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domingo, 8 de novembro de 2026
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Idaf amplia fiscalização para evitar entrada da mosca-da-carambola no Acre

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) vai reforçar o monitoramento contra a mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae) em diferentes regiões do estado. A medida ocorre após o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) classificar o Acre como uma das unidades da Federação consideradas de alto risco para a entrada da praga.

A nova classificação consta na Portaria SDA/MAPA nº 1.675, publicada no Diário Oficial da União em 26 de agosto de 2026. Além do Acre, o documento inclui Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão entre os estados enquadrados nessa condição de risco.

Diante da mudança, o Idaf pretende ampliar a estrutura utilizada para identificar rapidamente uma eventual presença da praga. O trabalho envolve ações de vigilância do trânsito de produtos agropecuários, educação sanitária e instalação de armadilhas em locais considerados estratégicos.

Rede de armadilhas será ampliada

O monitoramento no Acre já contava com uma estrutura superior à inicialmente exigida. A previsão original era de instalação de 40 armadilhas do tipo Jackson, utilizadas para acompanhar a presença da mosca-da-carambola.

Por iniciativa própria, o Idaf acrescentou outras 21 unidades ao sistema de vigilância. Com isso, o estado passou a contar com 61 armadilhas distribuídas em pontos estratégicos.

Agora, diante da nova classificação estabelecida pelo Mapa, serão instaladas mais 39 unidades. A expansão fará com que a rede alcance 100 armadilhas, aumentando a área monitorada pelas equipes de defesa agropecuária.

A ampliação tem como principal objetivo melhorar a capacidade de detectar precocemente a presença da praga. A identificação rápida de um possível foco permite que as autoridades adotem medidas de controle com maior agilidade e reduzam o risco de disseminação.

Proximidade com áreas de risco aumenta preocupação

O reforço da fiscalização também considera o cenário fitossanitário da Região Norte. A preocupação está relacionada especialmente à ocorrência da mosca-da-carambola e às medidas de quarentena adotadas em municípios do Amazonas.

Por estar geograficamente próximo dessas áreas, o Acre busca ampliar as ações preventivas para diminuir as possibilidades de entrada da praga no território estadual.

Além das armadilhas, o trabalho do Idaf envolve a fiscalização do trânsito agropecuário e ações de orientação voltadas à população e aos produtores. A estratégia é combinar monitoramento e prevenção para identificar eventuais ocorrências antes que a praga consiga se estabelecer e se espalhar.

Importância do monitoramento

A Bactrocera carambolae é considerada uma praga de importância agrícola devido aos prejuízos que pode causar à produção de frutas. Por isso, o acompanhamento permanente das áreas de risco é uma das ferramentas utilizadas pelos órgãos de defesa vegetal.

Com a ampliação da rede para 100 armadilhas, o Acre pretende fortalecer a vigilância e aumentar a capacidade de resposta diante de uma possível detecção.

A medida representa uma ação preventiva para proteger a produção agrícola estadual e evitar que a mosca-da-carambola avance pelo território acreano a partir de regiões próximas.

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