Deputado garante pagamento de auxílio alimentação

O deputado estadual Fagner Calegário, do Partido Verde (PV), garantiu que os trabalhadores das empresas terceirizadas do estado irão voltar ao receber o auxílio alimentação a partir deste ano. O anúncio foi feito durante a primeira sessão de 2019 da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), realizada na quarta-feira, 6. Entretanto, o benefício não tem data prevista para ser validado e valerá somente para os contratos que forem formalizados a partir da assinatura da convenção coletiva.

Articulada pelo parlamentar junto aos empresários da terceirização, a convenção coletiva do trabalho está em discussão e análise pelas partes. A ideia é de que ela insira um padrão no setor e estabeleça uma igualdade de salários dos servidores de acordo com os respectivos cargos que eles ocupam independentemente da empresa que trabalhe. A intenção é que o mesmo salário pago para um cargo em um empreendimento seja o mesmo dado para igual função em outro local.

“Pela primeira vez na história do Acre, a classe da terceirização terá uma convenção coletiva do trabalho. A medida vai garantir aos trabalhadores a padronização dos salários e dos pagamentos. Isso significa que independente da empresa que a pessoa atuar e a função que ocupar, não haverá mais discriminação salarial, mas sim um padrão. A vitória dessa articulação que venho fazendo é o pagamento do auxílio alimentação para essa classe que é tão esquecida”, declarou Calegário.

“Quero deixar claro para cada trabalhador e trabalhadora, além dos empresários do segmento, que eles terão nesta Casa não somente uma voz ativa em prol da causa da terceirização, mas sim um amigo e parceiro. Vamos caminhar juntos para revertermos essa difícil situação que atinge as empresas, prejudica o trabalhador e impede a criação de milhares de vagas. Ao atual Governo, digo que estarei vigilante sobre qualquer assunto que diz respeito aos terceirizados”, finalizou Calegário.

Saúde avança no combate à desnutrição e na promoção da alimentação adequada

Entendendo as adversidades e dificuldades para uma alimentação adequada das crianças no estado e a importância da nutrição nos primeiros anos, a Divisão de Alimentação e Nutrição da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) realizou ao longo desses quatro anos diversas ações para reduzir a carência nutricional, por meio de qualificação profissional, suplementação de vitamina A, fortificação da alimentação infantil com micronutrientes em pó (NutriSUS) e a promoção de uma alimentação saudável.

A divisão realizou aproximadamente 20 oficinas de trabalho dos programas e estratégias de alimentação e nutrição, sempre com o intuito de qualificar a atenção nutricional nas três regionais de saúde, envolvendo todos os municípios. Também fez reuniões técnicas com gestores e supervisão integrada com visita às unidades básicas de saúde e creches onde as ações são realizadas.

Todas as atividades tiveram como público os coordenadores dos programas, coordenadores da atenção básica, nutricionistas e agentes comunitários de saúde. Sendo um tema transversal às ações de alimentação e nutrição, foram realizadas sempre em parceria com as áreas técnicas do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas (Dape).

A implementação do cuidado nutricional, por meio da vigilância alimentar e nutricional, e a manutenção de uma boa cobertura (70,59%) dos beneficiários do programa bolsa família, bem como a implementação dos programas de suplementação de micronutrientes e investimentos na promoção à alimentação, saudável permitiram a redução de agravos nutricionais no estado do Acre.

Exemplo disso foi que nos últimos quatro anos houve uma redução do percentual de desnutrição aguda, que caiu de 6,47% para 4,70%, e a crônica, que diminuiu de 22,92% para 18,59% em crianças menores de cinco anos.

“Vale lembrar que a desnutrição é uma das faces da insegurança alimentar e cuja redução depende de investimentos em programas de transferência de renda, como o Programa Bolsa Família, ampliação da atenção à saúde, imunização, pré-natal e parto, incentivo ao aleitamento materno, acesso à suplementação profilática, por exemplo, e de investimentos em políticas de fomento ao aumento da oferta de alimentos, acesso à saneamento básico, água tratada, entre outros”, destaca a gerente da Divisão de Alimentação e Nutrição Deltirene Cardoso.

