Pandemia reduz estoques de leite materno no Brasil, mas doação permanece segura

Entre 2019 e 2020, o número de doadoras caiu de 188 mil para 156 mil, o que levou a quantidade de leite coletado baixar de 221 mil litros para 191 mil

Lucas Rocha, da CNN

Imagem representativa de amamentação
Dia Mundial de Doação de Leite Humano é celebrado em 19 de maio

Em abril de 2020, durante o crescimento da pandemia de Covid-19, chegava ao mundo Maria Antonieta, filha da professora Ana Cristina de Oliveira, 39, de Santa Vitória, Minas Gerais. A bebê nasceu prematuramente, aos seis meses, devido a uma complicação obstétrica grave desenvolvida por Ana durante a gestação.

Mãe e filha beneficiadas com doação de leite materno
Ana Cristina de Oliveira e a filha ficaram internadas e precisaram de doações do banco de leite do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

Mãe e filha permaneceram internadas e precisaram recorrer ao trabalho da equipe do banco de leite humano do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). “Eu não tinha leite o suficiente. A doação contribuiu demais para o desenvolvimento dela, que teve pouquíssimas intercorrências, ganhou peso rapidamente, e hoje tem uma saúde excelente”, diz Ana.

Histórias como a de Ana e Maria Antonieta são motivos para comemoração nesta quarta-feira (19), Dia Mundial de Doação de Leite Humano. Também são um lembrete sobre a importância dos bancos de leite e da segurança do processo de doação mesmo durante a pandemia.

O medo da contaminação pelo novo coronavírus e as restrições de circulação contribuíram para uma redução significativa dos estoques dos bancos de leite do Brasil ao longo do ano passado. Em 2020, 156.373 mulheres realizaram doações de leite no país, o que representa uma baixa de 17% em relação a 2019, quando 188.666 foram doadoras. 

No primeiro ano da pandemia, foram coletados 191.373 litros de leite humano, cerca de 31 mil litros a menos que no ano anterior – uma redução de 14%. 

O número de recém-nascidos beneficiados também foi menor. Em 2020, foram atendidas 180.763 crianças prematuras internadas em UTI neonatal, enquanto em 2019 o número chegou a 214.515 – uma baixa de quase 16%. 

Recomendações durante a pandemia

O Brasil conta com 223 bancos de leite humano e 220 pontos de coleta espalhados por todos os estados e Distrito Federal (veja quadro abaixo). As unidades compõem uma rede global do Ministério da Saúde, com sede na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, que abriga o centro de referência nacional.

Infográfico de estatísticas da doação de leite no Brasil em 2020

Danielle Aparecida da Silva, coordenadora do banco de leite do Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz, explica que a Covid-19 provocou a união dos centros que integram a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. A ideia é avaliar a segurança dos procedimentos diante da doença.

Realizadas de forma remota nos primeiros meses da pandemia, as reuniões contam com a participação de profissionais de saúde que integram as equipes dos bancos de leite humano e de representantes de secretarias estaduais e municipais de saúde. Juntos, chegaram à produção de recomendações técnicas sobre o aleitamento materno e a doação na pandemia de Covid-19. 

documento aconselha a restrição da doação por mães com sintomas compatíveis com a síndrome gripal, infecção respiratória ou caso confirmado de Covid-19, no período de 14 dias a partir do início dos sintomas. A contraindicação também vale para mulheres que entraram em contato domiciliar com pacientes diagnosticados com a doença.

“Uma vez comprovado que mantínhamos uma rotina de processos seguros, iniciamos a divulgação da informação junto aos nossos profissionais e às usuárias, o que impactou positivamente nas doações”, diz Danielle.

Ato de amor

A assistente social Bruna Clea Ferreira, 34, foi uma das impactadas. Ela decidiu se tornar doadora em meio à pandemia, após se sentir sensibilizada por uma reportagem sobre a redução dos estoques no período.

Doadora de leite materno
A assistente social Bruna Clea Ferreira realiza doações na Santa Casa de São Paulo

Desde junho de 2020, quando seu filho Vicente tinha apenas dois meses, Bruna faz semanalmente a retirada do leite em casa, nos frascos esterilizados fornecidos pelo banco de leite da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que depois são entregues pelo marido na unidade.

Bruna ressalta que não há motivos para receio ou incertezas e que o procedimento para a retirada é simples, rápido e pode ser feito com segurança. (veja quadro abaixo).

Infográfico descreve como doar leite de forma segura

 “É um ato de amor e solidariedade com outras mães. Se eu tivesse que ficar com meu filho internado na UTI, dependendo de ganhar peso para ir para casa, ficaria muito feliz se outra mãe se dispusesse a doar leite”, afirma.

Devido à pandemia, o banco de leite da Santa Casa de São Paulo registrou uma queda no número de doações em 2020. Foram 1.940 atendimentos na sala de coleta da unidade, com volume de leite humano coletado de cerca de 420 litros, enquanto em 2019 foram 2.553 atendimentos e cerca de 468 litros coletados.

A médica Maria Augusta Junqueira Alves, gestora do banco de leite humano da Santa Casa de São Paulo, ressaltou que, apesar desse impacto, as atividades não foram interrompidas em nenhum momento. 

Benefícios do leite materno

O leite humano pode trazer inúmeros benefícios aos bebês, incluindo redução em 13% da mortalidade infantil até os cinco anos, prevenção de doenças respiratórias e gastrointestinais e diminuição dos riscos de alergias, diabetes, colesterol, hipertensão e obesidade, além de fortalecer os vínculos entre mãe e filho, de acordo com o Ministério da Saúde.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) reforça que o leite materno favorece o desenvolvimento e a maturação digestiva e imunológica dos recém-nascidos e reduz complicações relacionadas ao nascimento prematuro, como inflamação e necrose do intestino, distúrbios oculares e pulmonares e sepse tardia, que acomete principalmente os prematuros internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN).

O presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SBP, Luciano Borges Santiago, ressalta que não existem evidências científicas de que o novo coronavírus possa ser transmitido pelo leite humano.  “A Covid-19 é uma doença transmitida por via inalatória. Além disso, o leite doado é pasteurizado, não tem chance nenhuma de contaminação”, afirma.

A nutrição com o leite materno está sendo fundamental para o desenvolvimento da pequena Hillary. Ela nasceu prematuramente no último dia 8 de maio, devido a um quadro de pré-eclâmpsia (quando a gestante desenvolve hipertensão) de sua mãe, Gabriela Araújo Leal Pereira, 25. 

Internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por dois dias, ela não teve condições de amamentar a filha recém-nascida. Nos primeiros dias de vida, ainda dentro de uma incubadora, Hillary contou com a ajuda do banco de leite da Santa Casa de São Paulo. “Sem a doação, ela não estaria ganhando peso como está agora”, diz Gabriela.

Mãe e filha beneficiadas com a doação de leite materno
Gabriela Araújo Leal Pereira ficou internada por dois dias e não conseguiu amamentar a filha nos primeiros dias de vida

O gesto serviu de inspiração para que ela também se tornasse uma doadora. “Eu quero fazer por outras crianças o que fizeram pela minha filha. São várias crianças passando pela mesma situação. Se cada um fizesse sua parte, não teria tantas mortes de bebês”, afirma.

Os bebês prematuros, como Hillary, são os que mais necessitam da doação do leite materno para garantir a segurança alimentar e nutricional durante o seu período de internação em unidades neonatais, segundo Danielle, pesquisadora da Fiocruz.

Não há quantidade mínima para doação

Os especialistas destacam que não existe quantidade mínima para doação e que a continuidade é essencial para a manutenção dos estoques. Um litro de leite materno doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia. Dependendo do peso da criança, 1ml já é o suficiente para a nutrição, a cada alimentação.

Maria Augusta Alves, da Santa Casa de São Paulo, explica que um dos desafios das unidades é gerenciar a grande oscilação do número de mães doadoras e a disponibilidade de estoque para atendimento. 

“Antes da pandemia a oscilação de estoque estava diretamente relacionada a meses de férias escolares e festas de fim de ano. Com a pandemia, os estoques sofreram fortes influências das orientações de isolamento social e restrição de circulação de pessoas”, afirma.

Segurança garantida x contraindicação

O funcionamento dos bancos de leite humano no Brasil é regulamentado por uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde, o que garante a segurança do processo. Após a coleta, o leite é analisado, pasteurizado e submetido a um rigoroso controle de qualidade. Em seguida, é distribuído de acordo com as necessidades específicas de cada recém-nascido internado.

