Policiais Civis realizam manifesto contra a Reforma da Previdência hoje, em Rio Branco

A diretoria do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Acre (Sinpol/Ac) convocou toda a categoria para participar de Assembleia Geral Extraordinária com manifestação contra a PEC 287/16 (Reforma da Previdência), hoje, 18, na Praça Povos da Floresta, a partir da 8 horas.

Atualmente, a Proposta de Emenda à Constituição 287 está aguardando Deliberação na Comissão Especial destinada a proferir parecer à Proposta de Emenda à Constituição nº 287-A, de 2016, do Poder Executivo, que “altera os arts. 37, 40, 42, 149, 167, 195, 201 e 203 da Constituição, para dispor sobre a seguridade social, estabelece regras de transição e dá outras providências”.

De acordo com o vice-presidente do Sinpol/Ac, Jean do Valle, o manifesto foi convocado pela União dos Policiais do Brasil (UPB) e está ocorrendo em todo o país.

“Fomos convocados pela entidade, que se uniu em decorrência da PEC da previdência. Estamos paralisando pela falta de compromisso e negociação do governo federal conosco. O governo já se reuniu com ministros e outros servidores da previdência. O presidente, a princípio, manifestou-se dizendo que retiraria essa proposta, ou melhoraria por meio de emendas parlamentares, o tempo de contribuição dos policiais”, conta.

Segundo do Valle, a última proposta do presidente foi de reduzir de 65 para 60 anos a idade para um policial se aposentar, porém essa não é a realidade desses profissionais no país.

”A vida de um policial civil, hoje, no Brasil é em torno de 55 anos, então, estamos abaixo do que ele está prevendo. O policial vai pagar para na hora de se aposentar, talvez, já esteja morto. Ou seja, a contribuição dele não vai servir para ele e nem para seus familiares. Muitas vezes, o benefício que ficaria para a família pela reforma de agora ficará reduzido”, explica.

Para o vice-presidente o interesse do governo federal não é negociar e a partir de agora a intenção da categoria é radicalizar, inclusive, em nossas ações.

Sobre a lei que proíbe os policiais de fazerem greve Jean diz que sabe que é um prejuízo a população, mas indaga: “temos outra forma de manifestar? Nós não temos! Principalmente quando se trata de retirada de direitos que foram construídos ao longo de décadas”, disse.

Categoria defasada

“Hoje, temos uma realidade, no nosso Estado, de profissionais que entraram no último concurso e estão dentro dos núcleos de auxilio psicológico. E dos profissionais mais antigos que trazem sequelas tremendas na sua saúde psicológica e estão afastados, ou seja, é muito danoso”, conta Jean do Valle.

Segundo o vice-presidente, a lei afirma que a necessidade é de 1500 agentes de policia e o Estado está menos de 800 civis ativos. Essa defasagem é em todo país.