Ex-prefeita Socorro Neri é ouvida pela CPI do Transporte Público da Câmara Municipal

VITOR PAIVA

A ex-prefeita de Rio Branco, Socorro Neri, foi ouvida na CPI do transporte público na terça-feira, 24, a fim de apurar a crise que se instalou no setor, iniciada em 2020. Essa foi a 7ª reunião realizada pelos vereadores da capital.

Durante o encontro, o vereador e vice-presidente da CPI, Fábio Araújo, a presidente da comissão, vereadora Michelle Melo, e o vereador Emerson Jarude realizaram diversos questionamentos para a ex-prefeita.

As primeiras perguntas estavam relacionadas ao seu conhecimento sobre como estavam as operações das empresas de ônibus e como era o processo de fiscalização das mesmas.

A resposta foi que a RBTrans cumpriu com o que estava acordado e que houveram discussões para que fosse realizada uma tentativa de melhorar o serviço prestado na cidade.

“Estávamos reunidos com as equipes, conversando sobre a necessidade de que as empresas fossem melhorando o serviço prestado, o serviço estava caminhando, estávamos implantado um sistema melhor, com a implantação do Terminal (de Integração) da Ufac quando, em março, já com previsão de instalar em 2020 mais duas linhas troncais, estourou esse evento (pandemia) e não tinha como fazer qualquer aspecto da vida pública sem considerar a pandemia. As empresas já vinham apresentando um desequilíbrio financeiro por razões de dificuldades, houve um decréscimo no número de passageiros que antes circulavam”, disse ela.

Com a chegada da pandemia, a execução do serviço foi dificultada, então, a partir desse momento, foi necessário realizar uma “subversão” no serviço.

“Isso perdurou por muito meses, de fato, até hoje podemos dizer que estamos saindo dessa situação, mas naquele momento havia, de fato, uma preocupação muito grande por parte de todos que compõem o sistema de que o serviço pudesse ser regularizado à medida em que havia expectativa de que as atividades voltassem a ser presenciais e o sistema de transporte público pudesse ser fortalecido. Se mostrou a necessidade que o município, para garantir a funcionalidade do serviço, fizesse uma subversão. Decidimos fazer uma discussão com os órgãos de controle antes de apresentar à Câmara”, afirmou Socorro Neri.

Ao ser questionada por Jarude, sobre as medidas que foram tomadas relativas a penalização das empresas, que descumpriram o contrato, ela disse o seguinte:

“Foram feitas diversas notificações a cada problema apresentado, mas não nos davam a segurança para a rescisão dos contratos. Havia o entendimento de que devíamos fazer todo esforço para manter o serviço, a medida em que considerávamos essencial para a população. Não é fácil fazer uma nova licitação para isso, acompanhamos um processo de licitação em Porto Velho, discutíamos as dificuldades do transporte coletivo e identificamos que não era só aqui que havia essas dificuldades”.

Hoje, 26, os vereadores vão ouvir a ex-superintendente da RBTrans Sawava Carvalho, que assumiu a gestão em 2020.

A CPI já ouviu anteriormente o ex-prefeito, Marcus Alexandre, o presidente do Sindcol, Aluízio Abate, ex- superintendente da RBTrans Gabriel Forneck, diretor de Transporte da RBTrans, Clendes Vilas Boas, ex- superintendente da RBTrans Nélio Anastácio, superintende da RBTrans, Anízio Cláudio Alcântara, ex-prefeito Raimundo Angelim, diretor de Transportes da RBTrans, Clendes Vilas Boas e o ex-superintendente da pasta Nélio Anastácio.