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Mercado financeiro: poupador e tomador

Cque é Mercado? Numa definição simplória, Mercado é um local onde uma pessoa interessada em vender um bem ou serviço, encontra uma pessoa com o desejo de comprar esse mesmo bem ou serviço. Depois de analisadas as alternativas pelas partes ocorre à transação por um preço de equilíbrio ou combinado, levando-se em consideração a oferta e a demanda do bem e do serviço negociado. A mesma lógica é levada para o Mercado Financeiro, só que aqui, diverso do Mercado comum, transaciona-se o uso do dinheiro no tempo.

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Cque é Mercado? Numa definição simplória, Mercado é um local onde uma pessoa interessada em vender um bem ou serviço, encontra uma pessoa com o desejo de comprar esse mesmo bem ou serviço. Depois de analisadas as alternativas pelas partes ocorre à transação por um preço de equilíbrio ou combinado, levando-se em consideração a oferta e a demanda do bem e do serviço negociado. A mesma lógica é levada para o Mercado Financeiro, só que aqui, diverso do Mercado comum, transaciona-se o uso do dinheiro no tempo.

O mercado financeiro faz o papel de facilitador entre dois agentes financeiros que precisam negociar o dinheiro no tempo. Assim, os agentes financeiros são: Poupador e Tomador. O poupador é aquele que possui mais capital ou recurso do que necessita e o tomador é aquele que precisa de mais capital ou recurso do que possui. Os agentes financeiros podem ser ao mesmo tempo pessoas físicas, pessoas jurídicas ou pessoas física e jurídica.

Outra nomenclatura que podemos usar para poupador é agente superavitário e para tomador é agente deficitário. Na maioria das vezes os agentes deficitários são as empresas que precisam investir e não podem usar somente o capital próprio, ou até podem, mas o resultado do investimento será mais demorado. Já os poupadores ou agentes superavitários na maioria das vezes são as pessoas físicas que possuem receitas superiores as suas despesas, podendo, com isso, direcionar o saldo positivo para investimentos nos agentes deficitários.

E o que é poupança? Poupança pode ser explicada como a forma de deixar de consumir no presente para poder consumir mais no futuro, ou seja, você prefere guardar o dinheiro num investimento que renderá juros a fim de consumir mais no futuro.

Portanto, se poupar é deixar de consumir no presente com o fim de consumir mais no futuro, podemos entender que o capital não utilizado no presente será aplicado em algum investimento que trará o retorno esperado para consumir mais no futuro.

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O desenvolvimento de uma economia passa pelos investimentos das empresas. Investir gera emprego e aumenta a renda das pessoas. O investimento pode vir dos setores público ou privado e dependendo de onde vier, podemos ter as dívidas pública ou privada. O financiamento dessa dívida (pública ou privada) é o uso do dinheiro no tempo e sua remuneração é chamada de juros.

Buscar no mercado financeiro um poupador que queira financiar o investimento do tomador parece ser a forma mais rápida de concretizar o projeto de crescimento da empresa. Só que essa tarefa não é tão simples como se imagina. Entre poupador e tomador existem diversas diferenças que dificultam a realização do negócio como prazos, valores, taxas de juros, carências, multas e etc.

Buscando solucionar esse imbróglio, o mercado financeiro criou a figura do agente intermediário que é o meio entre poupador e tomador, ajudando-os a encontrar o mesmo prazo, valor, taxa de juros, carência, multa e etc. O agente intermediário pode ser um banco comercial, uma corretora ou distribuidora de valores mobiliários, um banco de investimento e etc.

A intermediação traz mais agilidade ao processo permitindo a transação a qualquer tempo e reduz o risco de pagamento em face do volume de capital utilizado pelo agente intermediário, diluindo a inadimplência sem gerar uma crise no sistema. Permite, ainda, criar agentes intermediários especializados em captação e colocação do recurso no mercado por segmento, ajudando a definir o preço do dinheiro que é representado pela taxa de juros.

Os juros como falamos, é o quanto o poupador exige do tomador para deixar de consumir no presente a fim de consumir mais no futuro. Além da taxa paga ao poupador, o agente intermediário para realizar sua função precisa remunerar seu custo de captação e de colocação do recurso no mercado financeiro. O custo é composto dentre outros itens pela inadimplência, pelo percentual de ganho do agente intermediário, da própria taxa de juros que irá pagar ao poupador, do prazo, dos impostos, do compulsório e etc.

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E é por isso que de um agente intermediário para o outro a variação da taxa que o tomador paga é enorme. Em finanças chamamos essa taxa de spread que é o custo total que o agente intermediário tem para realizar sua função. Mensalmente o Banco Central do Brasil (BCB) disponibiliza em sua página na internet o ranking dos spreads ou só das taxas de juros que os agentes intermediários cobram das pessoas físicas e jurídicas nos diversos seguimentos ou produtos financeiros.

Um exemplo pode ser verificado no cheque especial (dados do BCB de 24/03/2017 a 30/03/2017) com taxa mensal. A menor taxa cobrada foi de 1,56% dos Bancos CCB Brasil S.A. e Indusval; a intermediária foi do Banco de Brasília S.A. – BRB – 7,69% e a maior foi do Banco Mercantil do Brasil S.A. – 16,60%. Para quem tem conta no BB – 12,12%, Caixa – 12,26%, Bradesco – 12,58% e Itaú – 12,84%.

Como vemos no caso do Banco CCB Brasil S.A., a taxa do cheque especial foi de 1,56% a.m., o que parece mentira, mas não é. O CCB Brasil é o resultado da aquisição do BICBANCO pelo China Construction Bank (Banco Chinês) em 29 de agosto de 2014. Como o CCB Brasil pode captar recurso mais barato na China, seu custo é reduzido e seu spread pode ser menor, resultando numa taxa de juros para o cheque especial quase que nula e beneficiando apenas os brasileiros que são poupadores natos. Já o Banco Indusval – brasileiro, utiliza como garantia os investimentos dos clientes. Poupar leitor é gerar riqueza pessoal e poder usar produto financeiro com custo quase que irrisório como o cheque especial do Indusval ou do CCB Brasil.

Marco Antonio Mourão de Oliveira, 40, é advogado, especialista em Direito Tributário pela Universidade de Uberaba-MG e Finanças pela Fundação Dom Cabral-MG.

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