Integrantes do Comando Vermelho mantinham armas artesanais e pistola

Uma revista realizada na manhã de terça-feira, 21, na penitenciária Francisco D’Oliveira Conde (FOC) resultou na apreensão de vários objetos ilicitos, dentre os quais uma pistola .40 de uso restrito das forças policiais e 48 artefatos perfurocortantes (facas) e duas espadas, fabricados de forma artesanal pelos presos. Foram encontrados também 12 celulares, uma serra e 62 papelotes de cocaína.

O vasto material foi encontrado no Pavilhão “A” da unidade prisional, onde estão os presos ligados a facção Comando Vermelho (CV). A operação contou com a participação de agentes penitenciários (agepen), policiais civis e militares.

De acordo com o presidente da Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário do Acre (Asspen), José Janes Gomes os setores de inteligência do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e da Polícia Civil já haviam alertado para a existência de uma arma de fogo entre os presos ligados ao CV. A arma estava escondida em um buraco feito em uma das estruturas de alvenaria usadas como cama pelos presos.

Ainda de acordo com José Janes Gomes, a surpresa foi ainda maior quando encontraram espadas artesanais em poder dos presos, que usaram pedaços de ferro e outros artefatos para a fabricação das armas.

“O que podemos concluir é que os presos estão se armando para um possível confronto e por isso essas ações são de grande importância. As apreensões fazem parte de um “pente fino” promovido pela Asspen e pelo Iapen, através de trabalho voluntário de servidores em folga, que objetiva retirar os ilícitos de dentro dos presídios. E essas ações estão sendo complementadas por uma reforma estrutural em andamento, e pela punição severa a quem estiver envolvido em atos que envergonham a classe e chocam a opinião pública”, disse o sindicalista referindo-se ao possível envolvimento de agentes penitenciários na facilitação da entrada de armamentos e drogas nas unidades prisionais.