O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu nesta sexta-feira (16) aos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), durante a cerimônia de promulgação da proposta que acaba com a escala 6×1. Em discurso no Congresso Nacional, Lula classificou a mudança como uma conquista dos trabalhadores e afirmou que a Constituição Federal ficou “mais cidadã”.
A emenda reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. Segundo o presidente, a mudança representa um avanço na proteção dos direitos dos trabalhadores.
Lula reconhece divergências com o Congresso
Durante a solenidade, Lula reconheceu que a relação entre o governo federal e o Legislativo foi marcada por divergências, mas defendeu o embate político como parte essencial da democracia.
“Muitas vezes a nossa convivência é ruim por conta da divergência. Mas sem ela seria muito pior. Se eu não pudesse divergir de vocês e vocês não pudessem divergir de mim, se eu fosse autoritário e vocês fossem autoritários, a democracia estaria sendo jogada no lixo”, afirmou.
O presidente também parabenizou deputados e senadores pela aprovação da medida e destacou a importância da participação do Congresso na mudança constitucional.
Constituição ficou “mais cidadã”, diz presidente
Lula afirmou que a promulgação acrescenta dispositivos importantes à Constituição e amplia a proteção à população trabalhadora.
“Ela agora está mais cidadã, mais defensora do povo brasileiro e estabelece mais dignidade”, declarou.
O presidente também atribuiu parte do resultado à mobilização popular. Segundo ele, trabalhadores, estudantes, mulheres e homens participaram da pressão pela mudança na jornada de trabalho.
Lula cobra divisão das tarefas domésticas
Outro ponto do discurso foi a divisão das responsabilidades dentro de casa. Lula afirmou que a redução da jornada pode beneficiar especialmente as mulheres, mas ressaltou que esse avanço depende também de uma participação maior dos homens nas tarefas domésticas.
“A mulher já aprendeu a ir para o mercado de trabalho, mas nós ainda não aprendemos a dividir com ela as tarefas de casa. Quando é que a gente vai evoluir? Quando é que a gente vai chegar lá?”, questionou.
Ao encerrar a fala, Lula voltou a agradecer ao Senado, à Câmara e à população que se mobilizou pela mudança. O presidente defendeu que os dois dias de descanso contribuam para a saúde dos trabalhadores e para a convivência familiar.


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