Sobre avanço da pandemia Jenilson Leite afirma: “O momento é difícil e requer ajuda de todos”

Em pronunciamento na sessão remota desta terça-feira (6), o vice-presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Jenilson Leite (PSB), demonstrou preocupação com a lentidão no processo de vacinação contra a Covid-19 no Estado.

O parlamentar quer informações concretas acerca da aquisição da vacina Sputnik V. Alertando para o avanço da pandemia, ele pediu ao Líder do Governo, deputado Pedro Longo, mais detalhes sobre essa aquisição.

“Solicitei informações do líder do governo referentes às 700 mil doses da vacina Sputnik V, mas parece que se trata apenas de uma intenção de compra. Isso sem falar nos dados divulgados que mostram que a gente não está aplicando nem o que está chegando. Tem dias que se aplica a vacina, outros não. Isso tudo é muito preocupante. É necessário o governo colocar sua equipe para ajudar”, disse.

Jenilson Leite falou ainda de um estudo realizado pela Universidade de Washington através do Institute for Health Metrics and Evolution (IHME). “O cenário visto pela ciência nesse observatório da Universidade de Washington é preocupante para nosso país, estima-se que até 1 de julho de 2021 poderemos chegar a 572 mil e 863 mortes no Brasil, o mesmo estudo que lá no início da pandemia previa o cenário de hoje”, observou.

O parlamentar seguiu afirmando que o momento é difícil e requer ajuda de todos. “Num cordão de unidade e ações concretas que passam sobretudo pela prevenção, pois os dados também estão mostrando que 80% das pessoas que estão indo para as UTIs estão morrendo no Brasil, logo, investir todos os recursos COVID em leitos não é o caminho certo”, frisou.

O oposicionista alertou ainda para a importância da prevenção. “Vacinar e comprar máscaras para distribuir para a população e fiscalizar o uso são as principais ações que podem diminuir o impacto dessa onda de mortes que poderemos ter pela frente. Não dá para perder tempo com brigas e divergências políticas, vacina que não é aplicada é um problema. Se os municípios acreanos não começarem a priorizar a prevenção, as coisas não vão melhorar”, complementou. (Mircléia Magalhães/Agência Aleac)