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Programas

Outra conquista foi o aumento da suplementação profilática em que o estado do Acre chegou a ficar acima da média nacional na suplementação do Programa Nacional de Vitamina A, que é feito em crianças de 6 a 59 meses de idade, nos últimos quatro anos. Somente em 2018, quase 25 mil crianças estão sendo beneficiadas em todo o Acre.

Em 2017, a cobertura do programa em crianças de 6 a 11 meses foi de 61,8%, enquanto a média nacional era de 54,69%. E recentemente o estado aderiu a uma nova estratégia de prevenção de carência nutricional, que já está implantada em 9 municípios, e está em processo de consolidação.

“Trata-se da estratégia de fortificação da alimentação infantil com micronutrientes em pó – NutriSUS, em crianças de 6 a 48 meses de idade, em creches credenciadas, nos municípios que aderiram à estratégia”, destaca a gerente.

O enfermeiro Mirlan Moura, há 12 anos trabalha na Unidade Básica de Saúde (UBS) Paulo Alcíones Marques, localizada no município de Santa Rosa do Purus. Ele conta como funcionam os trabalhos de alimentação e nutrição no município.

“Trabalhamos com rodas de conversas na creche, orientando os pais dos alunos, diretores e professores, sobre a importância do NutriSUS para a nutrição infantil. Também orientamos as mães e gestantes sobre a importância da suplementação infantil e da suplementação para as gestantes que ocorrem por meio da ingestão do acido fólico e sulfato ferroso. E mesmo com muitas dificuldades devido a maioria da população ser rural temos uma boa cobertura do Programa Nacional de Vitamina A,” explica o enfermeiro.

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Guia Alimentar

A Divisão de Alimentação e Nutrição é um importante aliado e já capacitou aproximadamente 150 profissionais em todo o estado, para implementar o guia como um instrumento de educação alimentar e nutricional para a promoção da alimentação saudável.

Nesse contexto, a ênfase é na implementação do Guia para a população brasileira, a ser usado por todos os profissionais de saúde das unidades básicas de saúde.

“Os avanços sinalizam que estamos no caminho certo, mas com novos desafios para os próximos anos. A transição nutricional nos apresenta um novo agravo nutricional que é o excesso de peso, que já alcança 59,21% dos adultos e em crianças está em 14,98%. É preciso concentrar os esforços na ampliação da vigilância alimentar e nutricional, bem como na promoção do consumo de alimentos saudáveis e adequados e na promoção e incentivo ao aleitamento materno”, explica Deltirene.

Jovens puyanawa participam de oficina de alimentação

Buriti, coco, abacate, banana, macaxeira, mamão verde, orelha-de-macaco, gengibre, pimenta e folhas de jambo e laranjeira deram sabor aos pratos e guloseimas produzidos por estudantes do Ensino Médio e professores da Escola Estadual Ixubay Rabui Puyanawa, durante oficina culinária, na Terra Indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), no mês de outubro. Moradores das Aldeias Barão e Ipiranga vivenciaram novos sabores e possibilidades de preparo de alimentos, como alternativa para uma alimentação mais saudável e promoção da saúde.

Realizada pela Embrapa, em parceria com a Universidade Federal do Acre, a oficina faz parte das atividades do projeto “Etnoconhecimento, agrobiodiversidade e serviços ecossistêmicos entre os Puyanawa”, executado desde setembro de 2017, com apoio da Fundação Nacional do Indio (Funai), por meio da Coordenação Regional do Juruá, sediada em Cruzeiro do Sul (AC).

“Além de propor uma diversificação no cardápio da escola e comunidade, este tipo de ação visa incentivar o consumo de alimentos saudáveis, como grãos, raízes, tubérculos, hortaliças e frutos, existentes nas aldeias. Muitos alimentos saudáveis estão sendo substituídos por produtos industrializados, pobres em nutrientes e ricos em carboidratos, devido à facilidade de acesso a centros urbanos”, explica a nutricionista Eline Messias, professora da Universidade Federal do Acre (Ufac) e coordenadora da oficina.

