Amazonas não registra mortes por Covid-19 pela terceira vez neste mês e quinta vez no ano

FONTE: SECOM/GOVERNO DO AMAZONAS

O Amazonas não registrou nenhuma morte por Covid-19 pela terceira vez neste mês e quinta durante o ano inteiro, segundo dados divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). As quatro primeiras ocasiões em que o Estado não registrou óbito por Covid-19, este ano, foram nos dias 7 de julho, 18 de agosto, 1º e 10 de setembro.

Os indicadores constam no Boletim Diário de Covid-19, edição de nº 527, desta segunda-feira (13/09), que também informa o diagnóstico de 59 novos casos de Covid-19, totalizando 425.625 casos da doença no Estado.

Conforme o boletim, não foram registrados óbitos por Covid-19, nem ocorridos no domingo (12/09) nem encerrados por critérios clínicos, de imagem, clínico-epidemiológico ou laboratorial. O total de mortes por Covid-19 no Estado é de 13.705.

Na capital, segundo dados da Prefeitura de Manaus, no domingo (12/09), nenhum sepultamento por Covid-19 foi registrado. O boletim acrescenta, ainda, que 46.205 pessoas com diagnóstico de Covid-19 estão sendo acompanhadas pelas secretarias municipais de saúde, o que corresponde a 10,85 dos casos confirmados ativos.

Rede de Assistência – Entre os casos confirmados de Covid-19 no Amazonas, há 129 pacientes internados em Manaus, sendo 69 em leitos clínicos (4 na rede privada e 65 na rede pública) e 60 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (10 na rede privada e 50 na rede pública).

Há, ainda, outros 16 pacientes internados considerados suspeitos e que aguardam a confirmação do diagnóstico. Desses, 14 estão em leitos clínicos (2 na rede privada e 12 na rede pública) e 2 estão em UTI (1 na rede privada e 1 na rede pública).

No boletim consta, também, que há outros 7 pacientes internados com Covid-19, em leitos clínicos, na rede pública de saúde do interior do estado, conforme informado pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM).

Banco de dados – O boletim diário é construído com as informações disponibilizadas diariamente pelas prefeituras municipais, todos os dias da semana, incluindo fins de semana e feriados.

A consolidação dos casos notificados no Amazonas é realizada pela FVS-RCP a partir de informações obtidas em três sistemas: e-SUS Notifica, Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) e o Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), até às 10h de cada dia. Em Manaus, foram notificados 669.467 casos, enquanto no interior do estado, o número chega a 545.600.

Municípios – Dos 425.625 casos confirmados no Amazonas até esta segunda-feira (13/09), 203.733 são de Manaus (47,87%) e 221.892 do interior do estado (52,13%).

A capital, Manaus, tem 39 novos casos confirmados. No interior, os 6 municípios que têm casos novos registrados são: Itacoatiara (8), Borba (4), Anamã (3), Autazes (2), São Paulo de Olivença (2) e Careiro (1)

Óbitos – Entre as vítimas em Manaus, há o registro de 9.450 óbitos confirmados em decorrência do novo coronavírus. No interior, são 61 municípios com óbitos confirmados até o momento, totalizando 4.255.

Medidas preventivas contra a Covid-19 – O uso da máscara de proteção facial, manter a distância entre as pessoas, lavagens das mãos com água e sabão ou a utilização de álcool a 70% e a adesão ao grupo prioritário na Campanha de Nacional de Vacinação contra a Covid-19 são as recomendações consideradas fundamentais no controle da circulação do novo coronavírus (SARS-CoV-2), que continua presente no Estado.

Referência – A FVS-RCP é responsável pela Vigilância em Saúde do Amazonas e atua no monitoramento de doenças no estado. A instituição funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na avenida Torquato Tapajós, 4.010, Colônia Santo Antônio, Manaus.

Para coibir crimes em regiões de divisa, Acre se une ao Amazonas

Palco de sérios conflitos de terra, crimes ambientais, patrimoniais e crimes contra a vida, as regiões de divisa entre os estados do Acre e do Amazonas tem se tornado uma constate preocupação entre as autoridades de segurança, que na tarde desta terça-feira, 9, por meio de videoconferência, decidiram se unir para discutir o assunto.

Participaram da reunião, o secretário estadual de Segurança Pública do Acre, Paulo Cézar dos Santos, o secretário de Segurança do Estado do Amazonas, Lousimar Matos Bonates, representantes do Comandando Geral de Polícia Militar, delegados de Polícia Civil e coordenadores de operações em segurança pública.

