Médicos suspendem greve para ajudar no combate a Omicron e H3N2

De acordo com o sindicato, os profissionais que voltarão a atuar na rede municipal são 20% dos contratados, o que representa mais ou menos dez médicos.

Os médicos acreanos que estavam parados desde o dia 13 de dezembro, revogaram a greve temporariamente, para reforçar o atendimento nas unidades de saúde. A decisão foi tomada na noite da segunda-feira, 17, durante uma Assembleia Geral, encabeçada pelo Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC)

O presidente da instituição, Guilherme Pulici, disse que o momento atual é de união, de apoio aos colegas que continuam na linha de frente do combate contra o vírus, ainda mais àqueles que se contaminaram com a nova variante Omicron. Entretanto, Guilherme diz que a situação da saúde pública será reavaliada de tempos em tempos.

“É uma demonstração de boa vontade da classe que, sensibilizada, escolheu suspender o movimento paredista. A cada dez dias serão realizadas assembleias para avaliar a situação da saúde pública”, disse ele.

Em contrapartida, Pulici disse esperar bom senso por parte da prefeitura para que as reivindicações dos médicos que incluem a revisão do Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) e concurso público efetivo para ampliar o número de profissionais de saúde.

“As reivindicações, uma vez atendidas, trarão melhorias para toda a sociedade, atraindo e fixando profissionais especializados de qualidade em Rio Branco. O recrudescimento (agravamento) da pandemia com a chegada da nova variante somada ao H3N2 chamou nossa atenção e de forma unânime todos os médicos decidiram priorizar o nosso povo”, explica ele.

De acordo com o sindicato, os profissionais que voltarão a atuar na rede municipal são 20% dos contratados, o que representa mais ou menos dez médicos. Além disso, até o momento não houve contato para uma negociação por parte do prefeito, Tião Bocalom.

A associação disse que a greve apenas aumentou o problema causado pela falta de médicos na rede, o que é um reflexo dos baixos salários pagos, de R$1.800 base, o que desestimula o ingresso de mais profissionais no sistema municipal de saúde.