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Cotidiano

Erosão avança em área de risco e mais duas famílias devem ser removidas do bairro de Rio Branco

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A erosão que já levou casas e apartamento na Travessa Jucá, bairro Cidade Nova, em Rio Branco, avança cada dia mais. Mais duas famílias devem ser removidas nos próximos dias devido ao risco. Ao todo, 13 famílias já foram retiradas da localidade e levadas para o aluguel social.

No dia 2 de fevereiro, uma equipe da Rede Amazônica Acre foi na área e mostrou que o deslizamento estava a uma distância de 4 metros da casa do pedreiro Cleberson Timóteo do Nascimento, que mora no local há mais de 20 anos.

Nesta quinta-feira (2), um mês depois, a reportagem voltou ao local e registrou o avanço da erosão. A residência que ficava atrás da casa do pedreiro já foi levada pelo deslizamento e a Defesa Civil de Rio Branco fez o isolamento a partir da casa de Nascimento.

A família dele é uma das poucas que ainda vivem na travessa.

“Prefiro sair e arrumar outro lugar do que ir para aluguel social. Não quero, moro aqui há 20 anos, e por que não indenizam a gente? Tem que dar uma opção para gente porque foi erro e obra malfeita da prefeitura, em área irregular”, criticou.

O pedreiro falou também sobre o medo de viver em uma área de risco. “Tenho uma colônia e há mais de mês não vou lá para não deixar a mulher e os meninos aqui. Nem fui mais porque se acontecer um imprevisto aí, eu estando lá é difícil e estando aqui tenho uma noção [do que fazer]”, confirmou.

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A área sofre com deslizamento e desmoronamento de terra há anos. A previsão é de que a região seja incluída na obra do governo que vai interligar os bairros Quinze e Airton Sena com uma ponte.

“Monitoramos desde que assumimos a pasta, mas esse monitoramento vem anterior já e, durante esse período de dois anos, houve toda uma evolução e por isso tivemos a necessidade de remoção de famílias pela Defesa Civil. Essas famílias foram para locais seguros, mas a gente continua monitorando toda essa área, assim como as demais que monitoramos diariamente”, explicou o comandante da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão.

O coronel destacou que a Defesa Civil manter o diálogo com as últimas duas famílias que moram na travessa para definir o período de saída.

“Já encerramos aqui, mas em outros pontos ontem mesmo estávamos fazendo remoção de famílias que estavam na mesma situação. Estamos sempre presente para verificar a situação de segurança e orientar as famílias”, frisou.

Ainda segundo o comandante, na área foram identificados dois tipos de riscos, tanto hidrológico como geológico. Ele exemplifica a diferença.

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“Hidrológico é a questão de ter inundação e suscetíveis alagamentos. Geológico é o desmoronamento e deslizamento de terra. Há locais que têm os dois riscos presente, outros têm apenas um dos riscos, mas, além desses dois, temos ainda outros três riscos: meteorológico e biológico também.

Áreas de riscos em Rio Branco

A Defesa Civil Municipal de Rio Branco estima que, atualmente, cerca de 14 mil pessoas moram em áreas consideradas de risco hidrológico e geológico na capital acreana. O levantamento foi feito a pedido do g1.

Essas áreas estão sujeitas a eventuais desastres e podem, por exemplo, sofrer com tragédias causadas por fortes chuvas como deslizamentos, enxurradas e enchentes.

São cerca de 5 mil famílias vivendo em 61 bairros no perímetro urbano de Rio Branco que vivem nessas condições de risco.

No último dia 18 de fevereiro, uma enxurrada alagou ruas e atingiu 500 casas em Rio Branco. Somente em três horas foram registrados 96,8 milímetros de chuva, com ventos que chegaram a 40 quilômetros por hora. Os atendimentos da Defesa Civil às famílias atingidas levou uma semana.

Em Rio Branco, o acumulado de chuvas para o mês de fevereiro, até esta segunda-feira (28), foi de 468,8 milímetros. Sendo que a previsão da Defesa Civil da capital era de que chovesse apenas 299 milímetros este mês. Ou seja, este número foi superado em 169,8 milímetros.

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Na semana passada, cidades do litoral de norte de São Paulo foram atingidas por chuvas, e mais de 60 pessoas morreram na região. Há ainda milhares de pessoas desalojadas e desabrigadas. Segundo o Serviço Geológico do Brasil, empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia, dados de 30 de janeiro deste ano mostram que 3.938.831 pessoas moram em 13,5 mil áreas de risco espalhadas pelo país.

Acre tem déficit de 24 mil moradias

Captar recursos para tirar projetos do papel. Esse é o foco da nova Secretaria de Habitação e Urbanismo do governo estadual do Acre, pasta criada no segundo mandato de Gladson Cameli, reeleito em 2022. O gestor da pasta, Egleuson Santiago, afirma que pretende atuar para executar programas federais em benefício do estado acreano.

“Hoje nós temos déficit de 24 mil unidades em todo o estado, onde a maior parte é na capital, onde o déficit é de 11 mil, seguido por Cruzeiro do Sul, com 2,4 mil. Estamos aguardando o que o Governo Federal tem, para em seguida ir em busca de recursos para tirar os projetos do papel”, disse.

De acordo com o gestor, deve ser criado um banco de dados para embasar a execução de obras e programas, permitindo chegar à população necessitada de moradia. O projeto ainda está em fase de elaboração. “A gente vai trabalhar em cima desses números, buscar políticas para que a gente possa diminuir esse número”, finaliza. (Colaborou o repórter Eldérico Silva, da Rede Amazônica Acre.)

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