Já chegou julho

Passamos, oficialmente, da metade do ano hoje, 1° de julho. Não é essa nenhuma data cabalística. É apenas uma referência para indicar que falta pouco para o fim de 2019. A essa altura, tanto em nível nacional como local, de acordo com o que foi anunciado antes, durante e depois das eleições, já era para a economia ter deslanchado, devia estar caminhando a passos largos para o tão almejado desenvolvimento.

É claro que ainda é cedo para se cobrar grandes resultados. Mas é o tempo certo para cobrar a indicação de que algo de positivo deva acontecer em médio e longo prazo.

Em nível nacional, Jair Bolsonaro e equipe, até aqui, não mostraram para o que vieram. Se atêm apenas à aprovação da Reforma da Previdência e têm condicionado tudo a ela. Enquanto isso, a economia está estagnada, o desemprego aumenta e as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) se apequenam.

Por essas bandas, até as últimas horas e minutos de ontem, também não se tinha notícia de projetos, programas ou ações que combinassem com a promessa de “tirar o Acre do atraso”. Fala-se em agronegócio, mas, por enquanto, apenas retórica. Nada ainda saiu do papel. Talvez depois da Feira Agropecuária, já que esse é o maior evento de negócios e entretenimento do Estado.

Também por aqui, assim como no restante do País, nada de solução para o avanço da criminalidade. Aliás, os últimos dias no Acre foram de muita violência, tiroteio em diversos bairros e mortes provocadas pela guerra entre facções. Pelo que havia sido dito, esse um problema que já deveria estar praticamente resolvido. Ou era tudo apenas conversa?