A Prefeitura de Rio Branco prepara a revitalização do Calçadão da Quintino Bocaiúva, um dos principais pontos do comércio tradicional da capital acreana. Na manhã desta terça-feira (13), o prefeito Alysson Bestene visitou o Calçadão da Benjamin Constant, onde foram instalados boxes provisórios que receberão parte dos comerciantes durante a execução das obras.
A iniciativa busca modernizar a infraestrutura da região central, melhorar as condições de trabalho dos permissionários e permitir a continuidade das atividades comerciais durante as intervenções.
Coordenada pela Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, a obra integra as ações de requalificação dos espaços públicos e valorização do comércio local.
A previsão é que os serviços comecem em aproximadamente dez dias. A execução ocorrerá por etapas, com a transferência gradual dos comerciantes para a estrutura provisória instalada na Benjamin Constant.
O projeto prevê a demolição dos boxes antigos, a retirada do calçamento existente, a implantação de uma nova rede de drenagem, a instalação de piso renovado e a construção de novos boxes. Também estão previstas melhorias na iluminação e na organização do espaço.
Revitalização busca fortalecer o comércio tradicional
Durante a visita, o prefeito Alysson Bestene destacou a importância econômica e histórica dos calçadões da Benjamin Constant e da Quintino Bocaiúva. Segundo ele, o diálogo com os comerciantes é fundamental para que as intervenções atendam às necessidades de quem trabalha diariamente na região.
“É importante a gente estar ouvindo os comerciantes locais, sentindo essa rua que é tradição, é histórica. A Benjamin Constant, junto com a Quintino Bocaiúva, tem um comércio pulsante”, afirmou o prefeito.
Alysson ressaltou que a revitalização pretende tornar o centro comercial mais organizado, acessível e atrativo, especialmente durante períodos de maior movimentação econômica, como as festas de fim de ano.
“É uma área central que precisa estar sempre revitalizada, urbanizada, para atender bem a população, chegando até o terminal”, acrescentou.
O prefeito também afirmou que o planejamento prevê espaços temporários para os permissionários durante a execução dos serviços, com o objetivo de reduzir os impactos sobre as atividades comerciais.
“Estamos trabalhando uma parte provisória para que eles fiquem aqui, não sejam prejudicados e, depois, a gente retome no novo projeto, para que conduzam seu comércio, seu empreendimento com tranquilidade”, explicou.
Para Elizana Teles, conhecida como Neguinha e representante do Sindicato dos Camelôs, a revitalização atende a uma reivindicação antiga dos trabalhadores do comércio central.
“Isso é muito importante para nós, porque estamos almejando isso já faz muito tempo. Nada melhor do que uma revitalização agora, neste momento”, afirmou.
Ela também destacou a importância do diálogo entre os permissionários e a gestão municipal para que as melhorias considerem as necessidades dos comerciantes.
O secretário adjunto de Infraestrutura, Paulo Araújo, explicou que a execução será planejada para organizar o deslocamento de máquinas, equipamentos e materiais. A primeira etapa ficará concentrada no Calçadão da Quintino Bocaiúva, com investimento licitado e contratado de aproximadamente R$ 1,94 milhão.
Segundo o secretário adjunto, há ainda cerca de R$ 2,125 milhões sujeitos à reprogramação. Para a continuidade das melhorias na Benjamin Constant, no trecho em direção ao Terminal Urbano, está prevista a aplicação de mais R$ 1,8 milhão.
Paulo Araújo explicou que a decisão de priorizar a Quintino Bocaiúva busca evitar danos ao pavimento da Benjamin Constant, que poderia ser comprometido pela circulação de veículos e equipamentos pesados durante a execução dos serviços.
“Só para esclarecer, por que a gente interrompeu a Benjamin Constant para entrar na Quintino Bocaiúva, é porque a gente precisa ter acesso de máquina e material. Então, não seria coerente a gente fazer a Benjamin Constant e depois deteriorar o pavimento para poder passar. Então, a gente interrompe essa fase da Benjamin e continua a Quintino Bocaiúva”, explicou.
A estratégia pretende preservar os trechos já revitalizados, melhorar a logística da obra e reduzir os transtornos para comerciantes e consumidores.
Remanejamento de comerciantes será gradual
De acordo com Paulo Araújo, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação (SDTI) tem 118 permissionários cadastrados na Quintino Bocaiúva.
Como os serviços serão realizados por etapas, a transferência dos trabalhadores ocorrerá gradualmente, conforme o avanço das intervenções. Inicialmente, 44 permissionários serão transferidos para os boxes provisórios instalados na Benjamin Constant, liberando a primeira área para o início dos trabalhos.
“A gente não vai fazer tudo ao mesmo tempo, vai ser em etapas. Nós temos aqui à disposição, no temporário, 44 boxes para permissionários. Então, inicialmente, vamos remanejar 44”, afirmou o secretário adjunto.
A medida busca permitir que os comerciantes mantenham suas atividades durante a revitalização, preservando a renda das famílias que dependem do comércio na região central.
Projeto integra requalificação do Centro
A revitalização dos calçadões da Quintino Bocaiúva e da Benjamin Constant faz parte de uma proposta mais ampla de requalificação da área central de Rio Branco.
Durante a visita, Alysson Bestene também mencionou outras iniciativas previstas para a região, entre elas a reconstrução do Mercado Municipal Elias Mansour e o projeto do novo Terminal Urbano, que deverá avançar para a fase de licitação.
“Essa área toda revitalizada, o Mercado Elias Mansour, o Terminal Urbano de Rio Branco e as duas ruas principais do comércio, a Benjamin Constant e a Quintino Bocaiúva”, destacou o prefeito ao apresentar a proposta de transformação da região.
Com os investimentos planejados, a Prefeitura busca fortalecer o comércio tradicional, valorizar os empreendedores e ampliar as condições de acessibilidade, circulação, segurança e conforto para a população.
A proposta é modernizar a infraestrutura do Centro preservando sua identidade histórica e mantendo a região como espaço de trabalho, convivência e desenvolvimento econômico da capital acreana.















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