Ministro da Educação nega cortes, mas UFAC afirma que segundo semestre está comprometido

Por Hugo Costa

Na comissão de educação, em Brasília, o ministro da Educação, Abraham Weintraub negou os cortes, porém a reitora da Universidade Federal do Acre, Guida Aquino afirma não ter condições para iniciar o segundo semestre com a manutenção do corte.

Com o anúncio do bloqueio de 30% da verba de instituições federais de ensino superior feita pelo MEC. Na manhã desta terça-feira, dia 07, em uma audiência pública realizada na comissão de educação, em Brasília, Weintraub declarou, “não houve corte, não há corte. Há um contingenciamento”.

O ministro ainda coloca em cheque a aprovação da reforma da previdência para a retomada dos investimentos. “Se a economia tiver um crescimento com a aprovação da nova Previdência, e eu acredito nisso, isso vai retomar a economia. Retomando a dinâmica, aumenta a arrecadação e descontigencia”, disse Weintraub.

No mesmo dia e horário, em Rio Branco, a reitoria da Universidade Federal do Acre reunia alunos, técnicos e professores para confirmar a inviabilidade do segundo semestre acadêmico.

“Caso não haja um recuo do governo federal, nós iremos sim inviabilizar o início do segundo semestre. A partir do momento em que corta os serviços de manutenção, luz, limpeza e segurança, eu não vou dar a estrutura para que os professores continuem dando aula, para que as pesquisas continuem”, afirmou a reitora da instituição, Guida Aquino.

Atualmente, a Ufac recebe R$ 44 milhões em verbas federais, tanto para custeio, como para capital. Com o corte no repasse, a instituição pode perder R$ 15 milhões.

Assembleia Legislativa do Acre

Na sessão da ALEAC, o deputado Edvaldo Magalhães apresentou uma moção de apoio a Ufac e ressaltou a tragédia que esse corte pode representar para o país.

“Todos nós sabemos o quão importante é essa instituição para desenvolvimento do Acre, a nossa Ufac tem uma presença hoje espalhada pelo estado inteiro e é responsável pela formação dos professores. Nós não estamos discutindo uma crise orçamentária, estamos discutindo um corte por uma visão vesga do desenvolvimento do país”, disse o parlamentar.

Com informações do G1 Acre e Agência Brasil