Operação Alvorecer: Organização usava venda de gado para camuflar tráfico internacional de drogas

A quadrilha que usava a venda de gado para lavar dinheiro do tráfico de drogas, foi desarticulada durante a deflagração da operação Alvorecer da Polícia Federal (PF). Durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira ,13, a PF informou que o grupo atuava em vários estados brasileiros.

Ao todo, 13 pessoas foram presas preventivamente. As prisões aconteceram em três estados; Rio Grande do Norte, Alagoas e a maioria no Acre. Além disso estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e 49 mandados de sequestros e bloqueios de bens.

A droga comercializada pela quadrilha era trazida da Bolívia e enviada para outros estados sobe a alegação de venda de gado. Durante a operação foram apreendidos 700 quilos de entorpecentes.

“É uma organização especializada em tráficos de drogas e lavagem de dinheiro, esse grupo criminoso movimentou somente no período da investigação, aproximadamente 20 milhões de reais. Hoje foram apreendidos duas armas de fogo e veículos”, disse o delegado regional de combate ao crime organizado Warlem Dias Ribeiro.

Ainda segundo a polícia, a quadrilha ostentava uma vida regadas a viagens e carros de luxo. Foram expedidos mandados de busca e apreensão de 53 carros desses carros.

“A polícia focou em asfixiar totalmente o poder financeiro da organização criminosa, com prisões que foram realizadas, com o bloqueio de bens e as tomada de veículos, nós podemos dizer que foi o desbaratamento total da organização criminosa” afirmou o delegado Fares Fegali.

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Transferência de presos

De acordo com a PF, um dos líderes da organização criminosa preso no Acre, será transferido para outro estado para presídios de segurança máxima. Outros dois presos no Rio Grande do Norte também serão transferidos para presídios federais.

“Em razão da organização continuar atuando mesmo dentro dos presídios, a polícia federal solicitou e o juiz deferiu a transferência dos principais líderes para os presídios federias. Acreditamos que essa atuação criminosa dentro dos presídios cessou na data de hoje”, disse Fegali”.

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