Por esse motivo, só são permitidas doações que têm como origem os bancos de leite, sendo contraindicado que mães doem leite por conta própria ou amamentem filhos de mulheres com dificuldades de aleitamento, segundo Maria Augusta. 

“A amamentação cruzada, como é conhecida a prática, é formalmente contraindicada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse tipo de amamentação traz diversos riscos ao bebê, podendo transmitir doenças infectocontagiosas”, reforça a médica da Santa Casa de São Paulo.

Polícia Militar apreende pequena quantidade drogas na BR-364

Foram cerca de 372 gramas de maconha, organizada em rolos e invólucros, e cerca de 210 gramas de cocaína, envelopada em uma caixa de sabão em pó.

A Polícia Militar do Acre, por meio do Grupo de Intervenção Rápida Ostensiva (GIRO) do oitavo Batalhão de Polícia Militar (8º BPM), apreendeu nesta quarta-feira, 19, entorpecentes do tipo maconha e cocaína. A apreensão ocorreu durante bloqueio policial na BR 364, entre os municípios de Sena Madureira e Manoel Urbano.

Foram cerca de 372 gramas de maconha, organizada em rolos e invólucros, e cerca de 210 gramas de cocaína, envelopada em uma caixa de sabão em pó, que haviam sido mandadas por um motorista de frete, como encomenda de um desconhecido, para ser entregue no município de Manoel Urbano.

Segundo informações dos policiais em serviço na operação, a ação faz parte da rotina do grupo GIRO, e objetiva coibir, além de outros delitos, os crimes patrimoniais que acontecem na região.

As substâncias ilícitas foram entregues na delegacia para os procedimentos cabíveis.

Segurança executa projeto-piloto para registro de ocorrências pela plataforma Telegram

A novidade foi contada de perto aos moradores da comunidade Vila Verde, em uma demonstração realizada na manhã desta quarta-feira, 19, no km 55 da Transacreana.

Moradores da região da Transacreana, em Rio Branco, serão os primeiros a serem beneficiados com o projeto-piloto que vai permitir o registro de ocorrências policiais por meio do Telegram, aplicativo de mensagens instantâneas. A ferramenta foi uma iniciativa adquirida pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), e contará com apoio da Polícia Militar. Deve ser colocada à disposição de toda a população acreana a partir do próximo dia 25.

A ferramenta foi apresentada aos moradores da Vila Verde, km 55 da Transacreana. Foto: José Caminha/Secom

A novidade foi contada de perto aos moradores da comunidade Vila Verde, em uma demonstração realizada na manhã desta quarta-feira, 19, no km 55 da Transacreana. O evento contou com a presença do secretário adjunto de Segurança Pública, Maurício Pinheiro e a comandante do primeiro Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Jokebed Taveira.

“Nesses dois anos de gestão temos investido na tecnologia como nossa aliada no combate ao crime. A ferramenta é uma tendência já usada Brasil afora e que permite agilidade no repasse de informações. Precisamos acompanhar a modernidade e dar opções para que a população tenha acesso aos serviços prestados pela Segurança Pública. A busca é sempre por melhorias e para garantir o direito de todos”, frisou o secretário adjunto, Maurício Pinheiro.

O secretário destacou os investimentos feitos em tecnologia durante os últimos dois anos. Foto: José Caminha /Secom

A Rodovia AC- 90, mais conhecida como Transacreana é considerada área de zona rural, em Rio Branco. Em muitos pontos ao longo de sua extensão, as comunidades acabam enfrentando dificuldade de comunicação telefônica, sendo prejudicadas em situações de emergência e no registro de ocorrências policiais. A Internet, por outro lado, chega em pontos mais distantes e a ferramenta deverá ser de grande utilidade, permitindo o envio de informações e atendimento em tempo real.

Assim como na tradicional ligação telefônica ao 190, todas as solicitações de ocorrência enviadas pelo aplicativo de mensagens instantâneas Telegram serão direcionadas ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), da capital. A plataforma estará disponível para acesso 24 horas por dia. Poderão ser registradas todo e qualquer tipo de ocorrência em situação de emergência, com a vantagem do envio de fotos e localização em tempo real. As informações repassadas, bem como a identificação do solicitante, deverão ser mantidas no mais absoluto sigilo.

“O acesso à ferramenta é bem simples. Ao abrir o aplicativo, selecione a opção chat e na barra de busca, pesquise pelo nome PM_AC_190. O atendimento inicial será feito por mensagens automáticas e em seguida será repassado para o profissional competente. Tudo ficará registrado em um protocolo de atendimento, assim como nas ligações telefônicas. O aplicativo é seguro e devemos expandir para outras plataformas nos próximos meses”, explicou Michel Casagrande, coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).

Moradores receberam orientações sobre o aplicativo. Foto: José Caminha/Secom

Segundo a tenente-coronel Jokebed Taveira, a ferramenta deve facilitar a vida dos moradores que residem naquela região e nos locais onde as torres de telefonia não tem alcance para atendimento dos serviços de emergência. “Tivemos diversos diálogos com as comunidades e desse diálogo surgiu a ideia que deu início a esse projeto piloto. Reforçamos o policiamento pela região, mas precisávamos dessa ferramenta pra que expandíssemos os atendimentos dos serviços e acredito que a partir de agora, os moradores terão uma opção a mais de contato conosco”, finalizou.

Nicolau Júnior volta a se reunir com aprovados no cadastro de reservas e coloca estrutura da Aleac para os que estão acampados

 O presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Nicolau Júnior, voltou a se reunir com os aprovados no Cadastro de Reserva do concurso da Polícia Civil na manhã desta quarta-feira, 19.


No dia anterior, Nicolau, já havia recebido dois representantes dos aprovados e garantido que iria buscar uma intermediação junto ao governador Gladson Cameli para buscar uma solução. O governador, inclusive, recebeu representantes  no período da tarde onde voltou a reiterar o desejo de convocar os aprovados.


Como os integrantes do cadastro de reservas afirmam que só suspendem o acampamento na entrada da Aleac com, pelo menos, uma data definida para a convocação para o curso de formação, Nicolau, ao lado do deputado Roberto Duarte (MDB), conversou novamente com os manifestantes e garantiu que a estrutura da Casa, como banheiros e água, está disponível para uso das pessoas que estão acampadas.


“A gente está em um momento de pandemia, com a casa fechada. Mesmo assim, queremos deixar claro que a estrutura da casa está disponível para que vocês possam usar o banheiro. Contem conosco e vamos continuar fazendo essa intermediação junto ao governador para que haja uma resposta sobre a situação de vocês o mais rápido possível”, afirmou Nicolau.

Acreana é presa em RO após esquartejar filho de 5 meses e enterrá-lo no quintal de casa

A prisão de Ramira aconteceu dentro de um barco em Porto Velho (RO). A acusada estava deitada em uma rede e seguia com destino a Manaus (AM).

A acreana Ramira Gomes da Silva, foi presa na tarde desta segunda-feira, 17, em Porto Velho, Rondônia, acusada de ter matado, esquartejado e enterrado o próprio filho, um bebê de cinco meses, no terreno de sua residência, no município de Sorriso, Mato Grosso (MT). Ramira Gomes é natural de Plácido de Castro,

A prisão de Ramira aconteceu dentro de um barco em Porto Velho (RO). A acusada estava deitada em uma rede e seguia com destino a Manaus (AM).

Segundo informações da polícia, o bebê, identificado como Brayan, de cinco meses, foi morto e. logo depois, foi enterrado pela acreana Ramira e a sua companheira.

Em depoimento, a mãe da criança disse que acordou durante a madrugada e o filho que estava no carrinho de bebê já não estava mais respirando. Com ajuda de outra mulher, que é companheira da acusada, Ramira cavou um buraco embaixo de uma pia de lavar roupas e enterrou a criança com os braços e as pernas decepadas. Após o crime, as duas mulheres abandonaram a casa e fugiram.

Uma vizinha sentiu um forte odor vindo do terreno e resolveu chamar o proprietário do imóvel que foi alugado para Ramira. No local, a criança foi encontrada fora da cova rasa, após um cachorro ter puxado e comer parte do corpo do bebê.

A Polícia Militar de Mato Grosso (MT) isolou a área e o corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML). O caso foi investigado pela Polícia Civil de Sorriso, que agiu rápido e conseguiu identificar a mãe da criança e expedir o mandado de prisão.

