Médicos de Rio Branco decidem continuar greve por tempo indeterminado

Quando começou a greve, no dia 8 de novembro, o prazo era de 30 dias. Agora, segue por tempo indeterminado, segundo informou o presidente do Sindicato dos Médicos (Sindmed), Guilherme Pulicci.

Os médicos da saúde básica de Rio Branco decidiram, em assembleia realizada na noite de terça-feira, 7, dar continuidade na greve da categoria que completa um mês na quarta-feira, 8.

Quando começou a greve, no dia 8 de novembro, o prazo era de 30 dias. Agora, segue por tempo indeterminado, segundo informou o presidente do Sindicato dos Médicos (Sindmed), Guilherme Pulicci.

“Tivemos assembleia geral e de forma unânime todos optaram por paralisar por tempo indeterminado. Ressalto que não tivemos nenhuma proposta formal por parte da prefeitura nesse período, nenhum chamamento para conversa, diálogo e nem documento protocolado aqui no sindicato e estamos no aguardo. Vamos exercer nosso direito à paralisação. Vários médicos estão insatisfeitos e prestes a jogar a toalha”, disse.

Pulicci falou que ainda acredita em um acordo e ressalta que a categoria quer apenas a incorporação dos benefícios que já são pagos e nada seria acrescentado à folha de pagamento.

“O que o sindicato pede não é aumento é que estas gratificações sejam incorporadas, entrem no salário base e o profissional possa contar com isso para uma aposentadoria, afastamento, situação de invalidez seja temporária ou permanente e assim aumentando seus direitos e ajudando a fixar os médicos”, acrescentou.

Por determinação judicial, a greve contava apenas com 10% dos profissionais participando do movimento. Mas, a partir de segunda-feira (13), deve aumentar o percentual para 20%. Os profissionais pedem a reforma do Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR).

Jonathan Santiago, Secretário de Administração e Gestão de Pessoas, em coletiva de imprensa, contestou o posicionamento do sindicato e disse que a incorporação gera, sim, um aumento nos gastos da prefeitura e tornou a ressaltar que está sendo feito diálogo com todas as categorias.

“Os médicos entenderam pela paralisação. O município ainda não fez contraproposta para nenhuma categoria. Todas as reivindicações gerais, a maioria por reposição salarial e implementos nas tabelas. O município só vai, a partir de fevereiro, apresentar suas mensagens sobre os planos”, disse.

O secretário pontuou que o principal debate é que os médicos querem que seja estabelecido, já agora no mês de dezembro, que a prefeitura precisa fechar o último quadrimestre para poder estabelecer o que pode ser firmado com a categoria.

O valor do vencimento inicial dos médicos é de R$ 1,8 mil e com as gratificações ficam em torno de R$ 8,1 mil e, segundo o sindicato, essa incorporação não traria impacto à folha, mas o secretário diz que teria sim.

“A proposta dos médicos traz, sim, impacto. A proposta dos médicos é vencimento base, juntar essas verbas de caráter permanente ao vencimento base, mas mantendo estas verbas em cima desse novo vencimento e não agora calculado em cima de R$ 1,8 mil e claro que traz impacto”, finalizou. (Alcinete Gadelha / G1 Acre)