A nutricionista lembra que o excesso de alimentos processados na alimentação prejudica a saúde. Uma das consequências desse consumo é a presença crescente de diabetes, hipertensão, desnutrição e câncer na população. “As pessoas estão mais abrindo pacotes do que descascando frutas para se alimentar”, enfatiza, reforçando que uma alimentação mais local pode ajudar a prevenir esses tipos de doenças nas aldeias.

Aprender fazendo

O púbico da oficina degustou cada prato produzido e conferiu que alimentos comuns nas aldeias podem ser matéria prima para receitas saborosas, nutritivas e saudáveis. “Precisamos valorizar o que tem na comunidade, aproveitando mais os alimentos produzidos por nós e variar os pratos. Vi que dá para fazer muita coisa diferente”, comenta Wesley Alves de Menezes (17), aluno do segundo ano.

A utilização de brotos de folhas de jambo e de laranjeira no suco de limão chamou a atenção da estudante Michele Rosas da Silva (16). “Tem muita coisa que a gente nem imagina que pode ser usado como alimento. Por exemplo, com a hortaliça orelha de macaco fizemos um mousse delicioso. Agora aprendi, vou fazer mais e mais”, enfatiza

A estudante Rosana de Lima Martins (15) destaca que colocar a mão na massa e preparar os pratos em equipe foi desafiador e ao mesmo tempo uma experiência gratificante. “Foi tudo rápido e todo mundo ajudou. Podíamos ter mais aulas práticas como essa porque assim a gente aprende fazendo. Vi que dá pra inventar muitos pratos gostosos”, acrescenta.

Para Edevânia de Araújo Alves, professora da escola há 15 anos, a oficina contribuiu para mostrar para a comunidade a importância de consumir alimentos mais saudáveis. “Contamos com a presença de mães de famílias que vieram também aprender. Isso é bom porque eu vou levar o que aprendi para minha casa e os alunos para os pais. Assim, podemos fazer essas informações chegar a outros moradores”, reforça.

Diálogo com a escola

Segundo o pesquisador da Embrapa Acre, Moacir Haverroth, líder do projeto, a participação de alunos e professores na atividade é também uma estratégia de comunicação para promover maior interação entre a comunidade escolar e as ações desenvolvidas pelo projeto. “Por meio do programa Embrapa & Escola, vamos estabelecer vínculos com a escola e desenvolver ações que propiciem maior diálogo com alunos e professores”, explica. (Mauricília Silva (Mtb 429/AC) Embrapa Acre [email protected] Telefone: (68) 32123250)

Jovens puyanawa participam de oficina de alimentação

Buriti, coco, abacate, banana, macaxeira, mamão verde, orelha-de-macaco, gengibre, pimenta e folhas de jambo e laranjeira deram sabor aos pratos e guloseimas produzidos por estudantes do Ensino Médio e professores da Escola Estadual Ixubay Rabui Puyanawa, durante oficina culinária, na Terra Indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), no mês de outubro. Moradores das Aldeias Barão e Ipiranga vivenciaram novos sabores e possibilidades de preparo de alimentos, como alternativa para uma alimentação mais saudável e promoção da saúde.

Realizada pela Embrapa, em parceria com a Universidade Federal do Acre, a oficina faz parte das atividades do projeto “Etnoconhecimento, agrobiodiversidade e serviços ecossistêmicos entre os Puyanawa”, executado desde setembro de 2017, com apoio da Fundação Nacional do Indio (Funai), por meio da Coordenação Regional do Juruá, sediada em Cruzeiro do Sul (AC).

“Além de propor uma diversificação no cardápio da escola e comunidade, este tipo de ação visa incentivar o consumo de alimentos saudáveis, como grãos, raízes, tubérculos, hortaliças e frutos, existentes nas aldeias. Muitos alimentos saudáveis estão sendo substituídos por produtos industrializados, pobres em nutrientes e ricos em carboidratos, devido à facilidade de acesso a centros urbanos”, explica a nutricionista Eline Messias, professora da Universidade Federal do Acre (Ufac) e coordenadora da oficina.