A criminosa será encaminhada de volta à cidade de Sorriso, onde o crime aconteceu. A mulher agora aguarda os trâmites processuais da Justiça. (Com informações do site Terra MT Digital)

Em ‘live’ do 1º de Maio, Lula acena a uberizados e critica Moro e Bolsonaro

O tradicional evento organizado pelas centrais sindicais no 1.° de Maio, Dia do Trabalhador, reuniu três ex-presidentes, antigos adversários políticos, no mesmo palanque virtual. Fernando Henrique Cardoso, Dilma e Lula.

O desemprego, como era de esperar, foi o foco da fala dos três. Em declaração breve, FHC defendeu como fundamental “reabrir a economia, de modo que ela possa permitir que tenhamos trabalho renda para nossas famílias.”

Já a ex-presidenta Dilma lembrou que o País chega a este primeiro de Maio, ultrapassando a marca dos 400 mil mortos, e com quase 15 milhões de brasileiros desempregados e pediu ‘Fora, Bolsonaro’. “O país está submetido ao comportamento genocida de um governo que despreza a vida e desdenha dos que chora pelos seus mortos.”

Mais longo e produzido, o discurso do ex-presidente Lula teve tom de campanha. O petista criticou o governo Bolsonaro, comparando-o com o legado dos governos petistas. “Nos últimos anos, andamos para trás. A economia brasileira encolheu, e é hoje 7% menor do que em 2014. Já estivemos entre as sete maiores economias do mundo. Hoje descemos ladeira abaixo, ocupando a décima segunda colocação.”

Também fez críticas à Lava Jato e ao ex-juiz Sergio Moro. “O juiz, que teve sua parcialidade declarada pelo Supremo Tribunal Federal, e os procuradores da chamada ‘força tarefa’ são responsáveis também pela destruição de 4 milhões e meio de postos de trabalho.”

Em um movimento notável o presidente, fez um longo aceno aos trabalhadores uberizados – que, segundo o IBGE, somam hoje um contingente de 4 milhões. Disse o petista:

São na maioria jovens, que arriscam a vida no trânsito das grandes cidades, a vida trabalhando até 14 horas por dia. Sem qualquer direto ou proteção social, sem 13º, férias, descanso semanal, previdência, afastamento remunerado em caso de acidente de trabalho. Enfrentam jornadas estafantes e perigosas, para enriquecer patrões invisíveis, os bilionários donos dos aplicativos, que se recusam a reconhecer e honrar seus direitos trabalhistas

Leia a íntegra do discurso:

“Minhas amigas e meus amigos.

Este é um 1º de maio triste para os trabalhadores e as trabalhadoras do nosso país.

Um dia de luto.

Pelas 400 mil vidas perdidas por conta de covid-19, muitas delas porque o governo Bolsonaro se recusou a comprar as vacinas que lhe foram oferecidas.

Pelos 14 milhões de desempregados, vítimas de uma política econômica que enriquece os milionários e empobrece os trabalhadores e a classe média.

Pelos 19 milhões de brasileiros que estão hoje passando fome, abandonados à própria sorte por esse desgoverno.

Mas o que eu mais desejo, de coração, é que este Dia dos Trabalhadores e das Trabalhadoras seja também um dia de esperança.

Sabemos o tamanho do nosso desafio. Nosso país está sendo devastado pelo governo do ódio e da incompetência. Mas sabemos também a nossa força.

Num passado muito recente, fomos capazes de construir juntos um novo Brasil, que o atual governo se esforça todos os dias para destruir.

O pleno emprego, conquistado pelos nossos governos, deu lugar a uma taxa recorde de desemprego e desalento.

Além dos 14 milhões de brasileiros desempregados, 6 milhões desistiram de procurar trabalho, porque sabem que não vão encontrar. 38 milhões estão subempregados, sobrevivendo de bicos. São, ao todo, 58 milhões de trabalhadores sobrevivendo em condições precárias.

Ao número recorde de desempregados, somam-se mais de 4 milhões de brasileiros que trabalham na informalidade, para aplicativos.

São na maioria jovens que arriscam as vidas no trânsito das grandes cidades, trabalhando até 14 horas por dia, sem qualquer direito ou proteção social: sem 13º, férias, descanso semanal, previdência, afastamento remunerado em caso de acidente de trabalho.

Enfrentam jornadas estafantes e perigosas para enriquecer patrões invisíveis, os bilionários donos dos aplicativos, que se recusam a reconhecer e a honrar seus direitos trabalhistas.

Mesmo assim, em plena pandemia, o governo nega ao povo um auxílio emergencial de 600 reais, para que ele seja capaz de suprir suas necessidades básicas.

Meus amigos e minhas amigas.

Nos últimos anos, andamos para trás.

A economia brasileira encolheu, e é hoje 7% menor do que em 2014.

Já estivemos entre as sete maiores economias do mundo. Hoje descemos ladeira abaixo, ocupando a décima segunda colocação.

Entre 2015 e 2020, 37 mil indústrias fecharam as portas, o equivalente a 17 por dia. Sem qualquer apoio do governo, as micro e pequenas empresas, que geram75% dos empregos formais, são as mais atingidas.

Como se não bastassem a incompetência e o descaso desse desgoverno, a operação Lava Jato destruiu setores estratégicos da nossa economia, sobretudo a construção civil e a cadeia produtiva de petróleo e gás, beneficiando empresas e governos estrangeiros.

Por conta da Lava jato, o Brasil perdeu 172 bilhões de reais em investimentos produtivos. Deixou de recolher na forma de impostos diretos quase 50 bilhões de reais.

O juiz, que teve sua parcialidade declarada pelo Supremo Tribunal Federal, e os procuradores da chamada “força tarefa” são responsáveis também pela destruição de 4 milhões e meio de postos de trabalho.

Minhas amigas e meus amigos,

O Brasil, o povo, as trabalhadoras e os trabalhadores, as crianças, os jovens e os aposentados não deveriam estar passando por tanto sofrimento.

Minha indignação diante de tanta injustiça é muito grande. Mas ainda maior que a indignação é a minha confiança no povo brasileiro. Ele é maior do que essa gente que está destruindo nosso país. O Brasil vai dar a volta por cima. Não podemos perder a esperança.

Porque a primeira coisa que nossos inimigos tentam matar em nós é a esperança. E um povo sem esperança está condenado a aceitar migalhas, a ser tratado como gado a caminho do matadouro, como se não houvesse outro jeito.

Nós já provamos que existe outro jeito de governar. Que é possível garantir a cada trabalhador e a cada trabalhadora o salário digno, a segurança da carteira assinada, o 13º, as férias remuneradas para descansar ou viajar com a família.

É preciso acreditar que o Brasil pode voltar a ser um país de todos. Com geração de empregos, salários dignos e direitos reconquistados. Com saúde e educação públicas de qualidade. Um país de livros em vez de armas, de respeito ao meio ambiente e às minorias, do amor em vez do ódio.

Nós já construímos uma vez esse Brasil. E juntos vamos construir de novo.

Trabalhadores: lutar sempre, desistir jamais.”

PF realiza operação contra o trafico de drogas e lavagem de dinheiro em Cruzeiro do Sul

Ao todo foram cumpridos 07 mandados de busca e apreensão e 01 mandado de prisão preventiva

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Polícia Civil do estado do Acre, deflagrou na manhã deste sábado a “DIES LABORIS”, que busca desarticular organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Ao todo foram cumpridos 07 mandados de busca e apreensão e 01 mandado de prisão preventiva. Os mandados foram expedidos pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco.


Participaram da Operação 22 policiais federais e 11 policiais civis, além de cães farejadores

A Operação

Durante a ação, foram apreendidos diversos celulares, além de munições e uma quantidade de material, supostamente, de pasta base de cocaína.

Os alvos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Federal para a elaboração dos procedimentos de polícia judiciária e posteriormente, o detido, conduzido à Unidade Penitenciária Manoel Néri da Silva – UPMN, em Cruzeiro do Sul-AC.

DIES LABORIS

O nome da operação “DIES LABORIS” faz alusão ao dia do trabalho, pois ocorre em dia de feriado nacional, mostrando o incansável trabalho das Polícias no combate ao tráfico de entorpecentes e as organizações criminosas.

Em defesa dos servidores públicos, Leo de Brito diz não a reforma administrativa

O deputado federal Leo de Brito (PT-AC) se posicionou contrário a PEC 32 durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados realizada nesta segunda-feira, 26.

