Nazareth lança plano de segurança alimentar estadual

Como parte das políticas públicas para o desenvolvimento social, a governadora em exercício, Nazareth Araújo, lançou nesta sexta-feira, 30, o Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Pesan-Acre). O documento foi produzido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), Câmara Intersecretarial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan/AC) e Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA/AC).

Este plano representa o trabalho do estado em diálogo intenso com a sociedade civil organizada, traçando diretrizes para o combate à fome, desigualdade social e pela qualidade dos alimentos. Para sua consolidação, algumas ações já são feitas pelo governo do Estado e devem ser fortalecidas, como melhorias nos indicadores de saúde, fomento à agricultura familiar e ações em conjuntos com equipamentos como o Restaurante Popular, o Banco de Alimentos e a Ceasa de Rio Branco.

“Quem está dizendo o que precisa fazer é a sociedade civil organizada. Segurança alimentar é uma questão muito séria, tudo o que nós fazemos em políticas públicas precisa ter um foco com o ser humano e sua relação com a sociedade”, afirmou Nazareth.

Ela relembrou de quando era voluntária, aos 15 anos, e conheceu a realidade que assolava o Acre na década de 1980. “Em Porto Walter, eu lembro de quando vi uma família se alimentando de água e farinha. A gente começa a entender ali porque as pessoas lutam. O Brasil não é um país pobre. Como podemos ter essa desigualdade tão profunda que a fome pudesse ser uma chaga antes dos governos populares?”

A luta pelo fim de fome no Brasil teve forte evolução nos governos federais de Lula e Dilma Rousseff, a partir do ano de 2002. Programas como o Fome Zero, Bolsa Família e de Aquisição de Alimentos (PAA), juntos de outras ações, fizeram com que o país saísse do Mapa da Fome da Nações Unidas (ONU) em 2014. Com a crise política nacional ocorrida a partir de 2016, o Brasil corre o risco de voltar para este mapa.

O secretário de Desenvolvimento Social, Gabriel Maia Gelpke, relembrou a importância desta luta. “Era uma vergonha para nosso país ter todas essas áreas agricultáveis e mesmo assim estar no mapa da fome por mais de 500 anos. E este lançamento hoje, é um marco na história do Acre, pois é um direcionamento do governo e das organizações sociais de que estamos garantindo esta política pública para o futuro”, afirmou.

A assistente social Vanda Matos, da Caisan/AC, explica que este plano tem a importância de demonstrar a “integração de instituições e orçamentos da assistência social, saúde, produção e educação para fortalecer a área de segurança alimentar e nutricional”.

Ações de Estado

O Acre tem avançando neste seguimento com fortes políticas públicas, como o desenvolvimento da agricultura familiar, os investimentos em saneamento básico e saúde pública. Por exemplo, o Estado passou de um Baixo Desenvolvimento em 2000, com o índice de 0,517, para Alto Desenvolvimento em 2014, com o índice de 0,719. Segundo as fontes Pnud, Fundação João Pinheiro e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A agricultura familiar recebeu um investimento ainda maior na gestão do governador Tião Viana, com mais de R$ 500 milhões. O PAA fez parte destas ações, com um foco mais específico para a segurança alimentar, fazendo a relação entre o produtor e instituições que fazem a oferta de alimentação às populações vulneráveis.

O índice de mortalidade infantil também reflete estas ações, pois é resultado de saúde pública e saneamento básico. O Acre possuía uma taxa de mortalidade infantil de 19,06% em 2009, reduzindo para 13,96% em 2017, numa redução total de 26,9%. Em Rio Branco, a redução foi ainda mais expressiva, saindo de 28% em 2000, para 12,8% em 2016, numa queda total de 54%.

Centro Dom Bosco realiza projeto de seleção alimentar

É comum que crianças autistas apresentem o Transtorno de Processamento Sensorial (TPS). Basicamente é uma certa desordem no desenvolvimento das habilidades sensoriais (seja a audição, olfato, tato, visão ou paladar), fazendo com que a criança desenvolva uma hipersensibilidade ou hipossensibilidade.

Essa hiper ou hipossensibilidade pode resultar na seletividade alimentar, onde a criança passa a recusar determinados alimentos e ter preferencia por outros. Na maioria das vezes a criança sente a rejeição ao tocar o alimento, e não gostando do toque, ela se recusa a comer.