A nutricionista lembra que o excesso de alimentos processados na alimentação prejudica a saúde. Uma das consequências desse consumo é a presença crescente de diabetes, hipertensão, desnutrição e câncer na população. “As pessoas estão mais abrindo pacotes do que descascando frutas para se alimentar”, enfatiza, reforçando que uma alimentação mais local pode ajudar a prevenir esses tipos de doenças nas aldeias.

Aprender fazendo

O púbico da oficina degustou cada prato produzido e conferiu que alimentos comuns nas aldeias podem ser matéria prima para receitas saborosas, nutritivas e saudáveis. “Precisamos valorizar o que tem na comunidade, aproveitando mais os alimentos produzidos por nós e variar os pratos. Vi que dá para fazer muita coisa diferente”, comenta Wesley Alves de Menezes (17), aluno do segundo ano.

A utilização de brotos de folhas de jambo e de laranjeira no suco de limão chamou a atenção da estudante Michele Rosas da Silva (16). “Tem muita coisa que a gente nem imagina que pode ser usado como alimento. Por exemplo, com a hortaliça orelha de macaco fizemos um mousse delicioso. Agora aprendi, vou fazer mais e mais”, enfatiza

A estudante Rosana de Lima Martins (15) destaca que colocar a mão na massa e preparar os pratos em equipe foi desafiador e ao mesmo tempo uma experiência gratificante. “Foi tudo rápido e todo mundo ajudou. Podíamos ter mais aulas práticas como essa porque assim a gente aprende fazendo. Vi que dá pra inventar muitos pratos gostosos”, acrescenta.

Para Edevânia de Araújo Alves, professora da escola há 15 anos, a oficina contribuiu para mostrar para a comunidade a importância de consumir alimentos mais saudáveis. “Contamos com a presença de mães de famílias que vieram também aprender. Isso é bom porque eu vou levar o que aprendi para minha casa e os alunos para os pais. Assim, podemos fazer essas informações chegar a outros moradores”, reforça.

Diálogo com a escola

Segundo o pesquisador da Embrapa Acre, Moacir Haverroth, líder do projeto, a participação de alunos e professores na atividade é também uma estratégia de comunicação para promover maior interação entre a comunidade escolar e as ações desenvolvidas pelo projeto. “Por meio do programa Embrapa & Escola, vamos estabelecer vínculos com a escola e desenvolver ações que propiciem maior diálogo com alunos e professores”, explica. (Mauricília Silva (Mtb 429/AC) Embrapa Acre [email protected] Telefone: (68) 32123250)

Novo Mercado Velho: alimentação, compras e entretenimento

Erguido às margens do Rio Acre no Centro de Rio Branco há 89 anos, como primeiro Mercado Municipal de Rio Branco, o Novo Mercado Velho, continua sendo um dos locais mais frequentados pelos riobranqueses para as refeições, compras, e para entretenimento e lazer. É também ponto de visita de turistas, que encontram por lá ervas e garrafadas, artesanato indígena e não indígena e a bela arquitetura da primeira edificação feita em alvenaria no Acre, na década de 20 do século passado, que convida para belas fotos.

O Mercado já passou por várias fases ao longo de mais de oito décadas. Foi exclusivo de venda de produtos agrícolas, quando os produtores das “colônias” vendiam lá verduras, macaxeira, pequenos animais e carne. Nesse período era chamado ainda de Mercado Municipal.

Com a abertura de novos pólos na cidade, como o Mercado dos Colonos e o Elias Mansur – que passou a ser chamado de Mercado Novo, o Mercado Municipal começou a ser apelidado de Mercado Velho. Os itens agrícolas deram lugar à venda de “miudezas”, vestuário, itens de pesca e aviação para costura, além de contar com serviços como consertos de joias. Becos, vielas e puxadinhos de madeira descaracterizaram o espaço.

Em 2006, depois da reforma e revitalização feita pelo então governador Jorge Viana, o nome passou a ser Novo Mercado Velho, que tem uma requisitada praça de alimentação com pratos locais deliciosos como a galinha caipira e costela de tambaqui assado. É ponto de encontro no fim da tarde e noite, quando o local fica cheio de gente sentada em mesas às margens do Rio Acre. A brisa e o Rio Acre éum cenário convidativo para ficar horas e horas por ali. No local também é possível encontrar tiras gostos variados, como macaxeira frita e caldo de tucupi.

