Seguindo manifestações, Servidores dos Correios param por tempo indeterminado

Os servidores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado na manhã de ontem, 27, e realizaram ato em frente à sede da empresa, na Epaminondas Jácome, em Rio Branco. A paralisação faz parte do movimento nacional que reúne 33 sindicatos dos 36 existentes no país.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos do Acre (Sintect-AC), o movimento grevista é contra a privatização da empresa, demissões, reforma trabalhista, entre outras mudanças que trariam prejuízos aos clientes.

O presidente do Sintect-AC, Edson Pinheiro diz que o movimento ainda deve se unir a greve geral desta sexta-feira, 28, que ocorre em todo país contra as medidas do governo Temer.

“A nossa principal reivindicação é pelo nosso cliente. Aquele que busca o serviço dos Correios. Hoje nosso serviço está comprometido, nossa empresa está sendo desmontada para privatizar e colocarem grupos políticos partidários. Também queremos continuar mantendo um serviço de qualidade com segurança nas agências, na defesa dos empregos dos trabalhadores, para continuar na entrega diária.

Ainda de acordo com o líder sindical, alguns administradores decidiram pela entrega alternativa, onde o serviço seria feito alternadamente durante a semana. “Isso tem prejudicado o compromisso pelo cumprimento do prazo a ser cumprido.”

Segundo informou o presidente do Sintect, mais de 50% do efetivo estaria na paralisação, sendo mantido o percentual obrigatório para não ocorrer atraso nas entregas.

Em nota, os Correios informou que as agências estão operando normalmente. Além das agências estarem abertas em todas as regiões do país e serviços como Sedex e Banco Postal estão disponíveis. Somente os serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12 e Sedex Hoje) estão suspensos.

“O movimento concentra-se, principalmente, na área operacional. Mesmo assim, em algumas unidades, muitos empregados estão sendo impedidos, pelos sindicatos, de entrar em seus locais de trabalho. Os Correios já estão adotando as medidas necessárias, inclusive jurídicas, para resolver esses casos pontuais”, informou a nota.

Além disso, a empresa disse que está cumprindo as cláusulas estabelecidas em Acordo Coletivo e “considera a paralisação, neste momento delicado pelo qual passam os Correios, um ato de irresponsabilidade, uma vez que está e sempre esteve aberta ao diálogo com as representações dos trabalhadores.”