PIB de 2016 teve queda de 3,6%

OIBGE divulgou no último dia 07 de março que o PIB – Produto Interno Bruto – de 2016, teve queda de 3,6% em comparação com 2015. Em 2015, o PIB teve queda de 3,8% quando comparado com 2014, trazendo dois anos seguidos de recessão. Em 2016, o volume transacionado foi de R$6,3 trilhões de reais, que convertidos para moeda americana (dólar) chegamos a US$1,937 trilhões de dólares (comercial) ou US$1,933 trilhões de dólares (Ptax), ambos do dia 30 de dezembro de 2016.

O PIB – Produto Interno Bruto – significa a soma, em valores monetários, de toda a produção de produtos e serviços finais realizados num determinado período, numa determina região, ou seja, o PIB do Brasil é a produção de produtos e serviços finais realizados no ano de 2016, no Brasil.

A queda foi destaque em todos os itens que compõem a formação do PIB: Agropecuária (-6,6%); Indústria (-3,8%); Serviços (-2,7%); FBCF (-10,2%); Consumo das Famílias (-4,2%) e Consumo do Governo (-0,6%). No 4º trimestre de 2016 o PIB caiu 0,9% em relação ao trimestre anterior do mesmo ano e teve queda de 2,5% com o mesmo trimestre de 2015.

O PIB brasileiro, em moeda americana, caiu para a oitava posição no ranking mundial, e se levarmos em consideração a Zona do Euro, nós passamos a ocupar a nona posição. Em ambas as análises, é uma vergonha para o Brasil. Em 2012 estávamos na sexta posição no ranking mundial e deixávamos para trás países como a Índia e a França, que hoje estão na nossa frente.

No ranking atual em trilhões de dólares, temos: Estados Unidos (18,037); Zona do Euro (11,602); China (11,008); Japão (4,123); Alemanha (3,363); Reino Unido (2,858); França (2,419); Índia (2,095); Brasil (1,933) e Itália (1,822). Comparando o Brasil com as demais economias da América do Sul, ficamos em primeiro com a Argentina em segundo lugar, ocupando os “hermanos” a vigésima segunda posição na economia mundial com um PIB de US$583 bilhões de dólares.

Já o PIB per capita brasileiro teve queda de 4,4% em termos reais para R$30.407,00. O PIB per capita é a divisão do PIB encontrado pela população residente no meio do ano. Em dólares, temos um PIB per capita de US$9,350.25 (comercial) e US$9,330.16 (Ptax).

A Formação Bruta de Capital Fixo – FBCF, que é o indicador de gasto com aquisições de máquinas e equipamentos, construção civil e pesquisa e desenvolvimento, amargou uma queda de 10,2%, demonstrando que a recessão perdurou até o último dia do ano de 2016 sem qualquer sinal de recuperação.

A taxa de investimento em 2016 foi de 16,4%, queda em relação a 2015 que foi de 18,1%. A poupança também caiu para 13,9% em 2016 quando comparado com 2015 que foi de 14,4%. Isso mostra que os empresários estão investindo menos e a população deixando de poupar para pagar as dívidas acumuladas no período da bonança maquiada dos governos Lula e Dilma.

A queda acumulada do último biênio (2015/2016) foi de 7,2%, sendo a pior da história registrada pelo IBGE conforme o comunicado. No passado, o Brasil só registrou dois anos seguidos de queda do PIB em 1930 e 1931, quando os índices caíram 2,1% e 3,3% respectivamente, mas nada comparado com os atuais indicadores e as perspectivas futuras de retomada da economia nacional.

Os números ou os indicadores divulgados pelo IBGE nos mostram que a Nova Matriz Econômica da ex-presidente Dilma, fez um estrago danado na economia brasileira. As feridas ainda abertas levarão um tempo maior para cicatrizarem, exigindo do brasileiro mais sacrifício e suor para consertar as ideias econômicas tresloucadas da ex-presidente.

As reformas estruturais propostas pelo governo Temer são o norte possível para tentar manter o país no rumo do desenvolvimento sustentável. Outras deverão vir no futuro para equacionar o sistema, mas são dependentes das que estão postas no momento.

O Brasil não vive e não vai viver só dos investimentos públicos. O país precisa hoje e vai precisar amanhã dos investimentos da iniciativa privada – do grande, médio e pequeno empresário – para crescer e caminhar no processo de recuperação da riqueza perdida na desastrosa administração da petista Dilma Rousseff.

Infelizmente, para consertar a economia os brasileiros terão que aceitar reduzir direitos e aumentar deveres, sendo o preço que devemos pagar por eleger pessoa incapaz para gerir o país. O errado não foi escolher pessoa inapta para a gestão do país, foi demorar tanto tempo para tirá-la.

Nossa sorte hoje é que os brasileiros abaixo dos 30 anos não são parecidos com os brasileiros do passado. A diferença entre as gerações é a informação que chega e alcança dimensões nunca antes imaginadas e numa velocidade sem precedente. A internet fez esse bem ao permitir que em poucos segundos, todos possam tomar conhecimento do que ocorre em Brasília ou em qualquer lugar do mundo. Isso ajuda a pensar, refletir e encontrar uma posição individual que será exteriorizada nas próximas eleições.

O Brasil entendeu o recado e aprendeu a lição de que basta uma pessoa e um mandato presidencial para acabar com uma conquista que levou décadas para se tornar realidade aos brasileiros e brasileiras: a estabilidade econômica.

Marco Antonio Mourão de Oliveira, 40, é advogado, especialista em Direito Tributário pela Universidade de Uberaba-MG e Finanças pela Fundação Dom Cabral-MG.