O Acre foi o segundo estado da Região Norte com maior número de casos da dengue

Doze estados brasileiros apresentaram aumento de casos de dengue este ano em relação ao ano passado. A maior variação foi no Amapá, de 354,7%, passando de 53 para 241 casos no período. Alagoas está em segundo lugar, com variação de 187%. Lá, o número de casos de dengue passou de 2.215 no ano passado para 6.357 este ano.

O Acre foi o segundo estado da Região Norte com maior aumento no número de casos da dengue, com 13.893 (147,3%). Em 2020, o Acre registrou mais de 12 mil notificações de casos suspeitos de dengue. Destes, 5.429 foram confirmados para a doença. Com isso, 15 cidades do estavam em alerta de surto da dengue.

O ano de 2021 iniciou tenso. Entre 1º de janeiro e 23 de fevereiro, de acordo com boletim epidemiológico do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre)o Estado registrou mais de 7,5 mil casos suspeitos de dengue e outros 1.683 casos já confirmados da doença. 

No mesmo período em 2020, eram 2.598 notificações, o que representou um aumento de 189% ou quase três vezes mais casos. Ainda segundo os dados, as cidades com mais casos suspeitos nesse período foram Rio Branco, com 3.276 casos representando 43,6% do total; Tarauacá com 1.986; e Cruzeiro do Sul que contabilizou 18% dos casos com 396.

Queda nas notificações no país

Apesar dos números, o Ministério da Saúde confirmou que os casos de dengue no país tiveram queda. Até novembro, foram notificados 494.992 casos, o que representa uma queda de 46,6% em comparação com o mesmo período em 2020, que registrou 927,060 casos. Já o número de óbitos pela doença apresenta uma redução de 62% de óbitos confirmados. Em 20211 foram 212, enquanto 2020 registrou 56 óbitos. 

Chikungunya e zika

Os casos de chikungunya cresceram em 17 estados, com destaque para São Paulo, com uma variação de 3.779% em relação a 2020. No ano passado, São Paulo teve 468 casos de chikungunya; este ano saltou para 18.156 casos.  Em seguida está o estado de Goiás, que passou de 48 casos para 562 de um ano para o outro.

Os casos de zika vírus também tiveram aumento de 2020 para 2021 em 12 estados – com destaque para o Acre, que passou de 21 para 205 casos do ano passado para cá, e Roraima, que aumentou de três para 24 casos.

Entre as principais arboviroses de circulação urbana, dengue, chikungunya e zika, essa última foi a única que não resultou em óbitos em 2021. Ao todo, foram registrados 5.710 casos prováveis da doença, uma queda de 17,6% em comparação com o mesmo período de 2020.

Arnaldo Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, destacou que a campanha irá durar 30 dias. Ele destacou que é preciso combater o mosquito Aedes aegypti para conseguir controlar as doenças ligadas a esse vetor.

“O Brasil tem diminuído, como foi dito, de uma maneira geral no âmbito geral as chamadas arboviroses de 2020 a 2021, mas como foi mostrado alguns estados têm chamado a nossa preocupação. É por isso que precisamos estar atentos, vigilantes para garantir cada vez mais a saúde de qualidade”, ressaltou.