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Cotidiano

Mães ajudam banco de leite da maternidade a salvar vidas no Estado

Não é novidade que o leite materno é o único que reúne todas as propriedades necessárias de nutrientes para a proteção da saúde dos recém-nascidos.

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Não é novidade que o leite materno é o único que reúne todas as propriedades necessárias de nutrientes para a proteção da saúde dos recém-nascidos.

É nesse sentido que o Banco de Leite da Maternidade Bárbara Heliodora segue com a missão de conscientizar mães que possam contribuir com o estoque do hospital, que ajuda a salvar vidas, sobretudo de crianças prematuras.

Para o coordenador Hélio Pinto, a parceria das doadoras tem sido essencial para manter a assistência aos bebês que nascem com peso de até 1,5 kg.

 “Sempre fazemos esse apelo às mamães que têm potencial para ser doadoras, porque nossa demanda sempre acaba sendo maior que a oferta”, frisa.

No hospital, o banco de leite lida diariamente com as mães que retiram o leite exclusivamente para os filhos que se encontram internados na unidade, e com as mães que têm produção suficiente para amamentar o filho e doar para outros recém-nascidos.

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O sistema de cadastro conta com uma média mensal de 15 doadoras fixas. O banco disponibiliza toda a estrutura para coletar o leite na casa da doadora.

Por meio do 0800 647 1060, todas as dúvidas em relação à amamentação ou à doação podem ser esclarecidas.

“Basta entrar em contato que a gente vai até elas. Também disponibilizamos todo o material para coleta”, acrescenta Hélio.

Antes de ser pasteurizado, o leite retirado pelas doadoras em casa pode ser armazenado em freezer por até 15 dias. Depois do processo que passa no hospital, pode ser utilizado em até seis meses. Cada doadora ativa realiza uma bateria de exames a cada 90 dias. Vale ressaltar que um litro de leite doado consegue amamentar até dez recém-nascidos por dia.

Por ser primordial nos primeiros meses de vida das crianças e aumentar, inclusive, as chances de sobrevida de prematuros, a amamentação precisa ser vista com total atenção.

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Quem entendeu isso foi Selma Oliveira, servidora do hospital e integrante do banco de leite, composto por uma equipe de 24 mulheres. O cotidiano a fez despertar para o desejo de também ser uma doadora.

Quando chegou Enzo Gabriel foi a oportunidade que Selma encontrou para a autorrealização pessoal e o exercício do amor pelo próximo.

“Trabalho há sete anos no banco e sempre foi algo que eu achava muito bonito. Retirar o leite é algo trabalhoso, mas quando a gente pensa que isso pode salvar alguém, é gratificante, por ser um ato de amor e que vale a pena”, comenta.

Gabriela da Silva Azevedo aguarda o filho sair da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) há um mês. Depois de uma gestação complicada, a mãe, de apenas 16 anos e moradora de Brasileia, teve parto normal no sexto mês na maternidade.  O bebê deve permanecer no hospital até o mês de abril para ganhar peso.

“É muito importante ter essa equipe para orientar a gente. Quando o bebê nasceu eu quase não tinha nada de leite, hoje já consigo tirar bastante pro meu filho. Não vejo a hora de poder sair daqui logo com ele nos braços e pretendo me tornar uma doadora para ajudar outras crianças”, diz a mãe.

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Trabalho reconhecido

O banco é vinculado à Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em dezembro de 2016, recebeu pela segunda vez o selo ouro, que reconhece o padrão adotado pela maternidade dentro das exigências da Fiocruz para o leite coletado.