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Cotidiano

Mais de 100 profissionais em saúde atuam na realização de um transplante no HC

Que o transplante de órgãos no Acre é uma realidade ninguém duvida. Afinal, os investimentos do governo do Estado no setor desde o ano de 2006 já fizeram com que 285 pessoas tivessem a chance de continuar vivendo graças à doação e os transplantes de órgãos. Além disso, cerca de 350 pacientes receberam órgãos transplantados em outros estados via Tratamento Fora de Domicílio (TFD) da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

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Que o transplante de órgãos no Acre é uma realidade ninguém duvida. Afinal, os investimentos do governo do Estado no setor desde o ano de 2006 já fizeram com que 285 pessoas tivessem a chance de continuar vivendo graças à doação e os transplantes de órgãos. Além disso, cerca de 350 pacientes receberam órgãos transplantados em outros estados via Tratamento Fora de Domicílio (TFD) da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

O que pouca gente sabe é a enorme logística necessária que envolve diversos profissionais que proporcionam as condições ideais para os procedimentos que vão desde a captação do órgão até a recuperação do paciente que recebeu o transplante.

Jarinne Nascerala, médica do Hospital das Clínicas, explica que mais de 100 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos são necessários durante todos os procedimentos. “Na verdade mobilizamos todo o hospital, desde o setor de captação até o centro cirúrgico, passando pelos responsáveis pelos exames e a equipe de enfermagem, todo mundo se mobiliza para que possamos salvar essas vidas”.

A médica Jarinne Nascerala explica que praticamente todo o hospital se envolve nos procedimentos de captação e transplante (foto: Júnior Aguiar)
Umas das etapas mais importantes é realizada por uma equipe composta de uma médica e cinco enfermeiros, que fazem parte da Organização de Procura de Órgãos (OPO).

Esses profissionais se revezam 24 horas, percorrendo as unidades de saúde em busca de pacientes que estejam com morte encefálica. “Sem doador não tem transplante. O primeiro passo é descobrir esse possível doador. Todos os dias o enfermeiro passa nas unidades verificando onde existem pacientes que estão respirando com ajuda de aparelhos. A partir da constatação da morte cerebral, fazemos o acolhimento dessa família para tentar convencê-la da importância da doação”, descreve Rosely Barreiros, coordenador da OPO.

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Identificado o paciente e autorizada a doação pela família são preparados os procedimentos para captação. Foi o que ocorreu no último domingo, 19, e na segunda-feira, 20, quando rins, córneas e fígado foram retirados de um doador e transplantados em cinco pacientes que estavam na fila do transplante e hoje, graças ao gesto de amor de uma família, podem celebrar uma nova chance de viver.

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