e a niacina (vitaminas do complexo B), que colaboram com o bom humor”. O recomendado é uma unidade por dia, no máximo. Quem tem colesterol alto deve se preocupar com o consumo em excesso, e evitar, principalmente a versão frita.

• Carnes magras e peixes: “O triptofano, presentes nestas fontes de proteína, ajuda no combate da depressão e melhora o humor, pois aumenta a produção de serotonina, que exerce grande influência no estado de humor, pois é capaz de reduzir a sensação de dor, diminuir o apetite, relaxar, criar a sensação de prazer e bem-estar e até induzir e melhorar o sono”. Ela recomenda entre uma e duas porções por dia, principalmente de peixes como atum e salmão.

• Carboidratos complexos: eles ajudam o organismo a absorver triptofano e estimulam a produção do neurotransmissor serotonina, que ajuda a reduzir as sensações de depressão. “Uma alimentação pobre em carboidratos, por vários dias, pode levar a alterações de humor e depressão. Alimentos fontes de carboidratos: pães, cereais integrais (trigo, arroz)”. A recomendação é de 6 a 9 porções diárias.
Aveia e centeio: os dois são ricos em vitaminas do complexo B e vitamina E. “Estes nutrientes possuem grande importância, pois, melhoram o funcionamento do intestino, combatem a ansiedade e a depressão”. A recomendação é de, pelo menos, três colheres de sopa cheia por dia.

• Folhas verdes: estudos mostram que uma alimentação com consumo elevado de folato (importante vitamina do complexo B) está associada a menor prevalência de sintomas depressivos. Um dos alimentos ricos em folato são as hortaliças folhosas verde-escuras (espinafre, brócolis, alface). «Algumas pesquisas mostram que indivíduos deprimidos podem apresentar baixos níveis de vitamina B12, levando a diminuição do folato e o desequilíbrio do metabolismo dos neurotransmissores do cérebro associados ao controle do humor”. O recomendado é a ingestão diária de três a cinco porções por dia.

• Soja: ela é rica em magnésio que é o segundo mineral mais abundante no nosso organismo e desempenha um papel fundamental na energia das células. Sua deficiência pode resultar em falta de energia. “O magnésio ajuda a reduzir a fadiga e aumentar os níveis de energia. Esse mineral combate o estresse porque tem propriedades tranqüilizantes naturais, principalmente quando combinadas com cálcio”.

Como nasce uma memória traumática?

Muitas das nossas dores e doenças crônicas são geradas por memórias traumáticas, emocionais ou mesmo físicas, que acabam acumuladas em células e tecidos do corpo. Com a Microfisioterapia, técnica utilizada pela fisioterapeuta Frésia Sa, é possível encontrar essas memórias e trata-las, eliminando, consequentemente, as causas primárias dessas dores. Mas o que são exatamente essas memórias traumáticas? A Dra Frésia explica, passo a passo:

O corpo recebe um estímulo agressivo, que pode ser físico, emocional ou mesmo medicamentoso;

Se esse estímulo estiver acima da capacidade de absorção do organismo, pode ser gerado um trauma;

Além das memórias cerebrais, o trauma também pode se instalar, em forma de memórias, nas células corporais;

As células que carregam os traumas têm suas funções prejudicadas, como se tivessem sido machucadas;

Os tecidos impregnados de memória acabam perdendo vitalidade ou ritmo, o que pode ser percebido pela aplicação da Microfisioterapia.

“Esse caminho físico da construção de uma memória traumática foi estudado por Daniel Grosjean e Patrice Benini e foi a base para a criação de uma técnica que encontrasse o local onde as células e os tecidos prejudicados estão e avisasse o corpo de que ele já não precisa dessas informações”, explica Frésia. O resultado do tratamento realizado pela fisioterapeuta é a troca de tecidos com traumas por tecidos regenerados e é o próprio corpo que realiza essa transição, por meio da auto reparação.

 E por que é tão difícil detectar essas memórias traumáticas?

“Porque elas não estão exatamente no local onde a dor ou o desconforto é percebido”, revela a fisioterapeuta. Isso significa que células de um local do corpo podem agir causando dor em outro local, por uma questão de estímulo. Por isso, a Microfisioterapia utiliza um mapa, que indica onde estão determinadas memórias: “pelo comportamento e pela resposta do tecido, é possível entender o tipo de trauma e há quanto tempo está li”, explica Frésia.