O parlamentar acreano disse defender a construção de uma proposta que vá valorizar os servidores públicos.

“Nós temos que discutir uma política de valorização dos servidores e não essa proposta apresentada pela base do presidente Bolsonaro que defende o apadrinhamento e a perseguição aos servidores públicos”, pontuou o deputado.

A base do presidente Bolsonaro pretende apressar a votação da Reforma Administrativa, que está prevista para ser votada na CCJ no mês de maio.

Jovem encontra na pandemia oportunidade para empreender e contornar a crise

A chegada da pandemia do novo coronavírus deu uma reviravolta na vida de muita gente ao redor do mundo. Pessoas perderam suas vidas, outras ficaram desempregadas. Foi preciso adaptar a rotina para fugir da Covid-19. Mas em meio desse tsunami milhares de trabalhadores resolveram abrir seu próprio negócio e até mesmo expandir o que já existia. Foi o caso do Wendell Barbosa, proprietário da Ótica Novo Estilo.

A história desse jovem empreendedor é de muita superação e movido a desafio, segundo ele. Barbosa conseguiu, na pandemia, manter as duas lojas que tinha e abriu mais três, mesmo com o cenário de instabilidade.

“Na verdade comecei do zero com uma caixa de papelão para carregar os óculos e com um sentimento dentro de mim que não deixava desistir. Não foi fácil, mas sabia que eu ia vencer e hoje, depois de quase seis anos, tenho a maior rede de óticas do Acre e ainda esse ano vamos abrir mais outras lojas”, disse Barbosa.

Mas o empresário afirma que ficou assustado com a chegada da pandemia. Os decretos governamentais de fechamento dos serviços não essenciais, segundo ele, fez com que adotasse estratégias diferentes das habituais e o negócio cresceu.

 “Quando iniciou a pandemia em março de 2020, veio aquele choque do que seria do futuro e o que poderia acontecer. A pandemia me fez colocar em prática tudo àquilo que já estava programado a fazer. Nesse momento difícil pra todos me ajudou a realizar tudo que planejei e dentro de 1 ano consegui abrir mais quatro óticas e uma franquia de seguros”, ressaltou.

“Encontrei muita gente dizendo que não adiantava abrir negócio na pandemia. Resolvi ouvir a Deus e aos meus extintos e deu certo. Persistir é sempre uma boa opção.”

Diferente de muitas empresas pelo Brasil a fora que demitiram seus colaboradores, Wendell Barbosa aumento o quadro de funcionários da sua empresa. Hoje já são 15 pessoas diretamente trabalhando. De acordo com ele, apresentar seu negócio nas redes sociais alavancou suas vendas.

“Conseguimos oferecer mais vagas de empregos ao longo dessa pandemia. Mas porque precisei entender  que o mundo tinha mudado e os hábitos também. Preparei estratégias de vendas para alcançar aquele cliente que não visita mais as lojas físicas. Estudei muito na pandemia para conseguir alcançar nossos objetivos”, disse.

“Acredito muito no Brasil e entendo que não é fácil manter ou abrir um negócio devido a toda burocracia que vivemos, mas acredito muito no potencial do Brasil e também que podemos ser honestos em meio ao caos.”

Pesquisa mostra crescimento nas vendas pela internet

Para 2021, a tendência é que os empreendedores sigam apostando na Internet, e em especial nas redes sociais. É o que mostra uma pesquisa da ao³, uma marca que potencializa negócios de micro, pequenas e médias empresas e escritórios de contabilidade, realizada com donos de microempresas, empresários de pequeno porte e MEIs da indústria, varejo e serviços.

A “Pesquisa sobre as Perspectivas do Empreendedor Brasileiro para 2021” aponta que dos 140 empreendedores ouvidos, 60% vendem pela Internet. Entre os canais favoritos deles estão: Whatsapp (40%), redes sociais (27,7%), plataformas de terceiros (12,3%) e E-commerce (7,7%). Mesmo com a atual conjuntura econômica, 72% registraram mais vendas pela Web, sendo que 27% aumentaram as suas receitas em 10%, 21,6% em 20% e 21,6% em 50%.

Já em relação aos investimentos realizados na empresa, 44% mantiveram o valor aportado em 2019, 17,5% aumentaram em até 50% e 17,5% diminuíram em até 50%.

Entre as razões que atrapalharam o crescimento dos negócios, as três mais mencionadas foram: pandemia (68%), carga tributária elevada (39%) e juros altos (28,5%).

Rumos para 2021

Sobre o crescimento econômico do País, a expectativa de 45% dos empreendedores é cautelosa, enquanto para outros 40% é favorável e para 13% desfavorável.

Já quanto ao crescimento do próprio negócio, 50% dos pequenos empresários têm uma perspectiva cautelosa e 44% favorável. Para o faturamento, a projeção é positiva e 63% acreditam que irão faturar mais, 20% creem que a receita se manterá, enquanto 8% esperam um lucro menor.

Com relação a investimentos, os empreendedores se mostram mais otimistas: 45% respondentes pretendem injetar novos recursos na empresa, enquanto 34% não decidiram e 21%, não devem fazer investimentos.

“Em 2020, avançamos pelo menos duas décadas em termos de transformação digital. Essa mudança acelerada pressiona as empresas a se reinventarem. Quando pensamos no microempreendedor pode ser ainda mais desafiador, pois sabemos que ele desempenha muitas funções na empresa: faz a gestão, atende o cliente, fecha o caixa, fala com fornecedor, cuida das vendas, entre outras funções. Tudo isso, na maioria dos casos, sozinho.  Por isso, nós acreditamos na importância da tecnologia simples, fácil de usar e eficaz para resolução de problemas e ajudar na digitalização dos pequenos negócios para que eles possam acompanhar as mudanças e evoluir”, diz Jorge Santos Carneiro, presidente da ao³.

O site Opinião quer ouviu sua história durante a pandemia. Quais os seus desafios? Pensou em desistir ou não conseguiu manter seu negócio? Usou a pandemia para abrir seu negócio? Conte pra gente. Fale conosco pelo [email protected] ou telefone whatsapp 68 99602-2190. Queremos contar a sua história.

Inscrições para o Sisu 2021 começam na próxima terça-feira

Passada a tensão com a divulgação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, que foram liberadas na noite de ontem (29), os estudantes estão atentos com uma nova seleção: a das vagas do primeiro semestre do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2021.

Através do Sisu, são oferecidas vagas para cursos de graduação em universidades públicas de todo o Brasil. As inscrições do Sisu começarão na próxima terça-feira, dia 6 de abril. Para participar, é obrigatório que o candidato tenha feito o Enem 2020, sem ter zerado a nota da redação.

A inscrição é relativamente simples: basta entrar na página do Sisu e seguir as orientações. Até lá, é possível conferir um pouco mais do processo seletivo e como ser mais estratégico para aproveitar melhor as chances para garantir uma vaga.

Para essa edição do Sisu serão disponibilizadas 209.190 mil oportunidades, distribuídas em 5.685 mil cursos de 110 instituições. “Os dados disponíveis para consulta ainda são preliminares, pois podem ser alterados pelas instituições que aderiram a essa edição do Sisu até, no máximo, a véspera da abertura das inscrições”, explicou, em nota, o Ministério da Educação (MEC).

Consulte as vagas disponíveis

Mesmo antes das inscrições começarem, o MEC libera consultas às vagas que estarão disponíveis no Sisu. Conferir todas as ofertas é o primeiro passo para analisar as possibilidades em relação à vaga no curso e instituição que deseja ingressar. Dá para conferir as vagas ofertadas por modalidade de concorrência, cursos e turnos, instituições e localização dos cursos.

Use um simulador de notas

Um recurso para auxiliar os estudantes é o simulador de notas do Sisu. Por meio dele, inserindo a nota do Enem 2020, é possível simular um contexto de aprovação ou não no curso de interesse, tendo como base as notas de corte da última edição do Sisu. O Educa Mais Brasil, programa de bolsas de estudo, disponibiliza em seu site um simulador do Sisu gratuito. Para utilizá-lo, basta preencher os campos com nome da cidade, nome do curso que deseja ingressar e a nota do Enem.

Confira a nota de corte diariamente

As notas de corte do Sisu são atualizadas diariamente após o início das inscrições. Essa nota é a menor pontuação necessária para conseguir ser selecionado no curso. É importante verificá-la, pois, a cada dia o sistema pode receber novas inscrições para o mesmo curso na mesma instituição e, com isso, a nota de corte pode variar a cada dia.

