Operação Black List prende líderes de organização criminosa no Vale do Juruá

O nome da Operação, significando “lista negra”, foi escolhido a partir do acesso à lista que continha informações sobre a facção e seus integrantes.

Uma investigação que durou cinco meses resultou na deflagração da Operação Black List, nesta quarta-feira, 2, pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por intermédio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Polícia Militar, nas cidades de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Tarauacá, onde foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão, e de prisão preventiva.

A partir de elementos de prova, apreendidos em operações anteriores, entre os quais, uma lista codificada, o Gaeco identificou mais de 20 criminosos, responsáveis pela distribuição de droga em diversos bairros de Cruzeiro do Sul e região.

Entre os alvos, está um integrante que ocupava a função de ‘conselheiro’ da facção, sendo responsável pela expedição de ordens visando a expansão da organização criminosa, ataques à facção rival, aplicação da “disciplina” com atos de punição.

“Foram tirados de circulação criminosos que já estavam atuando para fazer a expansão da facção no Vale do Juruá, apadrinhando e referendando novos membros, o que só demonstra a importância das prisões preventivas efetuadas”, explica o promotor de Justiça Júlio Cesar Medeiros, membro do Gaeco, que conduziu as investigações.

O nome da Operação, significando “lista negra”, foi escolhido a partir do acesso à lista que continha informações sobre a facção e seus integrantes.

Segundo o promotor de Justiça Bernardo Albano, coordenador-adjunto do Gaeco, a ação do Juruá teve resultados satisfatório e representa a expansão do trabalho do MPAC no combate ao crime organizado. “A Operação marca a ampliação e consolidação da atuação do Gaeco, em conjunto com a Polícia Militar, em todo o território do Acre, desta vez, com foco na segunda maior cidade do estado”, comenta.

O efetivo empregado na Operação envolveu cerca de 70 homens da Polícia Militar, além de promotores de Justiça do Gaeco e equipe técnica. O Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) também deu apoio ao trabalho.

“Essa operação foi importante, pois frustrou uma série de roubos na região que estavam sendo planejados. A inteligência policial foi cirúrgica porque a gente conseguiu chegar nas lideranças que fazem o crime acontecer”, destaca o tenente-coronel Evandro Bezerra comandante da Polícia Militar em Cruzeiro do Sul.