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quinta-feira, 22 de outubro de 2026
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Orla de Boca do Acre tem lixo acumulado e mau cheiro no aniversário do município

A orla de Boca do Acre, um dos principais cartões-postais do município, foi alvo de reclamações nesta quinta-feira (22), data em que a cidade comemora seu aniversário. O acúmulo de resíduos em uma lixeira de grande porte, o mau cheiro e a presença de um animal morto chamaram a atenção de moradores justamente durante as celebrações.

Imagens encaminhadas por um internauta ao Jornal Opinião mostram o recipiente completamente lotado, com diferentes tipos de resíduos espalhados pelo local. Segundo relatos de moradores das proximidades, o material acumulado atrai urubus e provoca forte odor, causando incômodo a quem vive ou circula pela região.

O registro foi feito durante a programação comemorativa do município, que começou nas primeiras horas da manhã com atividades esportivas. A situação contrasta com o caráter festivo da data e levanta questionamentos sobre a conservação de um espaço de importância turística e simbólica para Boca do Acre.

Coleta de lixo entra no centro das cobranças

As condições da orla reacendem as críticas de moradores à administração do prefeito Frank Barros, principalmente em relação à regularidade da coleta de resíduos e à manutenção dos espaços públicos.

Enquanto a prefeitura realiza intervenções de infraestrutura, como obras de pavimentação e concretagem de ruas e a construção da rodoviária, moradores cobram atenção aos serviços cotidianos que afetam diretamente a qualidade de vida da população.

Parte dessas obras conta com recursos de emendas parlamentares. Embora os investimentos em infraestrutura representem intervenções visíveis na cidade, a situação registrada na orla evidencia a importância de manter serviços básicos, como a coleta de lixo e a conservação dos espaços de uso coletivo.

Relatos apontam falta de alimentação em escola de tempo integral

Outra reclamação relacionada aos serviços municipais envolve a Escola Municipal Nilce Avilar, unidade que passou por reforma e foi transformada em escola de tempo integral.

Profissionais que trabalham na instituição relataram ao Jornal Opinião que, em algumas ocasiões, estudantes precisaram ser dispensados no horário do almoço por falta de alimentação. As fontes solicitaram que suas identidades fossem preservadas.

Os relatos levantam dúvidas sobre o planejamento da oferta de refeições e a organização do atendimento aos estudantes. Em unidades de tempo integral, a alimentação integra a rotina escolar e precisa estar prevista para garantir a permanência dos alunos durante o período de atividades.

Até o momento, as informações apresentadas não permitem determinar a frequência dos episódios nem suas causas. O esclarecimento da situação depende de informações da administração municipal e da direção responsável pela unidade.

Aniversário é marcado por demandas por serviços básicos

O acúmulo de resíduos na orla coloca a limpeza urbana entre as demandas cobradas pela população no aniversário de Boca do Acre. Além do desconforto causado pelo mau cheiro, a presença de lixo e de um animal morto gera preocupação com as condições sanitárias do espaço público.

As reclamações também ampliam o debate sobre a necessidade de conciliar investimentos em obras com a manutenção regular dos serviços essenciais. Para os moradores, a conservação dos espaços públicos e o funcionamento adequado dos serviços municipais são necessidades permanentes, inclusive durante períodos de comemoração.

O Jornal Opinião mantém espaço aberto para que a Prefeitura de Boca do Acre se manifeste sobre as condições de limpeza da orla, as providências previstas para a retirada dos resíduos e os relatos de falta de alimentação na Escola Municipal Nilce Avilar.