“Temos casos de traumas intrauterinos que foram detectados pela Microfisioterapia”, lembra a especialista. Segundo ela, essa “genética” da memória traumática, ou seja, entender como ela se forma e como estaciona em um determinado local do corpo humano, é fundamental para encontrar as causas e promover um tratamento ostensivo: “por isso falamos em saúde integrativa: a ideia é levar a um entendimento total de tudo que pode estar relacionado a uma determinada doença ou dor crônica. E encontrar os melhores tratamentos para chegar o mais perto possível da reabilitação”, finaliza. (Biointegral Saúde)


perfil artigoDra Frésia Sa, especialista em saúde integrativa e que trabalha com tratamentos que buscam eliminar as memórias traumáticas que causam dores e doenças explica como se cria uma memória traumática e porque ela pode ser tão silenciosa.

Demência: Alzheimer é a causa mais frequente

Segundo o Instituto Alzheimer Brasil (IAB), há cerca de 46,8 milhões de pessoas com demência no mundo. Este número praticamente irá dobrar a cada 20 anos, chegando a 74,7 milhões em 2030 e a 131,5 milhões em 2050. Estima-se que a cada 3,2 segundos, um novo caso de demência é detectado no mundo, e a previsão é de que em 2050 haverá um novo caso a cada segundo. 

Embora não seja propriamente uma causa, a idade é um fator relevante. A medida que aumenta a expectativa de vida da população, aumenta também o número de pessoas que desenvolve algum tipo de demência. A frequência varia conforme a faixa etária. Dos 65 aos 74 anos, é cerca de 3%; dos 75 aos 84, 18%; e acima de 85 anos, 47%.

 É importante lembrar que no “envelhecimento normal” há perdas cognitivas progressivas, numa escala pequena e de modo muito lento, não comprometendo o cotidiano da pessoa. Há também um quadro denominado “transtorno cognitivo leve” ou “transtorno neurocognitivo menor” que se caracteriza por perdas cognitivas mais significativas do que o “envelhecimento normal”, porém, leves e graduais, não chegando a configurar um quadro de demência.

 A principal causa de demência é a doença de Alzheimer. Cerca de 50-60% dos casos decorrem do Alzheimer. Em seguida, vem a demência vascular e a demência por corpúsculos de Lewy. Menos frequentes são as demências frontotemporais e as demências causadas por traumatismo cranioencefálico, infecções e alcoolismo. Há também as demências mistas (em geral, a associação de Alzheimer e demência vascular).

Sintomas

As demências se caracterizam por uma perda da capacidade cognitiva. Há diferenças entre as manifestações clínicas, mas, de modo geral, ocorre uma perda da capacidade de raciocínio, falhas de memória de curta duração (a pessoa se lembra de fatos antigos, mas não lembra o que fez há poucas horas), e dificuldade para organizar e executar tarefas cotidianas. 

A medida que o quadro evolui, os sintomas se tornam mais intensos, havendo perda progressiva da memória, desorientação, dificuldade nas atividades cotidianas e problemas de linguagem. Esta é a evolução típica da demência na doença de Alzheimer, a mais frequente das demências.

Tratamentos

Os tratamentos para as demências, especialmente Alzheimer, incluem medicamentos e abordagens de reabilitação cognitiva. Tanto os medicamentos quanto à reabilitação têm o objetivo de retardar a progressão da demência. Não há tratamentos que possam reverter as perdas que já ocorreram. Por isso, aos primeiros sinais de prejuízo cognitivo, é fundamental buscar rapidamente o diagnóstico. Quanto antes o tratamento tiver início, melhores serão os resultados.
 
Prevenção

Há vários fatores de risco para as demências que são imutáveis (genética ou idade, por exemplo). Outros fatores podem ser corrigidos para reduzir a chance de desenvolvimento de demência: hipertensão arterial, obesidade, perdas sensoriais (especialmente auditiva), diabetes, tabagismo, depressão, isolamento social e falta de atividade física.

 Pessoas com maior nível educacional têm um risco menor de desenvolver demência. Pelo fato de terem estudado mais e manterem uma estimulação intelectual ao longo da vida, desenvolvem uma “reserva cognitiva”, deixando o cérebro mais resiliente às perdas naturais que ocorrem com a idade. Da mesma forma que o corpo precisa de atividade para se manter bem, o cérebro precisa de estimulação para se manter ativo, com sua melhor capacidade possível.


Prof. Dr. Mario Louzã, médico psiquiatra, doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha, e Membro Filiado do Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo

Os assaltos emocionais

Esses dias vivencie o que eu chamo de assalto emocional, que é aquele desespero louco que vem acompanhado de muita angústia, coração acelerado, tristeza, dor, “saudade”, e solidão.