Caso ela esteja muito distante da sua média, por exemplo, a nota de corte para o curso chegar a 800 e a sua média for 700, será possível mudar a opção de curso até o fechamento da inscrição, escolhendo outra oportunidade mais próxima da sua nota.

Saiba como funciona e acompanhe a lista de espera

A lista de espera é a última etapa do processo seletivo do Sisu. Os candidatos não selecionados na chamada única podem participar dessa lista. Nesse caso, as convocações são realizadas pelas instituições, por isso, é preciso acompanhar o site da faculdade para não perder as chamadas.

com informações do site EducaMais

Brasileia ultrapassa 70% de cobertura vacinal contra a covid-19 em idosos e profissionais da saúde


Dentro das ações de enfrentamento ao coronavírus a Prefeitura de Brasileia já vacinou 965 pessoas contra a Covid-19 no município. Atualmente a equipe da saúde montou varias frentes de trabalho para dar maior celeridade no processo de vacinação dos idosos a partir de 70 anos e profissionais da saúde.


No geral, profissionais da saúde e idosos, Brasileia já alcançou setenta e três porcento (73%) de cobertura vacinal. Ao fazer a comparação do município com as cidades que apresentam maior porcentagem deve ser observado que estas cidades tem população indígena a ser contabilizada, enquanto Brasiléia não recebeu vacinas para este público.


Segundo o secretário municipal de saúde, Joãozinho Melo, Brasileia não alcançou a cobertura vacinal de cem porcento por conta de o município depender do Ministério da Saúde (MS), e ainda não enviou novos lotes da vacina.

“Nós estamos com duas equipes realizando a vacinação na cidade, uma se encontra na quadra do bairro Ferreira Silva ao lado do Centro Cultural, outra está indo até as casas dos idosos cadastrados na secretaria de saúde”, falou Joãozinho Melo.


Joãozinho Melo informou que estar elaborando junto com a equipe da saúde e a prefeita Fernanda Hassem um plano logístico que possa atender da melhor forma os idosos da área rural para que possam ser vacinados. Brasileia tem atualmente mais de dois mil quilômetros de ramais.


Entre primeira e segunda dose, 637 idosos tomaram a primeira dose e 46 idosos tomaram a segunda dose, a maioria tomaram da vacina da FIOCRUZ, com o intervalo de doses até 90 dias. Na tarde de terça-feira (16), funcionários do Hospital Regional do Alto Acre tomaram a segunda dose e funcionários da saúde municipal tomaram suas doses na unidade de referencia a covid-19.

Futebol perde Tião Araújo, ex-técnico do Fluminense-RJ

MANOEL FAÇANHA

Vítima de Acidente Vascular Celebral (AVC) faleceu na última quinta-feira (11), na cidade do Rio de Janeiro, o ex-técnico Sebastião Araújo, 82 anos. Um paraense de nascença, mas acreano de coração, assim como dizia ele aos amigos mais próximos.

A vida futebolística desse personagem começou aos 17 anos (1956), quando assumiu o gol do Atlético Acreano. Um ano depois, ele transferiu-se para o Independência e, logo depois, para o Rio Branco, disputando duas temporadas (1959/1960). No ano de 1961, a convite de Walter Félix de Souza (Té), resolveu ir estudar no Rio de Janeiro, onde conseguiu duas graduações, uma na Escola Nacional de Educação Física (1964) e outra na Escola Nacional de Pedagogia (1969).

Sebastião Araújo: o goleiro do futebol acreano que treinou o Fluminense-RJ e cinco seleções mundiais. Foto/Cedida

Carreira

Como atleta, Sebastião Araújo ainda defendeu as cores da Portuguesa (RJ), clube pelo qual iniciou a carreira de preparador físico, em 1963. Três anos depois, transferiu-se para o Fluminense, onde, inicialmente, trabalhou na base do clube das Laranjeiras, mas logo depois foi promovido para o time de profissionais.

Estudioso, em 1973 foi convidado pela federação alemã de futebol para uma espécie de intercâmbio com autoridades esportivas no terreno especifico dos treinamentos técnicos. O bom trabalho, a inteligência e a conduta profissional foram suficientes para levá-lo ao cargo de preparador físico da Seleção Brasileira nas Olimpíadas de Montreal, Canadá (1976), quando o Brasil garantiu a quarta colocação, com a Polônia, do atacante Lato, conquistando a medalha de ouro. Neste mesmo ano, Tião Araújo lançou o livro: “O Futebol e seus Fundamentos”. Mas o melhor ainda estava por vir em sua brilhante trajetória pelo mundo futebolístico. A convite do revolucionário técnico da época Oswaldo Brandão, Sebastião Araújo assumiu o posto de preparador físico da seleção principal do país durante as eliminatórias da Copa da Argentina. E nem mesmo a prematura saída de Oswaldo Brandão do cargo chegou a balançar sua permanência na equipe brasileira.

Copa da Argentina e o Fluminense-RJ

Com a classificação para o Mundial de 1978, Tião Araújo, ao lado de Claudio Coutinho, foi peça importante para o Brasil garantir o invicto terceiro lugar da Copa da Argentina. Um ano depois, após mais de uma década trabalhando nas categorias de base do Fluminense ao lado do amigo e ex-zagueiro do clube Pinheiro, Sebastião Araújo assumiu o cargo de treinador do time principal.

Mesmo com um time de garotos, o endividado tricolor – uma herança da administração de Francisco Horta -, embalou e, ao lado do Flamengo, de Claudio Coutinho e Zico, eram os favoritos a levantar o Estadual de 1979.

No primeiro tira-teima (Fla-Flu), por sinal de casa cheia, em um Maracanã colorido, prevaleceu a vitória tricolor por 3 a 0 e ainda a desistência dos árabes do Catar em levar Cláudio Coutinho na bagagem, optando, de última hora, pelo trabalho de Tião Araújo, que além de treinar a seleção do Catar, esteve à frente das seleções da Arábia Saudita, Hong Kong, Bahrain e Trinidad e Tobago, totalizando mais de 18 anos fora do país, tendo ainda o título de propulsor dos treinadores brasileiros em território árabe.

Tião Araújo, após quase dez anos no futebol do Oriente Médio, retornou ao Fluminense na temporada de 1987, mas não ficou muito tempo.

Aposentado dos gramados há mais de duas décadas, Sebastião Araújo residia no condomínio Atlântico Sul, na cidade do Rio de Janeiro, ao lado da esposa Maria do Socorro Barros Moura.

Em 1959, Campos Pereira, Tião Araújo e João Carneiro posam para fotografia antes de mais uma partida do Estrelão. Foto/Acervo Manoel Façanha.
Em 1959, Campos Pereira, Tião Araújo e João Carneiro posam para fotografia antes de mais uma partida do Estrelão. Foto/Acervo Manoel Façanha.

Fluminense lamenta a morte de Sebastião Araújo

Através de seu perfil no Twitter, o Fluminense lamentou o falecimento de Sebastião Araújo, técnico com duas passagens pelo clube entre os anos 1970 e 1980. O Tricolor ainda desejou força aos familiares e amigos do treinador.

“O Fluminense Football Club lamenta o falecimento de Sebastião Araújo, técnico com duas passagens pelo clube entre os anos 1970 e 80. Desejamos muita força aos amigos e familiares”, escreveu o clube das Laranjeiras.

Para coibir crimes em regiões de divisa, Acre se une ao Amazonas

Palco de sérios conflitos de terra, crimes ambientais, patrimoniais e crimes contra a vida, as regiões de divisa entre os estados do Acre e do Amazonas tem se tornado uma constate preocupação entre as autoridades de segurança, que na tarde desta terça-feira, 9, por meio de videoconferência, decidiram se unir para discutir o assunto.

Participaram da reunião, o secretário estadual de Segurança Pública do Acre, Paulo Cézar dos Santos, o secretário de Segurança do Estado do Amazonas, Lousimar Matos Bonates, representantes do Comandando Geral de Polícia Militar, delegados de Polícia Civil e coordenadores de operações em segurança pública.

Com um documento detalhado, indicando a existência de ações criminosas e registros de ameaças que já viraram alvo de processos investigativos no Acre, o secretário Paulo Cezar foi quem sugeriu a elaboração de um plano operacional de ação, para que os dois estados possam agir de forma integrada na pacificação das áreas de conflito e combate às práticas ilegais.
As regiões identificadas e que deverão ser alvo dessas ações ficam em fazendas localizadas entre Boca do Acre (AM), Lábrea (AM), Humaitá (AM) e o município de Porto Acre (AC).

