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Esportes

Jogador dorme no chão do ônibus e escudo é fixado com grampeador

Jogador do União Barbarense-SP dormindo no chão do ônibus, time do Acre fixando o escudo na camisa com grampeador, a delegação inteira do Batatais-SP “presa’’ num hotel para evitar calote no pagamento das despesas, jogador do Central de Caruaru-PE reclamando de ter atuado com fome, greve dos jogadores dos Batatais-SP… A vida é dura nos clubes pequenos do futebol brasileiro, muitos dos quais não terão o que fazer com o fim dos campeonatos estaduais.

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Jogador do União Barbarense-SP dormindo no chão do ônibus, time do Acre fixando o escudo na camisa com grampeador, a delegação inteira do Batatais-SP “presa’’ num hotel para evitar calote no pagamento das despesas, jogador do Central de Caruaru-PE reclamando de ter atuado com fome, greve dos jogadores dos Batatais-SP… A vida é dura nos clubes pequenos do futebol brasileiro, muitos dos quais não terão o que fazer com o fim dos campeonatos estaduais.

Dinheiro curto, estrutura precária e em muitos casos administrações danosas expõem quem habita esse lado B da bola a riscos constantes de passar por situações desagradáveis e constrangedoras na profissão.

Há casos pitorescos como o do Andirá, time do distante Acre. Num jogo contra o rival Alto Acre, a equipe estreou novo uniforme (comprado em loja novinho), que teve os escudos colados nas camisas em uma malharia de Rio Branco. Porém, o serviço foi malfeito e os distintivos começaram a descolar durante o aquecimento, com o suor dos atletas. Como o time não poderia jogar com uniforme incompleto, sem o escudo no peito, como manda a regra, o jeito foi recorrer a um grampeador, clipes e esparadrapo para fixar os brasões nas camisas.

“A gente estava no campo quando o juiz avisou que teríamos de resolver o problema. Do contrário, o time perderia por W.O. Aí, demos um jeito’’, disse o vice-presidente do “Morcego’’, João Renato, ao Estado. Menos mal que o Andirá venceu o jogo, de virada, por 3 a 2, e se livrou do rebaixamento.

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