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Floresta Estadual do Antimary serve como área de pesquisa

Floresta Estadual do Antimary serve como área de pesquisa

Floresta Estadual do Antimary serve como área de pesquisa

Com vasta diversidade de fauna e flora, a Floresta Estadual do Antimary (FEA), localizada entre Bujari e Sena Madureira, é utilizada como área de pesquisa por estudantes e cientistas.

Desde o dia 9 de março, 14 acadêmicos do curso de mestrado em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais, da Universidade Federal do Acre (Ufac), acompanhados de seus orientandos, realizam a disciplina obrigatória de Ecologia de Campo, na floresta pública.

Segundo o professor da Ufac, Edson Guilherme, somente no Antimary é possível encontrar, aproximadamente, 450 espécies distintas de árvores. Em todo o estado existem 720 espécies de árvores.

“A gente tem preferência pelas unidades de conservação, e o Estado nos viabiliza as condições. Acredito que, quando os pesquisadores ocupam espaços como esse e começam a mostrar a biodiversidade, a política de preservação ganha força. No Acre, tudo é altamente diverso. O estado é um celeiro de espécies endêmicas”, frisou o professor.

Natural do Amazonas, a bióloga Natália Medeiros, 28 anos, decidiu realizar a graduação no Acre. “A vegetação do Acre é totalmente diferente, é tudo novo pra mim, é como se eu tivesse saído da Amazônia e vindo para outra Amazônia. É muito interessante, especialmente pela predominância do bambu. E estar aqui, fazendo ecologia de campo, é uma experiência muito boa”, destacou a mestranda.

Esta é a segunda vez que a disciplina é ministrada da Floresta Pública do Antimary. A imersão científica se encerra no dia 28 de março. Todo o material coletado – dados e resultados de pesquisa – é compartilhado com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), como propõe o convênio de cooperação firmado entre o governo e a universidade.

“Trabalhar em Unidade de Conservação é sempre melhor e a gente ainda gera informação para gestão. Outra coisa é que aqui há muita floresta preservada. Além disso, as pesquisas sobre manejo florestal são muito importantes para os acadêmicos, e para a própria sociedade. A infraestrutura, aqui da base, é o que nos possibilita a concretização desse trabalho de campo”, explicou o professor Elder Maroto.

Floresta Pública

Gerida pela Sema, a FEA possui uma área de 45 mil hectares e foi a primeira do Brasil a realizar a exploração de manejo, via concessão florestal. Essa atividade beneficia diretamente 53 famílias, com uma renda média de R$ 10 mil por ano que, somadas a renda do extrativismo da castanha, chega até R$ 20 mil.

Pesquisas e estudos vêm sendo realizados há mais de 20 anos no Antimary, alguns servindo de base para a elaboração da legislação florestal atual e combate as doenças tropicais, como a leishmaniose.

“O manejo florestal, as pesquisas científicas e a participação da comunidade mostram caminho viável para o desenvolvimento econômico, com sustentabilidade, em uma das florestas públicas mais antigas do Brasil”, frisou o secretário de Meio Ambiente, Edegard de Deus.

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