Professora de arquitetura, Valdeci Ribeiro lança obra histórica no Acre

A despeito de que toda obra literária é única e virtuosa segundo o seu campo de abrangência, é inegável que algumas surgem para marcar época, auxiliando como facho de luz a guiar as novas gerações no entendimento do passado. É assim com a obra ‘Acre, Resgatando a Memória – O Seringueiro na Amazônia’, da professora Valdeci Lima Ribeiro.

Mestre em engenharia civil pela Universidade Federal Fluminense, a autora já é conhecida no meio acadêmico e nas rodas científicas da engenharia e arquitetura como uma profissional genial: são inúmeros os artigos científicos assinados por ela.

Mas Valdeci, agora, quis aventurar-se por caminhos abertos, unindo em mais esta obra a paixão pela arquitetura e pelo urbanismo, a memórias pessoais do tempo em que deixou com os pais os seringais do Acre para morar em Rio Branco.

Na sexta-feira, 5, ela lançou o título, editado pela editora Palco Editorial, em cerimônia concorrida na Biblioteca da Floresta, da qual participaram imortais das Academia Acreana de Letras, entre eles a presidente, Luisa Galvão Lessa Karlberg e Dalmir Rodrigues Ferreira.

Para Kalberg, que assina o prefácio, a escrita de Valdeci Ribeiro faz um convite às pessoas que queiram entender um pouco mais sobre o Acre no período do fim da 2ª Guerra Mundial e como ele é hoje, no viés da habitação.

“Trata-se de uma obra muito importante no campo da literatura arquitetônica porque traz um conteúdo regional, de clima tropical, um legado fundamental para a cultura da construção. Esse livro traz esse panorama, traçando o perfil das habitações em mundo tropical, o nosso, da Amazônia”, resume Lessa Kalberg.

Depois de vir do nordeste para o Acre, a família da escritora, arquiteta e professora universitária se viu no final do século 19 sendo transferida dos seringais para a cidade. O êxodo para a cidade a fascinou a ponto de se apaixonar pela arquitetura.

Valdeci narra a saga da primeira construção de uma unidade habitacional em Rio Branco, a Cohab do Bosque, ao mesmo tempo em que evolui nas histórias enquanto filha de seringueiros recém-chegada àquelas paragens urbanas.

Mais para o meio da obra é possível notar a conciliação do velho com o novo, quando a autora compõe as ações triviais para uma arquitetura dos tempos modernos e os conceitos de ‘sustentabilidade, natureza, tecnologia e inovação’. Sem dúvidas, uma das maiores revelações literárias de 2017.

A obra
‘Acre, Resgatando a Memória – O Seringueiro na Amazônia’

Autora
Valdeci Lima Ribeiro

Editora
Palco Editorial, 2017. 150 páginas.