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O que é ser mãe: conheça três lições de carinho e coragem neste dia tão especial

Um pai que faz o papel de ‘pãe’, aglutinação das duas palavras mais importantes desse mundo: mãe com pai. Essa é a história de Wilson Souza, 38 anos, que cria a única filha, Isabele Loanny, desde os oito meses de vida. Belinha já tem 5 anos. 

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Um pai que faz o papel de ‘pãe’, aglutinação das duas palavras mais importantes desse mundo: mãe com pai. Essa é a história de Wilson Souza, 38 anos, que cria a única filha, Isabele Loanny, desde os oito meses de vida. Belinha já tem 5 anos. 

Uma mãe que não desgruda de seu garotinho, o lindo Francisco Gabriel, de 4 anos, que luta contra a leucemia e faz periodicamente sessões de quimioterapia. Assim é Janaina Pianko, de 24 anos, que adoraria receber de presente hoje a cura do filho.

Dizem que as mães amam os filhos da mesma forma. O que deve ser mesmo verdade. Não há diferença de um para outro. E olha que estamos falando de mãe de verdade, sim, porque mãe não é apenas aquela que gera, claro que há toda beleza naquelas que os carregam por nove meses em seu ventre o filho tão esperado, mas as que adotam também trazem no gesto a nobreza do amor.

O que essas pessoas têm em comum? O amor pelos seus rebentos. No Dia das Mães, conheça a história surpreendente dessas três famílias especiais. Estão nas próximas páginas.

Tem pai que também merece um feliz Dia das Mães

Dryelem Alves

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Assim como muitas mães assumem o papel de criar os filhos sozinhas, há pais que desempenham a mesma tarefa e se desdobram em mil para criar, educar e oportunizar um futuro promissor para seus filhos.

É o caso do comerciante Wilson Souza, 38 anos, que é pai solteiro e cria sua única filha, Isabele Loanny, cinco anos, desde que ela tinha oito meses de vida.

3 WhatsApp Image 2017 05 11 at 18.15.53O relacionamento com a mãe da pequena não durou e, após o fim da relação, ela descobriu a gravidez. Durante a gestação, ele deu todo o apoio necessário, a levou para as consultas, comprou remédios e o enxoval. 

Quando a criança nasceu resolveu trazê-la para morar com ele, assim ficava perto da filha. Porém os dois não conseguiam se entender e então ela resolveu ir embora. Mas, Wilson não permitiu que a criança fosse junto. Por entender que ao lado do pai a pequena teria mais conforto a mãe a deixou. Chegou a fazer visitas no início e foi se afastando. 

Desde então ele teve que desempenhar os dois papéis, como Souza mesmo diz: “sou pãe”. 

“Nunca impedi que ela visitasse nossa filha. Como também não entrei na justiça para pedir pensão. Custeio tudo que a Isabele precisa e não reclamo. Me sinto o homem mais realizado do mundo em ser pai e receber todo esse carinho de volta”, diz ele enquanto segura a filha no colo e recebe carinho da pequena.

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Nessa função ele relata ter passado por situações que para ele é difícil. Como, por exemplo, quando vai leva-la para vacinar. “Uma vez quase desmaiei em vê-la tomando vacina e quando ela precisou colher sangue para fazer exames passei mal”, comenta.

Mesmo morando com a mãe, Wilson desempenha suas responsabilidades de pai sozinho, cuida, educa, leva ao médico quando precisa e, claro, faz questão de participar da vida escolar da filha, que inclusive somente ele leva e busca. “Minha mãe ajuda, até porque eu não sei fazer aqueles penteados meigos, já tentei, mas não consigo”, disse sorrindo. 

Quando perguntado se tem vontade de ser pai novamente ele diz: “sou solteiro e tenho receio de arrumar alguém que venha a maltratar minha filha, mas nada impede que eu arrume uma mulher que seja companheira e que venha pra somar”, comenta.

Wilson é um exemplo de pai, quisera que muitos outros homens fossem ao menos mais presente com seus filhos. Ele cria a filha dignamente e em nenhum momento diz está arrependido da escolha. “Minha filha foi a melhor coisa que já me aconteceu, por ela eu faria tudo de novo. Me sinto orgulhoso do homem que me tornei depois que ela entrou na minha vida”, finaliza.

“Meu maior presente neste domingo seria a cura do meu filho”

MATERIAL RESLEY FOTO JUAN DIAZ 2RESLEY SAAB

Qual é o valor de um presente? Que homenagens uma mãe gostaria de receber neste domingo? Quantos pedidos estão ocultos nos seus corações, embora todos conhecidos pelo Criador? Para a dona de casa Janaina Pianko, ele resume-se numa frase: “Meu maior presente neste domingo seria encontrar um doador compatível para a cura do meu filho”. 

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Apesar de jovem, apenas 24 anos, Janaina não se abate com a luta que trava há dois anos para encontrar um doador de medula óssea para o filho, Francisco Gabriel, de 4 anos, que sofre de leucemia. 

A história dessa família de Marechal Thaumaturgo, município distante 500 quilômetros de Rio Branco, no Vale do Juruá, não está sendo contada aqui por acaso. Foi uma forma encontrada pela mãe e pelo pai do menino, o representante comercial Valcélio Furtado, de 31 anos, para encorajar as pessoas a se tornarem doadores de medula, e a mães que passam pelo mesmo problema a serem fortes, acreditando na cura. 

“Chamamos vocês aqui porque as pessoas sempre me perguntam se é preciso cirurgia, se é necessário um transplante que faz uma abertura no corpo e que causa dor, e não é. Por conta disso, da ignorância, muitos deixam de ajudar uma pessoa, que pode ser compatível, a viver”, explica Janaina Pianko. 

