Indígenas buscam socorro do Estado após avanço do tráfico de drogas para aldeias no Acre

No evento, que contou com a participação de representantes da Funai, Exército Brasileiro, Dsei Juruá e ICMBio, Piyãko alertou para o tráfico de drogas, que avança para o territórios indígenas.

Os riscos ambientais que serão causados pela construção de estradas dentro das florestas, cortando os territórios indígenas, também foram temas debatidos.

O ex-secretário de Estado dos Povos Indígenas, Francisco Piyãko, foi reeleito nesta sexta-feira, 5, durante Assembleia Geral, coordenador da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (Opirj) para o período de 2022 a 2024.

No evento, que  contou com  a participação de representantes da Funai, Exército Brasileiro, Dsei Juruá e ICMBio, Piyãko alertou para o tráfico de drogas,  que avança para o territórios indígenas.

“A gente está sofrendo consequência e impactos de ameaças como o tráfico de drogas, que está caminhando para o entorno e para dentro dos nossos territórios. Estamos com medo de ficar refém disso, por isso precisamos do Estado mais presente para ajudar. Estamos para somar e proteger tudo aquilo que é nosso direito e dentro do nosso papel, como povo indígena”, destacou.

Os riscos ambientais que serão causados pela construção de estradas dentro das florestas, cortando os  territórios indígenas, também foram temas debatidos. Um exemplo é a  Rodovia BR-364, que vai ligar Cruzeiro do Sul a Pucallpa, a UC-105, no Peru, e outros caminhos abertos ligando os municípios da região.

Com o desmantelamento das instituições e políticas públicas  de proteção, promoção e desenvolvimento dos povos indígenas, a Opirj busca fortalecer  estratégias de atuação para enfrentar esses desafios na proteção do território e dos direitos dos povos indígenas.

Opirj

A Opirj tem atuação em área que abrange 11 comunidades indígenas da região do Rio Juruá. A  Organização trabalha em parceria com as instituições públicas, em apoio aos povos na área da  de saúde, cultura, educação e questão fundiária.

Luis Nukini, que já foi  coordenador,   ressalta as conquistas e avanços alcançados pela  Opirj. “Essa organização social é o príncipio das políticas indígenas hoje  no Acre. O movimento, junto de outros membros da sociedade, foi que conquistou uma educação diferenciada, o subsistema de saúde e uma Regional da Funai em Cruzeiro do Sul, por exemplo. Hoje, aqui, estamos dando continuidade a esse movimento”, citou Luís.

Osmildo da Conceição foi eleito vice-coordenador da Opirj ; Adeildo Siqueira, 1º secretário; Lair Lima, 2º secretário; Luiz Nukini, 1º tesoureiro e Francisco Lima, 2º tesoureiro.