Para contornar a seletividade alimentar e diminuir a rejeição das crianças com os alimentos, o Centro e Reabilitação Infanto-juvenil Dom Bosco, em parceria com o curso de nutrição da Universidade Federal do Acre (UFAC), desenvolve um projeto de Seleção Alimentar para as crianças autistas.

“Junto com a terapia ocupacional trabalhamos a seletiva alimentar com o trabalho sensorial, já que as crianças, muitas vezes, têm mais dificuldade em pegar o alimento do que comer”, afirma Cácia Fontes, nutricionista do Dom Bosco.

O projeto conta com a estimulação por meio da percepção visual, cores e gostos para poder incentivar as crianças a gostar de alguns alimentos, que em geral, elas têm rejeição.

“Quando uma criança apresenta esse distúrbio, ela tem problemas no desenvolvimento de atividades diárias, como ir à escola, e principalmente com a alimentação. Com o projeto, pretendemos reduzir ao máximo essa rejeição, fazendo com que a criança se alimente bem e desenvolva suas atividades da melhor firma possível”, diz a terapeuta ocupacional do Dom Bosco, Ruth Bezerra.

O projeto foi implantado há dois meses e conta com o auxílio de estudantes da UFAC. Marlete Lopes, acadêmica do 9º período do curso de nutrição, fala sobre as ações com as crianças. “Toda terça e quarta-feira estamos aqui e a cada oficina trazemos um diferencial para que não seja cansativa para as crianças”.

O melhor é já presenciar as mudanças e progressos que as crianças estão tendo nesse tempo de oficina duas vezes por semana.

“Várias crianças que tinham aversão a alguns alimentos passaram a ter contato dentro das oficinas e hoje consomem normalmente esses alimentos que antes eram rejeitados. Essa rejeição muitas vezes é pelo cheiro e pela textura. Tem sido um progresso muito bacana”, explica Ruth Bezerra.

Prefeita Socorro Neri empossa novos Conselheiros de Segurança Alimentar e Nutricional

A prefeita de Rio Branco, Socorro Neri, empossou na manhã desta quarta-feira,3, no auditório da Prefeitura de Rio Branco, os nove membros do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de Rio Branco (CONSEA). O Conselho é um órgão colegiado consultivo e propositivo, um espaço de articulação entre o governo municipal e a sociedade civil para a formulação de diretrizes para políticas e ações na área da segurança alimentar e nutricional.

O CONSEA é composto por três representantes da gestão pública e seis da sociedade civil organizada. Os conselheiros atuam sem remuneração. Em Rio Branco o Conselho atua nos locais onde há a oferta de alimentos, como nas escolas, no Restaurante Popular, nos CRAS – quando há doação de alimentos, e no Banco de Alimentos – localizado na CEASA.

No ato de posse, a secretária de Cidadania e Assistência Social, Dôra Araújo, exaltou as ações da Prefeitura, que apesar das dificuldades financeiras, mantém abertos e funcionando todos os equipamentos que são parte da política de ação social e que garantem a segurança alimentar de idosos e crianças, como os CRAS e o Restaurante Popular. “Em Curitiba, por exemplo, a Prefeitura fechou CRAS. Aqui, o Município mantém os CRAS com recursos próprios e do governo federal, e para manter o Restaurante Popular, investe R$ 100 mil por mês”.

A presidente empossada do Conselho, Gleice Silva, assegurou que ela e os demais conselheiros, vão “ trabalhar muito e atuar com responsabilidade”.

Os programas de segurança alimentar implementados na gestão do ex-presidente Lula, de acordo com a prefeita Socorro Neri, atendem os que mais necessitam, “ nos últimos dois anos, não houve apoio do governo federal , ainda assim, nós seguimos com os aportes necessários, de forma a atender a população que precisa”, destacou a prefeita, lembrando que, graças à saúde fiscal do Município, a prefeitura de Rio Branco mantém os serviços como educação, saúde, manutenção da cidade e operação tapa buracos.

Governo do Acre oferece complementação alimentar em escolas por meio do PAA

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é desenvolvido pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), no fortalecimento das políticas públicas de incentivo à agricultura familiar e de valorização do trabalho do homem do campo.