Digo que são assaltos porque muitas das vezes eles acontecem de uma hora para outra. Você acha que está tudo bem, quando uma avalanche de desequilíbrio chega te pegando desprevenido.

Isso geralmente ocorre quando terminamos um relacionamento e você tem certeza que essa foi a decisão mais acertada na sua vida.

Outra situação que está se tornando muito comum também, são as influências espirituais negativas que se aproximam e aumentam consideravelmente as nossas negatividade, causando surtos repetitivos.

Então, neste caso específico, é bom estar atento, porque nisso as pessoas costumam fazer besteiras, como tirar a própria vida.

Fiquem de olho e atentos ao que se sente, ok?

Então, quando os assaltos emocionais acontecem surge um mundo de questionamentos e negatividade na nossa cabeça.

Achamos que regredimos na caminhada, que perdemos uma grande oportunidade de estar com alguém, que não seremos feliz em razão das escolhas que fizemos e que estamos perdidos e sem apoio, ou seja tudo de ruim aparece para nos deixar mal e oprimidos.

A opressão emocional é a principal característica desses assaltos, porque você fica querendo se culpar muito por conta de uma decisão acertadas que tomou.

Gente, só quem passa sabe da loucura e o mal-estar que é isso. É algo quase que incontrolável, desesperador. E é por isso que eu batizei essa situação de assalto emocional.

Isso também aconteceu muito comigo quando terminei o meu casamento. Estava super segura de mim quando, sem eu ao menos esperar, fui invadida por essa onda de desequilíbrio.

Na altura do campeonato, o meu coração estava para lá de apertado e totalmente esgotada, sem energia, de tanto tentar me manter para não surtar.

E eu me perguntava o que estava acontecendo, porque estava tudo tão bem e do nada isso acontece???

E a resposta que veio para mim era que eu era uma criatura cheia de insegurança e descrente do fato de que pudesse conseguir alguém melhor. Eu não acreditava que a vida poderia ter algo de bom para me oferecer, porque afinal de contas quem eu era?

Era uma miserável de alma, descrente de que coisa boas pudessem acontecer.

Meu povo, esse tipo de coisa faz com que muitas mulheres se tornem refém dessa situação e cometam a loucura de voltar atrás por medo de se sentirem só.

É preciso paciência, dar tempo ao tempo.

Ao passo em que vamos nos mantendo diante desses assaltos emocionais, também vamos adquirindo força e equilíbrio.

Se tivermos calma, esse tipo de situação vai acontecendo em espaços de tempo maiores e com intensidade reduzida, até que desapareçam e o ciclo vicioso seja quebrado.

Esses assaltos servem para nos dizer que ainda há muita insegurança nas nossas vidas, sobretudo nas nossas escolhas e decisões, bem como o quanto ainda somos tendenciosas a ficar em relacionamento tóxico pela desesperança de achar algo melhor.

Eu tive que ter muuuita calma e viver um dia de cada veze, porque quando estamos deixando algo que não nos faz bem é preciso que passemos por uma reabilitação diária para nos convencermos da nossa própria decisão.

Com muito respeito a todas a mulheres que estão passando por esse momento de batalha, deixo com vocês a minha força e o meu carinho.


Heloísa Tainah – Orientadora Holística e idealizadora do perfil @mulheres_xamanicas

Reconstrução do país deve ir além de retórica

O Brasil vive início de nova fase. E, como sempre, de esperança, mudança, melhora. Governo novo, novas mensagens, promessas repetidas que geram natural expectativa.

Porém, é conveniente não esquecer que a verdadeira mudança, positiva e duradoura, depende de um conjunto de fatores, de atitudes e ações. Não depende apenas do governo, da oposição, da política, da sociedade organizada. O anseio de um período melhor será realidade se todo esse conjunto atuar com sinceridade e determinismo, focado prioritariamente no bem-estar da Nação e de seu povo. Mudança deve ser vontade geral.

É importante lembrar que momentos como este o país viveu muitos outros, com maior ou menor euforia. A história registra e nossa memória sabe que a expectativa resultou mais em frustração do que confirmação.

Estamos realmente diante de nova oportunidade de reconstruir o país, segundo palavras do presidente eleito em seu discurso de posse no Congresso. É evidente que a reconstrução não se restringe a atos e políticas administrativas, seu espectro é mais abrangente.

