Polícia Federal incinera mais de meia tonelada de droga apreendida em ações

A Polícia Federal (PF) incinerou, na manhã desta sexta-feira, 31, cerca de 650 quilos de drogas apreendidas durante operações e ações de combate ao tráfico de entorpecentes no estado. A destruição que aconteceu nos fornos da Cerâmica Iguatu, foi autorizada pela Justiça Federal e Estadual e foi acompanhada por representantes da Judiciário, Ministério Público e da ANVISA.

As apreensões são fruto do trabalho das Delegacias da PF de Epitaciolândia, Cruzeiro do Sul e da Delegacia de Repressão à entorpecentes da PF em Rio Branco. Segundo o delegado Leandro Ribeiro, 90% das apreensões [de cocaína] são fruto do tráfico vindo da Bolívia e Peru. Outra parte [maconha] dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A maior parte da droga foi apreendida em 2016 e teve a destruição realizada na manhã de ontem e está avaliada em aproximadamente sete milhões de reais.

“Isso aqui é uma resposta à sociedade do trabalho das polícias. Essa ação realizada aqui, hoje, é fruto de apreensão da delegacia de Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Rio Branco e também de ações da Polícia Rodoviária Federal (PRF)”, afirma o delegado da PF Leandro Ribeiro.

Além disso, o delegado ainda lembra a violência gerada em torno de o entorpecente apreendido em menos de um ano. “O tráfico de droga é gerador de violência e em torno dele gravitam outros crimes como pequenos furtos, homicídio. Então podemos assegurar que dessa droga que está sendo incinerada aqui hoje tem esse peso.”

De acordo com o superintendente da PF no Acre, Chang Fan, o trabalho é realizado em várias vertentes, para chegar a estes resultados. E cita a fiscalizações nas estradas, aeroportos, investigação e trabalho de inteligência. “Todos esses trabalhos são feitos no sentido de chegar a esse resultado”, afirmou o superintendente.

Chang Fan ainda acrescenta: “Nós fazemos um trabalho diuturno de combate ao trafico, principalmente nessa região de fronteira com dois produtores, e inclusive, temos intercambio com as polícias de outros países no auxílio a esse combate”, finaliza.