Com um documento detalhado, indicando a existência de ações criminosas e registros de ameaças que já viraram alvo de processos investigativos no Acre, o secretário Paulo Cezar foi quem sugeriu a elaboração de um plano operacional de ação, para que os dois estados possam agir de forma integrada na pacificação das áreas de conflito e combate às práticas ilegais.
As regiões identificadas e que deverão ser alvo dessas ações ficam em fazendas localizadas entre Boca do Acre (AM), Lábrea (AM), Humaitá (AM) e o município de Porto Acre (AC).

“O que temos em mente é a movimentação de ações coordenadas entre as forças de segurança para coibir delitos criminosos e resolvermos boa parte dos problemas encontrados nas áreas de divisa. Também sugeri o compartilhamento do inquérito policial para a troca de informações com o estado do Amazonas e ofereci as aeronaves do Centro Integrado de Operações Aéreas, para dar suporte às ações de enfrentamento ao crime”, disse Paulo Cézar.

O secretário de segurança do Estado do Amazonas, Lousimar Matos, concordou com a necessidade de um plano de ação integrado para atuação conjunta das forças em áreas com registros de crimes ambientais e contra a vida, já que no período de pandemia, está impossibilitado de cumprir mandados de reintegração de posse. O efetivo daquele estado também foi colocado à disposição, assim como as delegacias especializadas, e por meio de diálogos entre as pastas, os estados farão o alinhamento para execução das ações a serem apresentadas nos próximos dias. (Lilia Camargo / Secom)

Ministério da Saúde estuda antecipar vacinação no Amazonas para conter Covid-19

O Ministério da Saúde vai propor aos conselhos de secretários estaduais e municipais de Saúde um acordo para estender a reserva de doses de imunizantes contra a Covid-19 ao Amazonas. Segundo nota divulgada pela pasta, a ideia é “acelerar a aplicação de vacinas na região”.

A medida ocorre em meio ao alto número de casos e mortes pela doença no estado, onde circula uma nova variante do coronavírus, a P.1, e cuja capital, Manaus, enfrentou colapso recente por falta de oxigênio hospitalar.

Em janeiro, cerca de 5% do total de 2 milhões de doses de vacinas da AstraZeneca importadas da Índia foi direcionado ao estado, na tentativa de diminuir a crise.

O percentual foi firmado em acordo com o fórum de governadores e reaplicado recentemente na distribuição de mais doses da Coronavac.

Desde então, somadas as distribuições, o estado do Amazonas já recebeu 555 mil doses de vacinas contra a Covid-19. As doses têm sido aplicadas em profissionais de saúde e idosos acima de 70 anos.https://s.dynad.net/stack/928W5r5IndTfocT3VdUV-AB8UVlc0JbnGWyFZsei5gU.html[ x ]

Ainda em nota, o ministério diz que “estuda antecipar a vacinação da população”, mas não cita como seria essa antecipação.

Folha apurou que a pasta deve propor que a reserva de 5% das doses seja mantida, com extensão da oferta para mais grupos. Também deve ser avaliada a inclusão de mais estados da região Norte, de acordo com dados epidemiológicos.

A estratégia estaria atrelada à chegada de novas doses de vacinas, “de forma que não implique a falta de vacinas para os demais estados”, informa a nota do ministério.

“Esta medida será proposta ao Conass (Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde) e ao Conasems (Conselho dos Secretários Municipais de Saúde) e implementada com o apoio do Ministério da Defesa”, completa a pasta.

folha

Governo do Amazonas diz que investiu R$ 10 milhões na pavimentação das ruas de Boca do Acre

Uma matéria publica no site Portal do Marcos Santos, dá detalhes do que o Governo do Amazonas considerou como investimento na recuperação do sistema viário de Boca do Acre. Segundo afirmou a Secretaria de Infraestrutura do Amazonas, a obra ultrapassou os 8 milhões anunciados e chegou a exatos R$ 10.400.163,33.

O contrato entre o Estado do Amazonas e a empresa Rio Piorini, demorou dois anos para ser concluído. Segundo a matéria, o empreendimento gerou 260 empregos diretos e indiretos.

A Seinfra afirmou ainda que foram executados os seguintes serviços: terraplanagem, regularização de subleito, troca de solo, compactação de sub-base e base e imprimação.

