Há mais de 20 dias em greve, médicos seguem com paralisação em duas unidades de saúde em Rio Branco

Com apenas 10% dos profissionais participando do movimento grevista por determinação judicial, duas unidades de saúde estão sem os profissionais.

Em greve desde o dia 8 de novembro, os médicos que compõem o quadro da saúde de Rio Branco chegam ao 23º dia de paralisação na quarta-feira, 1º. Com apenas 10% dos profissionais participando do movimento grevista por determinação judicial, duas unidades de saúde estão sem os profissionais.

Além das unidades Ary Rodrigues, do Bairro 6 de Agosto e, Antenor Francisco Ramos, no Canaã. O movimento tem a participação de outros três médicos do Barral y Barral. Os profissionais pedem a reforma do Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR).

Em entrevista à Rede Amazônica, nessa terça-feira (30), o presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC), Guilherme Pulicci, disse que não houve avanço nas negociações.

A assessoria de comunicação da prefeitura confirmou ao g1, nesta quarta, tem uma comissão que está recebendo os sindicatos de todas as categorias para ouvir as solicitações e verificar o que poderá ser feito a partir do ano que vem. Existe uma agenda que está sendo cumprida.

“A gente até o momento não recebeu nenhuma contraproposta formal e nenhum aceno por parte da gestão para sentarmos e negociarmos os pontos que a categoria reivindica”, disse.

O sindicalista disse que o mais importante agora seria sentar e conversar. O movimento de greve está previsto para encerrar dia 7 de dezembro, mas o sindicato não descarta prolongar por tempo indeterminado.

“Já entramos com recurso junto ao Tribunal de Justiça para tentar reverter esse número fixado de 90% dos profissionais trabalhando. Acreditamos que esse número será melhorado a nosso favor, de maneira que a gente possa sentar à mesa e ver as melhorias para 2022. A gente sabe que não é pra agora e quando a gestão fala que só ano que vem pode ver. A gente sabe disso, só que ano que vem é daqui um mês”, acrescentou.

Decisão judicial

No dia 15 de novembro, a Secretaria de Saúde da capital acreana (Semsa) divulgou que a Justiça concedeu, parcialmente, uma tutela de urgência e determinou que 90% dos médicos em greve voltassem ao trabalho.

O TJ-AC reconheceu que o movimento é legal, contudo, destacou que “a saúde é essencial para o crescimento e desenvolvimento da população do nosso país”. Caso a determinação judicial não seja acatada, a Justiça estabeleceu multa diária de R$ 50 mil. A decisão é cumprida pelo sindicato.

“Temos que considerar que a greve não foi considerada ilegal, como alegava a gestão e a procuradoria municipal, já que o sindicato cumpriu todas as normas legais para declarar o movimento. O movimento segue. A categoria, por unanimidade, decidiu por seguir com o movimento e contamos no próximo dia 23 com a adesão dos demais sindicatos para reforçar o movimento. Agora, de fato, decisão judicial tem que ser cumprida”, disse na época. (Por Alcinete Gadelha / G1 Acre)