Relembre quem foram e o que fazem atualmente os bocacrenses que já foram destaque nacional na Educação

O tempo passa e a população esquece, ou nunca soube, que Boca do Acre tem nomes que jamais podem cair no esquecimento, na injustiça de um povo que não sabe agradecer bocacrenses que já levaram o município a ser premiado no mais alto grau, na capital federal, recebendo a honraria das mãos da autoridade máxima do país, em competições como a Olimpíada Nacional de Língua Portuguesa e Matemática, além de participação em certames culturais.

A principal instituição educacional do município que deu suporte para o sucesso dos representantes de Boca do Acre é a escola municipal Benício Rodrigues Pena, um celeiro de talentos, que não para de produzir.

Outros estabelecimentos de ensino que têm dado sua parcela de contribuição são as escolas estaduais Almirante Barroso e José Leite, que tiveram estudantes de destaque a nível de Brasil, sendo medalhados especialmente na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e concurso estadual

Conquistas da escola Benício Pena

Soletrando
Boca do Acre começou a figurar com méritos e honra, no ano de 2007, quando Francisca Figueiredo, hoje atendente de uma malharia, participou da 1ª edição do SOLETRANDO, no programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo, representando não só o município de Boca do Acre, como também todo o estado do Amazonas. Francisca concluiu o curso Técnico em Saúde Bucal, pelo CETAM.

À esquerda, Francisca participando das eliminatórias do Soletrando; à direta, Francisca, 12 anos depois de ter representado Boca do Acre em rede nacional – Foto: Hérisson Guimarães.

Primeiro Ouro
No ano seguinte, em 2008, Carolina Lima Lopes, na época estudante do 5º ano, faturou nada menos do que uma medalha de ouro na Olimpíada Nacional de Língua Portuguesa e foi receber a premiação em Brasília, das mãos do então presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva.

A medalha de ouro trouxe reconhecimento e presentes para Carolina, como também equipamentos de modernização da escola. Dois anos depois, Carolina voltou a se destacar na escrita, conquistando o bronze no concurso de redação Operação Cisne Branco, promovido pela Maria do Brasil. Carolina venceu várias etapas do certame até chegar à semifinal. Hoje, Lopes cursa odontologia pela Universidade do Estado do Amazonas

À esquerda, Carolina Lima Lopes, em 2008, quando venceu a Olimpíada Nacional de Língua Portuguesa; à direita, 11 anos depois, Carolina segue a profissão do pai, cursando odontologia, em Manaus – Foto: Hérisson Guimarães.

Construindo um novo planeta
Em 2011, foi a vez de Laíse de Souza Alves, participante do Concurso Cultural Construindo Um Novo Planeta. O certame teve a participação de mais de 135 mil crianças, que enviaram seus desenhos e redações. O concurso foi realizado em parceria pela Nestlé e pelo Instituto Ayrton Senna.


Na época, o tema conscientização ambiental tomou conta das salas de aula em várias partes do País. No fim, 12 estudantes de 10 Estados foram os vencedores e foram a São Paulo para receber seus prêmios, em uma cerimônia emocionante na sede do Instituto Ayrton Senna”. Laíse concluiu o ensino médio em 2018.

À esquerda, Laíse exibindo o troféu de reconhecimento pela brilhante participação no concurso; à direita, Laíse, no ano de conclusão do ensino médio, sete anos depois – Foto: Hérisson Guimarães.

Bronze na OBMEP
Também em 2011, Neiane Gama Lopes se tornou a primeira estudante de Boca do Acre a ser medalhista na OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas). Conquistou o bronze na 7ª edição. Recentemente concluiu o Curso Técnico de Enfermagem e trabalha como atendendo de farmácia.

À esquerda, Neiane em Brasília, recebendo condecoração pelo desempenho na OBMEP; à direita, oito anos depois, Neiane finaliza o concurso de Técnico em Enfermagem e trabalha como atendente de farmácia – Foto: Hérisson Guimarães.

Mateus: prata e bronze
Em 2012, Mateus de Souza Pinheiro ganhou a medalha de prata na Olimpíada de Língua Portuguesa. Mateus era o tipo de aluno completo, pois não se dava bem somente com os textos, mas também com os números, uma vez que conquistou a medalha de bronze na OBMEP, por duas edições consecutivas. Hoje em dia cursa o 3º período do curso de Direito, na FAAO, na capital acreana.

À esquerda, Mateus durante o evento de premiação da Olimpíada Nacional de Língua Portuguesa; à direita, Mateus, sete anos depois, cursando Direito pela FAAO – Foto: Hérisson Guimarães.

Outra prata
Ester Pereira Lima, foi outra aluna a ter destaque no cenário nacional na disciplina de Língua Portuguesa, quando foi condecorada com a medalha de prata na Olimpíada Nacional de Língua Portuguesa, no ano de 2014. Ester concluiu o ensino médio em 2018, e aguarda o início do curso de Ciências Contábeis da UEA, no qual foi aprovada.

À esquerda, Ester durante participação do evento de premiação da Olimpíada Nacional de Língua Portuguesa; à direita, Ester, que terminou o ensino médio em 2018 e aguarda para a chamada para o curso superior em Ciência Contáveis, pela Universidade do Estado do Amazonas – Foto: Hérisson Guimarães.

Outro bronze
No mesmo ano da conquista de Ester, Antônio Vitor Gomes da Silva, medalhou na OBMEP, ficando com o bronze.

Conquista da escola Almirante
O aluno Raimundo Morais Neto, conquistou em 2017, a medalha de prata na olimpíada de matemática. O mesmo feito foi realizado por duas vezes consecutivas pela estudante Riely Avilar, nos anos de 2016 e 2017.

Escola José Leite
A pequena Samily Vitória, na época com 10 anos de idade, quando era aluna do 5º ano da escola estadual José Leite, foi homenageada na capital amazonense, depois de ter sido declarada vencedora da I Olimpíada de Língua Portuguesa Amazonense, na categoria Poema.

COM INFORMAÇÕES DE HÉRISSON GUIMARÃES