A matéria diz ainda que foram 12,3 quilômetros de pavimentação asfáltica, atendendo 41 vias, sendo oito no bairro Piquiá (Cidade Alta) e 33 ruas na Cidade Baixa.

PF pediu prisão do governador do Amazonas; ministro do STJ negou

Na decisão que autorizou buscas em imóveis do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e na sede do governo do estado, o ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) cita que, segundo as investigações, há indícios de envolvimento do governador em irregularidades no combate à pandemia do novo coronavírus.

A TV Globo teve acesso à decisão. Nesta terça-feira (30), a Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão e de prisão por fraude e superfaturamento nas ações de combate à pandemia no estado.

A PF investiga possíveis práticas de crimes como pertencimento a organização criminosa, corrupção, fraude a licitação e desvio de recursos públicos federais.

No despacho que autorizou o cumprimento dos mandados, o ministro do STJ cita trecho de ofício enviado pela Procuradoria Geral da República (PGR) sobre os fatos investigados:

“Os fatos ilícitos têm sido praticados sob o comando e orientação do governo do estado do Amazonas, Wilson Miranda lima, o qual detém domínio completo e final não apenas dos atos relativos a aquisição de respiradores para o enfrentamento da pandemias mas também de todas as demais ações governamentais relacionadas a questão, no bojo das quais atos ilícitos tem sido praticados”.

A prisão do governador chegou a ser pedida pela PF, mas o ministro do STJ negou. Falcão afirma na decisão que “não se justifica a imprescindibilidade da decretação da extraordinária medida cautelar de privação de liberdade do chefe do Executivo estadual ao menos neste momento”.

A prisão de Wilson Lima não foi autorizada, no entanto, ele é alvo de mandados de busca e apreensão e de bloqueio de bens. O STJ determinou o bloqueio no valor R$ 2,976 milhões, de 13 pessoas físicas e jurídicas.

O ministro do STJ autorizou as prisões temporárias de 8 pessoas :

  • Simone Araujo de Oliveira Papaiz – secretária de saúde
  • João Paulo Marques dos Santos – ex secretário de saúde
  • Perseverando da Trindade Garcia Filho – ex secretário executivo adjunto de saúde
  • Alcineide Figueiredo Pinheiro – ex gerente de compras da secretaria de saúde
  • Fábio José Antunes Passos, Cristiano da Silva Cordeiro, Luciane Zuffo Vargas de Andrade, Renata de Cássia Dias Mansur Silva – sócios e representantes de empresas investigadas.

Ao STJ, a PGR afirmou existirem elementos de que uma organização criminosa se instalou na estrutura do governo do Amazonas para desviar recursos públicos voltados ao combate da pandemia do novo coronavírus.

“Há robustos elementos de prova que apontam a ocorrência de direcionamento na contratação da FJAP, sobrepreço e superfaturamento na contratação de 28 respiradores, lavagem de dinheiro, montagem de processo de adulteração de documentos, com a finalidade de encobrir os crimes praticados, atuação de verdadeira organização criminosa que se instalou na estrutura do Governo do Amazonas, com o objetivo de desviar recursos públicos destinado a atender às necessidades da pandemia Covid-19”, diz a PGR.

Em nota, o governo do Amazonas afirmou que “aguarda o desenrolar e informações mais detalhadas da operação que a Polícia Federal realiza em Manaus para, posteriormente, se pronunciar sobre a ação”.

De acordo com a nota, Wilson Lima estava em Brasília nesta terça para cumprir agenda de trabalho e, agora, retornará para Manaus.

g1

Indígena de 55 anos é a quarta vítima de Covid-19 em Boca do Acre

Faleceu à meia noite desta terça-feira (26), a quarta vítima de Covid-19 em Boca do Acre. Trata-se de uma mulher, indígena, de 55 anos de idade, portadora de doenças cardíacas crônicas.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, a vítima era moradora de uma aldeia situada na BR-317, e foi admitida no hospital regional Maria Geny Lima, no dia 22 de maio.

A quarta vítima se confirma no contexto de pico do Novo Coronavírus, em Boca do Acre, em que paradoxalmente o prefeito Zeca Cruz decreta flexibilizações, permitindo o retorno aos cultos religiosos, às aulas e o livre tráfego na BR-317.

A previsão, segundo fontes de dentro da pasta da Saúde, é de que o quadro de infecções por Covid-19 continue de forma alarmante e com tendência de piora significativa, em razão da atitude do prefeito de afrouxar as medidas, que na verdade nunca foram levadas a sério.

