Léo Rosas afirma que acreanos vieram à Boca do Acre se vacinar contra Covid-19

O jornalista Leonildo Rosas publicou em seu site “Portal do Rosas”, que um número significativo de acreanos mudou de endereço para Boca do Acre ontem, quinta-feira (8) e podem ter tomado a vacina que é de direito dos bocacrenses.

Léo Rosas, como é conhecido no Acre, classificou como “pessoas de caráter duvidoso”, os que são suspeitos de ter mentido a residência, para furar a fila em Boca do Acre e tomar a vacina que combate a Covid-19.

O fato aconteceu depois que a Secretaria de Saúde de Boca do Acre publicou uma propaganda, anunciando a ampliação do público, para pessoas acima de 55 anos de idade.

“Hoje, quando iniciou a vacinação para essa faixa etária no município amazonense de Boca do Acre, verdadeiras caravanas pegaram a estrada”, escreveu Leonildo.

“Dentre os espertos pode ter até assessor do governador Gladson Cameli, que postou fotos como se estivesse passeando na cidade”, afirmou Rosas.

Léo fez contato com a equipe de vacinação e conversou com uma enfermeira, que confirmou a presença de pessoas que possivelmente não são de Boca do Acre, nos postos de saúde, para tomar a vacina.

“Não sei te informar se veio de fora, sei que teve um pessoal que veio tomar e deu endereço da BR, uma fazenda”, disse a enfermeira ao site.

“Hoje, eu cheguei na farmácia, por volta de duas horas, pararam dois carros e, de cada um, desceram três ‘vei’. Depois saíram rindo, dizendo que foi bem rápida a vacinação”, disse outra entrevistada ao veículo de comunicação.

Manuel Barbosa fala
Conversamos com o secretário municipal de Saúde de Boca do Acre, Manuel Barbosa, que disse ter tomado ciência da matéria jornalística, mas não tinha informações a respeito da veracidade do que foi exposto.

Barbosa disse ainda que vai fazer uma averiguação no setor de vacinação. O secretário falou que a partir do momento que uma pessoa fornece e comprova endereço de Boca do Acre, principalmente da zona rural e está dentro da faixa etária que é público-alvo, fica difícil contestar e negar a aplicação do imunizante.

Manuel destacou ainda a preocupação do grande número de pessoas que têm se recusado a tomar a vacina. “As pessoas precisam se conscientizar sobre a importância de tomar a vacina, como maneira fundamental e indispensável para salvar vidas”, discorreu o secretário.