O historiador Marcos Vinícius das Neves conta que o Mercado Velho é muito importante na história do Acre e na formação de Rio Branco. Segundo ele em 1926, no governo Hugo Carneiro, havia a desconfiança de que o solo não suportaria uma construção em madeira, ainda mais na margem do Rio Acre. “Mas Hugo Carneiro mandou construir o então Mercado Municipal e ficou provado que grandes construções em alvenaria poderiam sim ser feitas no centro da cidade e a partir daí surgiram o quartel da Policia Militar e o Palácio Rio Branco e as pessoas também passaram a construir casas de alvenaria, o que foi modificando o cenário de Rio Branco”, relata ele.

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‘Comida é muito boa e o preço também’

É hábito de quem trabalha ou passa pelo Centro de Rio Branco, tomar café e almoçar no Novo Mercado Velho. Pela manhã, a baixaria, tapiocas, na hora do almoço, galinha caipira e tambaqui são os destaques, além de vários outas opções. E a noite é a vez dos tira gostos.

Mas é na hora do almoço que o público mais procura pela comida do Mercado, que conta com serviço de self servisse, mas o famoso PF, o prato feito, é a maior pedida. As pensões têm cardápio variado e os preços variam entre R$ 10 e R$ 18.

Gerente de banco no Centro, Manuel Santiago, almoça no Mercado com a esposa, que também é bancária e diz que “a comida é boa e barata, parece tempero de mãe, é comida caseira de verdade”, cita ele. As amigas Talita e Fram também almoçam no local e dizem que “a galinha caipora com pirão é a melhor pedida mesmo, mas o filé de pirarucu é um sonho de bom.

A maioria dos empreendimentos do Mercado é de famílias que trabalham juntas. E é com a venda de cerca de 80 refeições por dia no Mercado, que Ângela Amaral, permissionária há 18 anos no local, mantém a casa, já pagou terreno e carro e arrumou a casa como queria. Ela diz que trabalha muito, mas gosta de atuar no Mercado o segredo da comida “é o carinho”.

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Gestão da Prefeitura de Rio Branco

São dez os mercados sob gestão da prefeitura, que garante o transporte de produção agrícola, limpeza, manutenção de energia elétrica e água e vigias. A gestão dos mercados municipais é feita por meio da secretaria de Floresta e Agricultura – SAFRA, que mantem equipe com mais de 150 servidores nos mercados.

A nova estrutura do Mercado Velho e a gestão da prefeitura de Rio Branco, segundo a permissionária D. Nazira Mamed, deram vida nova para o lugar onde ela trabalha desde 1970 com a venda de comida e bebidas. “Sou do tempo em que havia ratos aqui andando por aqui toda hora, que tinham aquelas bibocas de madeira, do lixo tomando o barranco. Agora isso aqui está o céu”.

Comércio no mercado

Garrafadas, ervas, artesanato e biojóias são vendidos no Mercado, tanto para moradores locais, quanto para turistas. Para a saúde do homem e da mulher, Dr. Raiz, dono de um dos boxes mais procurados do Mercado, garante que tem os preparados certos, que reúnem mais de 18 tipos de ervas, como crajirú, sucuba, jucá e marapuama. “Minhas garrafadas e ervas já foram levadas para vários lugares do mundo por turistas que passam por aqui”, conta ele.

O artesanato indígena também faz sucesso. Raimunda Mawapey, do povo Kaxinawa do Jordão, conta que a renda da venda dos produtos, melhora a vida dos povos indígenas, que deixam as peças para a venda no Mercado. “As vendas garantem renda e autonomia para as mulheres indígenas que fazem as peças”.

Turistas não faltam no local. Depois de comer um peixe filhote na praça de alimentação no Mercado, as peruanas Sônia Salvatierra e Gicela Kisper, que vieram de de Ayacucho, firam comprar artesanato para levar para os amigos. Ficaram encantadas com itens feitos com fibras do buriti. “Muito bom aqui no Mercado: comemos bem e compramos coisas para nós e para dar de presente para parentes e amigos”.

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