Acre
Para deixar a situação ainda mais preocupante, na contramão do Amazonas, que vem apresentando redução dos casos e das mortes pela pandemia, o estado do Acre, que tem ligação direta e próxima com Boca do Acre, tem apresentado uma alta taxa de infecção pela pandemia.

AM registra cinco novas mortes por coronavírus, diz FVS-AM; total sobe para 12

Outras cinco mortes pelo novo coronavírus foram confirmadas pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), nesta sexta-feira (3). Segundo o órgão, os óbitos são de três mulheres – as primeiras pacientes do sexo feminino a falecerem por Covid-19 no Amazonas, e dois do sexo masculino. Chega a 12 o número de mortos no estado.

Dentre os cinco casos, o primeiro óbito ocorreu na quinta-feira (2) no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Zona Sul. A paciente, de 72 anos, com histórico de hipertensão, veio a óbito durante atendimento de urgência e emergência. A morte foi confirmada por Covid-19 nesta sexta-feira (3), pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen).

Outra idosa de 72 anos, diagnosticada com o novo Coronavírus, faleceu nesta sexta-feira (3) no Hospital e Pronto-Socorro (HPS) Delphina Aziz, na Zona Norte de Manaus. Ela havia sido transferida do HPS 28 de Agosto para o Delphina, onde sofreu parada cardiorrespiratória e, após manobras de reanimação cardiopulmonar, não resistiu e veio a óbito às 16h15. A paciente tinha histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica e doença renal crônica.

Mais dois idosos vieram a óbito nesta sexta-feira. São eles um homem de 89 anos, com histórico de hipertensão, que estava internado desde o dia 30 de março, na rede particular de saúde, com diagnóstico de Covid-19, e uma mulher de 74 anos, com histórico de diabetes, internada na rede particular desde o dia 31 de março com quadro positivo para Covid-19. Ela não resistiu à doença e veio a óbito por volta das 15h desta sexta-feira (3).

Faleceu também, nesta sexta-feira, um homem de 40 anos, a princípio sem histórico de doenças crônicas, internado no HPS 28 de Agosto. Com isso, o Amazonas registra 12 mortes por Covid-19, sendo nove de pacientes provenientes de Manaus, dois de Manacapuru e um de Parintins.

Coronavírus no Amazonas

O número de casos confirmados para o novo coronavírus no Amazonas subiu para 260, segundo a atualização feita pela Fundação de Vigilância em Saúde na tarde desta sexta-feira (3). Sete mortes por Covid-19 haviam sido registradas até a atualização.

Em relação a casos confirmados de Covid-19, estão na lista da FVS os municípios de: Manaus, Parintins, Manacapuru, Santo Antônio do Içá, Boca do Acre, Itacoatiara, Anori, Novo Airão, Careiro da Várzea e Tonantins.

São 232 casos confirmados só em Manaus, representando um total de 89% dos casos. Deles, 39 estão internados. 25 na rede particular e 14 no Hospital Delphina Aziz – que se tornou a unidade de referência da Covid-19 no estado.

g1

Amazonas tem primeiro caso confirmado de novo coronavírus

O Governo do Amazonas divulgou nesta sexta-feira (13) o primeiro caso confirmado do novo coronavírus do estado. A confirmação ocorre após o Amazonas ter 12 casos suspeitos e oito descartados. Este é o primeiro no Norte do Brasil.

A Susam informou que trata-se de uma paciente do sexo feminino, 39 anos, procedente de Londres. Segundo a FVS, ela encontra-se bem. Não ficou internada e está em isolamento domiciliar. A Fundação informou que contatos dela também estão sendo monitorados.

Durante coletiva de imprensa, o Governo do Amazonas informou que a mulher chegou de Londres no dia 11 de março. No dia seguinte, ela procurou uma rede de saúde privada e a FVS a notificou como caso suspeito.

Houve investigação e o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-FVS) divulgou o resultado positivo. O Governo informou que os casos confirmados graves serão encaminhados para o Hospital e Pronto Socorro Delphina Aziz.

Outras medidas têm sido tomadas. Segundo o Governo, a Funati terá quatro semanas de aulas suspensas.

A FVS reforçou ainda que o uso de máscaras só é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para quem está doente, já que o objetivo do item é evitar a transmissão para outras pessoas.

O fechamento de fronteiras, citou o Governo, não é recomendado pelo Ministério da Saúde.