Para isso, o Estado utiliza mecanismos de comercialização que favorecem a aquisição direta de produtos de agricultores familiares ou de suas organizações, estimulando o processo de agregação de valor à produção. Atualmente, cerca de 660 famílias e 93 entidades são beneficiadas por meio do programa, com investimentos que ultrapassam R$ 1,3 milhão.

Hortifrútis e verduras são comprados diretamente do produtor e distribuídos nas instituições e escolas públicas. A Escola Dom Pedro II, localizada na Baixada da Sobral, é uma das contempladas para complementar a merenda escolar a partir dos produtos que fortalecem uma alimentação saudável.

Na escola, cerca de 500 alunos são atendidos em dois turnos. Alguns oriundos de famílias de baixa renda, beneficiárias de programas sociais do governo, um dos pré-requisitos para se inserir no programa. De acordo com a gestora do Dom Pedro II, Janete Bezerra, os produtos complementam a alimentação oferecida durante o lanche.

“Recebemos semanalmente os produtos que enriquecem a alimentação dos alunos. São alimentos aos quais muitos deles não têm acesso em casa. Eles mesmos já perguntam se durante o lanche haverá o alimento especial. É muito gratificante poder proporcionar para essas crianças uma alimentação saudável, pois contribui para o desenvolvimento deles”, disse a gestora.

Para a professora Sônia Dias é notória a alegria dos alunos em poder consumir as frutas adquiridas pelo programa, o que ajuda no desenvolvimento educacional de cada um, uma vez que, bem alimentados, eles ficam com maior disposição para as atividades diárias.

“Acreditamos na importância da alimentação saudável na escola. A gente observa maior disposição das crianças após o lanche. É um ponto positivo para a escola poder oferecer uma alimentação de qualidade. Após o lanche, os alunos ficam mais espertos e conseguem melhores resultados na aprendizagem”, destacou a educadora.

O pequeno Igor Delon afirma que as frutas o deixam com mais resistência. “Eu gosto de tudo porque fico mais forte, igual o super-homem.”

lanche

Governo do Acre oferece complementação alimentar em escolas por meio do PAA

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é desenvolvido pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), no fortalecimento das políticas públicas de incentivo à agricultura familiar e de valorização do trabalho do homem do campo.

Para isso, o Estado utiliza mecanismos de comercialização que favorecem a aquisição direta de produtos de agricultores familiares ou de suas organizações, estimulando o processo de agregação de valor à produção. Atualmente, cerca de 660 famílias e 93 entidades são beneficiadas por meio do programa, com investimentos que ultrapassam R$ 1,3 milhão.

Hortifrútis e verduras são comprados diretamente do produtor e distribuídos nas instituições e escolas públicas. A Escola Dom Pedro II, localizada na Baixada da Sobral, é uma das contempladas para complementar a merenda escolar a partir dos produtos que fortalecem uma alimentação saudável.

Na escola, cerca de 500 alunos são atendidos em dois turnos. Alguns oriundos de famílias de baixa renda, beneficiárias de programas sociais do governo, um dos pré-requisitos para se inserir no programa. De acordo com a gestora do Dom Pedro II, Janete Bezerra, os produtos complementam a alimentação oferecida durante o lanche.

“Recebemos semanalmente os produtos que enriquecem a alimentação dos alunos. São alimentos aos quais muitos deles não têm acesso em casa. Eles mesmos já perguntam se durante o lanche haverá o alimento especial. É muito gratificante poder proporcionar para essas crianças uma alimentação saudável, pois contribui para o desenvolvimento deles”, disse a gestora.

Para a professora Sônia Dias é notória a alegria dos alunos em poder consumir as frutas adquiridas pelo programa, o que ajuda no desenvolvimento educacional de cada um, uma vez que, bem alimentados, eles ficam com maior disposição para as atividades diárias.

“Acreditamos na importância da alimentação saudável na escola. A gente observa maior disposição das crianças após o lanche. É um ponto positivo para a escola poder oferecer uma alimentação de qualidade. Após o lanche, os alunos ficam mais espertos e conseguem melhores resultados na aprendizagem”, destacou a educadora.

O pequeno Igor Delon afirma que as frutas o deixam com mais resistência. “Eu gosto de tudo porque fico mais forte, igual o super-homem.”

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