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quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Estrada do Piquiá está ficando “só o luxo” após 22 anos de buraqueira e lama

Asfaltamento de 3,3 quilômetros, orçado em cerca de R$ 20 milhões e viabilizado por emenda do senador Eduardo Braga, entra na reta final após mais de duas décadas de dificuldades para quem utiliza a estrada

Depois de 22 anos convivendo com buracos, lama, quedas e trechos praticamente intransitáveis durante o período chuvoso, moradores e usuários da Estrada do Piquiá começam a enxergar uma realidade diferente. O asfaltamento de um trecho de 3,3 quilômetros está avançando e se aproxima da conclusão.

A obra tem orçamento estimado em R$ 20 milhões e foi viabilizada por meio de emenda do senador Eduardo Braga. A pavimentação representa uma mudança significativa para quem depende diariamente da estrada para chegar ao Piquiá.

Por mais de duas décadas, o período de chuvas significou dificuldade redobrada para quem precisava passar pelo local. A combinação de lama, buracos e piso escorregadio transformava o trajeto em um percurso de risco, com quedas e veículos enfrentando dificuldades para vencer os trechos mais complicados.

Agora, o avanço do asfalto começa a mudar completamente a paisagem. O que durante anos foi motivo de reclamação e preocupação passa a ganhar uma aparência que muitos moradores provavelmente nunca imaginaram ver naquele trecho.

A Estrada do Piquiá está ficando “só o luxo”.

A expressão resume bem a sensação de quem acompanhou a longa espera. Afinal, aquilo que deveria ser uma condição básica de infraestrutura, com uma estrada segura e adequada para o tráfego, durante anos pareceu algo distante para a população de Boca do Acre.

O novo pavimento também representa mais do que uma transformação visual. A expectativa é de que a obra melhore as condições de circulação, reduza os transtornos provocados pelas chuvas e ofereça mais segurança para moradores, trabalhadores, estudantes e produtores que utilizam a via.

Para quem atravessou os últimos 22 anos enfrentando lama e buracos, cada novo trecho asfaltado carrega um significado que vai além da obra. É o contraste entre uma estrada que durante décadas exigiu paciência e resistência e uma via que começa, finalmente, a oferecer condições mais próximas do que deveria ter sido normal desde o início.

Quando o serviço estiver concluído, não será apenas uma camada de asfalto sobre a estrada. Será também o encerramento de um capítulo marcado por anos de reclamações, dificuldades e transtornos.

Depois de 22 anos, aquilo que deveria ser normal finalmente começa a parecer extraordinário.

A Estrada do Piquiá está ficando só o luxo.