Gladson determina mega auditoria na Educação; procedimento começará a partir da gestão de 2016

REPÓRTER OPINIÃO

A Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes (SEE) passará por uma mega auditoria a pedido do governador Gladson Cameli. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 6, pelo controlador-geral do Estado, Luis Almir Brandão Soares. Os técnicos da Controladoria Geral do Estado vão analisar planilhas, ofícios, memorandos e vários outros dados das gestões de 2016 a esses primeiros meses de 2021.

“Para essa operação, dos 40 servidores que temos na Controladoria, estamos destacando 16. Eles farão um estudo preliminar que deve durar de 30 a 60 dias, em 100% dos setores administrativos e nas 619 escolas, quando então, a partir deste prazo, já teremos algumas informações preliminares para a sociedade”, explica Brandão Soares.

O procedimento é uma resposta aos constantes questionamentos na imprensa sobre malversação de contratos e de recursos na pasta.

No Despacho nº 130/2021, enviado à CGE, o governador enfatiza que é preciso buscar transparência na gestão pública do Estado e autoriza a Controladoria a implantar “medidas administrativas de controle e correição, amparadas no Artigo 32, Inciso VIII, da Lei Complementar 359, de 24 de maio de 2019”.

O controlador-geral pontuou que “a meta do governador Gladson Cameli é a de promover total transparência na administração da Educação, apresentando soluções para que a gestão seja de excelência, com total lisura e legalidade”, e apontando eventuais desmandos que surgirem.

Vale ressaltar que, desde que foi convidado a fazer parte da adminstração Gladson Cameli, o secretário de Educação, Mauro Sérgio Ferreira da Cruz, que no momento está em férias, sempre primou pela lisura da gestão, se posicionando contra quaisquer ilícitos que pudessem ocorrer, impulsionando transparência em todas as ações da pasta. Esse fator, inclusive, foi frisado pela secretária-interina, Andreya Abomorad.

“Sob hipótese alguma aceito corrupção no meu governo”

O governador Gladson Cameli já havia pedido total transparência aos gestores estaduais, ano passado, não só porque é um dever do administrador honrar o erário público, mas também diante do cenário atípico que causou a pandemia em todo o país.

Para o governador Gladson Cameli, o combate à corrupção, principalmente com ênfase na administração pública, já é uma das suas maiores prioridades e se intensificou muito mais como carro-chefe do governo, desde janeiro deste ano.

Sobre essa questão, o governador tem sido categórico: “Sob hipótese alguma aceito corrupção no meu governo. Firmei este compromisso com a população acreana e venho cumprindo rigorosamente com a minha palavra”.

Gladson acrescenta ainda que “quem tentar, pagará as consequências dentro do que determina a nossa legislação”.

No segundo semestre de 2020, o governador já tinha feito gestões neste sentido com todos os órgãos afins, entre eles os Ministérios Públicos estadual e federal, Receita Federal e Polícia Federal.

No âmbito das instituições estaduais, as atuações conjuntas envolvem, além do Grupo de Enfrentamento aos Crimes Contra a Ordem Tributária, o Gecot, e da Delegacia de Combate à Corrupção, a Deccor, mais duas delegacias: a de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, a Draco, e a de Repressão ao Narcotráfico, Denarc, com o intuito de enfrentar o crime de maneira mais técnica e eficaz, de modo a buscar a descapitalização e a recuperação de ativos criminais.

Há ainda a Diretoria de Administração Tributária, da Secretaria da Fazenda, e o Grupo de Atuação Especial de Combate à Corrupção, o Gaecc, do Ministério Público do Estado do Acre. (Com informações da Secretaria de Estado de Comunicação)