“O que temos em mente é a movimentação de ações coordenadas entre as forças de segurança para coibir delitos criminosos e resolvermos boa parte dos problemas encontrados nas áreas de divisa. Também sugeri o compartilhamento do inquérito policial para a troca de informações com o estado do Amazonas e ofereci as aeronaves do Centro Integrado de Operações Aéreas, para dar suporte às ações de enfrentamento ao crime”, disse Paulo Cézar.

O secretário de segurança do Estado do Amazonas, Lousimar Matos, concordou com a necessidade de um plano de ação integrado para atuação conjunta das forças em áreas com registros de crimes ambientais e contra a vida, já que no período de pandemia, está impossibilitado de cumprir mandados de reintegração de posse. O efetivo daquele estado também foi colocado à disposição, assim como as delegacias especializadas, e por meio de diálogos entre as pastas, os estados farão o alinhamento para execução das ações a serem apresentadas nos próximos dias. (Lilia Camargo / Secom)

Com número crescente, Pronto-Socorro já têm lotação máxima em UTIs para Covid-19

Em meio à escalada de número de casos de Covid-19 em todo o Acre, os hospitais de referência ao tratamento a doença em Rio Branco registravam ocupação de quase 100% de suas UTIs, de acordo com dados do boletim da Secretaria de Saúde do Acre, nesta segunda-feira, 8.

O Pronto-Socorro de Rio Branco nenhum leito de tratamento intensivo e também clínico para a doença estavam disponíveis no fim da tarde de segunda. No Into Acre a situação é parecida e alarmante. Das 50 UTIs, apenas uma estava disponível.

Entre os leitos de enfermaria, em Rio Branco, de acordo com o boletim, dos 170 leitos clínicos, 147 estão ocupados. Já os obstétricos tem sua ocupação de 150%.

No Hospital de Campanha do Juruá a ocupação dos leitos de UTIs está em 88,5%, ou seja, dos 26 unidades disponíveis, apenas três está vaga. Os leitos clínicos está menos sobrecarregados com 63,5% de ocupação.

Por que algumas pessoas cumprem isolamento e outras não?

foto: Hugo Costa

A família que insiste em passear na gameleira. A amiga que tem promovido festas escondidas. A vizinha que sai de hora em hora para ir ao mercado ou à feira. Pesquisa recente comprova que esses perfis, aparentemente opostos, podem ter elementos em comuns que ajudem a explicar porque algumas pessoas não cumprem o isolamento social, medida para combater a pandemia de coronavírus.

Jéssica Farias, estudante de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações da Universidade de Brasília (UnB) constatou que renda, status profissional e posição política são fatores fundamentais e que fazem um indivíduo decidir sair às ruas, mesmo sem nenhuma necessidade.

A doutorando ouviu 2.056 entrevistados de 25 unidades da Federação, com idades entre 18 e 88 anos, das cinco regiões do país. A constatação principal é que estudantes, pessoas de baixa renda, com posicionamento político de direita e desempregados são mais propensos a furar a quarentena.

Para o psiquiatra Luan Marques, o não cumprimento do isolamento também pode ser explicado pelo viés psicológico. Muitas pessoas estão passando, atualmente, pela fase da negação. Nesse grupo, é normal atitudes como defender que notícias verídicas são fake ou desacreditar no número de vítimas ou mortos por Covid-19, que segue em curva crescente.

foto: Hugo Costa

Para o psiquiatra, os obstáculos enfrentados para o cumprimento das medidas se relacionam basicamente aos desafios que o próprio isolamento traz. “Os brasileiros, em sua maioria, têm como característica a relação próxima com o outro, o contato, o abraço e o que parecia ser fácil, revelou-se uma tarefa muito difícil”, argumenta.

Ele pontua que a informalidade e os medos advindos dos riscos econômicos do isolamento pressionaram para que a camada mais vulnerável da população continuasse muitas atividades. “Uma boa política que garanta renda para essa população contribuiria no manejo desses medos”, defende.

Ansiedade

Outra questão importante a se levar em conta é a ansiedade. Em 2019, o Brasil foi apontado pela OMS como o país mais ansioso do mundo. Esse sentimento relaciona-se a medos de incertezas e, de acordo com o especialista, “pode contribuir para uma maior desconfiança das medidas mais rígidas e facilitar seu descumprimento.”

Independemente do perfil, ele orienta, a quem ainda cogita furar o isolamento sem necessidade, fugir de atitudes impulsivas. É hora de agir com maturidade.

Mas, e quando quem descumpre a regra são os idosos? “Quanto mais velhos, mais dificuldade temos de modificar um comportamento. Por isso, observo forte resistência enfrentada em convencer alguns idosos, o grupo mais vulnerável, a tomarem parte das medidas de isolamento social”, diz.

“Nunca foi tão necessário um movimento de consciência coletiva. Temos que respeitar e ajudar o outros nas barreiras que o dificultam de se manter em isolamento, que é a medida mais eficaz apontada pela ciência para conter o colapso do serviço de saúde e evitar mortes”, finaliza.

com informações do Metrópoles

FFAC pede a flexibilização da prática do futebol profissional

MANOEL FAÇANHA

Restando pouco mais de uma semana para a bola rolar para a disputa do Campeonato Acreano-2021, a Federação de Futebol do Acre (FFAC), enviou nessa sexta-feira (26) ofício direcionado ao Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19, onde pede a flexibilização da prática futebolística nos clubes profissionais do estado, assim como a liberação de jogos oficiais nas praças esportivas de Rio Branco. No teor do documento, a entidade futebolística acreana pede a compreensão das autoridades de saúde para a retomada do futebol, citando que alguns estados, como Amazonas e Bahia, chegaram a decretar lockdown, mas flexibilizaram a prática futebolística profissional.

FFAC enviou ofício ao Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19. Foto/Manoel Façanha.
FFAC enviou ofício ao Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19. Foto/Manoel Façanha.

Outro argumento usado pela entidade futebolística acreana para sensibilizar as autoridades está relacionada aos custos financeiros que as equipes locais estão realizando neste início de temporada, como contratação de atletas (muitos deles de outros centros), pagamento de salários, alimentação/alojamento, entre outras despesas.

Bandeira vermelha

Conforme orientado pelo Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19, a fase vermelha da pandemia terá continuidade até o dia 1º de março, quando as autoridades sanitárias voltam a divulgar nova classificação de risco para o coronavírus. Nos últimos dias, o governador Gladson Cameli declarou na imprensa a possibilidade da flexibilização de algumas atividades, mas afirmou que o assunto seria amplamente discutido com as autoridades sanitárias para só então tomar uma decisão.

A primeira rodada do Campeonato Acreano-2021 está agendada para o dia 7 de março. No entanto, os clubes continuam enfrentando dificuldades na preparação da pré-temporada, isso justificado pela proibição da realização de atividades esportivas, para atender as normas estabelecidas pelo decreto de distanciamento social.

Legenda: FFAC enviou ofício ao Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19. Foto/Manoel Façanha.

Em meio a pandemia da Covid-19, população está dividida quanto a Lockdown no Acre

MARCELA JANSEN

O governo do Estado analisa adotar novas medidas para conter o avanço nos casos do novo coronavírus no Acre. Na última semana foram confirmados quase dois mil casos, num total de 56.731 infectados com o vírus e 986 óbitos.

O governador Gladson Cameli trouxe a ordem do dia o debate acerca do lockdown, versão mais rígida do distanciamento social. Uma imposição do Estado que significa bloqueio total. No cenário pandêmico, essa medida é a mais rigorosa a ser tomada e serve para desacelerar a propagação do novo Coronavírus, quando as medidas de isolamento social e de quarentena não são suficientes e os casos aumentam diariamente.

A decisão, caso ocorra, deverá ser anunciada na próxima segunda-feira, 1, data em que será realizada mais uma reunião do Comitê Acre Sem Covid-19, ocasião que será anunciada também a permanência ou não na bandeira vermelha.

Lockdown no Acre

Pelas regras, caso adotada, os estabelecimentos vão voltar a abrir com capacidade limitada de público, limite de horário de funcionamento e para venda de bebidas, e só poderão abrir de segunda a sexta-feira.