Jair Bolsonaro chegou ao poder por uma série de peculiaridades, mas certamente a pregação centrada na necessidade de mudanças teve peso maior. Além disso, ele soube aproveitar a força das redes sociais, principalmente na fase mais aguda da campanha, quando convalescia. Ainda assim não perdeu contato nem se distanciou do eleitorado. As redes supriram com eficiência os horários no rádio e na televisão, reiterando que esta eleição foi, sem dúvida, de intensa participação popular tanto no primeiro como no segundo turno.

Bolsonaro não é efetivamente um grande líder, talvez mais um mito, como acabou sendo seguidamente qualificado. Revelou em suas propostas (algumas polêmicas) pontos identificados com os anseios populares. Sua pregação sobre mudança política e contra as velhas práticas obteve resposta e foi responsável pela rejeição a líderes desgastados e caciques partidários, ensejando uma relativa renovação.

Seu partido (PSL), carente de quadros, acabou elegendo por impulso do nome do candidato presidencial muitos nomes de pouca expressão que correm o risco de pagar pelo noviciado aderindo aos viciados caciques sobreviventes.

Entendo que um pacto, como citou o novo ministro da Casa Civil, ou movimento de reconstrução de um novo Brasil é mais complexo do que simples propostas ou retóricas políticas. Deve ser um sólido projeto em favor do país, congregando todas as forças políticas que pregam a instauração de uma nova era. Isso exige determinação, a começar pelo novo governo, entendendo que a disputa acabou e que não deve existir o lado que ganhou nem o que perdeu. O objetivo é o país, acima de picuinhas e revanchismo.

Ponto importante quando se pretende entendimento é o respeito mútuo. Não se coadunam com postura respeitosa atos e declarações impertinentes como, por exemplo, partidos que se recusaram em participar da solenidade de posse, fato que não se traduz em protesto, mas sim radicalismo e inconformismo, pois na democracia é preciso saber ganhar e perder e, portanto, evitar atitudes mesquinhas. Igualmente, do lado vitorioso ocorreram declarações inoportunas, chacotas com propósito de ridicularizar, deslustrando o sentido da conquista. Isso tudo alimenta hostilidades no momento de serenar os ânimos e demonstrar grandeza política de parte a parte.

A oposição deve compreender seu importante papel e demonstrar consciência de seus limites. A democracia não prescinde da oposição, para que exista contraponto, fiscalização, cobrança do governo, assim como colaboração em projetos e políticas do interesse nacional. Portanto, deve ter espírito colaborativo sem radicalização. Creio que o papel de oposição mais efetiva caberá ao Partido dos Trabalhadores, que não saiu diminuído da eleição. Continua sendo a grande e coesa sigla integrada por lideranças de peso como intelectuais, pensadores, representantes da cultura, artistas.

Também de outros partidos e blocos no Congresso espera-se atuação no mais amplo sentido da política como ciência da boa administração pública, reconquistando esquecidos valores éticos e patrióticos. A aplicação da cláusula de barreira resulta positiva para a futura relação governo-parlamento ao reduzir em 14 o número de partidos nanicos.

Acredito que é possível ver as prioridades do povo brasileiro colocadas acima dos desejos personalistas, ideologias partidárias, convicções pessoais. A Nação, como ente, desconhece ideologias a não ser aquela de identificar seus representantes unidos na tarefa de crescimento e bem-estar de seu povo.

Por oportuno, vale ressaltar que a maioria dos enunciados aqui descritos serve igualmente a Estados, notadamente naqueles em que houve alternância partidária e ideológica no comando central.

Resumindo, se o clima e a oportunidade são propícios à reconstrução, que a tomada de posição seja geral. Se assim não for, fica tudo como estava. Será mais uma oportunidade perdida e o Brasil, mais uma vez, o país do futuro e da esperança, não o país do presente, dos avanços e das realizações.


perfil artigo*Luiz Carlos Borges da Silveira é médico. Foi Ministro da Saúde e Deputado Federal. Como ministro foi o criador do “Zé Gotinha”.

Volta às aulas: dar mesada pode gerar economia

O tema é polêmico, muitos pais se perguntam o porquê de dar mesada, quando começar e como estabelecer o valor. A volta às aulas é excelente momento para começar e pode até gerar economia nas contas da família. Ao contrário do que muitos pensam, a mesada não é um incentivo ao consumo, e sim forma de educar financeiramente as crianças.

Vou explicar melhor: a infância é a fase ideal para desenvolver comportamentos que serão levados por toda a vida, por isso é importante implantar a mesada quando notar que a criança está pedindo dinheiro com frequência e já mostra ter seus primeiros hábitos de consumo. Normalmente, crianças e jovens consomem durante a rotina escolar, com gastos com alimentação, por exemplo.

