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terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Furacão Polo atinge o México com ventos de 175 km/h e provoca risco de inundações e deslizamentos

O furacão Polo atingiu a costa do México entre a noite de segunda-feira (28) e a madrugada desta terça-feira (29), levando ventos fortes e chuva intensa para a região da Baixa Califórnia Sur. O sistema chegou ao país depois de alcançar a categoria 5 durante sua trajetória pelo Pacífico.

No momento do avanço sobre a península, Polo apresentava ventos sustentados de aproximadamente 175 km/h. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) havia registrado anteriormente ventos de até 185 km/h, quando o sistema ainda era classificado como furacão de categoria 3.

A chegada do fenômeno provocou alagamentos em áreas costeiras e levou as autoridades a alertarem para condições potencialmente perigosas. O NHC indicou risco de ventos com força de furacão e inundações repentinas em partes da Baixa Califórnia Sur e de Sonora.

Chuva intensa aumenta risco de deslizamentos

Além dos ventos, uma das principais preocupações está relacionada ao volume de chuva associado ao furacão. A passagem de Polo pode provocar acumulados elevados em determinadas áreas, aumentando o risco de inundações repentinas, deslizamentos de terra e problemas em regiões próximas ao litoral.

O sistema também provoca condições marítimas perigosas, com ondas fortes e possibilidade de maré de tempestade. O NHC alertou que os impactos poderiam continuar mesmo com o enfraquecimento do furacão após sua entrada no território mexicano.

Polo atingiu a costa oeste da Baixa Califórnia Sur ao sul de Las Barrancas, segundo informações baseadas nos dados do NHC. Na sequência, o sistema avançou pela península em direção ao nordeste e tinha previsão de continuar causando impactos no território mexicano.

Polo já havia alcançado categoria 5

A trajetória do furacão chamou atenção pela rápida intensificação registrada durante setembro. Em 22 de setembro, Polo chegou à categoria 5, a mais alta da escala Saffir-Simpson, com ventos próximos de 270 km/h.

Desde então, o sistema perdeu força, mas permaneceu suficientemente intenso para provocar condições perigosas ao se aproximar da costa mexicana. O NHC classificava Polo como um grande furacão enquanto ele avançava em direção à península.

El Niño e as condições do Pacífico

A temporada de furacões deste ano ocorre em um período marcado por condições oceânicas e atmosféricas favoráveis ao desenvolvimento de sistemas intensos no Pacífico. O El Niño pode modificar os padrões de circulação atmosférica, temperatura do oceano, chuva e vento em diferentes regiões.

O fenômeno climático não determina sozinho a formação ou a intensidade de um furacão. A força de cada sistema depende de uma combinação de fatores, incluindo temperatura da superfície do mar, umidade e condições dos ventos em diferentes altitudes.

Possíveis impactos nos Estados Unidos

A umidade associada ao sistema também pode alcançar partes dos Estados Unidos. Estados do sudoeste e das Montanhas Rochosas estavam entre as regiões com possibilidade de receber chuva relacionada ao transporte de umidade tropical.

Previsões indicavam possibilidade de chuva forte em áreas que incluem Arizona, Novo México e Colorado, entre outras regiões. Algumas dessas áreas enfrentam condições de seca, o que pode aumentar o risco de problemas relacionados a chuvas intensas.

Com o avanço para o interior do México, a tendência era de enfraquecimento progressivo do sistema. Mesmo assim, autoridades mantiveram os alertas devido ao risco de chuvas fortes, inundações repentinas e ventos perigosos.