Prefeitura de Rio Branco reformou e construiu uma passarela a cada sete dias

Não é mais novidade que soluções simples que resolvem grandes problemas das comunidades é uma marca na gestão do prefeito Marcus Alexandre. Em se tratando de mobilidade nas comunidades, são passarelas, escadarias, pequenos portos de catraia que garantem comodidade e segurança para a população da capital. Este ano, a Prefeitura, para garantir e melhorar o deslocamento dos moradores, já construiu ou reformou uma passarela a cada semana, além do reparo em outras quatro pontes.

Especialmente as passarelas, trazem mais conforto para pessoas com necessidades especiais ou idosas, como o casal Francisco Fernandes e Iraci, moradores da comunidade do final do Beco da Mata, no bairro das Placas. Uma série de passarelas de madeira dá acesso a diferentes becos secundários, ligando todas as casas da pequena comunidade. “Por três vezes neste ano eu fiquei doente e tive de sair daqui carregada pelas pessoas porque era muito complicado chegar até a rua. Agora, ficou muito bom. A gente anda de um lado e outro sem problema”, disse dona Iraci, de 78 anos. A rua em questão é a Dois de Abril.

O marido de Iraci, seu Francisco Fernandes, também se disse muito satisfeito com as passarelas pelas quais é possível percorrer toda a comunidade. “Nós aqui estamos muito satisfeitos. Por muito tempo pedimos ajuda de Deus para ter alguma coisa assim e agora temos”, disse Francisco, de 84 anos.

Passarela do Bairro das Placas Moradores Francisco e Iraci 1As passarelas cumprem compromisso estabelecido entre o prefeito Marcus Alexandre e as comunidades. Desde que assumiu a Prefeitura de Rio Branco, o prefeito vem reafirmando que é preciso melhorar a vida das pessoas onde elas moram – e isso vem se concretizando de modo gradual e sistemático.

A madeira sempre foi o material mais utilizado para a construção de pinguelas e pontes. Assim como a urbanização de becos e a construção de calçadas, diante da grande repercussão das primeiras implantações, o que era apenas uma singular solução local, transformou-se em uma produção considerável que atende centenas de pessoas de modo bastante simples. E há exemplos por toda a cidade: no bairro Montanhês não havia passarela sobre o córrego que divide o bairro ao meio, mas rapidamente a SEOP construiu uma de 18 metros para ligar a Travessa do Cacau à Rua Projetada. Outra é a que foi construída para ligar a Rua Luiz Gonzaga ao Beco do Flamengo, na divisa entre os bairros São Francisco e Vitória, que beneficia diretamente 30 famílias. “Nós ficamos muito gratos aqui. Eu moro desde menino nesta região e sempre vi muita dificuldade. O prefeito veio aqui e disse que iria construir a passarela e aqui está ela, bonita”, disse Rogério Lopes do Nascimento, que, junto com o vizinho Mauro Sergio, se desponta como líder na comunidade. No do Beco do Flamengo, a Prefeitura construiu outro emaranhado de passarelas ligando várias casas ao longo de 115 metros de corredores. Muita coisa foi feita e ainda há obras no local – ou seja: vai ficar muito melhor.

Passarela do Boa União

As obras se espalham pelos bairros e estão exatamente nas regiões onde mais são necessárias: no Loteamento Raimundo Maia, na região do Calafate, há duas passarelas e uma serve de acesso para as crianças irem à escola todos os dias atravessando a bela mata, na área de proteção do Igarapé Judia, com segurança e tranquilidade. Há passarelas novas também no acesso entre o Residencial Cabreúva e o Bahia Nova (6m de extensão); Beco da Tripa, no São Francisco (8,60m, ainda em construção ligando a Rua 10 de Junho à Comunidade Aldeia); e Rua 10 de Junho, Tropical (10 m).

Questões de mobilidade resolvidos de modo simples

Sobretudo, as passarelas são soluções simples, que resolvem grandes problemas de mobilidade dos moradores de bairros de Rio Branco. Neste segundo mandato de Marcus Alexandre, iniciado em 1º de janeiro de 2017, mais 12 passarelas já foram construídas e recuperadas. Os valores investidos, segundo a Secretaria Municipal de Obras Públicas (SEOP) passam dos R$450 mil. De ponte sobre igarapés na área urbana e rural já são quatro reformadas no Redenção, Monteblon, Pirangi e Panorama.

Passarela do Loteamento Raimundo MaiaPessoas com mobilidade reduzida, cadeirantes, idosos, animais, crianças em carrinhos, cegos, portadores de necessidades especiais e quem usa a bicicleta estão entre os que mais se beneficiam desses investimentos.

Ligando as comunidades a pontos importantes

As passarelas permitem a ligação entre duas áreas, como vilas, bairros e até o acesso a equipamentos urbanos como creches, escolas, postos de saúde e entre outros, diminuindo a distância e facilitando ao usuário o acesso em menor tempo. Na Baixada da Sobral, a comunidade sofria com a precariedade no acesso. Mas, com a nova passarela, a situação é outra, pois facilitou o acesso de estudantes e trabalhadores que circulam entre os bairros Plácido de Castro e João Paulo. “Moro aqui há 22 anos e sempre tivemos problema para transitar por aqui. Agora, com esta passarela, ficou muito bom para todo mundo”, disse Pedro Santos da Silva. A passarela tem 75 metros e liga ao Beco do Isaque, que também conta com uma passarela de qualidade com seis metros de extensão sobre o Sangradouro da ETA, um canal que serve de escoamento da água não aproveitada na estação de tratamento da Sobral.

“Pontes para pessoas”, assim são as passarelas

Passarela do Jorge LavocatAs passarelas retomam um conceito nobre do planejamento da cidade, o de “pontes para pessoas” – um equipamento humanizado, eficiente e utilizado pelo maior número de usuários. A gestão de Marcus Alexandre pensou na segurança dos pedestres também, pois onde não é possível o compartilhamento com motocicletas a passarela é rampada – com elevação nas cabeceiras, o que permite ao pedestres uma passagem efetivamente segura.

Os trabalhadores, como já se mencionou, são especialmente os grandes beneficiários desses equipamentos. Vanclécio Santos de Moura mora no Bahia Nova e presta serviços gerais nos bairros próximos, como o Boa União, que é ligado por uma passarela de 18 metros recém-construída. “Eu tinha que dar uma volta muito grande, mas agora posso ir direto para o Boa União passando por aqui”, disse ele.