No sábado, domingo e feriados, o governo vai promover bloqueio total, o chamado lockdown. Nesses dias só poderão funcionar os postos de combustíveis para abastecimento de veículos do serviço público e farmácias.

Restaurantes devem voltar a abrir no Acre no dia 1º de março com capacidade de público de até 20%, limite de funcionamento até às 22h, de segunda a sexta-feira, e com venda liberada de bebidas até às 20h. Não abrirão aos sábados e domingos.

O comércio poderá abrir com capacidade de atendimento de até 20% durante oito horas, de segunda a sexta-feira; ja as escolas poderão retomar as suas atividades presenciais com limite de até 30%.

A previsão é de que os bares e academias sejam liberados a partir do dia 9 de março com até 20% de sua capacidade total até às 22h.

Os supermercados não vão funcionar nos sábados, domingos e feriados, exceto via delivery. O uso de praças públicas será proibido aos sábados, domingos e feriados.

Já os postos de combustíveis só poderão atender nos fins de semana os veículos do serviço público.

Dados atualizados da Covid-19 no Estado

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), registrou 474 novos casos de infecção por coronavírus na sexta-feira, 26, sendo 291 casos confirmados por exames de RT-PCR e 183 testes rápidos. O número de infectados subiu de 56.257 para 56.731.

O Acre já registra 155.643 notificações de contaminação pela doença, sendo que 97.924 casos foram descartados e 988 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux.

Pelo menos 46.440 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 300 pessoas seguem internadas.

Mais quatro notificações de óbitos foram registradas ontem, sendo todas do sexo masculino, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 986 em todo o estado.

População dividida

A possibilidade de o governo decretar lockdown deixou parte da população apreensiva, especialmente os comerciantes, que temem queda nas vendas e, consequentemente, o surgimento de dívidas.

Em sua página no Instagram, o empresário Rodrigo Pires pontuou que o “fechamento total do comércio, geraria milhares desempregados no Acre”. E acrescentou: “É preciso mais investimentos e mais transparência nos recursos aplicados, acima de tudo, cuidado para não gerar um colapso econômico e social”.

O acadêmico Paulo César acredita que a medida é exagerada e pode prejudicar milhares de acreanos. “Ainda existem pessoas que estão se recuperando financeiramente do prejuízo ocorrido devido a isolamento social decretado em março do ano passado. Decretar agora lockdown é ferir de morte esses empreendimentos. Entendo a preocupação do governador Gladson Cameli, mas considero essa medida drástica”. Falou.

A professora Edna Moreira é a favor do lockdown. Ele pontua que medidas severas devem ser tomadas quando não há a coloração do coletivo. “Tem muita gente que não está levando a sério essa pandemia. A maior prova disso é que no último final de semana muita gente estava aglomerada no Calçadão da Gameleira e sem máscaras. Colocam em risco a vida de muitas pessoas. O governo do Estado deve agir para conter o avanço da doença e se isso passa pelo lockdown, que seja”, disse.

No Acre, moradores dos 10 municípios atingidos pela enchente poderá sacar o FGTS

A CAIXA anuncia nesta quarta-feira (24/02) diversas medidas em apoio ao estado do Acre, atingido por fortes chuvas. O banco vai ampliar o atendimento à população com o deslocamento de Caminhão-agência para as regiões mais afetadas e prestar apoio técnico às prefeituras para obras de reconstrução.

O presidente da CAIXA, Pedro Guimarães, visita o Acre para avaliar a situação das cidades afetadas e anunciar medidas de apoio à região. “Viemos ao estado para ver onde o banco pode ajudar. Trouxemos ações de apoio à população, empresas e prefeituras. A CAIXA vai oferecer suporte no atendimento, em especial às pessoas das áreas mais carentes afetadas pelas chuvas”, explica.

Dez cidades em estado de calamidade decretada contarão com as medidas de apoio da CAIXA: Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Feijó, Porto Walter, Santa Rosa do Purus, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Sena Madureira e Jordão.

Os clientes das regiões afetadas contarão com isenção de tarifas, pausa em contratos habitacionais e carência para empréstimos. As empresas também terão apoio da CAIXA, o banco oferece crédito com 12 meses de carência, pausa em prestações de produtos de crédito e facilidades para aquisição de máquinas e equipamentos.

Benefícios para Pessoa Física:

  • A CAIXA dará isenção de cesta de serviços por três meses, de forma automática, para clientes moradores das áreas atingidas.
  • O banco disponibiliza ainda outros benefícios que poderão ser solicitados pelos clientes, como dispensa de encargos nas operações de Penhor e carência de até 90 dias para a 1ª parcela em novos contratos de CDC.
  • Para clientes com CDC ativo, estará disponível a recontratação do crédito com carência, desde que o empréstimo esteja em dia.
  • No Crédito Consignado haverá possibilidade de habilitar carência, a depender da negociação do convênio.

Benefícios para Pessoa Jurídica:

  • Isenção de cesta de serviços pelo período de 3 meses para correntistas PJ.
  • Para as empresas, a CAIXA oferece contratação de operação com recursos garantidos pelo Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (FAMPE), com taxas a partir de 1,19% a.m., até 12 meses de prazo de carência e até 36 meses para amortização.
  • Pausa de até 3 meses nos produtos de crédito Pessoa Jurídica.
  • Produto de Investimento para aquisição de máquinas e equipamentos com carência de 06 meses e taxa de 0,99% a.m. (redução de 34%da taxa padrão de 1,54%)

Habitação:

  • Nos contratos habitacionais, a CAIXA possibilita a pausa estendida por até 90 dias no pagamento das parcelas.
  • Renegociação para incorporação das prestações no saldo devedor dos clientes inadimplentes.
  • O banco mobilizou equipes de trabalho social e de atendimento técnico de engenharia para prestar o apoio necessário.
  • As unidades da CAIXA também darão suporte aos clientes para acionamento de seguro habitacional e procedimentos para pagamento de indenizações de forma imediata.

Governo:

  • A CAIXA disponibilizará às prefeituras sua equipe para ações de assistência técnica em apoio aos municípios.
  • As equipes de arquitetos, engenheiros, operacionalização de repasses e financiamentos e trabalho técnico social das gerências executivas de governo atenderão prioritariamente os municípios atingidos.
  • As prefeituras poderão contar com suporte técnico para levantamento dos danos e estimativa de custos para a recuperação de obras em andamento ou edificações atingidas que têm grande impacto para a população dos municípios, como pontes, vias de acesso, abastecimento de água, postos de saúde e escolas, dentre outras ações.

FGTS:

  • Há expectativa de liberação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) por decreto de calamidade pública, para isso seguem os passos:
  • Município ou Estado decreta situação de emergência ou calamidade pública.
  • Ministério do Desenvolvimento Regional publica portaria de reconhecimento.
  • Defesa civil do Município ou Estado entrega declaração das áreas afetadas e Formulário de informação do Desastre (FIDE) à CAIXA.
  • Depois dessas etapas, a solicitação de saque poderá ser feita pelo trabalhador através do App FGTS e o pagamento ocorrerá em cerca de 2 dias após o pedido.
  • Para o saque, o beneficiário que residir na área atingida deverá possuir saldo na conta vinculada e não ter efetuado saque por motivo calamidade nos últimos 12 meses. O valor do saque é limitado a R$ 6.220,00 por conta.
  • A solicitação de saque também poderá ser feita presencialmente, sendo que as orientações, como locais de atendimento e datas, serão feitas pela CAIXA oportunamente.

Atendimento:

  • A CAIXA vai deslocar para o estado um Caminhão-agência do banco, que trará reforço para o atendimento bancário nas cidades mais afetadas.
  • A CAIXA também fará remanejamento de empregados com base na demanda por atendimento e negócios em cada localidade, conforme a necessidade.
  • Contratação 28 novos empregados para o estado do Acre. (Assessoria Imprensa e Comunicação Institucional da CAIXA)

MPAC cobra agilidade na vacinação de idosos e publicação de cronograma

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por intermédio da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência, instaurou procedimento preparatório para averiguar possíveis irregularidades no processo de vacinação contra a Covid-19 de idosos e pessoas com deficiência permanente em Rio Branco, requisitando diversas providências ao secretário municipal de Saúde.

Nos documentos, assinados pelo promotor de Justiça Júlio César de Medeiros, o MPAC destaca que milhares de pessoas idosas estão à espera da primeira dose da vacina contra a Covid-19, sem que tenha sido apresentado pela Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) um plano de vacinação destinado aos idosos, que fazem parte do grupo prioritário para recebimento das doses, o que gera uma crise de depressão e ansiedade num público alvo já vulnerável.