Diagnóstico no AM

Nesta semana, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-FVS) recebeu 500 kits de diagnóstico do Covid-19.

Na quinta-feira (12), foi realizado o primeiro resultado de exame na unidade, com o resultado negativo.

Antes do recebimento dos kits, as amostras seguiam para um laboratório no Pará.

g1

Reintegração de posse retira 160 famílias de seringal no sul do Amazonas

Área em disputa seria da União. Em maio, MPF denunciou a presença de milicianos, em atuação na região, em favor de fazendeiros

Mário Manzi com informações da CPT-Acre / Fotos: CPT – Acre

Desde a sexta-feira última (22), a Polícia Militar do estado do Amazonas realiza reintegração de posse na Fazenda Palotina, município de Lábrea, região sul amazonense. Cerca de 160 famílias estão sendo retiradas da área. Devido ao difícil acesso à área, ainda não há previsão para a reintegração ser finalizada. As famílias estão montando acampamento em uma estrada próxima à área da Fazenda Palotina.

Até o momento, não há informações sobre o processo de retirada – se estão sendo cumpridas as condições legais para realização da reintegração. Conforme relatos locais, a Polícia Militar do Estado do Acre também participa da ação, apesar de toda a área estar compreendida no perímetro amazonense.

No município de Lábrea (AM), pistoleiros atacam famílias acampadas e liderança é assassinada

Há mais de uma década os posseiros da região reivindicam o direito à terra, uma vez que a área pertence à União, no entanto o fazendeiro Sidney Zamora também pleiteia a posse da terra.

NOTA PÚBLICA: A violência não dá trégua e continua imperando em Boca do Acre

Histórico

A área em disputa situa-se dentro do Seringal Novo Natal, abrangendo 150.000 hectares. No histórico da ocupação, há vários registros de ações policiais realizadas mesmo sem ordem judicial. No ano de 2016, policiais militares e civis do estado do Amazonas teriam invadido a fazenda e derrubado três moradias de famílias do seringal. No mesmo ano uma série de prisões de posseiros foram apontadas, bem como a ação de policiais a mando de fazendeiros.

Série de reintegrações de posse no Amazonas atinge posseiros tradicionais

Neste ano de 2019, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra policiais militares e fazendeiros que atuavam em uma milícia da região, liderada pelo PM Salomão Alencar Faria. Segundo os procuradores, foram listadas as seguintes condutas criminosas:

– Organização criminosa responsável por invasões de terras da União e desmatamentos em larga escala nos estados do Acre e Amazonas, mais precisamente no município de Boca do Acre/AM.

– Uso da violência contra pequenos agricultores e coletores, pagamentos de propina, lavratura de autos de infração em nome de laranjas e apresentação de defesas administrativas elaborados pelo próprio Superintendente do Ibama no Estado do Acre.

cptnacional.org

Justiça decreta prisão preventiva de PMs do AC e AM presos por ameaçar posseiros

O sargento da Polícia Militar do Acre (PM-AC) e os quatro militares da cidade de Boca do Acre, no Amazonas, tiveram a prisão preventiva decretada. Os militares foram presos na quarta-feira (16) após denúncias à Polícia Civil sobre a atuação de um grupo armado que ameaçava moradores instalados em uma área de conflito de terras.

A prisão foi decretada pela Vara Criminal da Comarca de Porto Acre, interior do estado, na sexta-feira (18). Além dos militares, outros três suspeitos foram presos na ação. Foram apreendidas diversas armas de fogo, inclusive dos policiais, munições, rádios, celulares, facas e algemas. Os policiais estão instalados no Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Na decisão, a juíza de direito Ivete Tabalipa ressaltou que os militares estavam de folga e usaram a armas da corporação para outras atribuições. Para a magistrada, os suspeitos podem voltar a praticar os delitos caso sejam postos em liberdade.

Um dia após a prisão do grupo, o delegado responsável pelo caso, Cleylton Videira, contou que as investigações mostram que os suspeitos foram contratados pelo dono das terras. O objetivo era assustar os moradores e incentivá-los a abandonar o local.

“Ele contratou esse grupo armado para colocar as pessoas para fora de lá. Existe um conflito, que é judicializado na esfera física. No entanto, agora avançou para a fase criminal de uma forma mais condutante e, tomando conhecimento desse fato, saímos em diligência. Apreendemos armas de fogo e conduzimos oito indivíduos para dar continuidade nas investigações”, contou Videira na quinta (17).