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quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Furacão Isaias ameaça costa dos EUA com enchentes e maré de tempestade em formação tardia

O furacão Isaias avançava pelo Golfo do México nesta quinta-feira (8), colocando trechos da costa sul dos Estados Unidos sob alerta para uma combinação de ventos fortes, chuva intensa, elevação do nível do mar e possíveis alagamentos. O sistema se aproxima da região entre o Mississippi e o Panhandle da Flórida.

Além dos riscos provocados pelo deslocamento do furacão, Isaias chama atenção pela data em que se formou. O fenômeno se tornou o primeiro furacão da temporada de 2026 no Atlântico na noite de quarta-feira (7), quase alcançando o marco registrado em 1905, quando o primeiro furacão daquele ano surgiu em 8 de outubro.

Isaias se aproxima da costa dos Estados Unidos

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, o NHC, informou que o sistema seguia em direção leste-nordeste sobre o Golfo do México. A previsão apontava aproximação da costa norte do Golfo, especialmente em áreas do Mississippi e da Flórida.

As autoridades meteorológicas alertaram que condições de furacão poderiam começar a ser registradas no fim de sexta-feira nas áreas sob alerta. A chegada de condições de tempestade tropical também era esperada ao longo da sexta-feira.

A recomendação aos moradores das áreas potencialmente afetadas é acompanhar os comunicados das autoridades locais e se preparar para mudanças nas condições meteorológicas.

Maré de tempestade aumenta risco de inundação

Um dos principais perigos associados ao Isaias é a maré de tempestade, fenômeno que pode elevar o nível da água e provocar avanço do mar sobre áreas normalmente secas.

Segundo as projeções do NHC, alguns trechos entre Ocean Springs, no Mississippi, e Indian Pass, na Flórida, poderiam registrar elevação da água entre 5 e 7 pés acima do nível do solo. A mesma faixa era prevista para a região de Mobile Bay.

Entre a foz do rio Mississippi e Ocean Springs, a estimativa era de 3 a 5 pés. A mesma variação poderia ocorrer entre Indian Pass e o rio Aucilla. Já entre o rio Aucilla e Yankeetown, a previsão indicava elevação de 2 a 4 pés.

O impacto final dependerá também do horário em que a maré de tempestade alcançar a costa e da fase da maré no momento da chegada.

Chuva intensa pode provocar enchentes

O sistema também deve provocar volumes elevados de chuva na costa do Golfo e em partes do sudeste norte-americano.

Entre sexta-feira e o fim de semana, são esperados de 3 a 6 polegadas de chuva em áreas centrais da costa do Golfo, desde o extremo sudeste da Louisiana até o Panhandle da Flórida. Em alguns pontos, os acumulados podem chegar a 10 polegadas.

Outras áreas do Sudeste dos Estados Unidos podem receber de 1 a 3 polegadas, com volumes isolados de até 5 polegadas. A faixa de chuva deve alcançar regiões ao norte do Vale do Tennessee e as Carolinas.

O NHC alerta para a possibilidade de inundações repentinas e urbanas, além de alagamentos localizados em áreas próximas a rios.

Há possibilidade de tornados e correntes de retorno

Os efeitos do Isaias não devem ficar restritos à chuva e aos ventos. A passagem do sistema também pode favorecer a formação de tornados em determinadas áreas.

O NHC também alerta para condições perigosas no mar, com ondas fortes e correntes de retorno potencialmente fatais. As primeiras áreas afetadas pelas ondulações devem ser o oeste e o norte da Península de Yucatán, antes de o impacto avançar para a costa do Golfo.

Furacão afeta produção de petróleo e gás

A aproximação do sistema também provocou medidas preventivas na indústria de energia instalada no Golfo do México.

Segundo informações divulgadas pela Reuters, aproximadamente 25% da produção offshore de petróleo e 16,37% da produção de gás natural da região haviam sido interrompidas preventivamente.

Empresas como Shell e Chevron também reduziram operações e retiraram funcionários de plataformas diante da aproximação do furacão.

Formação ocorre no fim da temporada

Isaias se tornou furacão na noite de quarta-feira (7), tornando-se o primeiro sistema da temporada de 2026 no Atlântico a atingir essa intensidade.

Na madrugada desta quinta-feira, por volta das 4h no horário local, os ventos sustentados estavam próximos de 80 mph, ou aproximadamente 129 km/h, enquanto o sistema continuava a ganhar força.

A formação ocorreu apenas um dia antes do recorde registrado em 1905. Naquele ano, o primeiro furacão da temporada do Atlântico surgiu em 8 de outubro.

Com isso, além da preocupação com os impactos sobre a costa dos Estados Unidos, Isaias também se destaca pela formação excepcionalmente tardia em uma temporada que já avançava para o fim.