Enquanto muitos moradores de Boca do Acre comemoram a chegada da pavimentação, há pessoas que parecem não compreender a importância de preservar uma obra aguardada durante décadas e financiada com recursos públicos.
No bairro Rabo da Cobra, moradores chegaram a interditar a rua para impedir a passagem sobre as ferragens e o concreto recém-colocado. Mesmo com o isolamento, algumas pessoas insistem em atravessar o trecho, desrespeitando a sinalização e colocando em risco a qualidade do serviço.
O concreto precisa de tempo para curar e desenvolver a resistência necessária. A circulação antes da liberação dos responsáveis pela obra pode prejudicar o resultado, comprometer a execução e gerar problemas que afetam toda a comunidade.
É lamentável que, depois de tantos anos de lama, poeira e cobranças por melhorias, seja necessário reforçar um pedido tão básico: consciência e respeito pelo patrimônio público.
Enquanto muitos reconhecem a importância da pavimentação, atitudes de descuido podem comprometer um benefício coletivo. A conveniência de atravessar uma rua interditada não deve estar acima da preservação de uma obra que deverá atender aos próprios moradores por muitos anos.
A pavimentação é uma conquista da população, mas sua preservação também exige responsabilidade coletiva. Respeitar o isolamento durante a execução não é apenas cumprir uma orientação: é contribuir para que o serviço seja concluído adequadamente e para que o investimento público não seja prejudicado por atitudes evitáveis.
Afinal, quem compromete a obra hoje pode enfrentar amanhã os problemas decorrentes de sua deterioração. Preservar o concreto recém-colocado é uma forma de proteger o benefício que a comunidade tanto esperou.


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