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domingo, 8 de novembro de 2026
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Representantes do Unicef vão ao TCE-AC para debater consumo de álcool e drogas durante a gravidez – Tribunal de Contas do Estado do Acre


A presidente do Tribunal de Contas do Acre, conselheira Dulce Benício, recebeu, nesta segunda-feira (31), representantes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). para debater políticas e estratégias de sensibilização da população e outras estruturas governamentais para os riscos do consumo de álcool e outras drogas durante a gravidez.

O encontro contou com a participação da oficial de saúde e nutrição do Unicef, Neidiana Ribeiro, do articulador do Fundo no Acre, Thiago Fabrício, da integrante do Coletivo Famílias SAF Brasil, Cleísa Brasil e da diretora da Escola de Contas, conselheira Naluh Gouveia.

“Esse momento foi para discutir todos os danos do uso do álcool durante a gravidez as complicações para o recém-nascido como a prematuridade e outras síndromes. Por exemplo, a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). A gente está trabalhando em fortalecer ações para minimizar os impactos, então essa força tarefa se junta ao Tribunal de Contas para pensar ações que cheguem até os municípios e sensibilizem toda a comunidade”, explicou Neidiana.

Além do consumo de álcool, outro dado que causa preocupação é o número de casos de gravidez na adolescência. De acordo com Thiago, atualmente, no Acre, a região mais desafiadora para se trabalhar o tema é o Vale do Juruá.

“Por serem de certa forma mais isolados do restante da região. Vamos propor a metodologia para tratar gravidez na adolescência, saúde, nutrição e imunização de crianças e adolescentes, além do consumo de álcool e outras drogas”, salientou.

Os municípios do Acre têm até novembro deste ano para concluir seus planos operacionais de saúde para crianças e adolescentes e dezembro para revisá-los. As propostas devem contemplar os temas que estão sendo discutidos pelo Unicef.

Síndrome Alcoólica Fetal

A Síndrome Alcoólica Fetal é provocada pelo consumo de álcool durante a gravidez e representa o estágio mais grave dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal. Não há, no entanto, estatísticas oficiais porque não é uma doença de notificação obrigatória.

Segundo Cleísa, a luta do coletivo é por mais capacitação dos profissionais de saúde para diagnosticar precocemente e dimensionar o número de pessoas afetadas. Estudos indicam entre 1,9 e 9,2 milhões de brasileiros vivendo com o TEAF no Brasil, o que demonstra a magnitude do problema.

Ela e o marido são pais adotivos de uma criança nascida com a síndrome. “A gente não se vê o nosso trabalho como exemplo, mas, como nossa vida”, finalizou.

Texto e fotos: Yuri Marcel





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