Grupo vai às ruas contra a reforma na Previdência e contra o foro privilegiado

Um grupo de pessoas protestou contra a reforma da Previdência e a mudança no sistema eleitoral para que, nas eleições de 2018, os eleitores não votem nas chamadas listas fechadas das legendas. Os manifestantes também pediram o fim do foro privilegiado e o combate à corrupção. O grupo é a favor da Operação Lava Jato.

Com gritos de “A nossa bandeira jamais será vermelha” os manifestantes se reuniram, na tarde deste domingo (26), em frente a Assembleia Legislativa, em Rio Branco. A organização afirmou que ao menos 50 participaram do protesto. Ao G1, a Polícia Militar (PM-AC) disse que não ia acompanhar o ato.

O ato, organizado pelos movimentos Vem Pra Rua e Brasil Livre, também protestou contra o aumento da tarifa de ônibus em Rio Branco, que saiu de R$ 3 para  R$ 3,50, aumento do IPTU e as obras no Hospital de Urgência e Emergência (Huerb) na capital, que já duram quase sete anos. O grupo é a favor da Operação Lares, que investiga um esquema de venda de casas populares no Acre e também da CPI do Transporte Público e pede mais segurança pública.

O agente penitenciário Renê Fontes, líder do Movimento Vem pra Rua e um dos coordenadores da manifestação, disse que é muito importante que o povo do Acre se junte a uma manifestação que ocorre em todo o país e que a indignação do povo é uma só.

“Queria falar que o povo do Acre é guerreiro e dizer para todos que nós estamos aqui para protestar. O povo já derrubou uma presidente e a gente continua aqui mesmo com o Michel Temer. Nós não estamos aqui protestando contra pessoas específicas, contra um partido específico, estamos aqui porque queremos um lugar melhor para viver com os nosso filhos e netos”, disse.

Fontes criticou a postura dos políticos de aprovarem projetos na calada da noite. “É uma situação muito preocupante, nós temos muitos motivos para protestar, não importa se é uma grande manifestação, o que importa é que o acreano está aqui reivindicando e lutando pelos seus direitos”, acrescentou.

O agente disse ainda que além das pautas nacionais, os acreanos estão protestando também em relação à falta de segurança que ocorre no estado. “Estamos aqui para protestarmos também sobre problemas locais. O acreano não aguenta mais essa violência. O crime organizado tomou conta da nossa cidade, sou agente penitenciário de há oito anos e tenho visto o crescimento de facções dentro do presídio e fora também”, falou.

Líder do Movimento Brasil Livre e um dos organizadores do ato, Athos Santos reafirmou que a manifestações está longe de partidos políticos. “Nossa pauta é a favor do povo brasileiro, não viemos aqui para fazer palanque político. Somos ativistas e pessoas que lutam pelo bem do povo brasileiro, queremos um Brasil sem corrupção”, afirmou.