Rio Branco trabalha para reduzir o tabagismo

Saúde municipal de Rio Branco oferece ajuda às pessoas que querem deixar de fumar. Rio Branco já esteve em primeiro lugar entre as capitais do norte com maior percentual de fumantes. Atualmente apenas 220 pessoas participam da ação que visa combater o tabagismo.

Em 2015 o Ministério da saúde divulgou pesquisa (Vigitel), feita através de consulta telefônica, onde Rio Branco foi apontada como a capital com maior número de fumantes da região norte. O percentual da população dependente do cigarro era de 9,7%.

Em segundo lugar ficou Boa Vista com 9,3% e em terceiro, Manaus com 8,3%. Palmas segundo a pesquisa era a capital do norte com menos fumantes, 6,7%. A pesquisa analisou os períodos de 2006 a 2014.

Enquanto se espera uma pesquisa recente, a coordenação municipal de combate ao tabagismo trabalha. Segundo a coordenadora das ações, Aline Lopes, são vários os fatores que contribuem para o número elevado de fumantes na capital.

“Um dos fatores agravantes é que a gente mora numa região de fronteira que facilita muito a questão de contrabando de tabaco. Outra questão também é o cenário econômico que a gente tá passando. Muitos pacientes alegam que tem recaídas, que não conseguem abandonar o vício por problemas financeiros, familiares, psicológicos”, opina.

Qualidade de vida sem dúvida é o melhor argumento que um fumante pode ter para largar o vício. O cigarro tem quase 5 mil substâncias tóxicas e pode provocar várias doenças. Estudos comprovam que para um fumante a probabilidade é maior de sofrer de hipertensão ou de ter um AVC (Acidente Vascular Cerebral), popularmente conhecido como derrame cerebral.

Segundo a coordenadora, o programa de combate ao tabagismo oferece acompanhamento profissional e um kit composto por produtos e medicamentos a base de nicotina que ajudam no abandono do vício. Reuniões semanais em 11 unidades de saúde maiores fazem parte da ação. “São grupos terapêuticos onde o paciente pode estar compartilhando suas experiências. São grupos lúdicos, de reuniões rápidas”, explica.

Atualmente 220 pessoas participam dos encontros promovidos nas unidades. O acompanhamento presencial dura um ano. Nesse período em média, de cada 20 pessoas, no mínimo 8, abandonam definitivamente o vício. De acordo com a coordenadora do programa, tudo depende da força de vontade da pessoa que se propõe a deixar de fumar.

“O apoio medicamentoso subsidia todo processo de abandono do vício, só que às vezes isso depende da família, dos amigos, do cenário de convívio do paciente”, finaliza.