Sendo orientadas para usar o dinheiro de forma sustentável e poupar parte dele para realizar seus sonhos no futuro, as crianças se tornam menos consumistas e mais conscientes. Os reflexos são notados em casa.

Algo que percebo é que muitos pais acreditam que não dão mesada, mas dão pequenas quantias constantemente aos filhos, de forma não sistematizada. Afinal, é comum que as crianças peçam dinheiro para fazer pequenas compras, como de guloseimas e brinquedos, e isso caracteriza a mesada voluntária.

Há 8 tipos de mesada, que categorizei em meu livro Mesada não é só dinheiro (Editora DSOP), como a mesada financeira e a mesada economica. Veja abaixo, já que as famílias devem agir de acordo com a sua situação financeira.

E sabe o que todas essas formas de mesada têm em comum? Elas priorizam os sonhos da criança e da família. O ideal é que elas tenham pelo menos três: um a ser realizado em curto prazo (em até um mês), outro de médio prazo (entre três e seis meses) e outro de longo prazo (após seis meses). Ter a conquista dos sonhos como prioridade na lida com o dinheiro é o que levará essa geração a ser menos endividada e inadimplente no futuro.

Mesada financeira

A mesada financeira é dada para a criança aprender a administrar o dinheiro que ganha. Trata-se de um valor fixo determinado pelos pais ou responsáveis, tendo em vista a necessidade de transição da mesada voluntária para a mesadafinanceira. Nesse momento, recomendo que 50% do valor seja destinado para a poupança dos sonhos e 50% para as despesas da criança, sempre lembrando que o dinheiro nunca será mais importante que os sonhos.

Mesada econômica

Na mesada econômica, os pequenos são incentivados a poupar recursos em casa, como energia elétrica e água, para que realizem seus sonhos com o valor economizado. Assim, mesmo a família que não tem condições de dar mesada em dinheiro, pode educar financeiramente seus filhos com as economias feitas no lar a cada mês. Dessa forma, os pequenos aprendem que economizar recursos é um dos caminhos para realizar seus sonhos.


perfil artigoReinaldo Domingos está a frente do canal Dinheiro à Vista. É Doutor em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin – www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (www.dsop.com.br). Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira.

Quero começar a me exercitar, por onde começo?

Em primeiro lugar, procure um profissional de Educação Física (Não esqueça de pedir a CIP – Cédula de identificação profissional onde consta o número de registro do CREF).

Segundo, faça uma avaliação física! Mas o que é isso?

São testes e medições que tem a finalidade de saber em que nível está sua condição física e reconhecer possíveis restrições que possam limitar ou impedir determinadas atividades, pois nem todas podem ser benéficas de acordo com sua condição física atual. Por exemplo: para uma pessoa que se encontra sedentária, mesmo sem nenhuma restrição física, em uma simples pelada (partida de futebol ou vôlei) não é possível controlar a intensidade de esforço, força e velocidade com que se movimenta, possíveis choques, entre outros fatores de risco. Através da avaliação física você pode acompanhar o seu progresso, e consequentemente definir novas metas e cobrar o profissional que te acompanha.

Feito isso, o próximo passo é definir suas metas e objetivos: lazer, condicionamento físico para aguentar o ritmo do dia, hipertrofia muscular (aumentar a musculatura), emagrecimento (diminuir a gordura corporal), se preparar para algum esporte, correr uma maratona, melhorar a postura, recuperar-se de uma lesão, etc.

E agora, qual atividade?

Escolha uma que você goste e que possa ser consistente e assíduo, pois sem isso não se chega aos resultados pretendidos. Todas as atividades que são acompanhadas por um profissional podem e devem ser adaptadas para o seu nível. É dever do profissional de Educação Física indicar e prescrever sua atividade, como o médico prescreve remédio e o nutricionista a dieta. Cada um estudou e se especializou para tal. Alguns exemplos de atividades: musculação, treinamento funcional, aulas de ginástica em grupo, dança, yoga, natação, caminhada, trilha, corrida, cross trainning, ciclismo, dentre inúmeras outras. Então, pronto pra dar o pontapé inicial na sua vida ativa e mais saudável?

A vida é feita de escolhas, escolha sua melhor versão e lembre-se: «quanto mais movimento, menos doenças e remédios!»

Boa semana e bons treinos!


perfil artigoRodrigo de Almeida Rodrigues é Profissional de Educação Física – Cref: 1606-G/AC Sócio – proprietário da empresa 2R Treinamento Funcional