O promotor de Justiça ressalta notícias recebidas pela Promotoria de que os próprios servidores da Saúde até o momento não teriam recebido o cronograma de vacinação para acompanhamento e que idosos não teriam conseguido se cadastrar para a vacinação contra a Covid-19 na semana passada, tendo recebido a informação de que seria feriado de carnaval.

Também aponta que Rio Branco começou a vacinar no dia 29 de janeiro os idosos acima de 80 anos acamados, com expectativa de imunizar 600 idosos nessas condições. Entretanto, conforme balanço divulgando pela Vigilância Epidemiológica, até o dia 17 de fevereiro apenas 285 idosos acima de 80 anos acamados, além de 279 Idosos acima de 90 anos, e 161 idosos acima de 60 anos institucionalizados, haviam sido vacinados.

Ainda de acordo com o texto da Promotoria, os idosos são o grupo atingido com maior número dos casos graves da doença e, enquanto não houver vacinação massiva para esse público, continuará elevado o número de internações hospitalares e de leitos de UTI, sobrecarregando o sistema de saúde.

“A publicação de calendário de vacinação pela Secretaria Municipal de Saúde, contendo cronograma com dia e hora definidos, referente à vacinação desse público prioritário, cumpre um dever de informação e transparência à sociedade, proporcionando planejamento e mais adesão, além de minimizar os impactos da pandemia na saúde mental dessas pessoas, vez que transtornos psicológicos como ansiedade e depressão representarão uma epidemia oculta na era da Covid-19”, destaca o promotor de Justiça.

Dessa forma, o MPAC requisitou ao secretário municipal de Saúde, no prazo de 72 horas, devido à urgência, a publicação de calendário de vacinação de pessoas idosas, apresentação de plano de vacinação local, levantamento prévio de eventuais idosos em situação de rua e institucionalizados, ações visando dar transparência na informação à sociedade, entre outras medidas, reforçando que o não atendimento injustificado ensejará as medidas judiciais cabíveis.

Com a cheia do Rio Acre, “pescadores” tentam levar do manancial, o alimento para casa

foto: Dell Pinheiro


O aumento no nível do Rio Acre, principal manancial da capital acreana, causa transtorno em diversas regiões da cidade. Mesmo apresentando vazante nesta segunda-feira, 22, quando foi registrado 15,31 metros (49 centímetros a menos do que o maior índice da enchente notificado esse ano, de 15, 80 metros), a Defesa Civil municipal continua em alerta, principalmente em relação ao mês de março e início de abril, quando as chuvas se intensificam na região.


Com o drama de milhares de acreanos, relacionado a questão da pandemia, surtos de dengue e os alagamentos, tanto em Rio Branco como no interior do Estado, o desemprego também se destaca no quadro de caos em que vivemos. Sem trabalho e sem perspectivas de dias melhores, muitos pais e mães de família recorrer a todos os meios para levar o sustento para casa.

Os relatos são os mais impressionantes, explicitando o drama de muita gente.

No Centro da capital, mais precisamente próximo ao Mercado Novo, muitos “pescadores”, os que pretendem fisgar algo do rio para levar para casa, chamam a atenção das pessoas que passam pelo local. Seu Edison Euclides Vieira, 51 anos, morador do bairro Taquari, comentou sobre a situação que está vivendo e das dificuldades enfrentadas para levar o alimento para casa, onde vive com a esposa e mais três filhos.


“Tenho que levar alguma coisa para comer junto com os meus. Como não estou trabalhando, tenho que me ‘virar’ de algum jeito para conseguir sustentar minha família. Tem dias aqui que lota de pessoas tentando pegar algum peixe, alguns por diversão, mas a maioria é para conseguir o que comer, uma ‘mistura’ para colocar junto do pouco que tem em suas residências. Tá muito difícil sobreviver, não sei onde tudo vai parar”.


Ele também salientou que sem o auxílio emergencial do governo federal, a situação vai ficar ainda pior. “Recebia o benefício, não era muita coisa, porém, dava para comprar o pão e outros alimentos que necessitava. Agora, sem o auxílio e desempregado, porque tá complicado arrumar serviço por conta da pandemia, não sei o que fazer. A água do rio já está próxima da minha casa. Estou com medo de que possa perder o pouco do que tenho; que é mais uma preocupação”, finalizou Vieira.


Boa notícia: Anvisa concede registro definitivo para a vacina da Pfizer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu hoje (23) o registro definitivo à vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNtech. A concessão do registro foi anunciada pelo diretor-presidente da agência reguladora, Antônio Barra Torres, que destacou que a análise para a liberação do imunizante levou 17 dias.

“O imunizante do Laboratório Pfizer/Biontech teve sua segurança, qualidade e eficácia aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores da Anvisa, que prossegue no seu trabalho de proteger a saúde do cidadão brasileiro”, disse Barra Torres ao anunciar o registro. “Esperamos que outras vacinas estejam, em breve, sendo avaliadas e aprovadas”, acrescentou.

A vacina é a primeira a obter o registro definitivo no Brasil. O imunizante se chama Cominarty. A empresa entrou no dia 6 de fevereiro com o pedido de registro definitivo da vacina contra a covid-19. O imunizante, entretanto, ainda não está disponível no país.

Em dezembro, a Pfizer já havia anunciado que não faria pedido para uso emergencial da sua vacina no Brasil, e que seguiria o processo de submissão diretamente para um registro definitivo. À época, a empresa disse considerar o procedimento “mais célere”, além de mais amplo.

Segundo a Pfizer, 2,9 mil voluntários participaram dos testes clínicos de sua vacina no Brasil. No mundo todo, foram 44 mil participantes em 150 centros de seis países, incluindo África do Sul, Alemanha, Argentina, Estados Unidos e Turquia. Os resultados da terceira e última fase de testes do imunizante, divulgados em novembro, apontaram eficácia de 95% contra o novo coronavírus (covid-19).

De acordo com a Anvisa, o registro “abre caminho para a introdução no mercado de uma vacina com todas as salvaguardas, controles e obrigações resultantes dessa concessão”. Até então, as vacinas aprovadas no Brasil são para uso emergencial: a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e a vacina produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Oxford e o laboratório inglês AstraZeneca.

De acordo com a Anvisa, entre as autoridades referendadas pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a agência reguladora brasileira é a primeira a conceder o registro de uma vacina contra a covid-19.

O pedido de registro definitivo é o segundo que a Anvisa recebe para uma vacina contra a covid-19. O primeiro foi feito em 29 de janeiro e é relativo à vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, que já tem autorização para uso emergencial no país.

Sistema Fecomércio/AC entrega potes de sopas em comunidades atingidas pela enchente

Com o objetivo de minimizar os impactos causados pelas enchentes dos rios e igarapés em Rio Branco, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, por meio do programa Mesa Brasil do Sesc, iniciou neste domingo, 21, a entrega de potes de sopas em comunidades em situação de vulnerabilidade social. A ação é realizada em parceria com o Secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas Públicas para Mulheres (SEASDHM). 

Segundo informações repassadas pela coordenadora do Programa Mesa Brasil no Acre, Marizete Melo, serão distribuídos diariamente 800 potes de sopas. “Estamos aqui nos bairros com esta ação que busca diminuir um pouco a dor de quem foi atingido com essa situação de calamidade que nosso Estado passa, sem falar a pandemia. Estamos agora atendendo as pessoas que estão alagadas, em bairros atingidos, e que perderam praticamente tudo”, disse. 

O diretor de gestão da SEASDHM, André Crespo, avaliou como positiva a parceria. “Esta é uma agenda extremamente positiva, já que conseguimos, com a parceria com a Fecomércio, alcançar os mais necessitados diante de tantas crises que o estado vem passando. Nosso desejo é estreitar ainda mais os laços, com nosso suporte logístico, e com o suporte do Sesc, com o Mesa Brasil”. 

Robson Thiago foi um dos que receberam as sopas. Morador do Beco do Batata, em Rio Branco, e enfatizou a importância da ação. “É muito importante que nós tenhamos esse apoio, principalmente num momento tão difícil como este. Agradeço muito”, finalizou. 

Em Cruzeiro do Sul, a distribuição de sopa se inicia na quarta-feira, 24; serão entregues aos mais necessitados 300 potes diários.