Desde que Gabriel começou a sangrar pelo nariz e a apresentar outros sintomas desse tipo de câncer, há um ano e oito meses, a mãe se mudou para Rio Branco, onde mora na casa do avô do garoto, o ativista indígena Francisco Pianko. O pai do garoto conseguiu transferir parte do trabalho dele como vendedor profissional para a capital, para acompanhar o filho, enquanto Janaina cuida do menino nos tratamentos.

Era sexta-feira, 12, quando Gabriel e sua mãe receberam o OPINIÃO no Hospital do Câncer (HC). Ele fazia sessão de quimioterapia. No dia anterior, quinta-feira, tinha recebido alta. Seu estado se agravou de noite e nas primeiras horas da manhã de sexta estava de volta à ala pediátrica do HC para receber as doses do medicamento que o estabilizaria. 

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Apesar das picadas das agulhas desagradáveis e das intermináveis bolsas de medicamentos quimioterápicos intravenosos recebidas por Gabriel, a serenidade que só uma mãe com uma fé inabalável pode ter o tranquiliza o tempo todo. 

“Na maior parte do tempo, ele joga videogame no meu celular. Mas não se desgruda de mim. Vou ver meu bebê curado, porque tenho muita fé em Deus que Ele vai curá-lo”, diz a mãe, escancarando um sorriso do tamanho do mundo. 

Pelo visto, choro ali não cabe. Não há tempo nem espaço para lamentações no coração da mãe Janaina, mas o que emana dela é uma energia incomum, uma força descomunal só visto nas grandes genitoras. Entre uns afagos e outros, mãe e filho, no fundo parecem saber que a vitória está próxima. Nos próximos dias, eles vão viajar para algum grande hospital de referência no sudeste ou no nordeste do país. 

“Já estamos com quase tudo certo para viajar. Vou em busca da cura para o meu filho. E vou conseguir, com a ajuda de Deus e dos médicos”. 

E se ela não vier neste domingo de mães, uma hora certamente, chegará. E quando isso acontecer, Janaina Pianko vai afirmar: “Valeu a pena acreditar”. Porque amor de mãe também faz sarar. Porque amor de mãe é pleno das bênçãos divinas. Porque amor de mãe complementa a medicina dos homens. E disso, Janaina e todas as mães do mundo sabem de cor e salteado.

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Adoção: um caminho para a maternidade

Alcinete Gadelha

Maria Alves, 54, sempre alimentou o sonho de ser mãe. Casou-se e vi o tempo passar e não conseguia engravidar. Em se coração começou e germinar o medo de não poder ser mãe. Foi então que veio a decisão de adotar uma criança.

WhatsApp Image 2017 05 13 at 17.58.14Com o apoio da mãe que também adotara uma filha, Maria tomou a decisão, mesmo ouvindo muitas opiniões contrárias. “As pessoas diziam: Você está louca, às vezes, nem os da gente dão certo, imagina o dos outros”, lembra.

Mas as opiniões não foram empecilho. O desejo de ser mãe era maior do que qualquer outra circunstância. “Ainda tem uma história que o povo dizia àquela época que quem não conseguia ter filho, se adotasse conseguiria. Pelo sim, pelo não, sei que cinco anos depois tive o meu segundo filho.”

Maria conta que fez votos a Deus para conseguir engravidar. Hoje, ela é mãe de três filhos e diz que faria tudo de novo. E afirma que não existe diferença no amor que sente. Em tom de brincadeira, ela afirma: “A diferença que tem é para nascer, quando adotei não senti dores, já no parto natural senti muito”, sorri ao fazer a comparação.

 “Ser mãe foi a maior alegria da minha vida. Minha filha veio para mudar a minha vida. Sou mãe de uma filha que não saiu de dentro de mim, porque ela não precisava sair de mim, ela precisava entrar em meu coração”, conta Maria que adotou Mirian ainda recém-nascida.

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Além da filha mais velha, a mãe foi presenteada com mais dois filhos aos quais gerou, mas para ela não existe diferença. “O amor de mãe é igual e não existe diferença de um para outro. Quanto a ela (Mirian) até esqueci como ela chegou à minha vida.”

As duas, juntas durante a entrevista, revelam a ligação de cumplicidade existente entre mãe e filha. Elas provam que os laços de sangue podem ser fortes, mas o do amor é invencível.

Para Maria ser mãe é uma dádiva da qual se alegra todos os dias por ter alcançado.

O processo de adoção no Brasil

O processo de adoção no Brasil envolve regras básicas, ainda desconhecidas da maioria. Um dos pré-requisitos ao interessado, com idade igual ou superior a 18 anos, é encaminhar-se a uma vara da Infância e Juventude e preencher um cadastro com informações e documentos pessoais, antecedentes criminais e judiciais. Em uma pesquisa realizada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em 2008, apenas 35% afirmaram que, caso desejassem adotar, buscariam uma criança por intermédio dessas varas, enquanto 66,1% recorreriam aos hospitais, maternidades ou abrigos.

Depois de colhidas as informações e os dados do pretendente, o juiz analisa o pedido e verifica se foram atendidos os pré-requisitos legais. A partir daí, os candidatos serão convocados para entrevistas e, se aprovados, passam a integrar o cadastro nacional, que obedece à ordem cronológica de classificação. Um pretendente pode adotar uma criança ou adolescente em qualquer parte do Brasil por meio da inscrição única. Quando a criança ou adolescente está apto à adoção, o casal inscrito no cadastro de interessados é convocado. O prazo razoável para o processo de adoção de uma criança é de um ano, caso os pais biológicos concordem com a adoção. Se o processo for contencioso, pode levar anos.

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