Governo cede a protesto da casa de acolhida Souza Araújo e informa pagamento de parcela

Por Marcelina Freire

Na manhã desta segunda-feira, 18, internos da Casa de acolhida Souza Araújo, que cuida das pessoas com hanseníase, fecharam a BR 364 em protesto pela falta de pagamento por parte do estado para manutenção do local. Após o ato o governo noticiou por meio de nota que deu início ao processo de pagamento de uma parcela da dívida.

“O governo informa que já protocolou, junto ao banco, nesta segunda-feira mesmo o pagamento no valor R$ 220 mil referentes ao convênio com a Diocese de Rio Branco. O recurso é destinado para as comunidades Souza Araújo, Estrela do Amanhã e Arco Íris. Esclarece ainda, que após o pagamento ser protocolado junto ao banco, o dinheiro é depositado na conta da instituição em até três dias úteis”, diz a nota.

Os internos reclamam que com a falta de recursos, a casa pode fechar, pois falta remédios, material para curativo, combustível para transportar os doentes entre outras coisas. Ainda no início do ano a diocese comunicou que não tinha mais condições de sustentar a situação.

Segundo a Diocese de Rio Branco, que é a responsável por administrar a casa de acolhida, os repasses estão atrasados há oito meses e chegam a R$ 2 milhões. O repasse faz parte de um convênio entre o governo e a Diocese. Além da Souza Araújo, o valor do repasse também é usado para custear os gastos nas casas terapêuticas Estrela da manhã e Arco Iris que recebem pessoas com dependência química.

O valor protocolado pelo governo é referente a apenas uma parcela, do mês de agosto de 2018, segundo a assessoria de comunicação da Sesacre. O contrato do governo com a diocese de Rio Branco terminou ano passado, ficando com três parcelas pendentes. O problema é que o governo ainda não renovou o contrato, deixando a administração das três entidades de mãos atadas.

Foto: Diego Gurgel