Sistema biométrico deixou votação mais lenta no Vale do Juruá, diz técnico judiciário

Mesmo assim, votação seguiu tranquila na avaliação da Justiça Eleitoral. Seis pessoas foram conduzidas à delegacia na região

Nos cinco municípios do Vale do Juruá a eleição deste domingo (7) foi considerada tranquila pelo juiz da 4ª Zona Eleitoral. Mesmo com a reclamação de eleitores pela demora em algumas urnas de Cruzeiro do Sul, a condução de seis pessoas para a delegacia e substituição de seis urnas que apresentaram problemas, o TRE considera que a votação transcorreu dentro da normalidade.

Na maioria das sessões da zona eleitoral que compreende os municípios de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo, a movimentação de eleitores foi maior durante o período da manhã. À tarde, na maioria dos locais de votação, as filas se encerram antes das 17h.

No entanto, em algumas sessões, as filas só encerram depois da 19h. Em um dos locais de votação, os eleitores reclamaram da demora na fila. Na sessão de número 10, teve eleitor que chegou às 13h e, quando os portões foram fechados às 17h, teve que pegar uma ficha com uma senha, pois ainda estava distante para chegar na urna.

“Cheguei aqui 1h da tarde e a fila está do mesmo jeito. Tem idosos, mulheres grávidas e esse povo todo esperando. Poderiam dar mais valor para o eleitor, porque estamos aqui votando com alegria”, reclamou o vendedor Sames Alves.

O técnico judiciário Fernando Souza explicou que a demora se deu por conta da mudança para o sistema biométrico. “O único problema que tivemos foi com a demora com a abertura da digital e isso causou um transtorno para os eleitores e retardou um pouco a votação em algumas sessões eleitorais”, explicou Souza.

Em toda 4ª zona, nove urnas tiveram que ser substituídas. De acordo com a equipe técnica, a reposição do equipamento foi feito de forma imediata, sem prejuízos para o andamento da votação e não houve necessidade recorrer ao voto em cédulas.

De acordo com o juiz Hugo Torquato, houve um trabalho preventivo para evitar os crimes eleitores e o resultado foi que o número de detenções foi um dos menores já registrados na 4ª zona. Apenas seis pessoas foram conduzidas pela polícia. Uma delas, o prefeito Sebastião Correia, de Rodrigues Alves, que foi detido sob suspeita de transportar eleitores, mas foi liberado depois que a polícia apurou que não se configurou como crime eleitoral.

“Houve uma condução do prefeito sob suspeita de transporte irregular de eleitor. A informação que eu tive é que o prefeito foi liberado. Em razão de não ter se configurado de fato esse transporte irregular. Tudo indica que ele estaria levando parentes, não era nada com intuito eleitoral”, afirmou Torquato.